Monthly Archives: Abril 2012

Da insustentável situação demográfica portuguesa

“Em 2007, pela primeira vez nas ultimas cinco décadas, o saldo natural (diferença entre o numero de nascimentos e de óbitos) da população residente foi negativo. Quer isto dizer que, nesse ano, o número de óbitos ultrapassou o número de nascimentos em mil indivíduos.”
Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

A situação entretanto melhorou um pouco, mas Portugal continua com uma de substituição muito inferior aquela que seria necessário alcançar para que o pais não alcance dentro de algumas (poucas) décadas uma situação insustentável em que por cada jovem haverão três idosos, cenário que se estima estar ao alcance já no ano de 2050.

Urge criar políticas de estimulo à natalidade e de proteção à família, reduzir os custos associados à educação de crianças e jovens, prolongar a vida útil dos mais velhos, garantir que se pagam pensões dignas, mas paritárias a todos, atrair mais imigrantes e combater o êxodo de jovens para o estrangeiro. E fazer tudo isto com grande sentido de urgência e maior competência, porque a prazo é do próprio futuro de Portugal que falamos.

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Cadilhe: “A UE teria de fechar os olhos a excecionais e temporárias derrogações de regras de concorrência, porque um plano de correção estrutural do défice externo e do desemprego careceria de políticas e medidas discriminatórias, durante cinco a dez anos, a favor da produção portuguesa de transaccionáveis”

“Primeiro,  precisaríamos de convencer a UE… Ela teria de fechar os olhos a excecionais e temporárias derrogações de regras de concorrência,  porque um plano de correção estrutural do défice externo e do desemprego careceria de políticas e medidas discriminatórias,  durante cinco a dez anos, a favor da produção portuguesa de transaccionáveis. Segundo,  precisaríamos de financiamento adequado às necessidades de muito e bom investimento nacional e estrangeiro, digo,  portanto financiar montantes elevados e prazos longos num plano que já não teria a assistência da troika.”

Miguel Cadilhe
Diário Económico
5 de abril de 2012

Gosto tanto de Cadilhe como gosto da Peste ou do Cavaquismo (fenómenos equivalentes no dano que deram a Portugal) mas não deixa de curioso (e encorajador) ver que a mensagem de que é necessário restaurar – ainda que provisoriamente – algum tipo de controlo das fronteiras comerciais de Portugal em relação à Europa.

A Europa não pode simultaneamente exigir-nos austeridade e o pagamento das dividas externas enquanto envia produtos agrícolas e pesqueiros a preços abaixo do custo que os mesmos assumem quando são produzidos em Portugal. Se precisamos (e como!) de recuperar o nosso setor produtivo,  por forma a substituir localmente importações e assim reduzir o desemprego e o crónico desequilibro da balança de pagamentos então precisamos que a Europa nos ajude e suprima – temporariamente – essa abertura total de fronteiras. Se não o fizer e num contexto em que o Euro se mantém demasiado elevado e que a Europa nos continua a inundar com os seus produtos não restarão muitas saídas alem da saída da União Europeia,  ja que a declaração simples de bancarrota não será capaz de resolver esses desequilibras a prazo.

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O presidente da República de Cabo Verde ao regressar da última cimeira da CEDEAO defendeu que a força desta comunidade regional devia ser “inclusiva”, no sentido de que deveria incluir forças de outras entidades transnacionais, como a CPLP

O presidente da República de Cabo Verde ao regressar da última cimeira da CEDEAO defendeu que a força desta comunidade regional devia ser “inclusiva”, no sentido de que deveria incluir forças de outras entidades transnacionais:
A CEDEAO entendeu que deveria criar uma força na África Ocidental. Mas esta força é também inclusiva, pois é criada em concertação com a União Europeia, União Africana, Nações Unidas e CPLP, bem como até pelos Estados Unidos e França, que fornecerão outro tipo de apoios”. Portugal surge ausente desta lista, ainda que um país sem ligações ao território (mas ambições históricas) como França apareça em destaque nesta declaração do Chefe de Estado caboverdiano. A esta lista, o governante somou ainda o Brasil: “Há questões de pormenor, de força, de ajustamentos. Por exemplo, não está excluída a participação do Brasil nos esforços de intervenção. Mas se me fala de Angola, havendo lá o problema da Missang que já esteve e vai sair, não estará excluída, como país africano ou da CPLP, mas talvez se deva perceber que seria mais fácil estarem tropas de outros países”.

Poderá chocar a alguns a ausência de Portugal nesta lista, e outros acusarao caboverdianos e guineenses de ingratidao, mas concordamos que Portugal (assim como França) deve estar afastado de uma presença militar direta nesta força multinacional de interposicao: existem ainda demasiados equivocos historicos datados da época da Guerra do Ultramar e a presença portuguesa no território – ainda que pudesse ser bem acolhida pela maioria da população – acicataria os animos mais violentos do narcoexercito guineense e poderia contribuir mais para o agravamento do conflito do que para a sua solução. Contudo, Portugal deve disponibilizar as forças que já tem na região (uma fragata, uma corveta, um navio abastecedor e um avião de reconhecimento) para dar apoio aéreo e naval a essa força multinacional. Não defendemos a presença de militares portugueses no terreno (excepto para resgatar portugueses, em caso de ameaça à sua integridade física), mas a sua presença como apoio de retaguarda, suporte logístico e até para eventuais operacoes especiais pode vir a fazer toda a diferença num conflito onde a presença dominante dos reputadamente incompetentes militares nigerianos não augura nada de bom.

Entretanto, em apoio desta presença da CPLP nesta força de interposicao na Guiné-Bissau, já assinou esta Carta Aberta do MIL? http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

Fonte:
http://asemana.sapo.cv/spip.php?article75604&ak=1

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Breve listagem de algumas das tecnologias que resultaram diretamente da investigação espacial

Eis algumas das tecnologias:

as ressonâncias magnéticas,
as máquinas de diálese,
os desfibrilhadores,
a cirurgia remota,
os corações artificiais,
a tomografia axial computorizada,
os detetores de microondas para mamografias,
a angiografia,
os raios X portáteis,
a comida desidratada,
os filtros de purificação de água,
as barreiras térmicas para automóveis,
os sistemas sem-fios,
o Fortan (linguagem de computador),
fotografias aéreas (como as do Google Maps),
o GPS (que temos nos nossos carros e telemóveis),
os scanners de bagagem dos aeroportos,
os sensores para gases perigosos das nossas cozinhas,
o estudo da camada de ozono, do aquecimento global,
a monitorização de furacões,
o teflon,
os painéis solares,
os respiradores usados pelos bombeiros, etc, etc.

