Daily Archives: 2012/02/06

“Dilma termina o primeiro ano com um recorde de popularidade de 56%. Nenhum Presidente teve um valor tão alto ao fim do primeiro ano”

Dilma Rousseff (http://a3.twimg.com)

Dilma Rousseff (http://a3.twimg.com)

“Dilma termina o primeiro ano com um recorde de popularidade de 56%. Nenhum Presidente teve um valor tão alto ao fim do primeiro ano. E isso acontece depois da saída de nada menos que sete ministros, seis deles por irregularidades. “Tolerância zero com malfeitos e corrupção”, tem sido o lema da Presidenta. Ela tem firmado uma imagem de transparência que Lula não tinha – ninguém esperara há um ano que superasse o seu criador. E o Brasil fecha o ano com dois números que são a cara e a coroa do seu momento histórico: sexta economia do mundo, com 11.4 milhões de pessoas a viver em favelas. Dilma diz que foi eleita para ser a Presidente dos pobres. Que assim seja.”

Publico, 30 de dezembro de 2011

Sejamos claros: nem tudo está bem no Brasil. Especialmente em termos de Educação Pública e de desigualdade social e de rendimentos. Mas o Brasil pode orgulhar-se de ter sido capaz de eleger dois grandes lideres seguidos, que usando os recursos do seu grande país e sabendo defender a sua economia dos assaltos da globalização (usando sem poder ferramentas neoproteccionistas) levaram o Brasil até ao invejável estatuto de sexta potencia económica mundial.

No que respeita ao Estado, o Brasil tem três grandes problemas: um municipalismo ainda muito incipiente e embrionário, níveis de corrupção ainda demasiado elevados e generalizados (apesar da correta intolerância de Dilma quanto ao problema) e… Uma timidez diplomática crónica que não é mais compatível com o seu novo estatuto de superpotencia mundial e que o torna ausente de praticamente todos os cenários internacionais de crise. Isso pode agora, com Dilma, começar também a mudar. E gostaríamos que começasse a mudar explorando a Lusofonia, o facto de o Brasil ter bons e fieis amigos em todos os países da CPLP, da Europa, a África, acabando na Ásia.

O Brasil, potencia mundial, pode ser a primeira verdadeira potencia mundial lusófona. Assim saiba explorar esse filão e vença a timidez atávica que o tem mantido até hoje como “gigante de joelhos”, sujeito à vontade e ditames das grandes potências mundiais. Mas isso está a mudar… E depressa.

O Brasil teve Lula e depois, teve Dilma. No mesmo período, Portugal teve Sócrates, Cavaco e Passos. Com os frutos e diferenças que estão hoje bem à vista de todos. Mas… Como seria o Portugal de hoje se tivéssemos tido – também nós + dois presidentes desta qualidade?… E livres para agirem sem as cangas da União Europeia?!

Categories: Brasil, Economia, Lusofonia | 7 comentários

Se Grécia, Portugal e Irlanda abandonassem o euro, o PIB da Zona Euro seria reduzido 1% em 2012 e em 2.5% em 2013

“Segundo uma analise do Capital Economics, citada pela Lusa, mesmo que apenas Grécia, Portugal e Irlanda abandonassem o euro, o PIB da Zona Euro seria reduzido 1% em 2012 e em 2.5% em 2013, uma contração equivalente à recessão de 2008/2009.”

O colapso do Euro seria sem dúvida alguma uma benesse inolvidável para o dólar, que assim deixaria de ter competidor internacional e dando assim cumprimento ao plano gisado por Washington para destruir a concorrência monetária com a sua moeda. Não há dúvidas, também, que o fim do Euro seria catastrófico não somente para os países periféricos da Zona Euro, mas também para as economias do norte, com a Alemanha, França, Áustria, Holanda, Finlândia, etc, a assumirem fortes perdas resultantes do regresso às moedas nacionais e do declínio abrupto das exportações que resultaria da profunda recessão mundial que resultaria do fim da Moeda Única. O Fim do Euro não seria assim apenas um problema do “sul”, ao contrario do que pensam muitos alemães…

“Uma instituição financeira, a Nomura Securities, já calculou também o nível de desvalorização cambial que cada país sofreria com um possível regresso às anteriores moedas nacionais. Se a Alemanha voltasse ao marco, por exemplo, essa divisa teria uma ligeira valorização face ao dólar. Segundo estas estimativas, a futura moeda de Portugal sofreria uma desvalorização de 47.2%. Na Grécia, a variação seria ainda maior: -57.6%. Para Espanha e Itália, a desvalorização seria 35.5% e 27.3%, respetivamente.”

O regresso ao Escudo e às outras moedas nacionais teriam vantagens de longo prazo evidentes: permitiria uma maior adequação entre as especificidades de cada economia e a cotação da moeda de cada país, facilitando assim as exportações e dificultando as importações, repetindo de resto (pela via da desvalorização cambial) o que hoje já fazem os EUA e a China.

Mas o período de transição de uma moeda única de regresso para as moedas nacionais seria muito duro: as economias europeias, habituadas até ao vício a viverem de doses massivas de crédito barato, desindustrializadas e hiperdependentes do crédito teriam que encaixar – de um momento para o outro – com uma queda súbita do consumo, porque as importações aumentariam de preço, duplicando em quase todas as categorias e pelo menos enquanto a Europa não conseguisse repor o seu destruído setor produtivo. Os Estados teriam que abrir falência, em cadeia, porque dado o nível atual de interdependência dos países da Zona Euro, não é credível que a Bancarrota de um não se contaminasse rapidamente a todos os outros. Atrás dos Estados, iriam muitas empresas, na pratica, todas aquelas que encontram no Estado o seu primeiro cliente… Sem consumo, com bancarrotas do Estado e de muitas empresas, o desemprego subiria a níveis impensáveis e o colapso social seria inevitável. Este é o cenário de curto prazo que está à nossa frente. E que – com certas matizes – julgamos inevitável.

Fonte:
Diário de Noticias, 12 dezembro 2011

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Intermediação Financeira Internacional

A partir do choque petrolífero da década de 70, os países exportadores de petróleo crescem em riqueza. Os países da OPEP tornam-se grandes emprestadores aos países importadores, os quais podem, assim, manter os seus altos padrões de consumo. Mas a partir da década de 80, vários importadores começam a terem dificuldades em suportar o serviço da divida. Em 1982 dá-se a crise da divida do México. Em consequência, o pânico leva a uma redução muito forte dos empréstimos nos Euromercados e generaliza-se o risco de uma crise financeira mundial.

Forças estabilizadoras dos Euromercados:
.Os Bancos Centrais e as suas intervenções
.Quase todos os Eurobancos são filiais, que podem receber ajuda da casa-mãe. A sua falência só pode criar problemas sistémicos se levar ao colapso de todo o Eurobanco.
.Os maiores empréstimos são sempre sindicados entre bancos
.A maior parte dos empréstimos são de curto prazo, o que facilita a liquidez e correções rápidas das taxas de juro.

Categories: Economia, Economia Politica | Deixe um comentário

Mercados Offshore e a eficiência das politicas monetárias

O facto de existir uma grande integração dos Eurobancos com os bancos domésticos faz com que os bancos consigam contornar as regulamentações das autoridades monetárias nacionais. Isto reduz a capacidade do Banco Central para agir sobre a massa monetária em circulação e a capacidade de regulação sobre os bancos domésticos e os seus crédito. A massa monetária nacional fica assim muito mais difícil de controlar. é por esta ordem de razões que hoje muitos defendem a necessidade de uma maior e mais ampla regulamentação dos mercados offshore.

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