“Já não há senão duas possibilidades: ou as medidas de austeridade assumem um teor tal, que acabam por resultar numa revolta generalizada, ou a dívida aumenta em proporções tais, que se torna impagável, multiplicando-se as situações de incumprimento”

“Já não há senão duas possibilidades: ou as medidas de austeridade assumem um teor tal, que acabam por resultar numa revolta generalizada, ou a dívida aumenta em proporções tais, que se torna impagável, multiplicando-se as situações de incumprimento. A exigência de medidas de austeridade já se revelou inoperante na América Latina e na Ásia. Não tem porque correr melhor na Europa.”

O Ano de 2012 será terrível! Dívida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3

E contudo é a receita da austeridade que derramam sobre nós como sendo absolutamente incontornável aos países em crise na Europa. A questão está assim em saber como chegámos a este ponto: o impulso “universal” (BCE, FMI, OCDE, etc) parece ter na origem a convicção que após décadas de crédito barato os governos excederam os gastos públicos para alem de qualquer razoabilidade. Aqui, os anónimos “mercados” têm alguma razão: houve de facto excessos (de que a Grécia é alias um bom exemplo), mas só tem débitos quem encontrou credores. E a Banca e os especuladores dos Mercados são pelo menos coresponsáveis pela crise atual.

Perante a gravidade da situação atual e sabendo que a crise de 1929 (que é pelo menos tão grave como a atual) se estendeu até pelo menos o fim da Segunda Grande Guerra com “double dip” em 1937, então estamos perante a quase inevitabilidade de uma profunda e duradoura recessão que deverá prolongar-se até pelo menos 2020. É isto que já sabem todos os governos europeus, apesar de todas as declarações que dão 2012 como o começo do fim da recessão…

Há de facto duas opções: ou a austeridade, longa e que a continuar vai levar a uma escalada descontrolada de revoltas sociais e de dissolução económica ou… A declaração de bancarrota, o absorver de prejuízos durante um par de anos dos maiores bancos, a falência da maioria e a sua divisão em pequenos bancos, locais e a quem será vetada toda e qualquer atividade especulativa. Daqui partirá o regresso à produção, ao emprego e às economias sustentáveis da década de 60 e 70.

Categories: Economia, Política Internacional | Deixe um comentário

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