Portas, CPLP e contradições várias


Numa entrevista recente, Paulo Portas o “MIA” ministro dos negócios estrangeiros português disse que o “português é falado em quatro continentes e em dois deles – América do Sul e África – com uma grande expressão demográfica” acrescentando ainda que “os países da CPLP terão cada vez mais que agir como um bloco”.

Até pode ser. E por acaso até acreditamos que seja. Mas esta estratégia aparentemente pró-lusófona colide com a recusa da admissão da Academia Galega da Língua Portuguesa à CPLP. Como se pode defender a Lusofonia e a CPLP quando simultaneamente se faz um veto “de facto” (saindo da sala no momento da votação) à entrada como Observador Consultivo do primeiro representante de uma nação lusófona, a Galiza, onde se fala precisamente a Língua Portuguesa da Galiza, assim como em Angola se fala a Língua Portuguesa de Angola ou no Brasil se fala a Língua Portuguesa do Brasil?

Paulo Portas, calculista como poucos, ponderou o que. Seria preferível para a sua eventual e futura ascensão ao cargo de Primeiro Ministro e decidiu que apoiar as pretensões de Madrid (que não querem ver a Galiza falando português, mas castelhano) contra a Lusofonia. Portas pode parecer pro-lusófono. Mas parecer não é ser. Como recorda esta petição do MIL:

Carta Aberta a Paulo Portas

Fonte:
Diário de Noticias, 6 de janeiro de 2012

Anúncios
Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 51 comentários

Navegação de artigos

51 thoughts on “Portas, CPLP e contradições várias

  1. que treta tão grande…
    what a crap!!!

    • Treta… Infelizmente nao creio que te estejas a referir à inusitada e cobarde fuga da sala no momento em que se ia votar a admissao da associacao galega como observador associado da cplp.
      Porque “treta” é isso mesmo.
      Especialmente porque se tratou de um gesto cobarde realizado apenas para agradar caninamente a Madrid, algo que me repugna muito particularmente.

      • treta é a tua FALSA QUESTÃO da língua portuguesa na Galiza.
        nas nossas costas eles andam a inventar que é a língua galega no Brasil etc e tal…

        o galego e o português (línguas) são coisas diferentes, já foram o mesmo, não nego isso e até me orgulho, mas hoje são diferentes.

        PPortas fez muito bem, estes bacocos da AGAL preferem o Brasil a Portugal, então “bom proveito”, que comecem a dançar samba e a tocar reco-reco…

        • Depois da total falta de apoio que sempre encontraram em Portugal, passaram a olhar para o Brasil como o possivel ponto de apoio que um Portugal politico sempre temeroso de Madrid lhes recusou. Estive na Galiza na altura dessa inversao estrategica, ha cinco ou seis anos, e concordei com ela. E esta atitude sabujista de Portas, alias, demonstrou que tinhamos razao: este Portugal tem demasiado medo de Espanha para apoiar (como devia) os nossos irmaos galegos.

        • Enoque

          Otus scops,
          Por favor, explique melhor o que você afirma sobre a AGAL. Por que os Galegos da AGAL preferem o Brasil e não Portugal? O Brasil fala galego? Eu não sabia que a Galiza colonizou o Brasil, sempre achei que foi Portugal. Vou citar um exemplo de frase em galego, e a mesma frase na língua do Brasil.
          Em galego: – As mulleres galegas son moi bonitas.
          No “abastardamento” como algun s chamam por aí a lingua oficial usada no Brasil: – As mulheres galegas são muito bonitas.
          Não creio que a língua falada no Brasil seja exatamente a mesma falada na Galiza, para poderem afirmar que no Brasil se fala galego. Há pequenas comunidades de imigrantes e descendentes, provavelmente eles sabem falar galego. Mas a imensa maioria dos Brasileiros não fala e nem escreve em galego.
          Eu sou Brasileiro e, pergunto. Qual é a vantagem para nós Brasileiros, sobretudo nós os que moramos no Brasil, de querer a independência da Galiza em relação à Espanha/Castela? O que vai acrescentar para nós, que nem estamos na Europa? Portugal tem a ganhar com a independência da Galiza, assim como tem a ganhar com a independência da Catalunha e do País Basco. O que é a Galiza? Um território de 29.574Km² com uma população de um pouco menos de 3 milhões de habitantes, cuja maioria já não fala galego, e sim o castelhano como língua materna. Eu individualmente apóio a independência galega porque considero os Galegos uma nacionalidade européia milenar, uma etnia distinta dos Castelhanos. Mas o Brasil, o Estado brasileiro, o povo brasileiro, o que têm a ganhar apoiando a independência galega? Você está com ciúmes dos Galegos que querem se apoiar no Brasil. Mas a Galiza querer se apoiar no Brasil é como “construir a casa sobre a areia em vez de ser sobre a rocha”. Quando vier a tempestade* (inicio do desmembramento da Espanha), o Brasil vai ficar neutro e os Galegos separatistas estarão sós.

