Plataforma de Convergência Lusófona


“Uma convergência assente em três princípios estratégicos:
– o principio do reforço da Cidadania: até porque têm sido vitimas da asfixia dos grandes partidos, estes pequenos partidos não podem senão promover esse reforço, o que inclui, entre muitas outras coisas, a defesa das instâncias intermédios do Estado (Municípios e Regiões).”

O monopólio do sistema político pelos partidos não tem – manifestamente – funcionado. Décadas de “rotativismo democrático” produziram pouco mais que o Estado infetado por boys e boyas do bi-partido PS-PSD. A renovação do quadro partidário parlamentar que se observou e observa naturalmente nos outros países europeus nunca ocorreu em Portugal (o BE é a exceção, mas limitada pela existência anterior da UDP) tamanho é o controlo mediático dos grandes partidos e a atávica aversão à mudança dos portugueses. Este quadro artrítico tem que mudar. Tem que haver uma renovação parlamentar e esta – no quadro legal atual – tem que passar pelos ditos “pequenos” partidos.

“- o principio da Convergência Lusófona: cada vez mais pertinente, agora que, como também se tornou evidente para todos, o projeto da “União Europeia”, em que Portugal apostou tudo nestes últimos trinta anos, se encontra em manifesta implosão. Não que o reforço dos laços com os restantes países lusófonos – desde logo, com o Brasil – seja a panaceia para os nossos males.”

Os indicadores económicos, e nestes, o crescimento do PIB mostram de forma cabal e absolutamente insofismável que a integração europeia e, sobretudo, a adesão ao Euro, corresponderam ao período nas décadas recentes de menor crescimento económico. A Europa derramou sobre Portugal dinheiro sem destino ou efeito certo em troca do fim do nosso setor produtivo. Hoje, e desfeito a ilusão de riqueza induzida pelo crédito barato massivo, estamos bem pior que em 1986.

“Arrisco adivinhar que, à luz destes três princípios, mais do que suficientes para compor um programa político consistente e inovador, alguns dos ditos pequenos partidos, mais alguns movimentos que se quisessem juntar, poderiam estabelecer uma Plataforma, a dita “Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia”, que seria mais do que suficiente para garantir representação parlamentar.”

Com uma tal Plataforma, alguns pequenos partidos, arredados desde sempre de qualquer possibilidade de representação parlamentar poderiam nesta plataforma obter a tal presença. A democracia – cristalizada – poderia renovar-se através da chegada de novos elementos, de novas propostas e de novos partidos ao principal palco da nossa democracia. Com essa presença, os partidos do bi-partido PS-PSD seria estimulados a regenerar-se (pela via da competição democrática) e novos partidos convidados a surgirem. A democracia renovar-se-ia e o monopólio dos Interesses que hoje rege a República seria ameaçado.

Fonte:
Para a constituição da Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia
Renato Epifânio
Finis Mundi, número 3

Categories: Economia, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 10 comentários

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10 thoughts on “Plataforma de Convergência Lusófona

  1. Enoque

    Clavis Prophetarum
    “- o principio da Convergência Lusófona: cada vez mais pertinente, agora que, como também se tornou evidente para todos, o projeto da “União Europeia”, em que Portugal apostou tudo nestes últimos trinta anos, se encontra em manifesta implosão. Não que o reforço dos laços com os restantes países lusófonos – desde logo, com o Brasil – seja a panaceia para os nossos males.”
    – Não. Não é a panacéia para os vossos males. E se vocês saírem do Euro, como vai ser? O vosso nível de vida?
    “…a integração europeia e, sobretudo, a adesão ao Euro, corresponderam ao período nas décadas recentes de menor crescimento económico. A Europa derramou sobre Portugal dinheiro sem destino ou efeito certo em troca do fim do nosso setor produtivo. Hoje, e desfeito a ilusão de riqueza induzida pelo crédito barato massivo, estamos bem pior que em 1986.”
    – E a culpa é exatamente de quem? 🙂

    • “- Não. Não é a panacéia para os vossos males. E se vocês saírem do Euro, como vai ser? O vosso nível de vida?”
      – o nível de vida esteve durante décadas inflacionado acima do devido por causa dos afluxo dos milhões europeus (mal usados) e devido (sobretudo) ao crédito anormalmente barato. Tornámos-nos num pais com padrões de vida europeus, mas sem a produção por detrás para os sustentar. Agora vamos enfrentar anos de correcão e de inevitável empobrecimento… Lamento que o processo decorra pela via errada (o do desemprego e da manutenção de uma função pública sobredimensionada e remunerada acima da media): o objetivo devia ser a da redução das desigualdades de rendimento, já que somos, desde 2011, o pais mais desigual da OCDE!

  2. esta PCEL é a favor ou contra as touradas???

    • Não tem opinião sobre tal, como de resto o MIL também não tem. Pessoalmente sou totalmente contra, como sabes.

      • então diz-se ecológica e não tem opinião sobre este assunto???
        começa bem a esta Plataforma…

        sim, eu sei a tua opinião, que é a minha também.

        • Não se trata de um partido… Não temos (MIL) que ter opinião sobre tudo, apenas sobre temas diretamente ligados à Lusofonia ou à preparação de Portugal para essa realidade (como a descentralização municipalista e as economias locais)

        • quem falou em partido???

          sobre ter opinião sobre tudo é uma questão interessante, mas dizerem-se ecologistas e não ter opinião sobre touros de morte, hás-de convir que é incoerente.
          que raio de ecologia é essa então???

          é mais uma das tibiezas do MIL para agradar aos monárquicos e conservadores…

          • “Agradar”?… estamo-nos nas tintas para agradar. .. pensamos o que pensamos e somos pacientes e preserverantes.
            A plataforma é uma proposta, nao uma coligação ou aliança partidaria. Nao temos nem estrutura nem vocacao para nos tornarmos num partido o que nao quer que rejeitemos formas politicas de intervencao, como de resto ja fizemos no passado.

  3. Fenix

    Sou a favor desse espaço politico,por isso qualquer Plataforma de Convergência Lusófona é bemvinda. Mas também não rejeito um partido politico Lusofuno multi cultural e intercontinental.Sei que ainda falta muito trabalho para isso ser uma realidade.mas vale apena sonhar.

    • A prazo também não rejeito nada. Mas nao vejpo condicoes de curto ou ate medio prazo para sustentar solidamente tal projeto… primeiro ha ainda que fazer muito “trabalho de sapa”, muito como se vai fazendo tambem neste blogue.

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