Daily Archives: 2012/04/16

A Rússia vai enviar dois rovers para a Lua depois de 2020

Sonda lunar russa Luna-Resurs (http://ofo.ikiweb.ru)

Sonda lunar russa Luna-Resurs (http://ofo.ikiweb.ru)

A Rússia vai enviar dois rovers para a Lua depois de 2020 e instalar uma estação automática depois de 2022. Ambos os projetos tencionam preparar uma futura base lunar russa.

A Rússia está particularmente interessada em estudar as regiões polares do nosso satélite natural, procurando recolher amostras e estudando os locais mais adequados para a futura base lunar russa.

A primeira fase da abordagem russa à Lua serão as sondas Luna-Resurs e Luna-Glob a lançar em 2015 e será seguida pelo lançamento dos rovers Lunokhod-3 e Lunokhod-4 depois de 2020. A área onde estas quatro missões vão operar será em princípio uma das regiões polares da Lua, mas a localização exata ainda está por apurar.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/Russia_Plans_to_Launch_Lunar_Rovers_to_Moon_after_2020_999.html

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Estado das Forças Armadas da Guiné-Bissau (Exército, Marinha e Força Aérea)

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Em começos da década de 90, o exército guineense contava com cerca de 5700 homens no exército, divididos por um batalhão de tanques, 4 batalhões de infantaria (5 em algumas fontes), um batalhão de artilharia, um de reconhecimento e uma unidade de engenharia. A infantaria estaria armada principalmente com espingardas de assalto AK-47, algumas FN FAL, diversos modelos de metralhadoras pesadas e lançadores de granadas RPG-7. O batalhão de tanques seria composto por 10 T-34 (do tempo da Guerra Colonial), os 30 T-54 e T-55 estariam já fora de uso há alguns anos e 12 PT-76s seriam os que restavam dos 15 originais. Os T-34 também não são vistos há alguns anos. Os batalhões de infantaria e o esquadrão de tanques seriam complementados por 55  BTRs-50/60 e alguns 152 e BRDM-2. A artilharia seria composta por cerca de 30 peças de artilharia de 85, 105 e 122 mm estariam disponíveis, assim como armas anti-aéreas de 23 mm e alguns morteiros de 82 mm e 8 morteiros 120 mm. Em termos de defesa aérea estariam disponíveis alguns SA-7 e Strella-2. Um relatório de 2008 da ONU indicava que nos três ramos, existiam 4 mil homens. Outras fontes mencionavam um total de 4430 homens sendo que esta discrepância se pode dever à inclusão (ou não) dos 2 mil homens da “Guarda Nacional” neste efetivo. Por seu lado, em 2007, a CIA, no seu “CIA World Fact Book” estimava que existiriam 9250 homens. No total, a Guiné-Bissau gastaria por ano 9,46 milhões de dólares ou seja 3,1% do seu magro PIB em Defesa.

Especial interesse tem agora (no que concerne à eventual oposição armada a uma força de interposição da ONU/CPLP) a marinha guineense que, em meados da década de 90, tinha 275 militares que serviam 2 POLUTCHAT-1 ex-soviéticas, unidades que já foram desativadas há muito, assim como um torpedeiro ex-soviético SHERSHEN (Project 206 Shtorm). Esta lancha tinha como único armamento anti-superfície torpedos, mas sem o radar de controlo que armava o modelo nas marinhas do Pacto de Varsóvia. Não tinha nem sonar, nem a capacidade (planeada) de transporte de cargas de profundidade, nem armamento (canhão ou metralhadora). O navio foi doado em dezembro de 1978, mas sem os tubos de torpedo e não há indícios de que tenha estado alguma vez operacional. O essencial da marinha guineense de hoje assenta em duas lanchas de construção francesa PLASCOA 1900, as lanchas Cacine e Caió doadas por França em finais da década de 90. Construídas no começo dessa década como “vedetas de vigilância” e tendo 19m40 de comprimento e uma deslocação de 34 toneladas e duas hélices alimentadas por dois motores Detroit Diesel (GM) 12 V 71 turbocompressores de 671 kw. Estes navios foram concebidos para uso pelos serviços franceses de alfândegas e têm um uso idêntico na Guiné-Bissau estando uma delas permanentemente baseada em Cacheu, onde tivemos ocasião de a visitar em março de 2011. Na atualidade, a Marinha Guineense conta assim com cerca de 350 militares (quase mais uma centena que na década de 90, mas com muito menos meios) e 3 patrulhas em estado incerto de operacionalidade sendo que as lanchas Caine e Caió (modelo PLASCOA 1900) estariam operacionais embora o seu armamento (uma metralhadora pesada na proa) nunca seja visto instalado e cerca de meia dúzia de lanchas Semi-Rígidas de Fiscalização. A Caió estava em reparação e não tem sido vista no mar. O Navio Balizador Samboia encontrava-se no Cais da Marinha na Guinave e não é certo que tenha sido reposto em estado operacional.