        • caríssimo Enoque

          é-me difícil explicar a coisa de forma clara e sucinta, mas vou dar o meu melhor:

          a minha afirmação envolve o CP, o MIL, a AGAL, o (des)AO90, a Lusofonia, etc, é um novelo difícil de desenrolar.
          o CP e o MIL fazem uma interpretação literal (logo radical) do pensamento do Professor Agostinho da Silva, tudo o que fala português para eles é um desígnio espiritual, é tudo uma irmandade (há que notar a evolução sintáctica do CP, qualquer coisa lusófona para ele é “irmão”) e confundindo-se e confundindo quem os segue.
          a realidade não é essa, os povos podem e devem cooperar, estabelecer alianças mas não apenas baseados na língua ou na história comum, embora isso possa ajudar, não é condição necessária, nem suficiente como se vê no caso da CPLP.
          eles apoiam a causa galega pelo simples facto de ser putativamente lusofono.

          depois temos a AGAL, uma espécie de Albânia.
          os radicais, sobretudo de extrema-esquerda, que se juntam em torno da AGAL querem fazer-nos querer que a Galiza actualmente fala português (UMA MENTIRA) ou que o galego é português (OUTRA MENTIRA).
          também pretendem apropriar-se da língua, como seus guardiãos, querem se considerados a mãe da mesma (MENTIRA DESCARADA) chegando a dizer que o que se fala no Brasil não é português mas sim galego….
          e qual é a intenção desta gente??? é restaurar uma Galécia de inspiração celta, druídica, sueva, mística, etc…
          apesar de tudo, tem algum acolhimento no norte de Portugal e com isso sonham ser o centro e a capital de um território que vai das Asturias até Coimbra, mais coisa menos coisa.
          querem restaurar o reino às custas do Brasil, ou seja, apoiam tudo o que vem do Brasil (no famigerado (des)AO90 são mais papistas do que o Papa, levam-no mais à risca do que os próprios brasileiros ) na esperança de que num futuro o Brasil os possa apoiar numa causa independentista, transformando quase todo o centro e o norte de Portugal numa espécie de Kosovo, terra irredenta que lhes pertence por direito histórico… (OUTRA MENTIRA)

          obviamente que estamos a falar de “meia-dúzia” de pessoas, quase todas da área das letras e das artes (tal como o MIL) que representam uma ínfima percentagem de galegos, o mesmo com os apoiantes de desta causa em Portugal.
          mas podem ser o embrião de muitos problemas, fazem estudos, aprovam-nos e aplaudem-nos (entre eles) para os legitimar, estão organizados e activos em acções culturais, tentam aparecer em eventos internacionais e intergovernamentais para ganharem legitimidade. enfim, pode no futuro ser um sarilho.
          há alguns escritos de um intelectual que é o ideólogo da AGAL que é claramente sectário em relação ao sul de Portugal, divide o nosso país num substrato céltico a norte e mediterrânico ou semita a sul, vincando as diferenças e subliminarmente apelar à divisão do meu país.
          http://www.portugaliza.net/numero0/boletim00nova03.htm
          um exemplo: imaginem que havia uma organização qualquer na Argentina que fosse alemã e queria a independência de um seu território, que seria contíguo ao Uruguai, Paraguai e sul do Brasil . iria procurar o apoio na Alemanha para a sua causa, para depois expandir a sua influência e querer “conquistar” todos esses territórios.

          quanto às questões, a minha opinião é a seguinte:
          “O Brasil fala galego? Eu não sabia que a Galiza colonizou o Brasil, sempre achei que foi Portugal. ”
          eu também, mas parece que há gente que diz o contrário. devem saber mais do que nós… 😀

          “Qual é a vantagem para nós Brasileiros, sobretudo nós os que moramos no Brasil, de querer a independência da Galiza em relação à Espanha/Castela? ”
          não sei, talvez quando o Brasil for uma potência 😉 ponha lá uma base militar.
          ou então para ter acesso estratégico privilegiado ao queijo tetilla que é fantástico!!! 😀

          “O que vai acrescentar para nós, que nem estamos na Europa? ”
          talvez eles mudem de suserano, em vez de ficarem sob vigência do Reino de Espanha (vulgo Castela) se ofereçam para ser um estado brasileiro, assim a Republica Federativa do Brasil teria território soberano na Europa. se isso suceder o CP vai ficar super triste, é isso que ele quer para o país dele, ser província brasileira… :mrgreen:

          “Portugal tem a ganhar com a independência da Galiza, assim como tem a ganhar com a independência da Catalunha e do País Basco. ”
          são realidades distintas. a Galiza não tem sustentabilidade os outros tem.

          “O que é a Galiza? ”
          é uma coisa que ninguém sabe responder, nem os próprios!!! 👿
          só o CP e o MIL é que sabem… 😀

          “considero os Galegos uma nacionalidade européia milenar, uma etnia distinta dos Castelhanos”
          os galegos são uma terça parte de algo que antes se chamava Galaecia ou Galécia, a saber: Asturias, Galiza e Portucale.
          as Astúrias ficou dividida entre Galiza, Castela-a-Velha (mais ou menos Castela-Leão) e País Basco, Portucale pariu Portugal, logo a Galiza ficou pendurada, acantonada, emparedada, a sul por nós, a leste por Castela-Leão e a norte e a oeste pelo oceano… estão liquidados.
          sobre essa suposta milenarização étnica é controverso, a Galiza, tal como toda a Península Ibérica tem sucessivas “camadas” de etnias e culturas.
          se nalgum tempo foram (apenas) parte de algo, já passaram mais de 900 anos, mais tempo do que a própria existência da “coisa”.

          duvido que o desmembramento de Espanha seja tempestuoso.

          sobre os meus ciumes sobre os galegos não tenho… 🙂
          eu adoro a Galiza, “ela” faz parte do meu quotidiano e das minhas rotinas. é uma local emocionante.
          mas eles não são amigos de ninguém, tem traído toda a gente ao longo da história, incluindo-se a eles próprios.
          Portugal começou por oposição à Galiza, teve que cortar de forma muito veemente, senão nunca poderíamos ter sido o que fomos e somos.
          se se colaram ao Brasil é apenas por motivos estratégicos e por interesses próprios.
          tirando os emigrantes que sairam o projecto Brasil é de Portugal na íntegra, não é de mais ninguém. agora, Portugal
          aliás o conceito de galego tem ainda uma ligeira conotação depreciativa em Portugal, parecido como os portugueses no Brasil, alvo de chacota e de inferior.
          mas a AGAL não representa praticamente nada nem ninguém, no entanto esse lado negro está lá.

          obviamente que quando denomino por galegos, portugueses, brasileiros, etc, não é do povo em geral, é das elites, dos governantes, da diplomacia, etc…
          o melhor que os países tem, costuma ser o seu povo que regra geral não tem a perfídia dessas castas.