A lista é infindável. Nada disto existiria se alguém no passado não tivesse devotado esses recursos à Ciência e à investigação espacial.

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A empresa japonesa Obayashi Corporation quer construir um Elevador Espacial até 2050

Uma grande empresa japonesa, ligada ao ramo da construção civil, anunciou que lançou um projeto para a construção de um Elevador Espacial que estará operacional antes de 2050.

A empresa é a Obayashi Corporation, sediada em Tóquio e o seu projeto consiste na colocação em orbita de uma estação orbital a uma altitude de 36 mil quilometros ligada a terra por um conjunto de cabos de alta resistência de nano-tubos de carbono, um material vinte vezes mais resistente que o aço

Os nano-tubos de carbono já não pertencem ao campo da ficção cientifica e andam por ai desde a década de 90, e o projeto do elevador espacial existe desde a década de 60, nos EUA.

Este projeto consiste num cabo de 96 mil quilómetros, ou seja, um quarto da distancia entre a Terra e a Lua, ligado num extremo a uma Estação Espacial com laboratórios e espaço habitacional. O transporte pelo cabo será assegurado por um elevador capaz de transportar até 30 pessoas a 200 km/h. Ou seja seria preciso um pouco mais que uma semana para chegar à Estação. A propulsão seria magnética, segundo a Obayashi e os dínamos seriam alimentados, na Estação, por painéis solares eletrovoltaicos.

Até ao momento, o grande obstáculo que falta ainda vencer é o custo dos nano-tubos de carbono, que tem que cair ainda muito antes que este projeto seja viável… De qualquer forma, a tecnologia para construir um elevador espacial está hoje ao alcance, faltando financiamento e uma descida do preço deste material. Se essas barreiras forem vencidas, o ser humano terá ao seu alcance uma forma de colocar humanos e cargas no Espaço a uma fração do custo atual e assim portas nunca antes antevistas se abrirão… E uma viagem à Lua ou a Marte tornam-se alcançáveis e financeiramente suportáveis.

Fonte:
http://www.yomiuri.co.jp/dy/national/T120221004421.htm

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O Super Tucano pode tornar a vencer o concurso da USAF “Light Attack Support”

A Embraer acredita que tem condições para vencer o novo concurso da USAF “Light Attack Support”. Segundo o fabricante aeronáutico brasileiro,  as especificações não deverão ser alteradas e se assim for o Super Tucano deverá sagrar-se vencedor pela segunda vez.

Em finais de dezembro de 2011, a Embraer tinha vencido este concurso internacional vencendo assim um concurso que equivalia a um contrato de 355 milhões de dólares em troca de 20 aviões Super Tucano para a força aérea afegã. Contudo,  este contrato seria subitamente cancelado devido à “qualidade insatisfatória da documentação fornecida”. Um movimento onde muitos souberam reconhecer uma atitude protecionista que favorecia o fabricante norte-americano perdedor, a Hawker Beechcraft… e isto apesar da Embraer ter assegurado que a sua vitória no concurso iria criar mil e duzentos empregos nos EUA,  na sua subsidiaria Sierra Nevada.

Os primeiros Super Tucano deveriam ser entregues aos afegãos em abril de 2013, mas este recomeço de praticamente do zero torna este prazo impossível de cumprir e isso significa que o exercito afegão não poderá contar com apoio aéreo durante os cruciais meses de transição… uma decisão protecionista deste jaez poderá assim colocar em causa a próxima segurança no Afeganistão.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/asd/2012/04/11/02.xml

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As Capelas Inacabadas do Mosteiro da Batalha

Capelas Imperfeitas da Batalha (http://ipt.olhares.com)

Capelas Imperfeitas da Batalha (http://ipt.olhares.com)

As Capelas Inacabadas do Mosteiro da Batalha têm um mistério que nunca foi resolvido de forma cabal: porque estas “portas para o céu” não têm comunicação com a Igreja. Com efeito, entra-se nas Capelas através de uma simples porta colocada a norte que é encimada por uma letra “E” e acima dela, a cruz de Cristo. Será uma referência ao nome “Eduardo” do rei Dom Duarte, para que foi projetado esta estrutura arquitetónica?

Para Manuel Gandra, para compreender a Batalha há que a dividir em Capela do Fundador, Igreja e Capelas Inacabadas e ligar estes três elementos às 3 idades de Joaquim de Fiore. Assim, a Capela seria a Idade do Espírito Santo; a Igreja seria a presente Idade do Filho e as Capelas Inacabadas a Idade do Pai; anterior à Idade do Filho. A falta de acesso direto entre a Idade do Filho (Igreja) e a do Filho seria uma forma de recordar aos iniciados que conheciam esta separação trifásica da Historia do Homem sobre a Terra que haveria uma separação formal e imaterial entre a Igreja formal e aparente e a oculta e simbólica aqui representada.

Fonte:
Lugares Inesquecíveis de Portugal
Paulo Louçã

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Da necessidade do regresso (e em força) ao setor das Pescas

“Em 2011, Portugal exportou mais peixe e crustáceos do que em 2010. Mesmo assim, os valores alcançados são muito inferiores aos registados na importação, com 7,3 mil milhões de saldo negativo.
Portugal não pesca o suficiente para satisfazer o consumo nacional. Além disso, devido às tradições culinárias do país, Portugal importa várias toneladas de bacalhau por ano, o que representa por si só um fator decisivo na balança comercial.
Em 2011, o país importou mais 1,6 milhões de quilos de peixe e crustáceos do que em 2010, o que representa um aumento de 87, 7 milhões de euros de compras, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).”

Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2434907

Portugal é hoje, simultaneamente (e paradoxalmente) o terceiro maior consumidor per capita de peixe do mundo, logo depois da Islândia e do Japão e o detentor da décima maior zona económica exclusiva do mundo. Tal contradição deveria ter ja colocado nas prioridades de vários governos a reconstrução da nossa frota pesqueira, destruída criminosamente durante o Cavaquismo. Por manifesta falta de vontade estratégica, embarcados na bebedeira da tercialização da economia e de “obras de regime” faraónicas, pagas a crédito barato que agora estourou bem nas nossas caras.