A Força Aérea Guineense tinha em finais da década de 1980, 6 MiG-17, 2 transportes Do-27 (doado pela Alemanha), 2 Yak-40, 1 transporte de turbo-hélices HS-748 de origem britânica de finais da década de 50, 1 Cessna 337 e um avião de transporte VIP Mystère Falcon. Em termos de helicópteros possuía 2 Alouette II (ex-portugueses) e um único Mi-8 ex-soviético. Desse inventário, mantido por cerca de 100 militares entre 3 a 5 MiG-17F se manterão num estado teórico de operacionalidade. Na década de 90 foram também recebidos 8 helicópteros A-318 e SA-319 de França. Na prática, há alguns anos que nenhum MiG-17 ou 21 realiza qualquer voo operacional ou de treino. Os dois MiG-15 UTI não estão certamente operacionais e estarão armazenados pelo menos desde a década de 90. Em 1978, França ofereceu um Reims-Cessna FTB.337 de patrulha marítima e um terceiro Allouette III, que será hoje o único ainda utilizável (embora também não voe há algum tempo). Um Dassault Falcon 20F para uso VIP, doado por Angola seria vendido aos EUA na década de 80. Há relatos de que os 3 ou 5 MiG-17 foram substituídos por num número equivalente de MiG-21MF em finais da década de 80, mas não existem provas de tal substituição. Um avião de transporte AN-24 e um terceiro Yak-40 foram entregues também na mesma data. Posteriormente, na década de 90 foram entregues alguns (número indeterminado) PZL-Mielec Lim-6 Fresco, a versão polaca do MiG-17, aparelhos abatidos das forças aéreas polaca e alemã oriental, mas não é certo que tenham voado alguma vez com as cores da Guiné-Bissau, sendo possivelmente usados apenas para peças de substituição. Segundo todas as informações, não existe nenhum avião a reação operacional na força aérea guineense, atualmente.

Já assinou a http://www.peticaopublica.com/?pi=cplpgb ?

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A Pobreza das Nações e a Riqueza das Multinacionais

“Na Riqueza das Nações, Adam Smith procurou provar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos pelo seu próprio interesse, promoviam o crescimento e desenvolvimento económicos. (…) Em resultado, os preços das mercadorias deveriam descer e os salários subir.
No entanto, hoje, e não obstante o progresso tecnológico, observamos uma subida dos preços reais das mercadorias e uma descida dos salários reais – exatamente o oposto do que havia sido preconizado por Adam Smith. É inevitável pensar que algo correu mal no processo…
Um dos pressupostos mais importantes do modelo económico-social de Adam Smith era o mercado de concorrência perfeita, implicando a atomização de vendedores e compradores. Num mercado de concorrência perfeita, nem vendedores, nem comprados teriam capacidade de influenciar os preços, os quais seriam ditados pela conjugação dos interesses de ambos.
No entanto, quando os indivíduos e as empresas prosseguem apenas o seu próprio interesse, procuram atingir uma dimensão e poder incompatíveis com o modelo de concorrência perfeita, o qual não lhes poderia garantir lucros tao elevados.
É neste contexto que as corporações multinacionais surgem como o expoente máximo da concorrência imperfeita, quer através de tentativas tradicionais de domínio de mercado, como o monopólio, oligopólio ou cartéis, quer através de formas bastante mais subtis e usadas com maior frequência nas últimas décadas.”