  2. Sempre preocupados se podem ferir as susceptibilidades dos espanhós que eles também se preocupam muito com as nossas…..

    • So enquanto precisam de nos, como quando nos mandaram prender os alegados membros da ETA em Portugal… Coisa que fizemos nos, muito caninamente, claro.

  3. Paulo39

    A Galiza não é uma nação/estado/país independente. Nem sei se preenche os requisitos do regulamento da CPLP (P de países) para aderir.
    Pode até cumprir esses requisitos, mas o resto do artigo é bastante especulativo.
    Sobre este assunto, estou muito sem saber o que pensar porque há poucos factos e muitos julgamentos pessoais.

    • Nao é da adesao da Galiza que aqui se fala! Essa – enquanto regiao autonoma de Espanha – nao pode formalmente aderir, ja que tal nao é previsto pelos estatutos da CPLP, mas sim da aceitacao (sob proposta de Angola) de uma associacao galega, a associacao galega da lingua portuguesa enquanto “observador associado”. Apenas isso…

  4. Joaquim.R.Ferreira

    Pelo que reparo, estes políticos que nos governam são todos acéfalos e submissos a madrid e aos seus interesses, que têm sobre este país, que é Portugal.
    Está bem de ver que a situação de Olivença está ainda por resolver porque os políticos a quem cabe fazer cumprir o tratado de Viena de Àustria, de 1815, parece, que estão comprometidos com a sua vassalagem a prestar a madrid/castela.
    Paulo Portas, quanto a mim, só teria de votar com a maioria e nada mais e mostraria a sua independência.

    • Ora bem… Alem de que ao fugir da sala na altura da votacao optou por nao ter a coragem de votar frontalmente contra a proposta angolana, o que acho realmente vil e desprestigia Portugal enquanto nacao livre e soberana.

  5. Enoque

    Sobre a CPLP, eu até sou a favor da existência de uma comunidade formada por países de língua portuguesa. Mas da forma como a CPLP funciona, confesso que concordo com o texto do seguinte link:

    http://altohama.blogspot.com/2012/02/acabem-com-cplp-bem-da-lusofonia.html

    Sou Brasileiro, mas sou contra a forma como o Acordo Ortográfico foi feito em 1990. Como “democrata fundamentalista”, considero inadmissível não referendar um acordo de reforma ortográfica em todos os países membros. Foi uma agressão descarada à cultura principalmente ao povo de Portugal, aos povos dos Palop, e um desrespeito ao povo do Brasil também, que não teve o direito de opinar a respeito da reforma de sua ortografia nacional, ainda que pouca coisa tenha sido mudada.
    Como defensor da Democracia Participativa, eu não concordo que o governo do Brasil faça vistas grossas a não-existência de democracias plenas em qualquer um dos países membros. No texto é mencionado sobre a situação da Guiné Bissau e de Angola. Eu não considero a Democracia no Brasil como perfeita. Pois muitos políticos são corruptíveis e cada um tem os seus conceitos pessoais de “certo e errado”, como exemplo, a presidente Dilma não cobrar do governo cubano respeito pelos direitos humanos e a mudança para o regime democrático por questão de conveniência diplomática, ou problemas de Cleptocracia no Congresso e nos Ministérios e falhas na Justiça do Brasil. Mas os princípios básicos da Democracia Representativa no Brasil, há sim um esforço para respeitá-los, apesar dos muitos abusos. Mas o regime de Angola, a instabilidade na Guiné Bissau, devem sim iniciar mudanças que visam o bem-estar dos seus cidadãos. Uma comunidade de países com disparidades gigantes de nível de desenvolvimento entre os países membros vai certamente fracassar. Sou favorável a rever o papel da CPLP, pois para divulgação global da língua portuguesa é essencial, mas é praticamente a única vantagem clara de sua existência.

    • quanto mais leio mais gosto do Enoque…

      😉

      ó CP, descalça lá esta bota!!!
      :mrgreen:

    • O acordo de 90 é mau e foi mal negociado. Já o disse aqui, varias vezes. Mas ele existe e foi ratificado e é para cumprir. Depois, será para rever, e com carater de urgencia e envolvendo os palops (coisa que desta vez nao aconteceu). Em tese, p.ex. Defendo dois conceitos a este respeito: uma unificacao TOTAL da grafia (sem excepcoes, como sucede com o ao de 1990) de base fonetica. Impopular? Decerto, mas assim se reforcaria o seu uso como ferramenta de uma convergencia lusofona que julgo ser a forma necessaria de evolucao da cplp, organismo que hoje – concordo – vegeta e é pouco mais que um “armazem de diplomatas em fim de carreira”.