Urge erguer um programa de reconstrução da nossa frota pesqueira e de promoção ao desenvolvimento da aquacultura (hoje em dia,  até a República Checa produz mais em aquacultura que o nosso país). A presença asfixiante das frotas pesqueiras estrangeiras nas nossas águas, nomeadamente da espanhola (a segunda maior do mundo) tem que ser também revista,  assim como a proteção injusta que a União Europeia exerce sobre os interesses de Espanha nas nossas águas. Depois, desta abordagem tripla, Portugal possa recuperar a perdida soberania alimentar e este setor dê o seu contributo para o necessário equilíbrio da balança de pagamentos.

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O orçamento de defesa chinês vai duplicar entre 2011 e 2015

O orçamento de defesa chinês vai duplicar entre 2011 e 2015 tornando-se assim equivalente ao de todas as outras potencias regionais combinadas. Esta duplicação significa que a China vai passar dos 119 mil milhões de dólares gastos em 2011 para mais de 238 mil milhões, já em 2015, num ritmo de crescimento anual que ronda os 19%. Em 2015, o orçamento militar de Pequim será quatro vezes maior que o segundo maior orçamento regional, o do Japão, o que dá uma boa medida da quantidade de recursos financeiros ao dispor do regime de Pequim na atualidade e da vontade da China em se assumir como uma potencia regional dominante e uma potencial mundial muito significativa.

Nos próximos dez anos, segundo os analistas norte-americanos da IHS, a China vai reduzir a dimensão numérica do seu exército e modernizar o equipamento disponível, especialmente no Mar e em Terra (por esta ordem). Este aumento de despesa militar vai levar a uma resposta correspondente por parte das outras potencias regionais, com especial incidência naquelas que têm pendências territoriais com Pequim, como a Índia, as Filipinas, o Vietname, Indonésia ou Taiwan. Vietname e Indonésia irão aumentar as suas despesas militares acima do crescimento do PIB, confirmando que estamos hoje perante uma autentica “corrida armamentista” desencadeada pela explosão continua e crescente do orçamento militar de Pequim.

A China continua assim a assumir-se como um elemento de desestabilização regional, mantendo uma autentica guerra surda pelo controlo do Mar do Sul da China e dos seus recursos, enquanto mantém Taiwan debaixo de mira e intensifica a repressão e o genocídio no Tibete ocupado. Mostra também onde está a gastar os triliões de Euros que ganha ao Ocidente com as suas exportações e constrói um poder militar com que brevemente vai poder contar para poder impor o seu modelo de vida e de governo a mais países no mundo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/china-defence-budget-to-double-over-5-years-40502/#ixzz1mioPKg1b

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Poderá a NASA regressar à Lua por 40 mil milhões de dólares?

Os cortes que Obama vai lançar sobre o orçamento da NASA são radicais. A proposta do candidato republicano Newt Gingrich foi gozada por praticamente todo o espectro político norte-americano. O candidato propunha regressar à Lua em oito anos e estabelecer ali uma colónia lunar. As criticas basearam-se na questão do financiamento… Mas um estudo de 2011 estimava em 40 mil milhões de dólares tal tipo de estabelecimento lunar. E isso seria alcançável dentro do atual orçamento da NASA, que corresponde a 4 mil milhões de dólares para o componente tripulado das suas missões. Concentrando essa despesa no projeto lunar durante dez anos, seria assim possível realizar esse projeto.

Os veículos de lançamento e viagem até à Lua já existem. E novos veículos de lançamento – reutilizáveis – poderiam ser desenvolvidos, ou então a série de lançadores Falcon 9 e as cápsulas Dragon da SpaceX poderia ser usada a uma fração dos custos convencionalmente gastos na NASA. Outra opção poderia passar pelo desenvolvimento do programa militar X-37 até um avião espacial capaz de transportar astronautas até à órbita terrestre e daqui até um veiculo de transbordo lunar.

É claro que tal opção implicaria abandonar a ISS e o transporte de astronautas norte-americanos para a Estação Espacial Internacional em cápsulas russas Soyuz…

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewnews.rss.html?id=1606&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+spaceref%2Fjext+%28SpaceRef+-+Space+News+as+it+Happens%29&utm_content=Google+Reader

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E os maiores comentadores do Quintus são…

Commenter Comentários
Clavis Prophetarum 398
Otus scops 133
Enoque 122
Riquepqd 52
Fadrini 42
LB 26
Clóvis Alberto Figueiredo 19

Obrigado pela vossa presença e assiduidade!
Um sincero: Bem Hajam!

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A CEDEO vai enviar nos próximos dias uma força de 600 militares para a Guiné-Bissau

Militares nigerianos (http://saharareporters.com)

Militares nigerianos (http://saharareporters.com)

Os países da CEDEAO – entidade regional de que faz também parte a Guiné-Bissau – estão a preparar-se para enviar para este país lusófono uma força de 638 militares com a missão de proteger os civis e o governo legítimo da Guiné-Bissau. Esta decisão surge já depois dos golpistas em Bissau terem dito que não aceitariam qualquer “intervenção estrangeira”… o que revela que os países da região também já perderam a paciência com os militares guineenses e que não levam a sério, nem as suas ameaças nem a sua capacidade militar para as concretizar.

Segundo fonte da CEDEAO, a força militar entrará na Guiné-Bissau entre esta semana e a próxima incluindo militares da Nigéria (o contingente mais numeroso), da Costa do Marfim, do Senegal e do Burkina Faso. A CEDEAO prepara esta entrada nas fronteiras guineenses para os dias subsequentes à autorizacao do Conselho de Segurança e à saída dos 500 militares angolanos de Bissau.

A decisão da CEDEAO causa alguma surpresa e deixa-nos expectantes pela sua concretização, ja que revela uma notável capacidade de organização e de mobilização por parte dessa organização regional africana. Causa também algumas apreensões já que na última intervenção desta organização regional na Guiné-Bissau as forças guineenses – então comandadas por Ansumane Mane – acabaram por dar muito boa conta de si e praticamente expulsar o melhor exercito regional: o senegalês… a presença – ainda por cima dominante – dos nigerianos nesta força causa também grande preocupação ja que estes militares são conhecidos pela sua indisciplina e violência e dos senegaleses devido à questão de Casmansa…

Este anúncio pode tratar-se também de uma forma de pressão diplomática contra a Junta Militar que governa em Bissau, levando-a a devolver o poder aos crise e a restaurar a legalidade neste país… mas se concretizar representa um falhanço clamoroso para a CPLP que não conseguiu organizar uma força semelhante a tempo e que assim mais uma vez deu razão a esta Carta Aberta que pode ainda subscrever aqui:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=cplpgb

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/comunidade-da-africa-ocidental-quer-enviar-tropas-para-a-guinebissau-1543540

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Mapa dos últimos acessos ao Quintus = Mapa da Lusofonia Global