O grande distorsor no sistema económico capitalista atual é o impulso para o fim da concorrência entre os agentes económicos. A tendência nas últimas décadas foi para a concentração empresarial, com a aparição de uma horda de “economistas” e “comentadores” defendem para as massas a necessidade da fusão, aquisição e incorporação entre empresas. O movimento concentrador foi particularmente intenso no setor bancário, criando algumas dezenas de grande bancos “too big to fail” e que – mal geridos – dependiam do Estado para se furtarem ao colapso.

“Desde os anos 80, ao mesmo tempo que o processo de globalização se tem acelerado, os lucros corporativos têm crescido a um ritmo que nada faria prever. Exceptuando o setor financeiro, nos EUA, os ganhos não caíram como seria expectável no decorrer de uma profunda recessão, e rapidamente regressaram a níveis bem acima da média. Esta situação desafia a lógica económica: os lucros são elevados e continuam a sua ascensão, nem sempre linear é certo, apesar dos preços dos factores de produção continuarem a aumentar e o crescimento económico ser cada vez mais baixo. Como pode tal ser possível? Teoricamente, lucros grandes atraem mais competidores ao mercado, baixando os ganhos, enquanto que lucros baixos levam à saída de competidores, deixando o campo aberto para maiores lucros das empresas que se mantiveram no mercado. No entanto, tal deixou de se verificar. (…) Défices governamentais elevados estão a alimentar diretamente despesa que está fortalecendo os retornos e lucros corporativos, aumentando as poupanças dos grandes privados.” (…) “Muitas das companhias exportadoras das nações com mercados de trabalho de baixo custo são propriedade ou controlados por multinacionais. As corporações multinacionais estiveram envolvidas em pelo menos 50% das exportações chinesas. Há também uma forte correlação entre a subida secular dos lucros corporativos e a explosão massiva dos lucros residentes nos paraísos fiscais, que escapam portanto à tributação dos Estados.”

Que não restem duvidas: a maior ameaça atual para as democracias é o crescimento extraordinário do poder e influencia das multinacionais. Foram elas que pagaram aos políticos ocidentais (em corrupção direta e indiretamente em financiamentos de campanha) para aceitarem e implementarem a des regulação comercial radical e sem contrapartidas que desindustrializou o Ocidente e deslocalizou a indústria para a China. Quem lucrou mais neste processo não foram os trabalhadores chineses, miseravelmente pagos e sem direitos laborais, foram os grandes acionistas das grandes multinacionais que estiveram por detrás destes processos de deslocalização.

Hoje em dia é claro para todos que as deslocalizações estão na direta razão do empobrecimento crescente da europa e do ocidente. Nem que quem as promoveu, executa e mais beneficia com elas são as grandes multinacionais e os seus anafados acionistas. Chegou agora a altura de reverter este processo, fazendo regressar as fábricas que foram deslocalizadas e o capital assim exportado. Mas como fazê-lo sem repor as evaporadas barreiras alfandegárias? Como fazê-lo sem forçar quem quer exportar a transferir parte da produção para dentro de fronteiras? Como impor limites à livre circulação de capitais para fora das fronteiras e cativar aquele que já saiu? Todas estas respostas terão que partir de um grande dinamização do tecido produtivo por via do estabelecimento de um proteccionismo que, ao fim ao cabo, já existe no Brasil, EUA e China…

Fonte:
A Pobreza das Nações e a Riqueza das Corporações
Luís Couto
Finis Mundi, número 3

Categories: Economia, Política Internacional, Portugal | 1 Comentário

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