      • CP

        deves estar a brincar, não???

        toda a gente sabe que o (des)acordo foi PÉSSIMAMENTE MAL negociado (menos “o nosso” Luis algarvio) e que ninguém vai rever nada. aliás, demorou mais de 10 anos a fazer acertos.
        não temos nada que cumprir um erro, além demais nem toda a CPLP o tem a vigorar, logo não tem validade.
        sobre a tua nova mudança de argumentos, agora já apoias a base fonética… é lamentável.
        a minha base fonética é diferente da dos outros, precisamente por isso é que etimologia é fundamental.

        sobre convergências lusofonas, o que faz unir os povos são as relações comerciais e culturais, não a grafia.

        não tens emenda…

        • Sao tambem… Nao somente. Sao todos aspetos cruzados que devem ser equacionados, sem que haja desprezo pelo economico, como se observa por vezes em alguns circulos mais “culturais” ou academicos.

  6. Enoque

    E vou ser bem sincero, as diferenças culturais entre os Palop e o Brasil são maiores do que entre o Brasil e as nações hispânicas da América Latina, pelo que percebi. Me parece que Angola tem algumas semelhanças com a cultura afro-brasileira, mas os demais diferem muito. Ou será que estou enganado? Boa parte dos escravos que foram trazidos ao Brasil vieram de Angola, e boa parte, vieram de Gana, Benim e Nigéria. Alguns poucos vieram da Tanzânia e de Moçambique. Quanto a cultura de origem européia, os Portugueses predominaram sobre os demais europeus, mas a Itália, a Alemanha, a Holanda, a Espanha, a Polônia e a Ucrânia enviaram muitos indivíduos para cá. Se formos considerar todos os migrantes, todos os países da Europa enviaram emigrantes ao Brasil. E temos ainda o elemento indigena que os demais países lusófonos não têm. E da Ásia, a maioria dos imigrantes eram Japoneses, e segundo lugar os Libaneses maronitas que no Brasil passaram a ser católicos romanos, os Sul-Coreanos e os Sírios e depois outros. A nossa complexidade cultural é grande. Alguns alegam que os Portugueses não tem nada a ver com os demais Europeus. Sinceramente? Discordo. Mesmo que linguisticamente e culturalmente haja as diferenças, os valores dos Europeus como civilização são os mesmos. A visão de mundo dos Franceses, dos Alemães, dos Italianos, dos Holandeses, dos Belgas, dos Espanhóis, dos Portugueses, dos Austríacos, dos Suíços, dos Dinamarqueses, dos Poloneses, dos Gregos, dos povos da UE de uma forma geral, é muito semelhante. Os Russos tem uma visão própria, mais autoritária, mais truculenta que a dos demais Europeus, e talvez os Britânicos sejam mais parecidos com os Norte-Americanos do que com os demais Europeus. Mas a mentalidade, os conceitos de ética e moral, há um padrão na Europa. As sociedades européias são mais secularistas, já a sociedade do Brasil e dos EUA são mais religiosas. Outra notória divergência ideológica entre Portugueses e Brasileiros. Portugal é membro da NATO/OTAN, e os Portugueses costumam simpatizar com os EUA, alguns acham justas as ações militares contra governos árabes-islâmicos, e os Brasileiros vêem o governo norte-americano como vilão, como um imperialista perverso, que por ganância sem fim, vão incomodar os médio-orientais com as suas
    guerras por petróleo. Em outras palavras, os Brasileiros não olham a NATO (ou OTAN) com simpatia, apesar de considerarem somente os Norte-Americanos e os Britânicos como os grandes sanguinarios do Ocidente. Os Portugueses são pró-Ocidente, o que é natural para a nação portuguesa. Mas os Brasileiros atuais têm um ponto de vista mais socialista, mais esquerdista, e muitos também não sabem separar as coisas e generalizam a hostilidade aos norte-americanos, o que é um grande erro. Os Palop, eu não sei qual é a visão predominante.
    A UE vai ruir? Eu não sei. Acho que ela vai sofrer mudanças, alguns poucos países podem até sair do bloco, e outros que hoje estão fora, entrar. Mas desfazer a UE implica em destruir de vez a capacidade européia de hegemonia global. Mas as mudanças serão macabras. A UE não terá mais o Estado do Bem-Estar Social, muitos beneficios sociais vão deixar de existir, a mão-de-obra especializada será barateada quase que pela força, e vai emigrar para os países carentes de mão-de-obra especializada, como os BRICS atualmente. E quanto a Europa, eu creio que daqui a três gerações, vai ser um continente de maioria islâmica, e vai ser aculturada pelo Islamismo.


    Eu estou defendendo a xenofobia? Não! Apenas demonstrando que no mundo tudo se transforma. Provavelmente, uma Europa islamizada vai romper com os EUA e se alinhar aos povos islâmicos do Oriente Médio. A UE provavelmente será ampliada até o Paquistão, ou tavez até a Indonésia, com Israel isolado e ameaçado, se ainda existir. Eu creio que os EUA levarão mais tempo, mas vão igualmente ser islamizados.
    Ou será que a Europa vai voltar ao Fascismo e fazer com os muçulmanos e outras minorias o que foi feito aos judeus na II Guerra Mundial? E os EUA? Não sou vidente esotérico 🙂 mas mesmo assim não consigo ver um futuro tranquilo para a Europa.