Curiosidade:

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Sobre as Migrações em Portugal

Portugal: Os Números (http://images.portoeditora.pt)

Portugal: Os Números (images.portoeditora.pt)

“Foi em 1993 que Portugal passou a apresentar saldos migratórios continuadamente positivos, significando um número anual de entradas no território superior ao número de saídas (que se mantém na primeira década deste século, de acordo com o INE). Contudo, nem a emigração perdeu a sua atualidade, nem a imigração é uma marca exclusiva dos anos recentes.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Portugal sempre foi um país de emigrantes. O fenómeno perdeu algum vigor nas últimas décadas, mas regressou em força desde 2008. Nos últimos anos os principais destinos da emigração portuguesa foram o Reino Unido e Espanha, mas mais recentemente o eixo desviou-se para a Holanda, Suíça e Angola. Nos próximos anos tudo indica que o componente lusófono da emigração portuguesa se irá reforçar, para Angola, que ainda carece de muitos quadros qualificados, para Moçambique, que conhece uma situação económica cada vez mais florescente e, sobretudo, para o Brasil onde existe uma carência de 8 milhões de empregos altamente qualificados. Em Portugal, o Brasil e Cabo Verde são já duas das três maiores comunidades de imigrantes e contribuem decisivamente para compensar a baixa demografia nacional.

Portugal é cada vez mais um país de imigrantes e emigrantes, dando assim cumprimento à herança da diáspora hebraica que é tão forte na cultura portuguesa.

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A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico

A Coreia do Norte está a trabalhar num novo modelo de míssil balístico que terá sido já sido testado quatro vezes nas instalacoes militares de Musudan-ri, na costa nordeste da península coreana. O míssil tem a designação KN-08 e o seu desenvolvimento paralelo ao ja conhecido e testado sem sucesso por quatro vezes seguidas o modelo “Unha” prova que os norte-coreanos já não acreditam que este lançador venha a ser alguma vez um lançador orbital confiável e seguro.

Não se sabem exatamente as razoes do ultimo falhanço do Unha. Os radares sul-coreanos que o seguiram cuidadosamente desde o lançamento provam que o foguetão se desintegrou depois de apenas dois minutos de voo. Como é nesta fase da sua ascensão que se registam as maiores tensões estruturais,  fruto da existência de mais altas pressões atmosféricas a baixas altitudes e de uma maior velocidade,  especula-se que uma ligeira inclinação do engenho pode ter sido suficiente para exercer lateralmente uma pressão excessiva sobre o foguetão, destruindo-o.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/N_Korea_tests_long-range_missile_report_999.html

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Miguel Real: “Um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Existem dois futuros para a Lusofonia:
1 – Reside no mais do mesmo, na repetição do passado, normalizando este, e cada pais tenderá a ser tão dominador quanto a sua real força económica, Angola liderará os países africanos e o Brasil tenderá a imperar, Timor e Guiné-Bissau serão por muito tempo os países pobrezinhos a que os restantes facultam algumas migalhas, etc, etc
2 – reside na criação de um futuro novo, uma espécie de choque cultural para o mundo, que figura na Lusofonia uma comunidade eticamente exemplar.”

O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

A União Lusófona não será apenas uma união polìtica dos povos de fala Lusófona. Nesse sentido, não será um neoimpério colonial francês ou britânico, nem uma União Europeia que se assume cada vez mais como um IV Reich germânico. A União Lusófona que serve de eixo fundacional fundamental ao MIL: Movimento Internacional Lusófono terá que ser um novo tipo de união politica entre povos e culturas. Deve ser o protoplasma exemplar de uma futura união mundial que derrube as fronteiras nacionais, os ódios e ressentimentos milenares e derrube assim pela base todos os motivos para guerras e conflitos futuros.

A União ou Comunidade Lusófona deve ser um “super-Estado” de tipo novo, em que o Local substitui a posição dominante ocupada pelo Global, em que o essencial da cidadania se exerce de forma dinâmica e criativa junto da comunidade local, em que o municipalismo é a célula principal da ação política e governativa e onde apenas as parcelas indispensáveis de soberania são tranferidas para o Estado ou para esse “super-Estado” Lusófono. Nesse modelo confederal, além da diplomacia e Defesa, poucas mais competências serão centralizadas, sendo a descentralização municipalista a regra.

A União Lusófona será assim o “super-Estado” mais fraco da História, de forma intencional e objetivada, por forma a garantir que nenhum tipo de imperialismo recaia – opressor – sobre o indivíduo. A ação cidadã será essencialmente local, o exercício democrático permanente e vigilante aplicar-se junto daquilo que é mais próximo para as pessoas: a sua comunidade ou município. Será desta rede pluricontinental de municípios federados, unidos por Estados a uma União Lusófona que brotará o exemplo a que mais tarde outros povos, de outras línguas se irão unindo até formar a União Mundial que serve de objetivo final para este projeto.

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O novo sistema de defesa aérea russo, o muito esperado S-500 vai entrar ao serviço na Rússia em 2015

O novo sistema de defesa aérea russo, o muito esperado S-500 vai entrar ao serviço na Rússia em 2015. O plano é guarnecer dez batalhões de lançadores S-500 entre 2015 e 2020.

O S-500 foi concebido para atacar uma multiplicidade de alvos, desde aviões a misseis balísticos, de cruzeiro ou médio alcance. É provável que o sistema continue os problemas de fabricação do S-400, que embora tenha ficado operacional em 2006 só equipou completamente um esquadrão em 2011. A construção de novas instalações fabris em Kirov e Nizhny Novgorod, visam resolver esses problemas de produção e permitir recuperar o grande atraso atual no processo de reequipamento das forças de Defesa Aérea russa com mísseis S-400.

O programa S-500 está – também ele – muito atrasado e o primeiro teste de voo só deve ocorrer em 2015, com a entrega dos primeiros engenhos de produção em 2017. Isto significa que o S-300V continuara sendo o principal míssil de Defesa Aérea russo, equipando mais de dois terços de todos os batalhões até, pelo menos, 2017…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russia-waiting-for-s-500-air-defense-system-41511/

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Miguel Real: “Se a Lusofonia se restar aninhada numa visão estritamente politica, criando no seu interior grupos de países contra outros grupos de países, pouco terá valido a pena a sua edificação”

Miguel Real (http://www.dn.pt)

Miguel Real (http://www.dn.pt)

“Se a Lusofonia se restar num patamar de regulação de interesses económicos ou de concertação conjuntural, período a período, de interesses políticos e militares, pouco valerá a pena. Ter-se-á tornado mais uma comunidade internacional entre tantas outras existentes, perfeitamente substituíveis por tratados bilaterais entre Estados.
Se a Lusofonia se restar aninhada numa visão estritamente politica, criando no seu interior grupos de países contra outros grupos de países, pouco terá valido a pena a sua edificação.”
O Futuro da Lusofonia
Miguel Real
In Revista Nova Águia, número 8

A União (ou Comunidade) Lusófona terá que ser algo de substancialmente diferente de qualquer outra “união politica” jamais experimentada na História. Se não for não vale o esforço de a fundar. Terá que ser aquilo que a União Europeia parecia poder ser na década de 80, antes da sua “fuga para a frente”, com a vaga descontrolada de adesões a Leste, abrindo apenas novos mercados à indústria alemã e as portas a vagas de emigrantes indesejáveis e enriquecendo as elites corruptas do Leste. A União Lusófona não pode jamais ter diretórios dos “grandes” ou dos “ricos” que mandem nos “pequenos” e “pobres”. Terá que ser rigorosamente paritária, sem contudo cair no excesso oposto, na “ditadura das minorias”. Será moralmente inatacável, sem Guantánamos, nem apoios à ditadura iraniana ou chinesa, sendo implacável com todas as formas de repressão e imperialismo praticadas no globo.

A União Lusófona será a primeira verdadeira união da História: um verdadeiro país pluricontinental que servirá de farol exemplar aos países vizinhos, cativando-os a si e inaugurando novas formas de relacionamento social e económica. Com uma permanente prioridade ao desenvolvimento local (economias e moedas locais) e à integração global em formas de governação económica e política, a União Lusófona será o protótipo a partir do qual se unirão posteriormente os povos de fala castelhana, depois, os de fala latina até que, por fim, e cumprindo esse exato sonho de Agostinho da Silva o mundo todo estará firme e convicto numa União Mundial, a materialização na Terra do Reino do Espírito Santo, o domínio da paz, da prosperidade e do pleno desenvolvimento do Homem.

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António Mexia (EDP): “Fomos muito claros quanto ao que podemos e não podemos aceitar”

“O presidente da EDP,  António Mexia,  que foi o principal visado durante meses pelas críticas do ex-secretário de Estado, já avisou na semana passada que não vai abdicar dos compromissos de receitas previstas.  “Fomos muito claros quanto ao que podemos e não podemos aceitar”.
“Nos próximos meses,  o Governo promete debruçar-se também sobre a cogeração, que nos cálculos, que nos cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) representa mais de  535 milhões de euros a pagar pelos consumidores até ao final deste ano (incluindo biomassa). Em causa está à venda à rede de eletricidade produzida com base no calor gerado pelo processo industrial,  por uma tarifa pré-fixada que agora deverá ser reduzida. A medida irá afetar desde grandes empresas como a Portucel, Altri e Galp, até aos pequenos produtores como as têxteis.
As renováveis são outra área que tem estado sob pressão da troika para uma alteração das tarifas: em 2012, os sobrecustos pagos nesta área (diferença entre o que se paga aos produtores e a tarifa de mercado) deverão representar um total de 759.5 milhões de euros.”

Público,  14 de março de 2012

Solução?
Nacionalize-se.

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As negociações entre a Rússia e a China para a venda de Su-35 Flanker E estão bloqueadas

As negociações entre a Rússia e a China sobre a venda de aparelhos Sukhoi Su-35 Flanker E estão bloqueadas. Segundo fontes russas,  tal deve-se ao desejo chinês de comprar apenas um pequeno número de aviões, enquanto que os russos tencionam vender apenas uma “grande quantidade”. Os russos alegam que só assim o negocio será “economicamente viável”. Nenhuma das partes adiantou ainda quantias ou quantidades, nem se este impasse vai ditar a prazo o fim de negociações que começaram em finais de 2010.

O argumento russo para exigir uma maior encomenda é compreensível: os chineses são conhecidos por fazem “engenharia reversa” aos aviões russos que compram ou fabricam sob licença russa desde a década de 1950 e a venda de uma pequena quantidade de Su-35 significaria apenas que Pequim teria suficientes aviões para desmontar,  equipando eventualmente uma ou duas esquadrilhas, mas logrando recuperar um pouco mais o atraso tecnológico que ainda a separa do resto do globo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russia-china-su-35-fighter-talks-frozen-41704/#ixzz1sYjwjMTn

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O Canadá está a reavaliar a opção F-35

O Canadá está a avaliar a planeada aquisição de aparelhos F-35 à Lockheed. Sobre a mesa dos decisores canadianos está a redução do numero total de aviões ou o total cancelamento do programa. Esta questionamento ocorre num contexto de um aumento de custos deste polémico programa para o dobro dos valores inicialmente previstos.

As estimativas iniciais apontavam para a aquisição de 65 aparelhos por 16 mil milhões de dólares, e são agora estes valores que estão a ser postos em causa havendo inclusivamente a hipótese de toda a compra ser descartada.Até ao momento, contudo, a opção mais provável parece ser mesmo – segundo declarações do primeiro ministro canadiano – manter os custos do programa e,  como estes duplicara, adquirir apenas metade dos 65 aparelhos inicialmente estimados.

Os F-35 vão substituir os aparelhos CF-18 em operação desde a década de oitenta do século passado no Canadá.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Canada_mulls_nixing_F-35_purchase_999.html

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Das posições do Brasil sobre a crise na Guiné-Bissau e da necessidade de uma Força de Interposição

O Brasil está a participar nas negociações com um grupo de países lusófonos e de outras regiões geopolíticas que têm como objetivo reunirem um total de 45 milhões de dólares para financiarem as reformas antecipadas do oficialato guineense e cessar assim com a permanente instabilidade militar neste país lusófono da África Ocidental.

Este é um plano já antigo,  mas tem estado bloqueado por falta de financiamento. Agora, tem condições para regressar à ribalta e juntamente com as pressões diplomáticas e junto da ONU pode contribuir efetivamente para uma resolução definitiva da permanente instabilidade militar que tem afetado a Guiné-Bissau desde o fim do regime de Partido Único.

