Brasil: Continuam os progressos contra a desigualdade económica

“A desigualdade no Brasil decresceu 40% desde 1995, indica um estudo publicado esta semana pela revista Veja. Um feito sem paralelo nas restantes economias emergentes que representa um aumento médio de 68% nos rendimentos das classes mais baixas do país.
Em 1995, os brasileiros mais pobres ganhavam 83 vezes menos que os mais ricos. Hoje, com o aumento dos salários mais baixos e a estagnação dos mais altos, a diferença continua grande: os ricos ganham 50 vezes mais. Mas, no mesmo período, a desigualdade aumentou 24% na China, 16% na Índia e 6% na Rússia – países que constituem o grupo das maiores economias emergentes em todo o mundo.
Os resultados traduzem-se também na evolução do índice de Gini – que mede a diferença entre os maiores e menores rendimentos. Entre 1995 e 2008, o Brasil baixou de 0,605 para 0,549 num índice em que o 1 é o mais desigual e o 0 é a igualdade absoluta.”
Jornal Sol
9 de marcos de 2012

Eis de facto o indicador que importa monitorizar: o da repartição de rendimentos numa economia, muito mais que o falacioso e brutal “aumento do PIB”. Do artigo acima citado se conclui facilmente que o crescimento chinês das ultimas décadas se tem feito muito (sobretudo) à custa da manutenção de um numero crescente de cidadãos em condições de vida sub-humanas, enquanto uma casta de privilegiados, corruptos e mais ou menos ligados ao Partido Comunista prosperam e usam o aparelho recessivo do Estado para manter este Status Quo podre mas que lhes é muito favorável.

O Brasil, pelo contrário, tem seguido outra política: desde logo é uma democracia, sem censura nem aspirações coloniais ou imperialistas (ao contrário da China que ocupa e coloniza o Tibete e o Sinquião), o Brasil também tem em curso vários programas de apoio social que visam repartir os ganhos económicos das últimas décadas e sobretudo tem um Estado muito ativo na Economia que, ao contrario, do modelo neoliberal em vigor na Europa, não tem pudor em defender a economia nacional contra agressões externas nem de ter um papel condutor na economia.

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Categories: Brasil, Política Internacional | 5 comentários

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5 thoughts on “Brasil: Continuam os progressos contra a desigualdade económica

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  2. Riquepqd

    Desigualdade no Brasil diminui com queda expressiva no Nordeste.

    E a queda da desigualdade no Brasil cresce num ritmo três vezes superior à meta do milênio da Organização das nações Unidas (ONU), que é de reduzir a pobreza em 25 anos

    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201203071857_TRR_80950560

    • Muito bem! (De novo) espero tambem que essa melhoria se deva mais a fatores reais e sustentaveis do que a subsidio-dependencia que mascarou muita pobreza na Venezuela durante o chavismo…

      • Riquepqd

        Não, somente o bolsa família não teria a capacidade de inverter com números tão bons.

        As economias dos Estados nordestinos vem crescendo a níveis chineses, tem as melhores médias do Brasil, e onde se produz riqueza, normalmente (não é regra, vide China, Índia e Rússia) a desigualdade diminui.

  3. jgfilho

    Este indice é de 2009, em 2012, o Índice de Gini do Brasil chegou a 0,519

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