    • A cultura dos paises africanos lusofonos consegue ser muito diversa dentro dos proprios… Mas a chamada “cultura urbana” ou “erudita” é identica. Desde logo porque a maioria das elites inteletuais e economias está de alguma forma ligada a Portugal, tendo aqui familiares, estudado e tendo até os mais abastados residencias… Para as elites africanas, a Europa é em primeiro lugar, Portugal, assim como para nos, África é, em primeiro lugar, a África dos PALOPs.
      Nao acredito que o caminho da europa seja o do empobrecimento radical, como desenhas… A europa é ainda a maior potencia economica mundial e campea em muitas areas, desde a tecnologia e ciencia de ponta, na Justica e nos direitos sociais, laborais e economicos. Os seus problemas resultam sobretudo da cedencia dos politicos à alta financa e à sua desregulacao fanatica e, sobretudo, à desregulacao comercial que favoreceu a China e as multinacionais que deslocalizaram para lá. Acredito que os povos europeus estao prestes a obrigar os seus politicos a acabarem com essas desregulacoes e ai, sim, haverá novamente condicoes para o crescimento e estabilidade economica e social.

      • Enoque

        CP
        “Nao acredito que o caminho da europa seja o do empobrecimento radical, como desenhas…”
        CASO as populações dos países europeus NÃO REAJAM aos abusos dos banqueiros principalmente, vai acontecer sim. Mas como os Europeus são bem alfabetizados, têm recebido boa educação escolar, acredito vão acabar fazendo algo para reagir. Vão exigir mudanças no sistema capitalista. É o que eu acho.
        “A europa é ainda a maior potencia economica mundial…”
        A Europa Unida sim. E só vai permanecer entre os gigantes do mundo se permanecer unida. A UE não pode ser desfeita se quiser permanecer como um gigante econômico. A minha recomendação aos Europeus é que façam o melhor que puderem para salvar a UE, se querem permanecer como gigantes econômicos e políticos também.

        • Os europeus vao reagir sim… O ponto de rutura será na juventude, como sempre sucede em qualquer revolta social (as quais nunca se fazem com quarentoes nem idosos). E os jovens, por muito dopados pelos Media e pela vida noturna irao revoltar-se quando se virem cronicamente desempregados (como já estao), mas quando ambos os pais, em grande numero, tambem, se virem sem emprego.
          Nesse ponto, o desespero atirará todos para a revolta, com os jovens na vanguarda.
          A uniao europeia nao é necessariamente sinonimo de prosperidade… Como demonstram todos os paises europeus que sao prosperos e estaveis e que nao fazem parte da UE ou fazem apenas parcialmente (Suecia, RU, Suica, Noruega)

        • CP

          mau!!! afinal o RU está em decadência e falência ou é prospero???
          contradizes-te sempre que te convém… vês porque eu contesto???
          mas vejamos, a Suíça (que está a pensar em aderir à UE) é rica e próspera há muito tempo, não tem relação nenhuma com a Ue, não inventes. no entanto estão a pensar candidatar-se para a integrarem. olha que eles de burros não tem nada.
          a Noruega tem muito petróleo e gás, assim qualquer um pode manter-se independente e não alinhado por mais tempo, mas dentro de algum tempo irá formalizar integrar a UE, estou em querer.
          a Suécia, tal como a Dinamarca, são o supra-sumo da organização social, cívica e política. não tenho mais nada a dizer senão que o Mundo inteiro devia de ser como eles, são uma anormalidade (infelizmente)

          mas esqueceste-te de dizer que a Alemanha, a Holanda, a Finlândia, a França, a Bélgica e a Áustria continuam de vento em popa.
          a questão não é terminar com a UE, pois quer queiramos quer não ela é inevitável, a questão é COMO QUEREMOS que a UE funcione e QUE UE queremos ao serviço do povos.
          essa é que é a questão.
          a UE é sinónimo de FUTURO!

          • A Belgica está de vento em popa?… Ai quando a cegueira ideologica paneuropeista/federalista/germanófila cai sobre alguem, cai mesmo…
            A UE acabou. E se nao acabar vai se tornar numa “grande alemanha”, um IV Reich onde nao quero pertencer.
            Os exemplos eram (se bem me lembro) de paises prosperos que nao faziam parte da zona euro. O RU é um pais prospero, nunca o neguei, mas demasiado financeirizado, tecnicamente falido e em desindustrializado, mas ainda com um elevado nivel de vida. A Suica na UE?… Nunca… Novamente um exemplo de cegueira ideologica. Sobretudo agora, quando a Suica se tem tornado um refugio a todo o capital que foge do sul da europa e que enriquece (por ordem) suica, holanda e alemanha, os tres paises que tem captado esses capitais.

  7. Riquepqd

    Que isso Enoque, a Europa, e principalmente toda a América, incluindo o Brasil, não se renderão ao islamismo.

    • O Islao atual nao é o mesmo Islao da Idade Media… Tolerante, amante da Ciencia e da Cultura. é estupido, ignorante e tem uma aversao natural contra a ciencia. A seu favor tem apenas o argumento do numero bruto. Na Historia, isso nunca serviu para muito e acredito que tornara a ser assim.