Esta iniciativa do governo brasileiro e protagonizada pelo embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, subsecretário-geral para África e Oriente Médio do Itamaraty, prevê que o dinheiro reunido seja entregue à ONU, entidade que depois se encarregaria de o utilizar para desmobilizar a totalidade do exército guineense (perto de cinco mil homens). A iniciativa vai de encontro a outras posições semelhantes que já defendemos no Quintus,  mas peca pela crónica incapacidade dos governos de Brasília em utilizarem a CPLP como um instrumento para projetarem a sua diplomacia e influência internacional. De novo,  neste fundo refere-se a ONU mas omitem-se completamente duas entidades que na Guiné serão decisivas para resolver o conflito: a CPLP e a CEDEAO. Sobretudo, o fundo aplica-se de forma cega, a todos os militares,  ignorando que o problema reside nas altas patentes e nas suas ligações ao narcotráfico sem prever qualquer inevitável mecanismo judicial que coloque estes responsáveis por detrás das barras de ferro de uma prisão.

Em termos internacionais, os golpistas estão cada vez mais isolados: o Banco Mundial e o Banco do Desenvolvimento Africano suspenderam os programas de fomento, mantendo apenas os programas de emergência.

No Conselho de Segurança, entretanto decorre a diplomacia, esperando-se que sejam emitidas e aprovadas uma série de declarações crescentemente mais duras para com os golpistas na Guiné-Bissau,  sendo por enquanto ainda muito pequenas as possibilidades que se autorize o envio de uma “força de interposição” (pedida pela CPLP e no Conselho,  por Portugal) com a missão de restaurar o quadro constitucional e de fazer regressar ao poder os lideres legítimos da Guiné-Bissau. Se for aprovada,  esta força poderá começar a ser preparada ainda em finais do corrente mês de abril, segundo fontes diplomáticas portuguesas e brasileiras.

Recordemos que o Brasil em 2009 tinha elaborado sob a Administração Lula um plano para instalar na Guiné-Bissau duas bases militares conjuntas com Angola. O seu objetivo seria a profissionalização do exército guineense,  cabendo a Angola treinar as patentes mais baixas e ao Brasil treinar as mais altas. O plano, contudo,  nunca progrediu no terreno e ainda bem – dizemos nós – porque,  de novo, excluía Portugal  e a CPLP deste quadro dando provas de que o Brasil não considera ainda a Comunidade lusófona como um possível instrumento para amplificar a sua diplomacia e que insiste em tomar medidas bilaterais em problemas que carecem de uma visão multilateral que nao exclua do problema nenhum dos atores que são aqui essenciais à sua resolução, Portugal e CEDEAO incluídos.

Essa é a visão da integração, defendida por Paulo Portas no Conselho de Segurança quando defendeu neste fórum o estabelecimento de uma “missão de estabilização mandatada pelas Nações Unidas” que integrasse não somente militares dos países da CPLP, mas também meios militares,  logísticos e financeiros da CEDEAO e da União Africana. São atitudes como esta – isolacionista ou de um excessivo bilateralismo – que diminuem a relevância internacional do Brasil e logo negam reiteradamente o merecido estatuto de potência mundial.

Entretanto, sabem-se hoje mais alguns detalhes daquilo que foi a causa imediata do golpe militar: a MISSANG já conhecia as intenções dos golpistas dias antes destes decidirem avançar contra o governo guineense uma vez que estes informaram os Serviços de Inteligência Externa de Angola da sua intenção, avisando-os de que contavam com a sua neutralidade. Em resposta,  os angolanos terão recusado afirmar uma posição nítida, mas Luanda ordenou o envio para a Guiné de meios pesados,  como três blindados de transporte de tropas, artilharia e helicópteros, sendo que estes,  contudo,  nunca chegaram a Bissau.

Fontes:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431829&seccao=CPLP
http://www.publico.pt/Mundo/dissidente-do-paigc-escolhido-pelos-militares-para-presidente-da-guinebissau-1542801?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Palops/Interior.aspx?content_id=2431216
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1078351-brasil-defende-fundo-para-conter-golpe-na-guine-bissau.shtml
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2431830&seccao=CPLP
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=546677&tm=7&layout=121&visual=49

Já subscreveu a Carta Aberta à CPLP de Apoio à Guiné-Bissau ?

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“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar”

“O número de idosos por cada 100 indivíduos em idade ativa está a aumentar: passou de 13, em 1960, para 24, em 2001, e para 26, em 2008, segundo estimativas do INE. Ou seja, no inicio da década de 60 por cada pessoa com 65 ou mais anos existiam cerca de dez pessoas em idade ativa; atualmente, há apenas quatro.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Esta é a verdade incontornável dos números. Mostra uma sociedade em envelhecimento acelerado, sem respostas demográficas capazes de compensar esse acentuado declínio e onde apenas a imigração serve de fraco paliativo.

O problema demográfico luso poderia ter sido diminuído (mas não resolvido, como mostram os países escandinavos) através de estímulos fiscais e sob a forma de subsídios diretos e facilidades laborais. Mas essa nunca foi a prioridade de nenhum governo depois de 1975, e a consequência é que estamos hoje à beira de um cataclismo social, com a sociedade portuguesa incapaz de suportar o crescimento do numero de idosos inativos.

A “solução” dos neoliberais e dos seus lacaios na União Europeia e no FMI parece ser a de reduzir até valores sub-humanos o valor das pensões e da rede social disponibilizada pelo Estado. Parcialmente têm razão, mas esta redução do Estado Social não pode ser a única solução. Há que acompanhar este inevitável recuo do Estado Social, com politicas de estímulo à natalidade, com a atração de imigrantes pacíficos, trabalhadores, com famílias e vontade de se integrarem na nossa sociedade (preferencialmente lusófonos). Todas estas politicas devem ser acompanhadas de formação profissional continua – prestada por instituições publicas nos postos de trabalho – e por uma restrita e atenta vigilância contra todas as empresas que des peçam trabalhadores apenas em função de terem mais de 45 anos ou que nos anúncios de emprego discriminem com base em critérios de idade e não de currículo.

Com esta abordagem multipolar é possível adaptar a nossa sociedade à extensão da sobrevivência média dos nossos cidadãos, reavivando simultaneamente a nossa economia sem comprometer a solvalibilidade das finanças públicas e despertando o sentimento de utilidade em muitos portugueses mais idosos que se sentem sem papel util ou ativo na sociedade.

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Foi detetado mais um asteróide potencialmente perigoso para a Terra (2012 DA14)

Asteroide 2012 DA14

Asteroide 2012 DA14

Multiplicam-se as noticias de asteroides que fazem rasantes à Terra. A maioria vai passar longe demais para causar qualquer preocupação merecida. Mas há uns quantos cuja mera existência devia ter já merecido o lançamento de um programa internacional de resposta.

