Daily Archives: 2012/04/14

Brasil: Continuam os progressos contra a desigualdade económica

“A desigualdade no Brasil decresceu 40% desde 1995, indica um estudo publicado esta semana pela revista Veja. Um feito sem paralelo nas restantes economias emergentes que representa um aumento médio de 68% nos rendimentos das classes mais baixas do país.
Em 1995, os brasileiros mais pobres ganhavam 83 vezes menos que os mais ricos. Hoje, com o aumento dos salários mais baixos e a estagnação dos mais altos, a diferença continua grande: os ricos ganham 50 vezes mais. Mas, no mesmo período, a desigualdade aumentou 24% na China, 16% na Índia e 6% na Rússia – países que constituem o grupo das maiores economias emergentes em todo o mundo.
Os resultados traduzem-se também na evolução do índice de Gini – que mede a diferença entre os maiores e menores rendimentos. Entre 1995 e 2008, o Brasil baixou de 0,605 para 0,549 num índice em que o 1 é o mais desigual e o 0 é a igualdade absoluta.”
Jornal Sol
9 de marcos de 2012

Eis de facto o indicador que importa monitorizar: o da repartição de rendimentos numa economia, muito mais que o falacioso e brutal “aumento do PIB”. Do artigo acima citado se conclui facilmente que o crescimento chinês das ultimas décadas se tem feito muito (sobretudo) à custa da manutenção de um numero crescente de cidadãos em condições de vida sub-humanas, enquanto uma casta de privilegiados, corruptos e mais ou menos ligados ao Partido Comunista prosperam e usam o aparelho recessivo do Estado para manter este Status Quo podre mas que lhes é muito favorável.

O Brasil, pelo contrário, tem seguido outra política: desde logo é uma democracia, sem censura nem aspirações coloniais ou imperialistas (ao contrário da China que ocupa e coloniza o Tibete e o Sinquião), o Brasil também tem em curso vários programas de apoio social que visam repartir os ganhos económicos das últimas décadas e sobretudo tem um Estado muito ativo na Economia que, ao contrario, do modelo neoliberal em vigor na Europa, não tem pudor em defender a economia nacional contra agressões externas nem de ter um papel condutor na economia.

Categories: Brasil, Política Internacional | 5 comentários

Sobre a necessidade imperativa e urgente de estabilizar militarmente a Guiné-Bissau

O último golpe de estado militar na Guiné-Bissau é apenas o último de uma sucessão aparentemente interminável de intentonas e golpadas militares que assolam regularmente este país lusófono desde o fim do regime monopartidário do PAIGC.

A última golpada militar teve lugar há alguns dias quando por volta das oito horas da noite algumas dezenas de militares armados com AK-47 e RPG-7 atacaram a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial do PAIGC Carlos Gomes Júnior. Vários foguetes terão sido lançados contra as paredes da residência e houve troca de tiros, aparentemente entre polícias e paraquedistas que defendiam o edifício e os militares golpistas. Sem que se saibam detalhes, os defensores parecem ter-se rendido, abandonando as instalações sem serem detidos, já que o primeiro-ministro está agora detido num quartel a cerca de 60 kms de Bissau.

Como é usual neste tipo de eventos, as rádios foram ocupadas ou silenciadas e o mesmo aconteceu à sede do maior partido guineense, o PAIGC.

Na direta razão deste último golpe militar estão as declarações do antigo presidente (ironicamente deposto, também ele, num golpe militar) e agora candidato presidencial, Kumba Yala que terá apelado ao boicote militar na segunda volta das eleições… Estas declarações, contudo, não teriam sido suficientes para fazer eclodir este golpe, o qual encontra de facto as suas maiores motivações no fim abrupto da missão militar angolana na Guiné-Bissau, a MISSANG.

Os eventos que precipitaram o golpe terão começado em 3 de abril, quando num conselho de ministros, o Governo guineense decidiu manter em solo guineense a missão militar angolana de apoio à reforma dos setores de Defesa e Seguranca guineenses, recusando assim ceder às pressões das chefias militares que então já se faziam sentir de forma particularmente aguda. Nesse conselho de ministros, ter-se-á mesmo decidido expandir o âmbito da missão angolana, dotando-a de meios e objetivos mais amplos e que passariam inclusivamente… pela defesa das instituições democraticamente eleitas e, caso de golpe militar. Mas no dia seguinte, tudo parece ter sido anulado, com um recuo governamental em toda a linha às pressões dos militares: ao contrário do previsto, os 200 militares angolanos já não receberiam – como previsto – o seu armamento individual nem haveria extensão alguma do seu quadro de missão. Confrontado com esta inesperada cedência, Eduardo dos Santos terá dado ordem para o cancelamento total da MISSANG e decretado o regresso de todos os militares angolanos a Luanda.

Em suma: as chefias militares guineenses só estão dispostas a tolerar a presença de militares estrangeiros no seu solo desarmados e desprovidos de um mandato que possa interferir com o seu poder absoluto e liberdade plena para anularem ou suspenderem a democracia a seu belprazer, capricho ou em defesa das suas ligações ao narcotráfico colombiano e nigeriano que hoje recruta varias altas patentes guineenses, autênticos “senhores da guerra” completamente independentes e mais fiéis às máfias nigerianas e colombianas que à República Guineense.

Os militares guineenses parecem assim irredutiveis nos seus objetivos de se manterem acima de toda a legalidade e – devida – submissão ao poder político democraticamente eleito.

Chegados a este ponto, os comandos militares guineenses provam que só resta uma saída para este país lusófono e que esta passa pela total desmobilização do exercito guineense.

Recordemos assim Francisco Fadul, antigo primeiro ministro da Guiné-Bissau e ex-Presidente do Tribunal de Contas que em 2009 defendeu o envio de uma força lusófona de estabelecimento de paz (que tecnicamente teria uma missão mais alargada que uma missão de “manutenção de paz”) e que fosse capaz de garantir a vigência da legalidade e da constituição guineense.

Urge assim organizar rapidamente a Força Lusófona de Manutenção de Paz e trabalhar em prol da Construção de um Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau.

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 39 comentários

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