Daily Archives: 2012/02/12

Do Passaporte “Agostinho da Silva” ou Passaporte Lusófono

Uma das primeiras tomadas públicas de posição do MIL: Movimento Internacional Lusófono versou precisamente sobre o tema da cidadania lusófona ou do Passaporte Lusófono. O tema era então tão polémico e aparentemente tão “utópico” como hoje. Na altura (2002) recordo-me bem que as maiores críticas vinham daqueles que temiam que tal passaporte e a consequente liberdade de circulação trouxesse a Portugal um afluxo incontrolável de cidadãos brasileiros ou da África lusófona.

Esses velhos do Restelo estavam errados. O exemplo da adesão búlgara ou romena à União Europeia, em que se temiam êxodos idênticos e as próprias facilidades para a entrada em Portugal de cidadãos brasileiros provaram quanto errados estavam os proponentes dessas teses. Não houve nenhuma invasão. Pelo contrário: por cada angolano em Portugal, estão hoje quatro portugueses em Angola e a emigração portuguesa para o Brasil explodiu em 2011: hoje já há quase metade de emigrantes lusos no Brasil dos brasileiros que vivem em Portugal, e os brasileiros são hoje a maior comunidade migrante em Portugal…

Não devemos temer grandes êxodos que decorram de facilidades ou abertura de circulação, a História demonstra-nos que a maioria das pessoas prefere viver nas condições mais espartanas a ter que emigrar e que aqueles que o fazem são geralmente os mais dinâmicos, criativos e audazes elementos de uma qualquer população. De resto, a emigração apresenta várias vantagens sociológicas que os xenófobos fazem questão de esquecer: os emigrantes emigram já na sua “idade produtiva” e os países emissores perdem o investimento escolar e formativo que lhes aplicaram. São também elementos em idade ativa, contribuintes líquidos para os sistemas de segurança social e em idade reprodutora. A emigração tem sido de resto em Portugal a única responsável pelo estancar do declínio demográfico luso dos últimos anos. Se o progresso para um “Passaporte Lusófono” produzir mais emigração, então esse argumento deve ser usado a favor e não contra o mesmo.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 6 comentários

“O António José Saraiva dizia que Portugal viveu até ao século XVIII à volta do que ele chamava o mito da cruzada”

Dom Manuel Clemente (http://www.agencia.ecclesia.pt)

Dom Manuel Clemente (gencia.ecclesia.pt)

“O António José Saraiva dizia que Portugal viveu até ao século XVIII à volta do que ele chamava o mito da cruzada. Portugal tinha um destino de cruzada mundial que havia de protagonizar. Quando começaram as naus e as caravelas a regressar e a não partir outra vez, foi-se afirmando o contra-mito da decadência. Afinal Portugal não tem possibilidades para tanta coisa, e mesmo quando teve algumas, acabou por não ser capaz de as agarrar.”
Dom Manuel Clemente
Jornal de Negócios
13 de janeiro de 2012

O Mar e a Navegação foram elementos matriciais da própria portugalidade, da vontade e expressão de ser português praticamente desde o primeiro momento em que se consolidaram as fronteiras terrestres nacionais. Portugal fez-se para o Mar. Quando findo o ciclo colonial este se fechou, o país ficou sem desígnios nacionais dignos desse nome. Durante algum tempo, a Europa e o projeto de unificação europeia pareceram serem capazes de substituir este eixo estratégico nacional, mas a evidente incapacidade da União Europeia em lidar com a crise da dívida e a sua perigosa deriva autoritária e para um “império” germânico, demonstrou que a Europa não pode substituir o Mar.

Portugal, uma vez desfeito o “sonho europeu”, tem que se reencontrar a si mesmo. Esse reencontro tem que ser fundacional e compatível com as matrizes culturais e civilizacionais de Portugal: o Mar estará então no centro de um novo desígnio estratégico e é nesta direção que temos – coletivamente – de avançar.

Categories: História, Os Descobrimentos Portugueses, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade