Daily Archives: 2012/03/31

Da necessidade estratégica de renacionalizar a EDP e a REN

Um dos maiores estrangulamentos à indústria portuguesa é o elevado custo da energia. Portugal tem que rapidamente recuperar o seu setor produtivo, des-tercializar a sua economia (porventura, o maior crime histórico do cavaquismo) e nesse imperativo processo
de regeneração, levar a EDP a descer os preços abusivos que cobra aos cidadãos e às empresas é algo de fundamental.

Recentemente, o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes veio afirmar que o “Estado tem de impor o interesse público ao excessivo poder da EDP” e que “O Governo quer pôr a energia ao serviço da economia e das famílias. Apesar de acumularmos défices, não repercutindo todos os custos nos preços, os preços estão a um nível já demasiado elevado. A energia está a prejudicar a indústria exportadora, ao afastar-se perigosamente dos preços espanhóis”. As afirmações são corretas, corajosas e justas, mas exige-se agora que se passe da palavra para a Ana.

Mas haverá condições para forcar o mercado da produção e distribuição de energia elétrica a assumir preços mais compatíveis com a realidade económica nacional e com as necessidades das empresas e famílias portuguesas? A privatização (para a China!) da EDP não retirou ao Estado instrumentos que agora poderia usar?…

Na verdade e conhecendo-se a importância estratégica do setor energético para Portugal e a sua crónica dependência das importações de energia, Portugal tem que bater o pé à Troika (que obrigou à privatização da REN e da EDP) e Renacionalizar essas empresas estratégicas para o pais. Não podemos – de forma alguma – deixar que a liberalização dos preços da eletricidade a partir de Janeiro de 2013 – quando terminam as tarifas reguladas –  permitam o aumento de 20% a 40% que a própria EDP estima como certo. Portugal não ia aguentar. Por muito que gostasse Pequim e que isso fizesse aumentar os lucros dos restantes acionistas. E se a única opção que resta é retomar o controlo destas empresas, então que tal se faça, sem medos nem falsos pudores.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=543445

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Sobre o Estatuto de Cidadão Lusófono

António José Borges (http://www.clepul.eu)

António José Borges (http://www.clepul.eu)

“Insistimos, hoje há a evolução lógica para o estatuto de cidadão lusófono. Apesar de certos impedimentos de ordem jurídica, a luta decorre. (…) A Lusofonia é um meio, ou seja, a Lusofonia, não sendo uma posição politica, pode funcionar como consciência desta, pode evitar que os países da CPL sejam explorados, provavelmente, pela cegueira da ambição da opulência, na verdade, redobramos, pelo capitalismo antropófago.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

Apesar de existirem vários impedimentos ao pleno estabelecimento de um verdadeiro estatuto do “cidadão lusófono” por parte da União Europeia, o sonho não é impossível. Desde logo, porque o projeto pode ser realizado numa lógica de pequenos, mas cuidados, passos. Neste contexto o “Cidadão Lusófono” poderia começar por partindo da base que são os Direitos Humanos universalmente reconhecidos, expandi-los para os domínios ambientais, laborais e sociais e traçar um quadro de direitos a que têm direito todos os cidadãos da CPLP, impondo prazos para que cada país possa adaptar a sua legislação em conformidade. Construída esta base comum, pode partir-se para um propósito mais alto, gradual, que abra as fronteiras para a livre circulação dos cidadãos lusófonos, negociando tal abertura com a União Europeia.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 20 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade