Monthly Archives: Março 2012

Da necessidade estratégica de renacionalizar a EDP e a REN

Um dos maiores estrangulamentos à indústria portuguesa é o elevado custo da energia. Portugal tem que rapidamente recuperar o seu setor produtivo, des-tercializar a sua economia (porventura, o maior crime histórico do cavaquismo) e nesse imperativo processo
de regeneração, levar a EDP a descer os preços abusivos que cobra aos cidadãos e às empresas é algo de fundamental.

Recentemente, o secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes veio afirmar que o “Estado tem de impor o interesse público ao excessivo poder da EDP” e que “O Governo quer pôr a energia ao serviço da economia e das famílias. Apesar de acumularmos défices, não repercutindo todos os custos nos preços, os preços estão a um nível já demasiado elevado. A energia está a prejudicar a indústria exportadora, ao afastar-se perigosamente dos preços espanhóis”. As afirmações são corretas, corajosas e justas, mas exige-se agora que se passe da palavra para a Ana.

Mas haverá condições para forcar o mercado da produção e distribuição de energia elétrica a assumir preços mais compatíveis com a realidade económica nacional e com as necessidades das empresas e famílias portuguesas? A privatização (para a China!) da EDP não retirou ao Estado instrumentos que agora poderia usar?…

Na verdade e conhecendo-se a importância estratégica do setor energético para Portugal e a sua crónica dependência das importações de energia, Portugal tem que bater o pé à Troika (que obrigou à privatização da REN e da EDP) e Renacionalizar essas empresas estratégicas para o pais. Não podemos – de forma alguma – deixar que a liberalização dos preços da eletricidade a partir de Janeiro de 2013 – quando terminam as tarifas reguladas –  permitam o aumento de 20% a 40% que a própria EDP estima como certo. Portugal não ia aguentar. Por muito que gostasse Pequim e que isso fizesse aumentar os lucros dos restantes acionistas. E se a única opção que resta é retomar o controlo destas empresas, então que tal se faça, sem medos nem falsos pudores.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=543445

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Sobre o Estatuto de Cidadão Lusófono

António José Borges (http://www.clepul.eu)

António José Borges (http://www.clepul.eu)

“Insistimos, hoje há a evolução lógica para o estatuto de cidadão lusófono. Apesar de certos impedimentos de ordem jurídica, a luta decorre. (…) A Lusofonia é um meio, ou seja, a Lusofonia, não sendo uma posição politica, pode funcionar como consciência desta, pode evitar que os países da CPL sejam explorados, provavelmente, pela cegueira da ambição da opulência, na verdade, redobramos, pelo capitalismo antropófago.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

Apesar de existirem vários impedimentos ao pleno estabelecimento de um verdadeiro estatuto do “cidadão lusófono” por parte da União Europeia, o sonho não é impossível. Desde logo, porque o projeto pode ser realizado numa lógica de pequenos, mas cuidados, passos. Neste contexto o “Cidadão Lusófono” poderia começar por partindo da base que são os Direitos Humanos universalmente reconhecidos, expandi-los para os domínios ambientais, laborais e sociais e traçar um quadro de direitos a que têm direito todos os cidadãos da CPLP, impondo prazos para que cada país possa adaptar a sua legislação em conformidade. Construída esta base comum, pode partir-se para um propósito mais alto, gradual, que abra as fronteiras para a livre circulação dos cidadãos lusófonos, negociando tal abertura com a União Europeia.

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A Europa flexibiliza as regras orçamentais para Espanha

“A decisão de flexibilizar as regras para com Espanha abre um rombo nas novas regras europeias, que demoraram quase dois anos a serem negociadas e entraram em vigor há apenas três meses, com sanções bem mais severas e automáticas para os países incumpridores, de modo a evitar o tipo de negociação política que rebentou com o pacto de estabilidade em 2003.
O problema é que a partir do momento em que resolveram politicamente o problema espanhol,  os Dezassete terão grandes dificuldades em explicar por que é que não flexibilizam igualmente a trajetória de consolidação fixada para Portugal,  ou Grécia, cuja recessão económica e esforço de ajustamento são bem mais sérios do que em Espanha. “

Publico,  14 de março de 2012

É nestes momentos que os povos com memoria (uma qualidade cada vez mais rara nos dias que correm) se devem recordar que os primeiros países a quebrarem os limites do défice orçamental público foram precisamente os dois “maiores” países da União Europeia,  Alemanha e França. Então (como hoje) a Europa tem dois pesos e duas medidas: para os pequenos, como Irlanda,  Grécia ou Portugal exige rigor,  austeridade e cortes.  Para os “grandes” como França e Alemanha,  antes e Espanha, agora mostra tolerância e flexibilidade.

São atitudes como esta que demonstram que esta é uma europa bastarda,  com “e” pequeno,  onde a coesão e a solidariedade inter-estados são conceitos ocos e esvaziados de sentido. Os que pertencem aos “grandes” recebem carta branca para todas as tropelias e aleivosias, os demais estão basicamente tramados.  A conclusão é óbvia e está à frente de quem a quiser ver: os “pequenos” devem deixar os “grandes” brincando onanisticamente entre si e partir à sua vida,  recentrando sobre si mesmos os seus próprios rumos e rejeitando uma “união” cada vez mais dos “grandes e ricos” e ciosa dessa exclusividade ou buscando formar uma “união dos povos do sul” que terá pelo menos o mérito de não poder contar com estes egóticos povos do norte (e onde “grandes” como Itália e Espanha se depois poderão juntar) ou saindo: reconstruindo o destruído tecido produtivo e buscando alem mar (por exemplo: Portugal na Lusofonia) um seu destino maior e menos mesquinho do que o desta “união” europeia.

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Assine a Petição CEM MIL pela demissão de Cavaco Silva !

Cavaco Silva não ocupa um cargo político qualquer. O Presidente da República é no sistema democrático português a figura mais alta do Estado e para que o sistema político funcione bem essa figura tem que se revestir de uma credibilidade institucional muito própria, que garante equilíbrio, que seja capaz de falar com os vários agentes do sistema e com todos os setores da sociedade. Que seja forte, em suma. Essa necessidade é tanto mais importante quanto mais difíceis for a situação política e económica do país…
E esta é gravíssima, sabe-mo-lo bem.

Um Presidente que acumula gaffes todas as semanas, que produz declarações infelizes à saída ou entrada de eventos, que tem que depois “clarificar” é para Portugal mais um peso morto que uma vantagem. E Portugal merecia, precisava de bem mais…

Nesta situação, Portugal precisava de um Presidente que unisse, que criasse consensos em torno de desígnios nacionais ou que usasse um dos derradeiros poderes que deixaram na função: a Palavra para minorar um pouco as dificuldades que atravessam hoje tantos portugueses.

Por estas razões (e por muitas outras, presentes, passadas e futuras) apelo a que todos os português cumpram o seu dever cívico, que saiam desse torpor em que vivem e façam a sua parte: que assinem esta Segunda Petição que defende a Demissão de Cavaco Silva, que esta chegue aos Cem Mil peticionários e que assim não reste a Cavaco Silva outra saída que não seja a Demissão.

Assine AQUI !

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QuidsL1 O Brasil na Segunda Grande Guerra

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Clóvis Alberto Figueiredo (16) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro, Poesia Timorense,Entrada da Portugal na CEE/UE,O Brasil na Segunda Grande Guerra]
Luis Brântuas (11) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

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Renato Epifânio: “Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem”

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

“Um dos grandes bloqueios do nosso regime democrático é a asfixia partidocrática que sobre ele os partidos exercem, exponencialmente agravada pela dificuldade de renovação do próprio sistema partidário.
Com efeito, enquanto que nos outros países europeus é relativamente natural a emergência de novos partidos – e a correlativa extinção de outros -, em Portugal isso parece ser cada vez mais impossível.”

Para a constituição da Plataforma Cidadania, Ecologia e Lusofonia
Renato Epifânio
Finis Mundi, número 3

Existe uma estranha imobilidade no quadro partidário português. O atávico receio da mudança, induzido durante séculos pela Inquisição, reforçado pelo Salazarismo e, mais recentemente, pelos Media, cristalizou o quadro politico português. As eleições são previsíveis e decidem-se através apenas da deslocação de pouco mais de 20% do eleitorado de um partido para outro, sem que exista erosão nos partidos fundados após 1975.

Portugal precisa de renovações profundas nos partidos políticos – especialmente naqueles que estão representados no Parlamento – e, sobretudo, de novos partidos. De partidos que recolham parcelas significativas dos sufrágios e que consigam realizar aquele milagre que seria furar o bloqueio mediático, de partidos de um novo tipo, menos corpocráticos e classistas, menos ligados a maçonarias, menos dependentes do Poder Económico. De “partidos” mais “completos” e representativos, que não tivessem receio em buscarem novos nomes e personalidades na sociedade civil nem de concorrer em competências ou responsabilidades com os “deputados independentes”, eleitos para a Assembleia da República fora dos circuitos partidários como defende o www.movimentolusofono.org.

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Um Programa Espacial Pessoal: Impossível?… ou…

Um dia… Quando a situação económica cá do burgo e o desemprego assolar com menos intensidade o meu pequeno núcleo familiar (um eufemismo para dizer que a minha mulher, com dois cursos superiores e um mestrado está no desemprego há quatro anos…) então vou levar adiante um meu pequeno… Programa espacial.

Sim, leram bem: Programa Espacial Quintus. E não… Não estou a enlouquecer. Nem a fazer experiências com químicos no quintal (que não tenho) ou a lançar foguetes de combustível sólido a partir do terraço da minha senhoria (e daí…) adiante.

O plano – que realizarei um dia! – vai passar por colocar um tablet nos limites do Espaço!

Como? Perguntarão os leitores do blogue…

1. Tablet Android

O projeto começará por comprar um tablet android com um slideshow a correr de imagens do Quintus intercaladas de logótipos de empresas que queiram apoiar o projeto.
Custo estimado: menos de 400 euros (com a possibilidade de encontrar um anunciante que financie o tablet)

2. O Balão

Não existe forma de um particular – sem orçamento digno desse nome – conseguir desenhar, construir e lançar um foguetão para um voo orbital ou sub-orbital. Ponto. Mas desde a primeira fotografia da curvatura da Terra tirada por uma V-2 lançada de White Sands (EUA) que se sabe a altitudes de 35 kms estamos no limite do Espaço. E estas altitudes estão ao alcance de um balão de hélio, de dimensões razoáveis e devidamente concebido para tal. Esses balões são relativamente baratos e fáceis de adquirir. Por exemplo, em:
http://www.scientificsales.com/8246-Weather-Balloon-2000-Grams-Natural-p/8246.htm

Um Table “à prova de água”, como o http://androidtabletupdate.com/tag/waterproof-tablet/ ficará por volta dos 300 €.

2. A câmara

O lançamento do tablet não serviria de nada se o slideshow não fosse visto por ninguém… Por essa razão é preciso comprar uma câmara que resiste a condições exigentes de temperatura e humidade, com ligação USB. É o caso da http://pt.gopro.com que custará cerca de 300 euros.

3. Falta por fim, a forma de recuperar as imagens captadas no limite do Espaço…

Há duas opções: ou se usa um telemóvel Android, especialmente resistente ou tratado para resistir às agruras de tão altas altitudes e se instala nele um desses programas anti-roubo que após ativação enviam as coordenadas GPS e fotografias do local como um destes:

http://www.thespicygadgematics.com/2011/10/free-android-apps-that-can-track-stolen.html

Ou se recorre a um destes sistemas concebidos para quem passa longos períodos de tempo no exterior e longe de toda a civilização e que envia regularmente a sua posição GPS por sms:
http://www.findmespot.eu/en/index.php?cid=102

Um sistema que capta o percurso no ar por GPS e o regista no Google Maps (após upload) poderá ser também interessante para perceber depois onde andou exatamente (em 2D) o balão… Tipo o “Os Meus Percursos” disponível gratuitamente no Android Market. Custo? Zero. Custo da câmara de “desportos radicais”? Menos de 500 euros. A tudo isto poder-se-á somar um altímetro com registo como este http://www.hexpertsystems.com/zlog/ da ZLog (menos de 80 €)

Irrealista? Irrealizável? Não. De todo! Como prova o sucesso destes entusiastas romenos, num projeto muito semelhante:

Categories: Ciência e Tecnologia, Informática, SpaceNewsPt | 20 comentários

O “OVNI” siberiano de Otradnesnky

O "OVNI" siberiano (http://i1.r7.com)

O "OVNI" siberiano (http://i1.r7.com)

Há um mistério novo na Sibéria… um estranho objeto metálico foi descoberto nos arredores de uma pequena cidade siberiana. O objeto é circular e tem o tamanho de um pequeno automóvel. Os habitantes locais dizem que “caiu do Espaço”, mas especialistas da Agência Espacial Russa já estivera,  no local e concluíram que não se tratava de nada relacionado com “tecnologia espacial”.

