Daily Archives: 2012/03/18

A Blue Origem prossegue o desenvolvimento do New Shepard

O New Shepard da Blue Origin (http://msnbcmedia1.msn.com)

O New Shepard da Blue Origin (http://msnbcmedia1.msn.com)

A Blue Origin vai realizar um teste do sistema de cancelamento do lançamento (“pad-abort test”) no verão de 2012. Se bem sucedido, este teste determinará o grau de maturidade do veiculo New Shepard preparando o primeiro voo tripulado do veiculo espacial desta empresa norte-americana.

A Blue Origin é atualmente uma das quatro empresas que recebeu financiamento da NASA para desenvolver um sistema de lançamento capaz de abastecer e enviar astronautas para a Estação Espacial Internacional. O sistema de cancelamento foi financiado pelo programa CCDev II da NASA e será a versão 1.1 de um sistema que quando chegar à versão 2.0 estará pronto para levar seres humanos para o Espaço.

O sistema utiliza motores de foguete no fundo cápsula e não consiste na torre com foguetes que se encontra nas Soyuz e que carateriza as Apollo da década de sessenta.

A Blue Origin está atualmente a construir um segundo veículo New Shepard para substituir o primeiro que se perdeu num teste em agosto do ano passado, quando o veiculo voava a Mach 1.2 e se encontrava já a mais de 13 mil metros de altitude.

O sistema New Shepard foi concebido para levar a uma altitude de cem quilometros uma cápsula tripulada, altitude a que esta se separa e prossegue a sua viagem até ao espaço. O lançador após a separação inicia então o regresso ao solo, estendendo uma superfície de travagem aerodinâmica e ligando foguetes de travagem pouco antes de chegar ao solo, aterrando suavemente. Todo o sistema, desde a cápsula, passando pelo lançador foi assim concebido para ser reutilizado varias vezes prometendo um preço de lançamento por quilograma muito abaixo do de qualquer concorrente, incluindo a SpaceX.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/blue-origin-to-conduct-pad-abort-test-for-new-shepard-368859/

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Adriano Moreira: “Será realista falar na divisão entre duas Europas, a Europa rica do Norte, com a Alemanha como ponto de referencia principal, e a pobre mais representada, nesta data de crise, pela Grécia, Portugal, e Espanha?”

Revista Nova Águia

Revista Nova Águia

“Será realista falar na divisão entre duas Europas, a Europa rica do Norte, com a Alemanha como ponto de referencia principal, e a pobre mais representada, nesta data de crise, pela Grécia, Portugal, e Espanha?”

Na verdade, não. Como justamente escreve o mais recente “prémio personalidade Lusófona” do MIL, Adriano Moreira, não só não era justo, mas hoje, países bem menos “periféricos” e “pobres”, como a Espanha, a Itália e até a Áustria e a França estão hoje também mesmo no centro da tempestade, sendo massacrados pelas agências de Rating e pelos anónimos “mercados”.

“Pelo que subitamente parece que as contribuições que referi, com omissões, para o património imaterial da Humanidade, são ensombradas, pela visão menos lisonjeira, vinda do Norte. A Chanceler Merkel, que parece convencida de ter refeito o seu império ao Norte, não apenas pelo exemplo de criatividade e trabalho do seu povo, mas também pela generosidade dos ocidentais que ganharam a II Guerra Mundial, dispensaram gerações de alemães de despesas militares, aguentaram a liberdade da Alemanha Ocidental, criaram as condições de reunificação depois da queda do Muro de Berlim em 1989”

A Alemanha e os alemães de hoje (sim, porque as posições de Merkel representam apenas aquilo que pensa a maioria dos alemães) são acima de tudo ingratas. Esquecem desde logo que os países vencedores da Alemanha a dispensaram de pagar as compensações pelas perdas materiais e humanas terríveis que as divisões alemãs provocaram por todo o continente. As pontes, fabricas, empresas, portos, etc, etc, destruídas ou transferidas para a Alemanha nos países ocupados pelo Reich nunca foram compensados! A Grécia, em particular, viu o seu pais completamente destruído pelo invasor alemão, o ouro do seu Banco Central saqueado e enviado para Berlim e não foi compensada por estas perdas… Mas hoje tem que aturar a intolerância e incompreensão germânicas.

“permitiu-se arriscar um conceito de identificação dos povos do Sul abrangidos pela fronteira da pobreza, dentro da crise global financeira e económica. No fundo viu-nos preguiçosos e amantes dos lazeres, dos feriados, subsídios, sol e férias, desejosos de reformas precoces sem perda de juventude, e parece animada por um criado novo diretório, já por vezes tentado sem êxito, e que seria o fim do processo europeu dos fundadores do movimento de unidade.”

Esta visão que detêm a maioria dos alemães sobre os países do sul são profundamente racistas e reveladoras da natureza agressiva e xenófoba que apenas a má consciência da Grande Guerra mascarou durante algumas décadas. É esta opinião muito generalizada no norte da Europa que está na base da convicção dos norte-europeus de que o sul não é capaz de se governar a si mesmo e carece da tutela colonial-imperial para procurar aceder a um simulacro diminuído dos Estados prussianemente organizados do norte. Obviamente, estão errados e este erro desenvolveu-se no terreno da ignorância histórica e do autismo cultural. Mas está lá e não pode ser negado.

Fonte:
As Culturas dos Povos do Mediterrâneo
Adriano Moreira
Nova Águia, número 8

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional | 2 comentários

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