    • Enoque

      Riquepqd
      “Que isso Enoque, a Europa, e principalmente toda a América, incluindo o Brasil, não se renderão ao islamismo.”
      No caso da Europa, especificamente países como a Alemanha, a França, o Reino Unido, a Itália, a Suíça, a Holanda, a Bélgica, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega têm recebido muitos imigrantes de países islâmicos já a décadas, e já têm cidadãos natos descendentes desses imigrantes de décadas atrás somado aos imigrantes mais recentes.
      Os países europeus são democráticos, respeitam leis de direitos humanos, têm sistemas de previdência social muito bons, e os muçulmanos usam tudo isso em seu favor para transformar a Europa num continente muçulmano. Não precisam enviar missionários para converter os Europeus. Os cidadãos europeus nativos já não têm filhos como tinham antigamente, a natalidade é baixa, então os imigrantes muçulmanos geram muitos filhos, que conservam a religião e a cultura de seus pais e avós imigrantes, até que cheguem a ser maioria, tenham a maiora das cadeiras nos parlamentos e, votem para mudar a constituição e outros códigos de leis para adaptá-los a Shariah.
      Pode acontecer dos Europeus nativos se desesperarem com a situação e elegerem governos de extrema-direita para conter o avanço islâmico e protegerem as culturas nativas, salvar a cultura européia.
      Se os muçulmanos se tornarem maioria, os nativos ou vão se sujeitar a nova realidade, vão se converter para serem cidadãos, ou vão emigrar em massa para outros continentes, como as Américas, a Austrália, onde não houver grande quantidade de muçulmanos.
      No caso dos EUA, vai ser mais difícil a islamização, eu acredito.

      • Enoque

        há um certo alarido em torno desta questão.
        os muçulmanos não podem ser todos colocados no mesmo saco.
        os que chegam de fora ou de primeira geração, que não estão ainda “europeizados” é que vivem ainda como se fosse no país deles, mas existem muitos que já adoptaram os valores primordiais da Europa e vivem de forma normal, com baixa demografia, escolarizados, politicamente e civicamente activos.

        “Pode acontecer dos Europeus nativos se desesperarem com a situação e elegerem governos de extrema-direita para conter o avanço islâmico e protegerem as culturas nativas, salvar a cultura européia.”
        infelizmente pode, a História é uma roda, temos que ter muito cuidado.

  8. Riquepqd

    Mas Enoque, se os muçulmanos chegarem a ser maioria por esta sua teoria, então não serão em três gerações, mas em dezenas.

    Porque até os muçulmanos da Europa procriarem a ponto de ultrapassar os europeus em números absolutos, põe séculos à frente pra isso.

    • Enoque

      Riquepqd,
      se eu não estou enganado, uma geração dura 70/80 anos. Eu me baseio em termos bíblicos. Pelo menos o parâmentro atual de tempo de vida. No caso europeu, já deve estar passando dos 90 anos, possivelmente. Vamos considerar a hipótese do tempo de vida do europeu médio ser entre 90 e 100 anos. Daqui três gerações serão 270/300 anos. Enquanto uma família francesa não-islâmica tem a média de 2 filhos, a família francesa islâmica (incluso imigrantes) tem por média 8 filhos por família, e não sei se na França os homens mulçumanos têm o direito de ter mais de uma esposa.
      http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/04/26/a-explosao-demografica-muculmana-conquistara-a-europa.jhtm

      • Enoque

        Sobre o link, existe sim a hipótese de secularização dos descendentes dos emigrantes muçulmanos na Europa, talvez aconteça a secularização dos muçulmanos europeus em vez da islamização da Europa. Talvez a próxima geração de descendentes de imigrantes sigam o padrão europeu e cessem de ter mais de dois filhos.

  9. Na questão em apreço creio acertada e sensata a posição do governo português porque iria criar um precedente de interesses e que a certa altura a CPLP seria uma espécie de salada russa com todos a comer à mesma mesa.
    Se a CPLP como o próprio nome indica é uma comunidade de país de língua oficial portuguesa, então a primeira condição para aderir será a de ser um país soberano e que tenha o português como língua oficial, por exemplo não será de estranhar que a Austrália venha a ter duas línguas oficiais, o inglês e o português devido ao facto de agora se ter provado a descoberta desse continente pelos portugueses.
    A segunda condição para a aderir será creio que apenas como observador e aqui é que reside o problema no caso da AGAL, porque não é uma região de regime especial com ligações a cultura portuguesa como Macau, e se o argumento é apenas baseado devido ao facto de representar um associação linguística próxima do português, é demasiadamente fraco para ter sustentabilidade, então também seria legítimo estar como observador os Oliventinos em 1.º lugar.
    Penso que esta postura não é um sinal de concordância para Madrid, creio que esta postura é um sinal claro para as elites se as houver políticas galegas no sentido de se definirem a preceito, quando a Galiza decida no seu todo politicamente aderir à CPLP, tenho a certeza que Portugal a receberá de braços abertos no seio da CPLP.
    Também o facto de ser apenas uma associação linguística do âmbito cultural portanto, a querer aderir a uma organização política pode levar a caminhos equívocos nomeadamente a de um certo aproveitamento ou por outra um certo interesseirismo passo a expressão da Galiza se querer aproveitar implicitamente e indirectamente desse facto para poder estar em posição privilegiada com o seu governo central de Madrid, “mostrando trabalho” e demonstrando que terá uma mais valia em ser intermediário entre o mundo lusófono e o mundo castelhano, tirando dividendos dessa posição.
    Portanto 100% de acordo com Portas quer o chamem das feiras ou não 🙂 quando se adere a uma organização política não pode haver equívocos de qualquer ordem, quer os que recebem e os que entram tem de saber exactamente para onde vão e claramente a CPLP não serve os propósitos para valorizar as pretensões castelhanas no mundo.

    • A questao é que tenho informacoes de que Portas agiu assim porque tencionava precisamente agradar ao futuro do PP que as sondagens davam ja como certo.
      A AGAL nao faria certamente de “representante dos interesses” de Madrid… Desde logo, porque as associacoes observadoras (nao é a “galiza”, mas uma associacao galega) nao acedem ao processo interno da cplp (seja la ele o que for), mas apenas observam, sao consultadas e neste caso, representariam a “lingua portuguesa da galiza” na entidade internacional que reune todos (quase) os povos de fala lusofona.

