A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas já está a caminho dos mares da Guiné-Bissau

http://pt.euronews.com

Portugal vai apresentar ao Conselho de Segurança da ONU (para onde foi eleito graças ao apoio dos países lusófonos) a proposta para o envio para a Guiné-Bissau de uma força de interposição. Esta força é o resultado de uma proposta realizada pela CPLP na sua última reunião de Conselho de Ministros. O que ficou combinado por todos os países membros da Comunidade foi que todos contribuiriam com meios militares para essa força conjunta estando os detalhes a ser agora negociados. A declaração da CPLP de passado sábado incluía também a referência de que essa força lusófona seria “articulada com a CEDEAO (Comunidade Económica dos Países de África Ocidental), a União Africana e a União Europeia”. Ou seja, abrindo a porta à presença de forças militares dos países que se situam próximo da fronteira com a Guiné-Bissau como a Nigéria ou o Senegal.

A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas, composta por uma fragata, uma corveta e um avião P-3 Orion, que está a caminho de Cabo Verde não tem ainda missão definida, tendo por enquanto como objetivo apoiarem a eventual recolha dos emigrantes portugueses nesta país lusófono.

A primeira consequência da movimentacao da FIR foi a interdição do espaço aéreo e marítimo da Guiné-Bissau ao todo o “tráfego proveniente do estrangeiro”, numa alusão evidente à aproximação da força militar portuguesa e deixando assim uma ameaça difivil de cumprir pela escassez de meios aereos e navais da Guiné-Bissau, mas que tem um valor simbólico muito claro e que indica que qualquer presença de militares portugueses no terreno, para resgatar cidadãos portugueses ou de países amigos poderá ser acolhida de forma violenta pelos militares guineenses. Os golpistas guineenses acrescentam que “qualquer operação de entrada no país” (terrestre ou aérea) “só se efetuara com uma autorizacao prévia do Estado-maior, mediante a apresentacao dos planos e objetivos dessa operação”. Os golpistas acrescentam a ameaça que o incumprimento deste aviso “implicará automaticamente uma resposta militar já instruída para o efeito”. Neste discurso agressivo, os militares estão a ser apoiados por um grupo de partidos minoritários que formou um chamado (não muito original) “Conselho Nacional de Transição” que se pretende substituir na governacao da Guine-Bissau aos dois partidos mais votados: o PAIGC e o PRS, aproveitando assim o golpe militar para ganharem o poder que as urnas reiteradamente lhes negaram e confirmando assim toda a ilegitimidade e anti-constitucionalidade deste dito “conselho”. Fiéis ao seu “dono” estes partidos criticam o envio de uma força de interposição…

Como defende ESTA carta aberta do MIL.

Fontes:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2421720&page=2
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2421370
http://economico.sapo.pt/noticias/militares-portugueses-ja-partiram-para-a-guinebissau_142552.html

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Lusofonia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 7 comentários

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7 thoughts on “A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas já está a caminho dos mares da Guiné-Bissau

  1. Enoque

    “Portugal vai apresentar ao Conselho de Segurança da ONU a proposta para o envio para a Guiné-Bissau de uma força de interposição.”
    – Eu preferia antes de qualquer ação militar sanções e embargos econômicos como os feitos com a Coréia do Norte, por exemplo. Simplesmente fazer uma ação militar é desrespeitar a soberania da Guiné-Bissau.
    “O que ficou combinado por todos os países membros da Comunidade foi que todos contribuiriam com meios militares para essa força conjunta estando os detalhes a ser agora negociados.”
    – Certo, então! É preferível uma força militar lusófona do que a CPLP ficar de braços cruzados assobiando para o lado.
    “A Força de Reação Imediata (FRI) das Forças Armadas portuguesas…que está a caminho de Cabo Verde não tem ainda missão definida, tendo por enquanto como objetivo apoiarem a eventual recolha dos emigrantes portugueses nesta país lusófono.”
    – Sim, vocês têm o direito de resgatar os seus cidadãos que estão lá. Mas o caminho preferível sempre é o da diplomacia.
    “Os golpistas acrescentam a ameaça que o incumprimento deste aviso “implicará automaticamente uma resposta militar…”
    – A intenção dos militares golpistas é nos fazer rir? Eles que não sejam tão infantis! Sozinhos contra todo o restante da CPLP e outros países? O que a sua “resposta militar” vai fazer as forças armadas de Portugal? Ou do Brasil? Ou de Angola? Eles por acaso pensam que são o Irã(o) ou a Coréia do Norte? Ou a Síria? Eles que não sejam estúpidos! Prefiram negociar um acordo de paz! Querem que a Guiné-Bissau seja expulsa da CPLP e outros organimos internacionais, e fique isolada? Por favor, tenham bom senso, aceitem dialogar em paz com os seus parceiros!

    • Eles sabem que nao têm meios para ameacar a forca naval portuguesa (ainda que esta seja pequena). A sua ameaca dirige-se mais a uma intervencao terrestre onde, de facto, têm meios para “fazer mossa”…

  2. Mais uma notícia que os meios de comunicação do meu país fazem uma estranha questão de ignorar. Essa omissão é lamentável e nociva a liberdade de imprensa.

  3. Riquepqd

    E olha que o Brasil tem uma Força de Ação Rápida Estrategica, e poderia enviá-la em conjunto com a CPLP à Guiné-Bissau.

    http://www.tropasdeelite.xpg.com.br/BRASIL_FORCA%20DE%20ACAO%20RAPIDA.htm

    • Ora bem… poderia… mas vai? Aliás, começo a duvidar que a cplp leve mesmo adiante a sua “força de interposicao”, se assim for será o seu total descredito.

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