O objeto pesa cerca de 200 kg, tem uma forma cilíndrica e apresenta numa das  extremidades encontra-se uma campânula prateada. O objeto foi encontrado a presença de março numa floresta nos arredores da cidade de Otradnesnky e rebocado daqui até à cidade. Pouco depois seria confiscado pelo governo russo para “inspeção”, a qual terá aparentemente concluído não se tratar de “tecnologia espacial”.

Mas então, de que se trata?  Será uma parte de um estádio de um foguetão lançador? Mas se sim, porque não foi logo reconhecido como tal pela Roscosmos?  Sendo de titânio bem que pode ser parte de um engenho aeroespacial, mas não pode ser parte de um avião, já que faltavam nos arredores do local onde o objeto foi descoberto componentes presentes em aeronaves,  como asas,  carlinga ou motores. O facto de ser composto de titânio não faz crer que tenha sido abandonado,  pelo elevado preço desse metal.

Não é também provável tratar-se de algo que veio do Espaço, já que não apresenta sinais de reentrada atmosférica e muito menos um “OVNI”…. já que nenhum componente ou material exótico parece estar presente.  Assim, por exclusão de partes a explicação mais provável é de que se trata de uma parte de um lançador, provavelmente do primeiro estádio e que o lançamento foi confidencial: ou seja, um lançamento militar… mas de que tipo de satélite?

Fontes:
http://news.discovery.com/space/ufo-siberia-120323.html#mkcpgn=rssnws1
http://www.space.com/15010-ufo-fragment-siberia-mystery.html

Categories: Ciência e Tecnologia, OVNIs | Deixe um comentário

Quids L1 Entrada de Portugal na CEE UE

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Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (15) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro, Poesia Timorense,Entrada da Portugal na CEE/UE]
Luis Brântuas (11) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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Renato Epifânio: “A visão universalista, não provinciana, que acreditamos ser da tradição portuguesa, é hoje concretizável pela via da Lusofonia”

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

Renato Epifânio (http://profile.ak.fbcdn.net)

“A visão universalista, não provinciana, que acreditamos ser da tradição portuguesa, é hoje concretizável pela via da Lusofonia, entrevendo uma convergência de novas forças sociais, culturais e económicas, renovando a sociedade capitalista em gestação em certos países da CPLP.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António Jose Borges
Nova Águia, número 8

A União Lusófona não pode – não deve – ser uma variante de língua portuguesa da União Europeia. Tem que ser algo de profunda e radicalmente diverso. Que inaugure um novo capítulo nas relações entre as sociedades e os Estados. O Capitalismo não deve ser abolido (o insucesso material do Comunismo Soviético prova-o), porque até hoje foi o único sistema que se provou ser capaz de reduzir a miséria humana e de produzir riqueza. Mas deve ser moderado, regulado e condicionado. Não deve ser deixado em livre curso, capaz de tudo sacrificar à produção de lucro e sem travões éticos e morais, como sucede hoje, em que a globalização neoliberal tem livre curso e nenhumas rédeas.

A União Lusófona deve ser exemplar também aqui: nas relações económicas entre os Homens. Inaugurando uma nova era na economia em que se recuperam os méritos da Produção, se desfazem os assassinos rumos de tercialização radical das economias, em que as Economias Locais interligadas substituem a Globalização e as Deslocalizações e em que a Autonomia e a interdependência substituem a Dependência e o Crédito crónico.

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Líbia: mais uma exportação para o Dassault Rafale?…

Dassault Rafale (http://www.defencetalk.com)

Dassault Rafale (http://www.defencetalk.com)

A Líbia é um dos países mais ricos de África e – simultaneamente – um dos mais mal armados do continente… Nem sempre foi assim, mas décadas de bloqueio e a recente guerra civil destruíram ou tornaram inoperacional a maior parte do equipamento das forças armadas líbias.

Ainda sob Kadafi, em 2007 assinou-se um contrato com França que ascendia a mais de 4.5 mil milhões de euros que previa a venda de caças Rafale, que (como tem sido hábito com os Rafale…) não se viria a concretizar. Depois de 2007 houve algumas noticias sobre contratos de manutenção com a Rússia.

Pouco antes da guerra civil, a força aérea Líbia contava com alguns F1 recuperados e (possivelmente) cerca de 30 MiG-23. Todos os MiG-21 estavam já inoperantes…

Este cenário abre boas perspetivas aquela que poderá ser a segunda exportação do Dassault Rafale… A presença determinante deste modelo nas operações de suporte aéreo da NATO na guerra civil, a existência de aparelhos franceses (o Mirage F1) e até a decisão de Kadafi em 2007, tudo joga a favor do aparelho francês… Vai uma aposta?…

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/the-french-connection-libya-seeking-arms-deals-04417

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A Arábia Saudita está a enviar armamento para os rebeldes sírios

A Arábia Saudita está a enviar armamento ligeiro para os rebeldes sírios em grandes quantidades. A decisão não tem precedentes e revela a escala do empenho do regime saudita na estabilização interna do seu vizinho do norte e… os receios de que por contaminação,  a contestação popular alcance também a própria Arábia Saudita.

