Daily Archives: 2012/02/02

Portas, CPLP e contradições várias


Numa entrevista recente, Paulo Portas o “MIA” ministro dos negócios estrangeiros português disse que o “português é falado em quatro continentes e em dois deles – América do Sul e África – com uma grande expressão demográfica” acrescentando ainda que “os países da CPLP terão cada vez mais que agir como um bloco”.

Até pode ser. E por acaso até acreditamos que seja. Mas esta estratégia aparentemente pró-lusófona colide com a recusa da admissão da Academia Galega da Língua Portuguesa à CPLP. Como se pode defender a Lusofonia e a CPLP quando simultaneamente se faz um veto “de facto” (saindo da sala no momento da votação) à entrada como Observador Consultivo do primeiro representante de uma nação lusófona, a Galiza, onde se fala precisamente a Língua Portuguesa da Galiza, assim como em Angola se fala a Língua Portuguesa de Angola ou no Brasil se fala a Língua Portuguesa do Brasil?

Paulo Portas, calculista como poucos, ponderou o que. Seria preferível para a sua eventual e futura ascensão ao cargo de Primeiro Ministro e decidiu que apoiar as pretensões de Madrid (que não querem ver a Galiza falando português, mas castelhano) contra a Lusofonia. Portas pode parecer pro-lusófono. Mas parecer não é ser. Como recorda esta petição do MIL:

Carta Aberta a Paulo Portas

Fonte:
Diário de Noticias, 6 de janeiro de 2012

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Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 51 comentários

Balanças Corrente e de Capital da Economia Portuguesa a partir de 2004

O saldo da balança corrente portuguesa tem-se degradado desde 2003. Em 2005, muito particularmente, o aumento dos preços de petróleo fez deteriorar os termos de troca. A competitividade externa das nossas exportações também não tem parado de cair, parcialmente devido à subida dos custos unitários associados ao Trabalho. Em 2004, o Euro2004 melhorou o saldo da balança de serviços, mas no ano seguinte a Balança Corrente tornaria a agravar-se com o crescimento das importações dos serviços de turismo a terem crescido acima das exportações.

A partir de 2004, o saldo das remessas de emigrantes/imigrantes diminui e reduzem-se as entradas de fundos da União Europeia, quer correntes, quer de capital. O FEDER, em particular cai 20 por cento.

A Balança Financeira, por seu lado, em 2004 registou uma entrada líquida de fundos de 8.8 por cento do PIB (6.4 por cento em 2002), o que refletiu um aumento das necessidades portuguesas de financiamento externo. Este aumento das necessidades foi provocado pelo crescimento do défice global das administrações públicas e de maiores necessidades de financiamento do setor privado não financeiro. Note-se, que neste período houve um grande aumento da compra de títulos da divida portuguesa por parte de não residentes.

A posição devedora líquida da economia nacional face ao exterior aumentou e em 2005 era de 64.3 por cento do PIB. Note-se que em 1996 era de apenas 9.6 por cento. O aumento do endividamento externo decorreu das facilidades de financiamento advindas da presença no mercado monetário europeu da moeda única.

Categories: Economia, Economia Politica | 2 comentários

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