      • Na teoria aparentemente resultaria porque certamente os agentes culturais galegos que apoiam terão certamente as melhores das intenções, mas na prática haveria um aproveitamento da classe política galega para fazer valer mais valias e reforçar o seu papel dentro da Espanha, servindo de charneira e intermediário dos interesses espanhóis no mundo lusófono e mais concretamente no Brasil, não devemos ser ingénuos quanto a isso, sou da opinião em penso que neste aspecto o governo português sempre agiu com esse diapasão o que pode ser mal interpretado de que enquanto não haja uma postura clara política da Galiza em torno da lusofonia, deveremos esperar para ver, entretanto concordo com a inclusão da AGAL em movimento e processos culturais que à língua portuguesa digam respeito.
        A CPLP é uma organização política e se queremos dar maior profundidade e preponderância a no mundo com a afirmação da lusofonia será importante não haver equívocos, para quem está e quem tenha condições para entrar, sabendo de antemão que é uma organização apenas e só de interesse lusófono.

        • Admito a possibilidade, mas acreditar que a aglp seria manipulada pelos interesses (maioritarios) dos espanholistas galegos é nao conhecer o meio reintegracionista galego… E todas as manobras de retaguarda que Madrid e os seus agentes na Galiza têm feito nos ultimos anos.
          Em relacao à Galiza a minha posicao sumariamente descrita é que devemos apoiar a promocao da lingua portuguesa aqui – sem defender a imediata adesao da Galiza, alias anti-estatutaria – e deixar as questoes politicas para depois.

  10. Luís

    E a propósito da CPLP….aquela cerimónia da nova sede foi de um vazio impressionante. Parecia a bridada do reumático dos tachistas. Sempre a velha retórica de sempre, e depois a suprema inteligência Cavaqueira sai com esta..”a CPLP tem que sair para rua”….mas a CPLP é aquilo que os estados estão dispostos a fazer !! Afinal para quê serve a CPLP nos moldes atuais ?! nem os cidadãos brasileiros, angolanos, etc sabem que a organização existe !
    Para que a CPLP seja uma organização dos estados e dos cidadãos, os governantes têm que ser corajosos e terem sentido estratégico.

    • Luis

      dou-te toda a razão.

    • Mas é isso que a cplp hoje é: um deposito de diplomatas lusofonos em fim de carreira… Mas que mais haveria de ser se nao tem objetivos, orcamento e meios à altura?

      • Luís

        Clavis,
        O problema da CPLP é a falta de atitude e visão desafiadora dos governantes. Se um deles desse o 1º passo à frente, aposto que os outros iriam atrás.
        O embrião da União Lusófona, não será a CPLP, mas sim através o crescente movimento económico entre Portugal/Brasil/Angola. Tal levará à necessidade de facilitar os Vistos e mais tarde da livre circulação dos cidadãos lusófonos.
        Repara, que à 20 anos atrás a Lusofonia estava meio esquecida devido à embriaguês Europeísta, agora com a globalização, a crise na Europa, o crescente do Brasil e Angola, e a redescoberta do grande potencial dos outros estados, houve uma grande aproximação ao espaço lusófono. É essa a minha fé que tudo isso, culmine de forma natural na UL.

        • “fé”…

          mudamos de bebedeira, passamos da europeísta para a lusófona.
          está tudo dito.

          • Noto que admites viver embriagado pela propaganda germanica de uma “grande europa”… 🙂

          • CP

            estás-me a chamar euroólico??? ❓
            cala-te, ó seu lusofonoólico!!! :mrgreen:

            • A cada qual o seu opio… A diferença é que os efeitos da tua droga ja sao visiveis e a minha é (ainda) apenas uma fé de que se pode mudar o estado de coisas para melhor. E essa droga é feita da mesma materia que compoe os sonhos e com drogas dessas posso viver bem.

        • Acredito que existe um nitido (cada vez mais) impulso providencial para a uniao lusofona. O fracasso evidente da uniao europeia na gestao da crise da divida recordou a muitos da validade da aproximacao lusofona e é uma oportunidade que agora nao pode ser desprezada… Por muito que incomode os senhores germanos do Parlamento Europeu, que se julgam já senhores da nossa diplomacia.

          • “impulso providencial”
            uiiiiiiiiiii!!!!

            devias de ir para teólogo…
            😈

            • Nao duvides que sao os impulsos imateriais (religiosos ou ideologicos) que realmente impulsionam, para o bem ou para o mal, as sociedades. As motivacoes materiais sao sempre de curto folego e estrito ambito, enquanto que as outras se movem sempre no longo prazo.

  11. Joaquim.R.Ferreira

    Atenção e muito cuidado.
    Parece-me, pelo que leio nos jornais, Portugal não leverá muito tempo a tornar-se uma região na europa sem poder político, porque os senhores da europa vão-nos empurrar para o domínio castelhano.
    Isto vem a propósito de que o nosso espaço aéreo segundo o jornal de hoje ficará centralizada em espanha. Se tal se vier a confirmar será uma humilhação para Portugal e para os portuigueses que se sentem como tal.
    A europa do sr.sarkozy e markel não merecem o nosso respeito. Os castelhanos espanholitos devem estar a ferver de contentes por nos ver submetidos a si e devem estar ufanos para dizer, até que enfim, os conseguimos dominar ao cabo de 900 anos.
    Agora, mais do que nunca, está a chegar a hora de querermos estar estar com UL.

