Daily Archives: 2012/02/08

De onde vem o dinheiro de Cavaco?

 

Os três mosqueteiros da trafulhice (http://aventadores.files.wordpress.com)

Os três mosqueteiros da trafulhice (http://aventadores.files.wordpress.com)

Já muito se falou e escreveu sobre as tristes palavras de Cavaco Silva em que o presidente se lamuriava das suas “miseráveis” reformas de mais de dez mil euros mensais. Não falou, contudo, sobre os detalhes da sua reforma como professor de economia (que o país bem que gostaria de conhecer), nem sobre a reforma inusitada e inexplicável da cavaca, mas enfim. Falou. E falou sem ler papéis escritos pelos seus 20 assessores e, como seria de esperar, asneirou. Na verdade, não gostaria de ser assessor deste presidente. Imagino os seus suores frios cada vez que um jornalista apanha cavaco sem discurso escrito, à entrada ou saída de cada evento… E a pensar na próxima asneirada que cavaco vai botar cá para fora.

Quanto aos dinheiros de Cavaco muito se escreveu em campanha, mas nada explicou a origem da fortuna acumulada por alguém que foi politico profissional durante toda a vida. Nada explica até hoje a origem dos 560 mil euros depositados a prazo e dos 56 mil euros à ordem. Nem dos fundos de investimento e ações:  BPI, BCP, Brisa, Comundo (Consórcio Mundial de Importação e Exportação, SA), EDP, Jerónimo Martins, PT, SAG, Sonaecom e ZON. Nem das propriedades em Boliqueime, Quarteira ou Lisboa. De onde veio todo este dinheiro?…

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/cavaco-silva-declarou-mais-de-140-mil-euros-de-pensoes-em-2009-1530008

Categories: Futebol e Corrupção, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

Sobre a ACN (American Communications Network), “marketing de rede” e outras… coisas a ter com muito cuidado

Sede da ACN nos EUA (http://stevenszabomlmsystem.com)

Sede da ACN nos EUA (http://stevenszabomlmsystem.com)

Com o agravar do desemprego, aparecem cada vez mais “oportunidades” de negócio, centradas nos desempregados de longa duração, desesperados porque as empresas bloqueiam imoral e estupidamente todos os recrutamentos acima dos 35 anos e desprovidos agora que o Estado bloqueou as admissões todas as suas hipóteses de regressarem a uma vida profissional ativa. Sabedores deste “mercado”, muitos “empresários” criaram empresas, mais ou menos fictícias, mais ou menos ilegais, todas imorais para obterem a essas pessoas, encostadas à parede pela crise económica mas que pela sua idade e longa carreira profissional lograram acumular algumas poupanças. Este é o mercado preferido pela florescente indústria do “marketing de rede”.

Uma destas empresas que agora, em Portugal, está particularmente ativa é a norte-americana ACN (American Communications Network). A ACN depende do crescimento constante do número de distribuidores, os quais, por sua vez, tentam recrutar novos distribuidores. A percentagem de colaboradores com sucesso é obscura, mas há quem estime que ronde os 5%. Embora o discurso oficial e de recrutamento da empresa não o diga, é preciso ser muito dotado para a área de vendas para singrar na ACN. Antes de alguém pensar em aderir a esta rede tem que ir à Internet, procurar informação sobre a ACN e ler atentamente todas as queixas que encontrar sobre ela, descartar todo o discurso panegírico dos agentes e representes da ACN e tomar a sua decisão em boa e devida consciência.

Segundo quem já estava na ACN, os representantes podem ganhar entre 2 a 8% da faturação residual total, uma variação que oscila consoante com os níveis de vendas. As mesmas fontes mencionam a existência de 7 patamares de prémios, mas os primeiros 4 correspondem a apenas 1%. Ou seja, para ganhar os 8% de topo é preciso ser mesmo muito bom vendedor… e manter esse ritmo ao longo de muito tempo, bem para além do círculo de amigos e familiares que serve de reservatório de clientes para a maioria dos representantes da ACN.

Em termos de futuro, a ACN será capaz de sobreviver nos próximos anos? Uma empresa que baseia o seu modelo de negócios no crescimento contínuo de representantes e que não apresenta inovações em ritmo constante e frequente está claramente a entrar numa espiral descendente que não pode ser reversível.

A ACN fala muito na sua documentação (que é toda vendida aos “representantes independentes”, por sinal) de “banda larga”… Mas é claro que em Portugal não vende esse serviço, não sendo um ISP com rede funcional em Portugal. Nas reuniões de recrutamento de novos representantes falam muito de “banda larga” e de “voIP” (voz sobre IP), como se isso fosse uma grande descoberta e não existissem já mais de 500 milhões de contas Skype…

Quem esteve na ACN diz que o plano de remunerações depende dos objetivos mensais (que mudam frequentemente), mas que cada um tem que “investir” cerca de 500 euros em troca de uma pasta com um CD-ROM, contratos de rede fica e documentação vária.

Quanto ao crescimento da pirâmide de representantes da ACN, os números variam de fonte para fonte (provavelmente no tempo), mas parece que cada “representantes independente” tem que recrutar cinco clientes e dois agentes, sendo que cada um destes tem que – por sua vez – encontrar cinco novos clientes. Só se este ambicioso objetivo for alcançado é que a ACN paga um bónus que será variável e entre os 400 e os 700 euros.

O modelo da ACN baseia-se também naquilo que na gíria da empresa se classifica como “residuais”: a ideia é clássica nos esquemas piramidais: quando a rede cresce acima de um determinado patamar, o representante inicial passa a receber uma pequena parcela até que chega a um ponto em que cresce até se recebe sem que se tenha que produzir realmente muito trabalho.

A estratégia da ACN proíbe que os seus representantes procurem vender os seus serviços fora da rede familiar e de amigos. Uma opção comum a todas as empresas de MLM (Multi Level Marketing) que operam mais ou menos impunemente em Portugal e que levanta serias duvidas sobre a legitimidade das suas operações… Que têm elas a temer do mercado se os seus produtos são realmente superiores, mais baratos ou originais? Se obrigam os seus representantes a vender apenas no circulo mais íntimo será porque sabem que os seus produtos e serviços nunca sobreviveriam contra a concorrência?…

Não digo que não assistam a uma sessão da ACN. Digo que vão, pelo contrario, que ouçam e pensem. Há quem faça algum dinheiro, durante algum tempo, e enquanto não esgota o seu circulo de familiares e amigos (que depois fica consideravelmente menor, diga-se), mas um esquema para o resto da vida?… Isso já parece altamente improvável…

Fontes:
http://arbyte.us/blog_archive/2005/0…amid_Scam.html
http://users.tns.net/~mpat/scam/
(entre outros fóruns nacionais)

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Sistema Monetário Europeu (SME)

O Sistema Monetário Europeu, ou SME, foi fundado através de um acordo assinado em 1979 pela maioria dos países que então compunham a CEE. O objetivo era o de ligar as respetivas moedas por forma a remover as causas de grandes flutuações de taxas de cambio entre elas.

O Acordo de 1979 tinha 3 pontos essenciais:
1. O ECU (European Currency Unit), uma espécie de cabaz monetário, que as ligava por forma a que nenhuma pudesse variar mais de 2.25 por cento em relação a qualquer uma das outras.
2. Um Mecanismo de Taxas de Cambio (MTC)
3. O Fundo Europeu de Cooperação Monetária (criado em 1972)

Em 1 de janeiro de 1999 foi lançado o SME2 e terminava o ECU sendo substituído pelo Euro. A partir de então, a flutuação máxima da taxa de cambio deixava de poder exceder os 15 por cento.