Um destes é o 2012 DA14, com cerca de metade do tamanho de um campo de futebol e que daqui a menos de um ano vão aproximar-se a apenas 3.5 raios da Terra. Este asteroide foi descoberto apenas a 22 de fevereiro de 2012.

O 2012 DA14 tem aproximadamente o mesmo tamanho do objeto que se abateu sobre Tunguska em 1908, sem provocar danos materiais ou humanos uma vez que a região era praticamente desabitada. Mas se tivesse caído na Europa, perto de uma grande cidade, então teríamos tido um incidente com a mesma escala de morte e destruição de Hiroshima e Nagasaki.

A boa notícia é que se descobrem cada vez mais objetos potencialmente perigosos nos nossos céus… Como o 2012 DA14 ou o muito mais preocupante Apophis, com 270 metros que fará uma rasante em 2029… A má noticia é que as grandes potências ainda não se entenderam para montarem um sistema global de deteção e reação realmente eficaz…

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=36432

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António José Borges: “Uma revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano”

“Portugal tem hoje (2010), no seio da crise estrutural em que está mergulhado, onde a saúde e a educação são os problemas mais marcantes e o desequilíbrio social é acentuado, Portugal tem a oportunidade de operar uma revolução nas mentalidades, uma espécie de revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano.”
Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

A crise financeira é atualmente central a quase todos os aspetos da sociedade portuguesa contemporânea. Mas esta crise económica não está no epicentro desta crise grave e fundacional que vive hoje Portugal. No centro está uma crise dupla: Ética e de Desígnios Estratégicos.

A crise ética exprime-se na existência de uma corrupção “suave” e discreta que permeia praticamente todos os segmentos da sociedade: é o mestre de obras que não passa recibo, o advogado que ajuda empresários e políticos corruptos a escaparem aos impostos, o policia que vende armas e drogas, o juiz que deixa atrasar processos e que julga sem juízo nem tino, o médico que pica o ponto no hospital público e depois vai para o seu consultório privado, o empregado que “perde” o laptop da empresa, o gestor que troca de BMW ao mesmo tempo que despede trabalhadores, etc, etc.

Existe na sociedade portuguesa uma sensação de impunidade criada por um sistema de Justiça altamente corporativo e ineficiente/incompetente. Esta impunidade é reforçada pela escassez de meios atribuídos às policias de forma intencional pelos políticos corruptos que não querem ser investigados e por uma sociedade civil dormente e amorfa.

A “revolução espiritual centrada na ética e na moral do quotidiano” de António Borges, livre das ambições politicas e imperiais de outras revoluções passadas vai começar dentro de cada um de nós. O exemplo da frugalidade, do foco na vida cultural e interior, da vida conversável vai fazer despertar em nós aquele verdadeiro portugueses, universalista e aventureiro que a doença fundamentalista cristã de Dom Joao III infetou na nossa cultural. O português do futuro, não será como esses europeus do norte, materialistas e obcecados com a acumulação fátua de coisas e luxos, mas frugal, espartano por temperamento e estóico por natureza. Mentalmente rico, humanamente pleno e tao solidário e abnegado com os Santos do apogeu do cristianismo. Esse será o exemplo do “homem português” que depois – através da União Lusófona – dará ao mundo o exemplo de um novo tipo de Estar que o mundo ainda não conheceu.

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Resposta a Pedro Álvaro sobre a Convergência Lusófona

“O maior aprofundamento económico tem a ver com a falta de impulsionamento político e neste momento o único país que teria as melhores condições para o fazer seria o Brasil, Portugal está sob resgate internacional, ou seja na melhor da hipóteses Portugal só poderá ter algum espaço de manobra a partir de 2014 e é preciso que não hajam complicações até lá. Creio que o Brasil a classe política brasileira já “pendeu” sob influência germânica e francófona, para não dizer outra coisa.”

– Não tenho dúvidas de que o apelo lusófono entre a maioria dos quadros políticos e até da elite inteletual brasileira é muito fraco. Gostaria que fosse de outra forma,  considero que o Brasil é o primeiro a perder com esta deriva isolacionista e solipsista, mas as coisas são como são e não como gostaríamos que fossem. Isso não quer dizer que devemos desistir de trazer de volta o Brasil para o espaço lusófono: pelo contrário tais dificuldades devem fazer-nos preserverar… este mesmo blogue testemunha a existência de muitos brasileiros convictos no destino lusófono do Brasil o que anima nessa senda. Agora não excluo que a almejada “União Lusófona” se faça primeiro com Cabo Verde ou com Angola antes de com o Brasil.

“Está claro que a esses países não lhes interessa o ressurgimento de uma força lusófona no mundo e estão usando tudo o que está ao seu alcance para que isso não aconteça, nomeadamente enlaçando o Brasil em parcerias económicas e pior que isso militares no caso da França, é evidente que alguém está ganhando com isso…”

– E o próprio Brasil se sente seduzido por esse namoro das grandes potencias… é bom para o ego brasileiro, sem dúvida, mas afastando-o dos seus irmãos lusófonos enfraquecem o Brasil e afastam-no dos seus aliados naturais.

“Se estamos esperando que o Brasil assuma esse papel de locomotiva lusófona neste momento, podemos esperar sentados como se diz na gíria. Portanto caberá sempre a Portugal empreender essa tarefa, porque embora neste momento haja na classe política portuguesa quem se deixe “seduzir” pelo eixo franco-germânico, haverá sempre também quem assuma o nosso papel histórico no mundo e ambicione sempre ir mais além, ao contrário do que vejo na elite política brasileira infelizmente.”

– Concordo. Receio bem que os tempos para que o Brasil assuma uma posição de liderança na erecção de uma União Lusófona ainda não tenham chegado. Existe muito pouca consciência lusófona na maioria dos brasileiros,  isto é, na sua maioria nao sabem nem querem saber que pertencem a uma realidade cultural e linguística que transcende a sua própria nacionalidade. Existe um pouco mais (mas em crescendo) desse sentimento em Portugal,  Cabo Verde e Angola e menos,  nos outros países lusófonos. Mas é um processo… requer tempo, paciência e muita divulgação. É isso que tento fazer no Quintus,  com muita paciência e insistência, minha e dos leitores do Quintus,  aos quais agradeço muito a sua paciência para me aturarem nesta caminhada tantas vezes solitária, mas agora mais acompanhada pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.