  12. Luís

    Encaro a opinião do presidente do parlamento europeu como naturalmente. Defendeu a sua dama UE, que não pode ser traída por estado membro que se volte noutra direção.Tal “rebeldia independentista” é contra o ideal federalista europeu. Provou-se mais uma vez mais que fazer parte da UE e ao mesmo tempo de uma possível UL é incompatível.
    Está mais na hora dar um chuto no c*** nessa UE, e seguirmos o nosso caminho natural da lusofonia.

    • A sucessao de declaracoes aparentemente desastradas, mas que de facto revelam um profundo racismo por parte dos paises germanicos e escandinavos em relacao aos povos do sul, sao o prenuncio da nossa expulsao.
      Nao se pode duvidar que os gregos nao vao cumprir as condicoes deste segundo resgate, assim como nao cumpriram as do primeiro. E quando forem expulsos, quantos dias acham que resistiremos na zona euro e numa europa que se quer apenas “dos ricos”?…

  13. Luís

    A propósito, retirei este comentário em http://www.ionline.pt/opiniao/lusofonia-uma-luz-ao-fundo-tunel

    “Lusofonia, uma luz ao fundo do túnel

    Esta semana decorreu em Lisboa a cerimónia de inauguração da nova sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Portugal. Apesar da cobertura mediática, o acontecimento foi ignorado pela opinião pública portuguesa e certamente pela dos restantes sete países membros da organização.

    O Presidente da República, Cavaco Silva, pôs o dedo na ferida ao afirmar que a CPLP tem de “descer à rua e de se abrir mais ao contributo dos seus cidadãos, começando desde logo pelos mais jovens, para que a sintam como algo que lhes pertence, com que se identificam, com uma real mais-valia nas suas vidas”. O chefe de Estado não explicou como é que esse objectivo pode ser atingido.

    Quinze anos após a sua constituição, a CPLP ainda não desceu à rua. A organização tem tido uma intensa agenda política e de reuniões ministeriais nos diversos domínios, mas ainda não conseguiu sequer que os cidadãos dos seus oito países a reconheçam enquanto tal. Em qualquer dos estados-membros pouca gente sabe o que é e para que serve a CPLP. Decerto por não tratar directamente de questões que interessem às populações, estas retribuem ignorando-a.

    Uma forma imediata de captar a atenção dos cidadãos da CPLP seria, nesta fase, abrir o espaço da comunidade ao livre-trânsito de pessoas e bens. Portugal devia propô-lo, inicialmente a Angola e a Moçambique. Não porque sejam os mais importantes, mas apenas por não terem tradição de forte emigração.

    O Acordo de Schengen, tantas vezes invocado como obstáculo à livre circulação dos cidadãos lusófonos, poderia ser ultrapassado com a autorização de entrada no espaço nacional português sem necessidade de visto. Ou seja, livre circulação nesta parte comum do espaço lusófono. Os que, usando esse privilégio, transpusessem as fronteiras portuguesas para qualquer país da UE sem visto válido passariam a ser da responsabilidade exclusiva do país de origem e não de Portugal, que habitualmente suporta os custos da expatriação. Para dirimir e suportar os custos de expatriação poderia criar-se um fundo comum, proporcional aos riscos suportados.

    A gradual livre circulação de pessoas e bens no espaço comum lusófono traria imediatamente consequências positivas à vida dos povos abrangidos pela medida, além de estimular as trocas culturais, comerciais e o desenvolvimento económico em geral. Não há que ter medo do futuro porque o de Portugal assenta em grande medida neste espaço comum da língua.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse que “um dos pontos mais atractivos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa tem a ver com o facto de o português ser uma língua que vai triunfar na globalização. É falado em quatro continentes, é a sexta língua mais falada no mundo e a terceira língua de origem europeia mais influente”. Portas recordou que “dentro de algumas décadas 350 milhões de pessoas falarão português, e isso torna inevitável a ascensão do português como língua internacional de trabalho”.

    É vital que Portugal desloque de novo uma parte da sua atenção para as relações políticas e económicas com o espaço lusófono, ocupado, e bem, na última década, do ponto de vista dos seus interesses geoestratégicos, pela China. Desde que Portugal deixou o Oriente, Pequim deu prioridade aos laços com os países lusófonos e apostou na difusão da língua portuguesa nas suas universidades. Aposta antecipada por uma visão diplomática invejável.

    As recentes declarações do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, sobre a visita de Passos Coelho a Angola, só confirmam a incapacidade de alguns de aceitar que um país tão pequeno como Portugal possa ter alternativas complementares à União Europeia a nível planetário.

    O espaço lusófono continua a suscitar enorme poder de atracção a países tão diferentes, e geograficamente distantes como Marrocos, a Indonésia ou a Guiné Equatorial. Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e Ucrânia anunciaram a intenção de aderir à CPLP. Com pedidos para observadores ou membros de pleno direito, todos perceberam o potencial desta comunidade. Portugal diz que percebe, mas age com timidez. Com vontade política e liderança, a lusofonia pode torna-se uma luz ao fundo do túnel nos anos de decadência que se avizinham na Europa.”

    • “O Acordo de Schengen, tantas vezes invocado como obstáculo à livre circulação dos cidadãos lusófonos, poderia ser ultrapassado com a autorização de entrada no espaço nacional português sem necessidade de visto. Ou seja, livre circulação nesta parte comum do espaço lusófono.”
      Nem mais. É a exata proposta do “passaporte lusofono” do MIL… A tese começa a vingar (ainda que sem, infelizmente, identificar a sua origem).

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

%d bloggers like this: