Daily Archives: 2012/03/30

A Europa flexibiliza as regras orçamentais para Espanha

“A decisão de flexibilizar as regras para com Espanha abre um rombo nas novas regras europeias, que demoraram quase dois anos a serem negociadas e entraram em vigor há apenas três meses, com sanções bem mais severas e automáticas para os países incumpridores, de modo a evitar o tipo de negociação política que rebentou com o pacto de estabilidade em 2003.
O problema é que a partir do momento em que resolveram politicamente o problema espanhol,  os Dezassete terão grandes dificuldades em explicar por que é que não flexibilizam igualmente a trajetória de consolidação fixada para Portugal,  ou Grécia, cuja recessão económica e esforço de ajustamento são bem mais sérios do que em Espanha. “

Publico,  14 de março de 2012

É nestes momentos que os povos com memoria (uma qualidade cada vez mais rara nos dias que correm) se devem recordar que os primeiros países a quebrarem os limites do défice orçamental público foram precisamente os dois “maiores” países da União Europeia,  Alemanha e França. Então (como hoje) a Europa tem dois pesos e duas medidas: para os pequenos, como Irlanda,  Grécia ou Portugal exige rigor,  austeridade e cortes.  Para os “grandes” como França e Alemanha,  antes e Espanha, agora mostra tolerância e flexibilidade.

São atitudes como esta que demonstram que esta é uma europa bastarda,  com “e” pequeno,  onde a coesão e a solidariedade inter-estados são conceitos ocos e esvaziados de sentido. Os que pertencem aos “grandes” recebem carta branca para todas as tropelias e aleivosias, os demais estão basicamente tramados.  A conclusão é óbvia e está à frente de quem a quiser ver: os “pequenos” devem deixar os “grandes” brincando onanisticamente entre si e partir à sua vida,  recentrando sobre si mesmos os seus próprios rumos e rejeitando uma “união” cada vez mais dos “grandes e ricos” e ciosa dessa exclusividade ou buscando formar uma “união dos povos do sul” que terá pelo menos o mérito de não poder contar com estes egóticos povos do norte (e onde “grandes” como Itália e Espanha se depois poderão juntar) ou saindo: reconstruindo o destruído tecido produtivo e buscando alem mar (por exemplo: Portugal na Lusofonia) um seu destino maior e menos mesquinho do que o desta “união” europeia.

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Assine a Petição CEM MIL pela demissão de Cavaco Silva !

Cavaco Silva não ocupa um cargo político qualquer. O Presidente da República é no sistema democrático português a figura mais alta do Estado e para que o sistema político funcione bem essa figura tem que se revestir de uma credibilidade institucional muito própria, que garante equilíbrio, que seja capaz de falar com os vários agentes do sistema e com todos os setores da sociedade. Que seja forte, em suma. Essa necessidade é tanto mais importante quanto mais difíceis for a situação política e económica do país…
E esta é gravíssima, sabe-mo-lo bem.

Um Presidente que acumula gaffes todas as semanas, que produz declarações infelizes à saída ou entrada de eventos, que tem que depois “clarificar” é para Portugal mais um peso morto que uma vantagem. E Portugal merecia, precisava de bem mais…

Nesta situação, Portugal precisava de um Presidente que unisse, que criasse consensos em torno de desígnios nacionais ou que usasse um dos derradeiros poderes que deixaram na função: a Palavra para minorar um pouco as dificuldades que atravessam hoje tantos portugueses.

Por estas razões (e por muitas outras, presentes, passadas e futuras) apelo a que todos os português cumpram o seu dever cívico, que saiam desse torpor em que vivem e façam a sua parte: que assinem esta Segunda Petição que defende a Demissão de Cavaco Silva, que esta chegue aos Cem Mil peticionários e que assim não reste a Cavaco Silva outra saída que não seja a Demissão.

Assine AQUI !

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QuidsL1 O Brasil na Segunda Grande Guerra

Clique aqui para participar !

Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (16) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro, Poesia Timorense,Entrada da Portugal na CEE/UE,O Brasil na Segunda Grande Guerra]
Luis Brântuas (11) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

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Renato Epifânio: “Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem”

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

“Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem, exponencialmente agravada pela dificuldade de renovação do próprio sistema partidário.
Com efeito, enquanto que nos outros países europeus é relativamente natural a emergência de novos partidos – e a correlativa extinção de outros -, em Portugal isso parece ser cada vez mais impossível.”

Para a constituição da Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia
Renato Epifânio
Finis Mundi, número 3

Existe uma estranha imobilidade no quadro partidário português. O atávico receio da mudança, induzido durante séculos pela Inquisição, reforçado pelo Salazarismo e, mais recentemente, pelos Media, cristalizou o quadro politico português. As eleições são previsíveis e decidem-se através apenas da deslocação de pouco mais de 20% do eleitorado de um partido para outro, sem que exista erosão nos partidos fundados após 1975.

Portugal precisa de renovações profundas nos partidos políticos – especialmente naqueles que estão representados no Parlamento – e, sobretudo, de novos partidos. De partidos que recolham parcelas significativas dos sufrágios e que consigam realizar aquele milagre que seria furar o bloqueio mediático, de partidos de um novo tipo, menos corpocráticos e classistas, menos ligados a maçonarias, menos dependentes do Poder Económico. De “partidos” mais “completos” e representativos, que não tivessem receio em buscarem novos nomes e personalidades na sociedade civil nem de concorrer em competências ou responsabilidades com os “deputados independentes”, eleitos para a Assembleia da República fora dos circuitos partidários como defende o www.movimentolusofono.org.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 8 comentários

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