O armamento saudita está a ser enviado através da Jordânia e a ser entregue ao chamado “Exército Livre Sírio”. A operação terá sido acertada numa reunião recente entre os monarcas jordano e saudita e Riyadh. Naturalmente,  ambas as capitais árabes negam esta reunião e este auxílio…

O nervosismo de Aman é notório: já vivem na Jordânia mais de 80 mil refugiados sírios e esse numero cresce quase todos os dias… o principal parceiro comercial da Jordânia é precisamente a Síria e a proximidade geográfica torna muito provável o cenário de contaminação da contestação popular até uma Jordânia que no passado recente conheceu igualmente elevados níveis de contestação popular.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Saudi_sends_military_gear_to_Syria_rebels_diplomat_999.html

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António José Borges: “Deseja-se que no contexto da UE e na memória da CPLP se mantenha viva a tónica de que não pode ser livre um povo que subjugue outros povos”

António José Borges (https://ogrunho.files.wordpress.com)

António José Borges (https://ogrunho.files.wordpress.com)

“Deseja-se que no contexto da UE e na memória da CPLP se mantenha viva a tónica de que não pode ser livre um povo que subjugue outros povos. Portanto, é urgente que se ergam os coveiros da sociedade portuguesa que há séculos estiolam na ociosidade, vivendo parasitariamente da apropriação improdutiva dos frutos do trabalho alheio e desdenhando de toda a inovação.”
Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António José Borges
Nova Águia, número 8

A União Lusófona – evolução natural da CPLP se esta não insistir num ritmo vegetativo – não pode ser apenas “outra” ALCA, UNASUL ou UE. Tem que ser uma estrutura multi-estatal de tipo novo, que incentive a um novo tipo de relações entre os Estados, os Cidadãos e que alavanque em novos conceitos a forma do cidadão viver e estar em comunidade.

Esta União Lusófona dos tempos futuros deve ser erguida não em torno de uma ou dos potencias dominante (como os EUA com a ALCA ou a Alemanha, com a UE) mas em forma que deixe no mesmo patamar todos os Estados que a ela se queiram agregar. Uma UL deve incorporar mecanismos que impeçam também a “ditadura das minorias”, mas não pode descurar igualmente os direitos dos pequenos. Para compatibilizar esta aparente contradição há uma solução: um sistema representativo bicameral, com uma câmara de representação paritária (Senado) e um Parlamento proporcionalmente correspondente ao peso demográfico de cada Nação.

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Alguns Extratos do vídeo de Miguel Gonçalves no TEDxYouth@Braga que merecem reflexão

Algumas citações deste vídeo de Miguel Gonçalves:

“Em 2001 houve 18 mil pessoas que terminaram licenciaturas em Portugal. Em 2010 este número passou para 80 mil.” (…) “A regra do mercado determina que a abundância de um produto determina o seu valor. Quando há muito, vale pouco. Ora, nós vivemos atualmente num contexto de inflação académica.
As licenciaturas não são mais que a chave de fendas (na analogia do técnico) que depende de seu utilizador valorizar e transformar num recurso maravilhoso.”

“O nosso problema não é a chave de fendas, que essa é das melhores do mundo. Hoje, competimos em células estaminais com os japoneses. Somos iguais aos melhores e damos cartas no mundo todo. O nosso maior problema é a tradução de valor. Falta consciência comercial e entender que o mercado de trabalho é um mercado de transações.”

“O que interessa se há um match entre o que vendes e o que eu preciso, saber que valor acrescentas à organização. Precisamos de um drive de entusiasmo de força e de energia nas organizações. As empresas precisam de gente que se apaixone, com sede. Temos muita gente fim do dia, fim do mês. É preciso chegar mais cedo e sair mais tarde, querer fazer mais, “não sei mas descubro, mas encontro”. Um estudo recente do MIT demonstra que as pessoas com menos competências técnicas, mas muita mentalidade e foco para resolver foram preferidas em 96% pelos 400 CEO aqui inseridos.

“As empresas usam varias formas de chegar as pessoas e de todas a menos lida é a newsletter, sendo que o cv é a newsletter, e os cv neste momento são spam com taxas de retorno muito pequenas.”

“Se o que estamos a vender (o nosso currículo) não está a ter saída, devemos fazer como as empresas, procurar vender outra coisa. Vejam o exemplo da rapariga que ficou agrafada à ideia de que pertencia a uma “área”, a do seu curso de “artes cenográficas” para onde não encontrara emprego depois de sete anos de buscas… As universidades devem dizer às pessoas que a “área” não é para a vida. “Área” é o que fazes bem, é o que te aquece por dentro.”

“Se forem a uma ATM na Alemanha, reparem que aquilo só dá para levantar dinheiro. Quando falava lá fora do Magalhães que todos os miúdos aqui tinham eles não acreditavam. É isso que nós somos aqui. Mas também somos o país do “um mal nunca vem só”, do “tu sonhas muito vais cair escada abaixo”. Porque existem estes códigos imobilistas que nos botam abaixo?! Não alinhem nesse discurso que bota para baixo! Os gregos diziam que o verbo era o princípio de tudo e que a nossa substância se transforma à medida que nós o dizemos: quando dizes que não acontece, não acontece!”

“O que se faz pela primeira vez faz-se com erro. Só não comete erros o que faz sempre a mesma coisa. O meu avô dizia que “se não os tens a tremer, não está a acontecer.”

“Nós até agora estivemos a educar empregados, gente que olha para baixo, para a sua secretária, mas agora temos que educar empreendedores, gente que quer crescer. O problema não está na falta de Talento, o que nos falta é descaramento, não ter medo de falhar. De facto, nós temos talento como poucos!”

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Forças especiais russas e da NATO em campos opostos na guerra civil na Síria

Cargueiro russo no porto de Tartus (http://images.alarabiya.net)

Cargueiro russo no porto de Tartus (http://images.alarabiya.net)

Não são de hoje os rumores sobre a presença de militares da NATO no interior das fronteiras sírias… a sua missão parece ser a de prestar orientação e treinamento às forças insurgentes. Curiosamente, estes rumores foram mais recentemente acompanhados por noticias segundo as quais estariam também na Síria equipas das forças anti-terroristas russas, mas do outro lado da contenda, apoiando as forças do regime de Assad…

A presença russa é cada vez mais ostensiva tendo um navio de apoio “à pirataria nos mares da Somália” atracado mo porto sírio de Tartus, bem longe da Somália, portanto… o navio estará aqui não somente para transportar esses militares e conselheiros mas também para demonstrar apoio publico,  antecipar uma possível evacuação de pessoal e equipamento russo e até para entregar algum equipamento e munições ao regime sírio.

Fonte:
http://defensetech.org/2012/03/20/are-there-or-arent-there-russian-troops-in-syria/#ixzz1pfNrvzmB

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Quids L1 Poesia Timorense

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Luis Brântuas (11) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

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“Teixeira de Pascoaes referia como defeitos da alma pátria a falta de persistência, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação”

Teixeira de Pascoaes (http://www.baixotamega.pt)

Teixeira de Pascoaes (http://www.baixotamega.pt)

“Já Teixeira de Pascoaes, na sua importante obra identitária, Arte de ser Português, referia como defeitos da alma pátria a falta de persistência, a inveja, a vaidade susceptível, a intolerância e o espírito de imitação. Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável.”

Portugal, Uma Análise do Poder
João Franco
Finis Mundi, número 3

Pascoaes é, a par de Agostinho da Silva, um dos grandes influenciadores da vertente mais política do MIL: Movimento Internacional Lusófono, enquanto movimento cultural e cívico que é. Como Teixeira de Pascoaes, somos defensores ardorosos do Municipalismo, estando inscrita na nossa Declaração de Princípios, defendendo uma Regionalização Municipalista que respeite as tradições municipalistas medievais portuguesas e que restaure a vida e a prosperidade num interior cada vez mais desertificado.

Em Pascoaes encontramos também a admissão da família como um núcleo celular fundamental e o reconhecimento dos valores cristãos, numa variante portuguesa e algo prisciliana e independente da tutela de Roma. A partir do Municipalismo, da Família e do Cristianismo Lusitano, Teixeira de Pascoaes sonhava com um novo Portugal, mais espiritual, menos materialista e obcecado com a “coisificação” entorpecente e bovinizadora do Portugal de hoje e onde a realização individual é conseguida através da livre expressão da vocação livre e criadora que reside em cada português e que apenas o jugo das diversas “Inquisições”: começando pela Santa, passando pelo Salazarismo e terminando no estéril Pós-Modernismo da atualidade.

Defensor do municipalismo, da família e do cristianismo como elementos caraterizadores do português, Teixeira de Pascoaes rejeitava o materialismo e exaltava o carácter religioso do povo, que considerava indispensável para o seu pleno desenvolvimento.

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A ESA prepara-se para lançar um Lander para a Lua em 2018

O Lander lunar europeu (http://www.falw.vu)

O Lander lunar europeu (http://www.falw.vu)

A Agência Espacial Europeia (ESA) tem um plano para enviar um Lander para a Lua em 2018. O objetivo é alcançar o polo sul lunar e testar assim desta formas de enviar seres humanos para o nosso satélite natural.

Recentemente a ESA levou a cabo testes bem sucedidos dos impulsores que serão instalados no veiculo e que serão cruciais para fazer o Lander europeu aterrar de forma suave na Lua.

Um destes impulsores foi recentemente testado com sucesso e em condições que simulam o vácuo e as temperaturas lunares nas instalações da Astrium, na Alemanha.

Antes de alunar, a sonda europeia vai orbitar a cem km de altitude. A descida vai ser provocada pelos foguetões que foram desenvolvidos para o ATV e que funcionarão durante dez minutos. Durante a descida, o nave vai ajustar a rota observando a superfície lunar e comparando-a com as imagens na sua memória. Pouco antes de tocar o solo lunar, um laser vai procurar uma zona regular para levar o Lander, tudo de uma forma completamente automática e graças ao poderoso computador de bordo embarcado.

Esta missão – se for bem sucedida – representará um importante feito para a ESA e deixando uma marca europeia na Lua para todo o sempre.

Fonte:
http://www.esa.int/esaCP/SEMSEF7YBZG_index_0.html

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Foi lançado para a ISS o terceiro ATV

Lançamento do 3º ATV (http://i1-news.softpedia-static.com)

Lançamento do 3º ATV (http://i1-news.softpedia-static.com)

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou para a Estação Espacial Internacional (ISS) em 23 de março o seu terceiro e mais recente “Automated Transfer Vehicle” (ATV). Como sucedeu nos anteriores lançamentos tratou-se de mais um lançamento bem sucedido de um foguetão Ariane 5.

O ATV pesa cerca de 13 toneladas e transporta mais de sete toneladas de abastecimentos para a ISS, como combustível, alimentos,  roupas e equipamento científico, naquela que é a maior carga em termos de massa e peso jamais entregue por um ATV à ISS.

Atualmente, a ISS é regularmente abastecida por ATVs europeus, pelas Progress russas e pelos HTVs-2 nipónicos. O primeiro ATV chegou à ISS em  e o segundo em 2011.

Fonte:
http://www.space.com/15011-atv3-space-cargo-launch-wrap.html

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QuidsL1 Portugal e a Exploração do Espaço

PoSAT-1 (http://www.fernandocarvalhorodrigues.eu)

PoSAT-1 (www.fernandocarvalhorodrigues.eu)

Para participar clique AQUI !

Pontos:

Clóvis Alberto Figueiredo (13) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau, História da Cidade de Luanda, História da Guiné-Bissau (pré-1700), Guerra Civil na Guiné-Bissau, A Guerra de Independência do Brasil, Conhece bem a CPLP?, Poesia Angolana,Programa Espacial Brasileiro]
Luis Brântuas (11) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau,Força Aérea Angolana,GNR em Timor Leste,Cinema Moçambicano,Ilha do Príncipe,Flora e Fauna de Cabo Verde,Portugal e a Exploração do Espaço]
Valdecio Fadrini (1): [Guerra do Paraguai]

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É a Alemanha que se está a europeizar ou a Europa que se está a germanizar?

União Europeia (http://dre.pt)

União Europeia (http://dre.pt)

“Na década de 1990, quando era estudante universitário, durante as minhas aulas de cultura alemã e não só, questionava-me se era a Alemanha que se estava a europeizar ou a Europa que se estava a germanizar.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António Jose Borges
Nova Águia, número 8

Se algo parece claro nos últimos meses é precisamente a esta questão: a Europa está a germanizar-se e de forma acelerada. França continua a iludir-se a si própria julgando que ocupa ainda um local central no quadro europeu. Mas de facto, o jogo da austeridade, que propicia a uma fuga massiva de capitais da periferia para a Alemanha, Suíça e Holanda, empobrece todo o continente, impondo uma contenção orçamental que muito agrada a alemães, mas sem a abundância de capitais de que ela goza.

A Europa perde carácter e torna-se cada vez numa “Grande Alemanha”, em que todos os demais Estados transferem parcelas crescentes de soberania para a Alemanha, o papel e a influencia da Comissão Europeia desvanece-se e os países periféricos transformam-se cada vez mais em gigantescos “club meds” sem real influencia ou condução nos destinos da cada vez menos “comum” casa europeia.