“Essa tarefa será feita a dúvida é quando e geralmente as nações movem-se sempre por três motivos, o financeiro, comercial e económico. Se Portugal se vir forçado pela pressão da conjuntura financeira internacional, e quando falo em pressão da conjuntura financeira internacional, estou falando dos dois pólos aglutinantes e que realmente influem no mundo económico, comercial e financeiro, ou seja Wall Street e a “City ” de Londres, ambos trabalhando arduamente para que o domínio anglo-saxónico no mundo continue a prevalecer, a pedir o segundo resgate ao FMI e ao BCE (ao que parece estão à “vontade” para emprestar novamente), então a classe política portuguesa que vier a seguir (esta que está no poder terá os seus dias contados) terá que equacionar seriamente e rapidamente alternativas ao projecto europeu.
Não uma saída da UE ou do euro, porque isso seria um erro estratégico enorme, mas sim promover um contra-balanço ao projecto europeu a partir do Atlântico.
Terá de ser uma estratégia inteligentemente elaborada tendo em conta que teremos de arranjar uma solução alternativa de sustentabilidade, estando inseridos na UE, não será fácil mas não é nada que uma equipa com as melhores pessoas capazes e com experiência internacional em áreas chave e não só na economia, mas também na jurisdição internacional, relações internacionais, comércio, defesa, engenharia e tecnologia, etc…
Uma equipa de alto nível trabalhando juntando sinergias durante apenas um mês, traria a solução ideal para que Portugal estando na UE, pudesse estabelecer outras diretrizes no sentido do a aprofundamento da linha lusófona e o seu enquadramento real na convivência com as outras potências actuais e emergentes da Ásia.
De certa maneira um segundo resgate faria com que o problema de fundo de Portugal saísse da esfera estritamente partidária e política e teria, aliás o povo exigiria que fosse debatido na sociedade civil.
Certo dia perguntaram a alguém porque razão Portugal não avançava, essa pessoa sábia respondeu “enquanto as melhores pessoas de facto deste país não forem discutir durante uma semana para as minas de Jales o que há para discutir, nunca avançaremos”.

– Dizem que todas as crise encerram em si a sua própria solução, conforme nos recorda o ideograma chinês para a palavra. Não é exceção com aquela que já é a mais profunda crise financeira dos últimos cem anos. Nunca se registou uma queda tão grande no nível de vida dos portugueses,  nunca se perderam tão depressa tantos direitos sociais, nunca se evaporou tão depressa o tecido produtivo e empresarial. A gravidade excecional da situação em que vivemos colocou em causa o grande paradigma das ultimas décadas: a convergência europeia. Com efeito, só uma opção extra-europeia pode alavancar a recuperação de Portugal desta situação crítica em que hoje se encontra. E a promoção desta opção é hoje a grande prioridade do MIL.

Fonte:
https://ogrunho.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=26204&action=edit

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Contra a privatização da TAP

“O dono da companhia aérea colombiana. Avianca veio, de propósito, a Portugal para se reunir com o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.” (…) Nos últimos anos, a companhia detida, maioritariamente, por capitais brasileiros adquiriu diversas empresas em sete países da América Central e do Sul (…) Ao lado da Avianca estão mais duas rivais sul-americanas bem posicionadas para comprar a TAP: as brasileiras TAM e GOL. (…)
Pros:
Dinheiro: encaixe com a venda é positivo para a economia portuguesa.
Músculo: a venda ajudaria à capitalização da TAP, permitindo-lhe crescer
Brasil: as rotas para o Brasil valorizam a empresa
Contras:
Exportações: A TAP capta 1.4 mil milhões de receitas por ano no estrangeiro
Hub: Um novo dono não manterá o centro em Lisboa
Despesas: O Estado não financia a empresa desde 1997, logo, não tem perdido dinheiro com a TAP.”
Sol 9 marco 2012

A TAP não devia ser vendida. Ponto. Mais uma vez a sua inclusão de empresas de capital publico a serem privatizadas foram um golpe germânico para deitar as suas garras (como na EDP, mas aqui falhado) sobre empresas portuguesas rentáveis. Agora, nesta desnecessária e anti-patriótica privatização surgem novamente os germânicos como grandes interessados, aparecendo os germanos da Lufthansa já bem na vanguarda e salivando já como verdadeiros cães de fila que são.

A Troika incluiu estas privatizações numa clara agenda oculta de serviço aos grandes interesses internacionais e, nomeadamente, germânico. O golpe – que pretendia entregar nas mãos da elétrica pública alemã, E.on – falhou, mas agora o esforço concentra-se na captura da TAP pela Lufthansa. De permeio, há – naturalmente – mais interessados nesta privatização de uma empresa pública portuguesa lucrativa. Brasileiros (o que favorecemos), mas ainda assim estrangeiros, em grave prejuízo dos hoje tão necessários em época de aperto orçamental.

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“Podíamos voltar ao viço, aos genes originais que nos criaram, voltar à nossa terra, voltar ao nosso povo”

Dom Manuel Clemente (http://t0.gstatic.com)

Dom Manuel Clemente (http://t0.gstatic.com)

“No século XIX encontramos os fumos do Império, a realidade triste e dura daquilo que não conseguimos fazer ou fizemos mal, ou que não nos deixou crescer à medida desses sonhos. Entretanto aparece uma outra coisa entremeada, quando começa a Revolução Liberal, a partir de 1820, e que vem até aos nossos dias: que podíamos voltar ao viço, aos genes originais que nos criaram, voltar à nossa terra, voltar ao nosso povo. Essa ideia da regeneração a partir de nós próprios e ainda hoje está patente. E julgo que tem razão, tem mais razão do que as duas outras coisas opostas.”
Dom Manuel Clemente
Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2012

Portugal vive hoje uma crise profunda, muito mais grave que a mera (e conjuntural) crise financeira ou económica, o país vegeta, sem norte nem tino, sem rumo estratégico e sem desígnios nacionais que polarizem as energias anímicas de um povo a quem quiseram fazer crer que todo o seu futuro estava na “europa”.

A dura realidade dos factos atuais pode contudo ser positiva: a ilusão opulenta em que vivemos nas ultimas décadas, fruto dos subsídios europeus ao abate da produção e do crédito barato, terminou. O choque de realidade que agora cai sobre nós terá duas vantagens: vai travar a continuação do aumento constante das importações e, logo, contribuir para o equilíbrio da nossa balança de pagamentos. Este choque vai também estimular ao desenvolvimento da produção local. Sem capital ou crédito para comprar no exterior, os portugueses serão levados a restaurar a produção local que o “sonho europeu” destruiu.

A crise pode ser uma oportunidade para reencontrar um Portugal perdido, mais autónomo, soberano e independente.

Categories: História, Política Nacional, Portugal | 5 comentários

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