Daily Archives: 2012/04/03

A Roscosmos apresenta um ambicioso programa lunar e marciano ao governo russo

Modelo do Kliper (http://www.buran.fr)

Modelo do Kliper (http://www.buran.fr)

A Rússia pretende limpar a ma imagem deixada internamente e internacionalmente por uma série de fracassos (dos quais o Phobos-Grunt foi apenas o mais clamoroso) através de um ambicioso programa espacial que inclui uma missão tripulada à Lua e colocar estações automáticas em Marte, tudo isto até 2030. Este é pelo menos o plano que a Roscosmos vai apresentar este mês ao governo russo…

O plano da Roscosmos inclui a compra de tecnologia de foguetões estrangeira (presume-se que europeia, com quem já existem relações) por forma a recuperar o atraso para com os EUA em certos campos da tecnologia espacial. Assim, por via destas parcerias a Rússia poderia compensar a perda de massa cinzenta registada nas ultimas décadas sem esquecer a necessidade de aumentar a exigência sobre as empresas aeroespaciais russas que têm tido um papel central nos mais recentes falhanços russos.

O plano parece ser apostar no desenvolvimento do Kliper, uma nave reutilizável, capaz de voar até à Lua e Marte, incluindo o voo circum-lunar até 2030 e a alunagem de astronautas nos anos subsequentes. O plano prevê também a instalação de estações cientificas automáticas em Marte em parceria com outras nações.

O plano é ambicioso, mas realizável… Mas depende dos fundos governamentais e do sucesso das parcerias internacionais que surgem em praticamente todas as suas fases. As relações com os EUA estão a aquecer (esquecida que está já a guerra da Geórgia) e as com a ESA europeia no seu ponto mais alto de sempre, com foguetões Soyuz a serem regularmente lançados da Guiana Francesa. Em relação a Marte, a saída da NASA do rover europeu ExoMars abre espaço à entrada dos russos… Há assim boas condições para que estes planos lunares e marcianos sejam bem sucedidos. Esperemos que sim.

Fonte:
http://www.moondaily.com/reports/Russia_sets_sights_on_Moon_Mars_and_beyond_report_999.html

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QuidsL1 Gilberto Freyre

Gilberto Freyre (http://www.releituras.com)

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Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (16) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro, Poesia Timorense,Entrada da Portugal na CEE/UE,O Brasil na Segunda Grande Guerra]
Luis Brântuas (12) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço,Falintil]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]
Otus Scops (1): [Gilberto Freyre]

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Sobre o “Remorso do Homem Branco”

“Uma política externa tímida face às elites dos povos descolonizados. Sem a subserviência do antigamente, os governos não se conseguiram emancipar daquilo a que Pascal Bruckner chamou o remorso do homem branco e que está nos antípodas do sentimento experimentado e difundido pelo Kipling do If e que nos falava em tons heróicos do fardo do homem branco. Esta política para com as antigas colónias sempre comprometeu muito capital politico do Estado dificilmente recuperável, e também capital económico que não se vê como receber de volta, enquanto outros Estados que não o nosso, parceiros de excelência, extraem as riquezas verdadeiras e ganham as mais-valias com um realismo assustador. Por causa das comparações falaciosas com as práticas de outros, como os boers, os líderes desta política martirizaram os povos, enriqueceram os chefes locais e enfastiaram-nos pela sua incompetência. Nunca perceberam, salvo raras excepções, o que estavam a fazer e ainda hoje a cooperação com os Palops se encontra mal desenhada e dispersa.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

Não há dúvida de duas coisas: de que o “Homem Branco” tem razões legitimas para sentir remorso em relação ao seu passado recente em África, nem de que este remorso tem sido usado e abusado por alguns africanos. Não querendo diminuir nem esse remorso nesse abuso, temos que ser capazes de reconhecer que não será possível inaugurar uma nova era nas relações entre os povos lusófonos sem cortas as correntes dessas duas pesadas âncoras. O remorso pelo esclavagismo e pela exploração colonial deve ser arquivado e o uso do mesmo por alguns lideres africanos corruptos e ineptos que o usam para justificar as suas malfeitorias e incapacidade deve ser esquecido.

Uma nova era de Convergência Lusófona (principal objetivo do MIL: Movimento Internacional Lusófono) só pode ser erguida sobre uma base sólida e sã, sem ressentimentos ou alusões de superioridade moral ou cultural. O tempo já curou muitas feridas da Guerra Colonial, mas nem por isso esta deixa de ser usada como pretexto para a má governança de alguns países africanos de língua oficial portuguesa. Isso tem que acabar. Desde 1975, África teve tempo para corrigir o que os europeus deixaram mal e as suas populações tempo para expulsar do poder ditadores, tiranetes e demais abusadores. Se não o fizeram, seguindo exemplos na Tunísia, Líbia e Egito, foi porque não o quiseram. Não por causa dos “colonizadores” europeus que saíram em 1975.

A emancipação africana não foi cumprida com o processo (apressado) de descolonização de 1975. Será apenas plenamente concretizada quando os africanos libertarem também a sua consciência individual e coletiva do rancor pelo “Homem Branco” e quando este perder todo e qualquer remorso pelos seus pecados passados e passar realmente a olhar para o seu irmão africano e lusófono com olhos de irmão: reconhecendo de igual modo os seus defeitos e virtudes, num espírito de sã fraternidade e plena comunhão.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 5 comentários

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