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O Brasil vai fazer um teste de um modelo do foguetão VLS-1

Comparação entre o VLS-1 e o VLS-1b (http://g1.globo.com)

Comparação entre o VLS-1 e o VLS-1b (http://g1.globo.com)

O responsável máximo pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA),o  tenente-coronel César Demétrio Santos, declarou que será realizada brevemente uma simulação de lançamento do foguete lançador de satélites VLS-1. A data ainda não foi definida, mas sabe-se que o teste vai consistir num lançamento de um foguete inerte (ou seja, sem combustível solido) mas à escala real.

O objetivo será o de testar todos os procedimentos de montagem do foguetão e instalação da sua carga útil e este será o primeiro teste de um foguetão da dimensão do VLS-1 em Alcântara desde o acidente fatal de 2003.

Este teste representa o despertar de um programa que tem estado basicamente parado, apesar das promessas de que o programa seria retomado em 2009. A Torre de Móvel de Integração (TMI), destruída em 2003 foi reconstruida, antecipando este teste e o lançamento de um VSB-30 já a 16 de março.

O foguetão VSB-30 tem pouco mais de 12 metros de altura, pesa 2.6 toneladas e é propulsado por combustível sólido em dois andares. O foguetão é capaz de levar uma carga útil de 400 kg a uma altitude máxima de 240 km.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/brasil-retomara-testes-com-lancador-de-satelites-no-ma-02032012-14.shl

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Quais são as diferenças entre BES (Blackberry Enterprise Server) e BIS (Blackberry Internet Service)?

Quer o BES, quer o BIS, cumprem em última instância o mesmo propósito: entregar correio electrónico ao terminal blackberry e fazê-lo de uma forma segura e fiável. Mas existe – em todos os operadores – uma substancial diferença de preços, na escala de quatro para um, logo, há diferenças… E substanciais.

Em primeiro lugar, em BIS, encontramos um acrónimo para “Blackberry Internet Service”, que significa que a Blackberry age como um ISP para o Telemóvel. Sempre que o terminal receber uma mensagem ou navegar na Web, essa operação será feita via BIS ou via BES, consoante for a opção instalada.

Quer o BES, quer o BIS permitem que os terminais Blackberry recebam email, naveguem na Internet e usem aplicações que acedam diretamente à Internet. De facto, todo o tráfego de um terminal Blackberry para a Internet passa pelo servidor BES ou BIS, e é sempre que comunica depois com a Internet. A diferença entre ambas as opções reside onde está o servidor e no nível de controlo e seguranca que se obtém sobre o mesmo.

No BIS, o operador (Vodafone, TMN ou Optimus) mantêm o servidor, todo o tráfego continua a ser encriptado, mas é tudo. O operador pode decidir que aplicações correm no terminal e como as aplicações comunicam com a Internet. Tratando-se do BES, é a própria empresa que opera o servidor que é instalado algures no Centro de Dados, isto significa que tudo é controlado diretamente pela organização. Já no BIS, tudo corre na Internet pública, não na Intranet da organização. Os dados continuam cifrados, mas quem comunica com a Internet é o ISP, aumentam assim as possibilidades de intercepção… é claro que continua a ser muito mais seguro que uma ligação doméstica normal, mas é menos que o BES onde todas as comunicações têm lugar dentro da rede corporativa.

O BES também permite publicar automática e remotamente aplicações a todos os terminais blackberry a ele ligados e definir que aplicações podem ou não podem ser usadas. Com o BES, é também possível fazer remotamente um “wipe” e “lock” de um terminal perdido ou roubado.

Ao escolher o BIS, há que ter em conta que tipo de serviços o ISP suporta, já que pode estes diferem de ISP para ISP e um deles pode, por exemplo, impedir o uso de aplicações third party. Naturalmente, tal questão não se coloca no BES.

Para concluir, a grande vantagem do BIS é o facto de realizar a mesma tarefa essencial do BES, que é a entrega de mail corporativo, mas sem que exista a necessidade de manter no Centro de Dados um servidor dedicado. Não tem o mesmo nível de segurança nem de flexibilidade, mas garante uma poupança de cerca de um quarto por terminal em comparação com o BES. O BIS pode ser assim adequado para pequenos parques de terminais.

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As Diversas Fases de um Projeto de Outsourcing de Tecnologias de Informação

 

Num projeto de Outsourcing, total ou parcial, tático (a projeto) ou estratégico (todo o IT) há que começar pelo princípio e:

Identificar:
Realizar o levantamento de todos os serviços e aplicações cobertos pelo projeto de outsourcing, ter especial cuidado em não deixar nenhum de fora ou implícito (o erro mais comum neste tipo de processos) e definir muito claramente o âmbito global do projeto. Por exemplo, tratando-se de um call center em outsourcing, há que definir que constrói (e paga) o guião de atendimento, o IVR, o reporting do IVR, que aplicação é usada, quem paga o seu licenciamento e manutenção, a extensão do suporte e o seu horário, etc.
Nesta fase de Identificação, devem também ser listados todos os sistemas, serviços e funções a transferir para o outsourcer. Há igualmente que acautelar o futuro e incluir a previsão de transferência de futuros serviços e questões de compliance e âmbito jurídico.

Beneficiários:
De seguida, há que listar todos os beneficiários dos serviços que se pretendem transferir para outsource, tendo em conta factores como os volumes associados e estimativas para o aumento dos mesmos assim como o impacto no preço destas eventuais alterações. Nesta segunda fase, deve também ser apurado o regime de responsabilidade civil por parte do outsource, nomeadamente através da redação e assinatura de “termo de responsabilidade”.

Transferência:
A terceira fase de um projeto de Outsourcing de serviços de TI é a de “transferência de serviços” em que se apura a responsabilidade mútua e cruzada das partes, se identificam claramente e de forma consensual as suas tarefas e todos os prazos das diversas fases do projeto. É nesta fase que se listam todos os ativos a serem transferidos para o Outsourcer (hardware, software e eventuais contratos de manutenção e suporte). Em alguns projetos, ocorre a transferência de recursos humanos para a empresa prestadora, algo que também é tratado nesta fase, tendo cuidado nas cláusulas contratuais, de indemnização ou eventual retorno à empresa-mãe se algum dia o contrato for terminado. Deve também acautelar-se aqui formas de adaptar os preços à alteração das condições do mercado ou da economia, processos de verificação conjunta do bom andamento do projeto e a interligação e responsabilidades na interligação a outros fornecedores de serviços e equipamentos.

