Renato Epifânio: “A visão universalista, não provinciana, que acreditamos ser da tradição portuguesa, é hoje concretizável pela via da Lusofonia”

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

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“A visão universalista, não provinciana, que acreditamos ser da tradição portuguesa, é hoje concretizável pela via da Lusofonia, entrevendo uma convergência de novas forças sociais, culturais e económicas, renovando a sociedade capitalista em gestação em certos países da CPLP.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António Jose Borges
Nova Águia, número 8

A União Lusófona não pode – não deve – ser uma variante de língua portuguesa da União Europeia. Tem que ser algo de profunda e radicalmente diverso. Que inaugure um novo capítulo nas relações entre as sociedades e os Estados. O Capitalismo não deve ser abolido (o insucesso material do Comunismo Soviético prova-o), porque até hoje foi o único sistema que se provou ser capaz de reduzir a miséria humana e de produzir riqueza. Mas deve ser moderado, regulado e condicionado. Não deve ser deixado em livre curso, capaz de tudo sacrificar à produção de lucro e sem travões éticos e morais, como sucede hoje, em que a globalização neoliberal tem livre curso e nenhumas rédeas.

A União Lusófona deve ser exemplar também aqui: nas relações económicas entre os Homens. Inaugurando uma nova era na economia em que se recuperam os méritos da Produção, se desfazem os assassinos rumos de tercialização radical das economias, em que as Economias Locais interligadas substituem a Globalização e as Deslocalizações e em que a Autonomia e a interdependência substituem a Dependência e o Crédito crónico.

Categories: Lusofonia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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4 thoughts on “Renato Epifânio: “A visão universalista, não provinciana, que acreditamos ser da tradição portuguesa, é hoje concretizável pela via da Lusofonia”

  1. Enoque

    “A União Lusófona não pode – não deve – ser uma variante de língua portuguesa da União Europeia.”
    – Nem pensar! Ainda que o Brasil viesse a se tornar a “Alemanha” da versão lusófona da UE, ainda assim eu sou contra que a CPLP seja um clone da UE e do Espaço de Shengen.
    “Tem que ser algo de profunda e radicalmente diverso. Que inaugure um novo capítulo nas relações entre as sociedades e os Estados.”
    – Exato! Se vier a existir, deve ser um novo modelo de confederação de nações. Não deve atender os interesses de uma minoria, nem dar margens a confusões e caos social. As sociedades devem amadurecer, então eu defendo o uso da atual CPLP, caso venha a se tornar uma Confederação de Países de Língua Portuguesa, para dar início a um processo gradual de transição para a democracia participativa, também conhecida como democracia direta. Mas nada de mudanças muito rápidas.
    “O Capitalismo não deve ser abolido (o insucesso material do Comunismo Soviético prova-o), porque até hoje foi o único sistema que se provou ser capaz de reduzir a miséria humana e de produzir riqueza. Mas deve ser moderado, regulado e condicionado. Não deve ser deixado em livre curso, capaz de tudo sacrificar à produção de lucro e sem travões éticos e morais, como sucede hoje, em que a globalização neoliberal tem livre curso e nenhumas rédeas.
    A União Lusófona deve ser exemplar também aqui: nas relações económicas entre os Homens. Inaugurando uma nova era na economia em que se recuperam os méritos da Produção, se desfazem os assassinos rumos de tercialização radical das economias, em que as Economias Locais interligadas substituem a Globalização e as Deslocalizações e em que a Autonomia e a interdependência substituem a Dependência e o Crédito crónico.”
    – É assim que eu penso. O Capitalismo em si não é tão injusto quanto aparenta. O que é injusto é o Liberalismo, e a sua forma atual, o Neoliberalismo. Por exemplo, homens como o Bill Gates, o Steve Jobs, Henry Ford, Karl Benz, Gottlieb Daimler, Wilhelm Maybach, os irmãos Wright, Igor Sikorsky, Wernher von Braun , Konrad Zuse, John Logie Baird, Sergei Korolev e sua equipe… muitos são os exemplos de pessoas que contribuíram para mudar a vida da humanidade para melhor, são indivíduos que têm, ou tinham quando estavam vivos, o direito natural de ser multimilionários. O mérito que as pessoas têm deve ser respeitado. Construir uma sociedade sem divisão de classes sociais, querer que todos sejam da classe média é por si só uma enorme injustiça. Simplesmente porque os seres humanos não são todos iguais. O problema é que o atual modelo de capitalismo é abusivo e nem sempre respeita o princípio da meritocracia. O que existe e não pode existir é pobreza, miséria, fome, pessoas doentes ou feridas sem atendimento médico de excelente qualidade, criminosos, exclusão social, então está mais do que provado que o sistema é falho e deve ser transformado, deve ser revisto e reformado.

  2. mas qual Alemanha qual quê!!!
    a abrasileiração da cultura portuguesa é bem pior do que qualquer germanização, que não existe.

    • Enoque

      “…a abrasileiração da cultura portuguesa é bem pior do que qualquer germanização, que não existe…”
      – Por favor, explique como é o processo de “abrasileiração” da cultura portuguesa? Além do (des)AO, o que mais está acontecendo? São os canais de televisão? É o futebol? É a música portuguesa que está sendo “abrasileirada”? É a gastronomia portuguesa? É a política? Como assim a cultura portuguesa está sendo “abrasileirada”? Como tal absurdo é possível?

    • Nao existe, mas querem que exista. É o tal “terceiro tipo de portugues” de Pessoa (o estrangeirado) que recusa a alma portuguesa (tão bem enunciada por Pascoaes na Arte de Ser Portugues) e adere cegamente aos ditames germanicos. E isto nao corresponde necessariamente a “germanizar”, mas sobretudo a diminuir ou colonizar que é de facto o que se busca hoje fazer a Portugal.

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