Portugal no SME:

1987 a 1990, Crawling Peg:

Neste período, ocorre uma desvalorização constante do escudo de 3 por cento ao ano. Assim se tenta manter a competitividade da oferta produtiva do pais frente à concorrência externa.

1990, Shadowing:

A adesão ao MTC (Mecanismo das Taxas de Cambio) ocorre através da definição de um objetivo unilateral para manter o cambio do Escudo dentro de uma banda muito estreita de cinco moedas do SME (Marco, Peseta, Franco, Libra e Lira).

O Banco de Portugal acaba com a acomodação dos diferenciais de inflação face ao exterior o que implica o termo da sustentação da competitividade através da desvalorização constante da taxa de cambio. Desta forma o BdP prepara a adesão ao MTC e avalia ate que ponto é que pode controlar o cambio do Escudo.

1992, Entrada no MTC

No momento da adesão ao MTC, a inflação anual era de 10.2 por cento. O elevado diferencial das taxas de juro de então face ao resto da Europa e a liberalização da circulação de Capitais provoca o aumento súbito do afluxo de capitais externos e a valorização do Escudo. Pouco depois, o Escudo era já a moeda mais forte (mais perto do limite máximo de flutuação) do MTC.

A adesão ao MTC faz parte de uma estratégia de Cavaco Silva de combate à inflação.

Efeitos Positivos:
.Transacções
.Investimento
.Eficiência dos Mercados

Efeitos Negativos:
.Fim do instrumento da taxa de cambio como sustentador da competitividade
.Fim da autonomia monetária, que já era relativa devido à política de não acomodação face à evolução de um conjunto de moedas europeias.

Pouco depois, é decidida a liberalização integral dos movimentos de capitais com o exterior. A autonomia monetária reduz-se então à margem de flutuação do Escudo no MTC.

1992, Crise no SME

A Libra desvaloriza-se e deixa o MTC. A peseta sofre o mesmo processo, mas de forma mais suave e persiste no MTC.

Causas da crise do SME de 1992:
.O Não da Dinamarca ao Tratado de Maastricht levaram a ataques especulativos contra as moedas mais fracas do SME
.A Reunificação da Alemanha o que cria altas taxas de juro para travar a inflação
.A Recessão na Europa, deveria levar a baixas taxas de juro como estímulo ao crescimento, mas tal não conviria à Alemanha.

Os especuladores atacam a moeda da Finlândia e fazem-na sair do ECU. Atacam depois a Libra e a Lira. A Espanha para aumentar a competitividade externa das suas exportações recusa aumentar a taxa de juro. A Alemanha poderia compensar aumentar a massa monetária de Marcos, mas recusa. Rapidamente, o Escudo e a Peseta colam-se ao limite mínimo da banda de flutuação.

A Coroa sueca sai do Ecu, para se defender de ataques especulativos. O Escudo desvaloriza 6 por cento antecipando esses ataques, mas a desvalorização da Peseta reduz a competitividade dos produtos portugueses frente a Espanha, o maior parceiro comercial luso. Em 1993, o Escudo desvaloriza face à Peseta. Pouco depois, dá-se o alargamento das Bandas de Flutuação para mais ou menos 15 por cento. Isto ocorre depois de ataques ao Franco, à coroa dinamarquesa, franco belga, escudo e peseta. Este alargamento responde aos ataques especulativos.

A partir de 1993, torna-se claro que os Bancos Centrais já não conseguem defender as suas moedas apenas pelas reservas de divisas e que as taxas de juro são uma arma mais adequada. Em Portugal, o ministro das finanças, Eduardo Cartroga defende a preservação da estabilidade cambial porque:
A. Favorece a estabilidade dos fluxos comerciais com o estrangeiro
B. Favorece as estratégias empresariais de longo e médio prazo
C. Defende o poder de compra e o valor do património interno
D. Combate a inflação
E. Baixa os custos de financiamento das empresas

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