Preços:
A fase seguinte é das mais importantes. Especialmente na época de crise em que vivemos. Trata-se daquela em que são fixados os preços e níveis de serviço esperados. Todo o preçário é aqui determinado, da forma mais precisa e detalhada que for possível. Prevêem-se também aqui eventuais critérios de actualização e os sempre importantes (mas muitas vezes esquecidos” preços dos serviços adicionais. Nesta fase do processo são igualmente definidos os níveis de qualidade que se esperam obter depois da finalização do projeto. É também este o momento para definir como se registará o registo histórico do serviço prestado, como se mede a qualidade e eficiência do mesmo e as formas de o manter atualizado. Neste momento, há que definir quais são as penalidades às violações dos SLAs acordados e se estas possuem ou não um carácter indemnizatório ou sancionatório e se sim em que termos este se virá exprimir. É também cada vez mais frequente encontrar nos contratos de outsourcing mais modernos cláusulas de bónus em caso da ultrapassagem consequente e sistemática das métricas exigidas, já que este irá assim funcionar como um importante estímulo ao incremento da qualidade do serviço prestado.

Prazos:
Finda a fase de fixação de preços e de qualidade do serviço arranca a fase seguinte: “Prazos e Denuncias antecipadas”. Neste momento, definem-se todos os prazos do contrato e as condições que prevêem a sua renovação. Inscrevem-se aqui também as cláusulas de denuncia por conveniência do cliente (frequentemente omissas neste tipo de contratos) sobretudo aquelas que resultem de alterações do contexto económico ou da natural evolução do negócio. Nesta fase definem-se também qual será a cláusula de terminação antecipada do contrato (a aplicar quando o cliente o termina por sua conveniência) e a formula que determina o montante exato desta terminação antecipada.

Governação:
A fase seguinte da elaboração do projeto de Outsourcing é designada de “governação do contrato” e é nesta que são definidas as comissões de acompanhamento da execução do mesmo, onde são tomadas as decisões, nos diferentes patamares hierárquicos e os mecanismos de escalamento. Este é também o momento de definir os diferentes níveis de decisão e de prever auditorias independentes ao desenvolvimento e implementação do projeto de Outsourcing.

Propriedade:
Esta fase pode surgir antes das fases anteriores ou avançar em simultâneo com as mesmas. Mas é fundamental… é importante definir quais são os limites e âmbitos da propriedade inteletual, se segue o modelo do licenciamento ou da encomenda com cedência total de propriedade. Esta questão é particularmente importante, porque nada é eterno. Um dia o contrato de outsourcing terminará e quando isso ocorrer é preciso saber quem detém a propriedade inteletual e se uma dada aplicação ou serviço podem continuar a serem usados pelo cliente. Naturalmente, a transferência da propriedade inteletual implica um aumento do preço do contrato… A actualização tecnológica deve fazer parte desta fase de implementação do projeto de outsourcing com a inclusão de mecanismos de refreshment tecnológico e de redução de custos, com substituição de servers, de versões de aplicações, etc

Segurança:
A Segurança, confidencialidade e protecção dos dados pessoais são outros aspetos que não devem ser descurados num projeto deste tipo. Aqui se incluem todos os mecanismos de segurança informático que se prevêem serem necessários, como a necessidade de um Disaster Recover Plan, de redes privadas, de VPNs entre as redes do cliente e do fornecedor. É também nesta fase que se regulam todas as matérias relacionadas com a confidencialidade de dados e os acessos às bases de dados pessoais. Não esquecer aqui que a transferência de dados para um parceiro de outsourcing tem que ser comunicada à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) e que se essa transferência for para fora da União Europeia tem que haver um processo de aprovação que pode ser demorado, com um impacto nos prazos do projeto que não deve ser subavaliado.

Reversão:
Nada é eterno. Um dia os serviços colocados em Outsourcing ou regressam Insourcing ou são transferidos para outro fornecedor e quando isso suceder há que ter um plano de reversão, com garantias na continuidade do serviço, do recebimento de know how e (eventualmente) dos recursos humanos transferidos. No caso de haver regresso de ativos (hardware, software e contratos) a fixação do custo desse regresso deve ser antecipada com formulas que incluam o valor atual e a actualização da inflação. Tendo em conta as naturais alterações do mercado, da economia e até do negócio, este plano de reversão deve ser periodicamente atualizado.

Resolução:
Em qualquer contrato onde existem duas partes existem sempre litígios. Especialmente nos dias de hoje, em que existe uma sobrevalorização do recurso à Justiça e aos tribunais e num contexto de crise económica. Por essa razão, o contrato de outsourcing deve incluir previsões de modelos de resolução para diferentes tipos de litígios, sejam eles estritamente técnicos, financeiros, comerciais ou jurídicos. Cada um destes âmbitos deve incluir a definição de diferentes tipos de escalamento, sendo recomendável a definição de entidades terceiras, imparciais, de arbitragem.

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O Japão pode afinal cancelar a compra de 42 F-35 à Lockheed

O governo japonês está a ponderar o cancelamento da sua presença no dispendioso programa F-35 norte-americano. Os japoneses estão particularmente preocupados com os sucessivos adiamentos e aumentos de custo de um programa que deveria materializar-se numa encomenda nipónica de 4.7 mil milhões de dólares.

O plano inicial era a assinatura de um contrato, antes do verão de 2012, e que antecipava a entrega dos primeiros 4 de 42 aparelhos em março de 2017. Mas o ministro da Defesa do país do Sol Nascente deixou o aviso: “se os EUA não puderem trabalhar a proposta nesse prazo, então temos preocupações pela capacidade defensiva do Japão. Então teremos que pensar em cancelar este contrato ou escolher um outro modelo.”

Em dezembro de 2012, o Japão escolheu o F-35 contra o concorrentes F/A-18 Super Hornet e  Eurofighter Typhoon para substituir a sua frota de aviões Phantom F-4, mas este aviso nipónico significa que esta decisão pode ser revertida… E que as hipóteses do Super Hornet e do Typhoon europeu de afinal de contas saírem como vencedores deste processo são mais altas do que se poderia pensar em finais do ano passado.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Japan_defence_chief_may_cancel_F-35_deal_999.html

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Alain de Benoist: “Uma outra causa da dívida pública é evidentemente a recessão económica induzida pela crise, que diminuiu as receitas dos Estados e os obrigou, uma vez mais, a recorrer aos empréstimos”

“Uma outra causa da dívida pública é evidentemente a recessão económica induzida pela crise, que diminuiu as receitas dos Estados e os obrigou, uma vez mais, a recorrer aos empréstimos. Mas a causa mais longínqua reside nas políticas de desregulação e nas reformas fiscais (redução dos impostos sobre os lucros pagos pelas empresas privadas, em particular as maiores, presente fiscal dado aos mais ricos) adoptadas muito antes de 2008, desde a época de Reagan e Tatcher.”

O Ano de 2012 será terrível! Divida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3

Os Estados têm assim que reencontrar o seu papel central, regulador e moderador nas economias. O mantra neoliberal que entregava aos “mercados” a regência imperial sobre a economia deve ser reformulado e domínio colonial do setor financeiro sobre a economia real revogado.

As desregulações que se espalharam pelo mundo fora como um autêntico “vírus neoliberal” devem ser abolidas e substituídas por severas regras contra os oligopólios, fusões constantes e todas os mecanismos que os mais ricos impuseram como formas de aumentarem o seu poder e influencia sobre as democracias, tornando os cidadãos em escravos e os governos em canídeos obedientes.

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Cenário da Bancarrota que se avizinha

http://aeiou.expresso.pt

Não existem condições para que qualquer um dos países europeus que se encontram hoje a braços com dividas externos cada vez maiores as possam pagar. Nenhum crescimento expectável nas próximas décadas será suficiente para pagar estas dividas – que crescem todos os anos – já que o Ocidente se deixou desindustrializar e tercializar… Improdutivo, o Ocidente depende cada vez de Crédito e da produção chinesa para manter os seus elevados padrões de consumo, numa louca espiral que cedo ou tarde irá descambar numa parede chamada… Bancarrota.

O objetivo deste pequeno artigo é descrever a situação que terão que atravessar os países que se encontrarem nessa situação:

A bancarrota do primeiro pais europeu irá desencadear – em menos de uma semana – idênticos fenómenos nos países europeus que se encontram hoje a braços de dividas externas semelhantes (Bélgica, Áustria, Itália, França, Espanha e Portugal)… O cenário que aqui traçamos não será assim exclusivamente um “cenário grego”… Ainda que segundo toda a probabilidade se venha a materializar na Grécia.

A primeira grande consequência da declaração publica de Bancarrota será uma corrida generalizada aos bancos. A população tentará levantar a maior quantidade possível dos seus depósitos e investimentos financeiros como forma de tentar obstar à violenta e rápida desvalorização do Euro nos dias seguintes a essa declaração. Como consequência paralela, o poder de compra sofrerá uma variação negativa muito profunda e intensa, resultante da impossibilidade de se financiarem as importações de bens orientais de que dependem hoje doentiamente a Europa.

A corrida aos depósitos levará à falência técnica dos bancos de retalho e a desvalorização do mercado acionista arrastará a banca de investimento para o mesmo negro destino. Os governos irão reagir decretando administrativamente o encerramento dos bancos, procurando evitar o seu colapso e nos dias seguintes decretarão montantes máximos de levantamentos.

Os motins serão uma constante… Assim como os saques contra as grandes superfícies e o pequeno comercio. O exercito será colocado nas ruas, protegendo estes espaços comerciais e – sobretudo – as agências bancarias. A policia será paralisada pela escala da revolta social e pelas dificuldades de financiamento dos seus salários durante os primeiros meses após a declaração de bancarrota cabendo assim ao Exercito o essencial dessas operações de restauro da ordem pública.

Nos meses seguintes, as funções mais básicas do Estado serão gravemente afetadas, com dificuldades em manter as estruturas mais básicas, como estradas e hospitais e, sobretudo em comprar combustível ao estrangeiro e em pagar salários às policias, empresas públicas e aos funcionários públicos. O efeito dominó – intenso numa economia como a portuguesa que depende em 60% do Estado – rapidamente se propagará às empresas privadas, estendendo de forma violenta e rápida as vagas a toda a sociedade.

Este é o cenário que todos teremos que enfrentar mais cedo ou mais tarde… A menos que os credores abdiquem dos seus créditos como derradeira forma de obstarem a que esta bancarrota descontrolada engolfe tudo num processo caótico que não pode ser controlado e de efeitos e alcance completamente imprevisíveis.

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“Entre 1994 e 2005 o número de processos pendentes passou de 659 mil para 1.7 milhões”

“Entre 1994 e 2005 o número de processos pendentes passou de 659 mil para 1.7 milhões. Dificilmente se imagina alguém que, atualmente, nunca tenha tido uma experiência de relacionamento com a justiça. Esta situação não está unicamente associada a alterações legislativas, mas sobretudo a mudanças profundas da própria sociedade portuguesa.”
(…)
“Em 1960, por cada 100 processos entrados e pendentes havia 61 processos findos, valor que desde a segunda metade da década de noventa, até 2008, tem ficado sempre abaixo dos 40%. Ou seja, por cada quatro processos findos há atualmente mais de dez novos processos entrados ou pendentes nos tribunais judiciais.”
(…)
“O tempo médio de espera passa de 23 para 67 meses; nos casos de responsabilidade civil, de 21 para 26 meses; no caso das dívidas, de 8 para 25 meses.”
(…)
“O número de processos entrados nos tribunais judiciais por magistrado tem diminuído. Em 1960, por cada juiz havia, em média, 1040 novos processos; em 2008, atinge-se o mínimo da série, com 459 novos processos por cada juiz.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

A situação da Justiça é absolutamente terminal. O bloqueio que ela representa à expressão do próprio conceito de “Justiça” e até ao desenvolvimento económico do país é tremendo e quase impossível de aferir, tal é a sua escala. Perante um tão grande e avassalador número de pendências de processos, importa lançar um verdadeiro programa de emergencia, que recupere a normalidade destes números e restaure a racionalidade no sistema. Este programa de emergencia nacional devia contemplar processos judiciais mais céleres que o normal, incentivos financeiros à produção dos juízes (método que resultou na medicina, com os transplantes) e o envio de juízes incorporados em grandes operações policiais que pudessem realizar julgamentos no momento.

Este autêntico “programa urgente de salvação” da Justiça devia ser provisório, ter objetivos quantitativos muito concretos e alcançáveis, tendo como grande alvo normalizar a quantidade de pendências nos Tribunais. Recuperado este atraso de décadas, seria possível recomeçar de novo, sem essa pesada e paralisante canga das pendências… Fica a ideia, para quem lhe quiser pegar.

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