Daily Archives: 2012/02/21

Sobre as “ordens algorítmicas” na Bolsa de Lisboa, o Poder dos Mercados e a Fraqueza dos Políticos

“Um relatório da CMVM realça que um grande numero de ordens de bolsa não se materializam em negócios efetivos. Em média, há uma transacção em cada oito ordens. O rácio chega a ser muito superior em algumas cotadas, chegando às 265 e 481 em dois casos. Segundo o regulador, este desvio “permite supor a existência de ordens algorítmicas”. Estas ordens são desencadeadas por computadores, de forma muito rápida e intensa, com base em modelos matemáticos de interpretação das condições de mercado. Este tipo de operação visa sobretudo os títulos mais liquidos, como é o caso do BCP, que segundo os corretores têm sido um alvo preferencial dos “day traders”, investidores que procuram tirar partido das variações de preço intradiárias.

Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2013

Muitas coisas estão mal no atual predomínio do sistema financeiro especulativo sobre a economia real, aquela que gera riqueza efetiva e sustentável e, sobretudo, emprego e exportações. Desde a década de 90 que uma percentagem sempre crescente do capital existente nas economias tem sido absorvido pela especulação financeira.

Na especulação financeira têm-se multiplicado – sobretudo desde 2000 – os mecanismos automáticos e ferramentas opacas. Imensamente complexas estruturas e programas informáticos que respondem automaticamente perante as mais ligeiras flutuações de preços (algumas delas criadas por outros algoritmos automáticos). O Mercado Financeiro é isto, hoje em dia: um conjunto de programas informáticos que falam uns com os outros, sem intervenção humana, que arrasam economias à velocidade da luz e completamente separado da economia real.

Impõe-se uma severa reestruturação dos mercados financeiros, que aplique aqui taxas de impostos não inferiores (como atualmente) ou idênticas às pagas pelos verdadeiros empresários (aqueles que criam empresas, empregos e bens), mas superiores, por forma a desviar esses capitais que desaparecem na economia virtual e a fazê-los regressar à economia real. Obviamente, tal tipo de revolução fiscal não pode ocorrer apenas num único pais, já que assim este seria imediatamente alvo de uma retaliação violenta por parte dos investidores, mas terá que ser global ou, pelo menos, regional… E aqui é que reside a grande dificuldade desta necessária correcção que urge fazer. Chegou a altura dos políticos eleitos assumirem a sua missão e recuperarem o controlo sobre os mercados: regulem, acabem (à escala global) com os offshores, imponham uma taxa às transacções financeiras (uma taxa de 0.025% na Europa representaria mais de 200 mil milhões de euros) e, sobretudo, parem de financiar os Estados de forma independente e adotem as Eurobonds… Mas será uma europa que decide em julho de 2011 e que depois aplica (quando aplica!) em meados de 2012 capaz desta coragem?…

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Categories: Economia, Política Nacional | 2 comentários

QuidsLusófono T1: Conhece Timor Leste?

Clique Aqui !

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (4) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste]
Luis Brântuas (2) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

Categories: Lusofonia, QuidsL1 | 2 comentários

António Marques Bessa: “Existe a necessidade de ultrapassar o discurso cultural com o Brasil e lançar as bases de um laço transatlântico forte na direção do Atlântico Sul”

“Existe a necessidade de ultrapassar o discurso cultural com o Brasil e lançar as bases de um laço transatlântico forte na direção do Atlântico Sul. Tal como a Inglaterra viu a sua cultura florescer e as suas fraquezas amparadas pela politica americana, tornando-se um centro cultural de referência indispensável para o gigante americano, Portugal devia imitar esse exemplo e entender de vez que o português só se fala no mundo porque existe o Brasil. Há toda uma política externa cultural e económica a desenvolver com Brasília. Há todo o interesse para Portugal se colocar como uma matriz da Lusofonia e afirmar-se culturalmente, universitariamente, formando elites políticas e culturais em todo o espaço dentro de um entendimento vasto, que não se pode obter tentando ver o mundo a partir do Terreiro do Paço.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

A União Lusófona é o desígnio maior do MIL: Movimento Internacional Lusófono e o único futuro compatível com a sobrevivência de Portugal – enquanto Nação Soberana e Independente. Não podemos continuar a ser algo mais do que uma “região” numa Europa que oscila entre a dissolução caótica e um imperialismo germânico travestido de “federalismo”.

A opção solipsista, do “orgulhosamente sós” não tem futuro, ainda que seja imperativo que a cura das disfunções, despesismos e demais desnortes das ultimas décadas tenha que ser trilhada, num regresso a si mesmo, que terá que ser feito fora de quaisqueres “coligações” ou “federações”. Mas objetivando claramente o alvo final: a aproximação com a maior Nação do mundo Lusófono, por forma a lançar conjuntamente os esteios da União que será depois o centro focal onde se agregarão todas as demais e povos de língua portuguesa.

Categories: Brasil, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

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