Monthly Archives: Fevereiro 2012

X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (7)

Intervenção de Braima Cassamá (Guiné-Bissau)

Fórum organizado pelo MIL (entidade PASC)
http://www.movimentolusofono.org

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (5)

Intervenção da Drª Maria Perpétua (encerramento da mesa)
Coordenadora da PASC
http://www.pasc-plataformaactiva.org

Fórum organizado pelo MIL (entidade PASC)
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O Irão lança mais um satélite

Foguetão Safir (http://tomsastroblog.com)

Foguetão Safir (http://tomsastroblog.com)

O Irão lançou mais um satélite. Designado como “Navid-e Elm-o Sana’at” ou seja: “Promessa de Ciência e Indústria”. O satélite foi totalmente concebido e construído no Irão por cientistas iranianos, pesando 50 kg e foi lançado por um foguetão Safir.

O satélite permanecerá numa órbita entre os 250 e os 370 Km com os seus equipamentos de telecomunicações, de medida e científicos ativos.

Este lançamento é mais um de vários lançamentos bem sucedidos desde 2009 e demonstra a ambição e capacidade da República Islâmica em prosseguir com o seu programa espacial apesar das sanções ocidentais que afetam atualmente o seu programa espacial e de mísseis.

Fonte:
http://english.farsnews.com/

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QuidsL1: História de Macau

Clique aqui para participar no desafio !

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (6) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau]
Luis Brântuas (5) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde, História de Macau]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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Do peso esmagador dos juros da dívida externa na Europa

“Em 2001, só o reembolso dos juros da dívida de França (46,9 mil milhões de euros) terá representado a segunda maior despesa orçamental do Estado, após a Educação, muito à frente da Defesa e da Segurança. Por si só, os juros absorverão a totalidade dos impostos sobre as empresas.”
O Ano de 2012 será terrível! Dívida Pública: Como os Estados se tornaram prisioneiros dos Bancos
Alain de Benoist
Finis Mundi, número 3

A situação francesa não só não é excepção na Europa, como está muito perto de ser a regra: Por toda a Europa (mesmo na garbosa Germânia) a divida pública e privada são a regra. Por todo o lado, o seu serviço absorve uma parcela cada vez maior e mais insuportável a prazo de toda a riqueza gerada.

O problema, contudo, não está na dívida europeia ou dos EUA. A dívida é apenas uma de várias consequências de um sistema económico que está fundamentalmente doente e que apenas injecções massivas de capitais públicos (provenientes dos impostos dos cidadãos e da emissão massiva de dívida pública) tem mascarado. É impossível continuar a ter orçamentos de Estado cronicamente deficitários e Balanças Comerciais cada vez mais deficitárias, transferindo mais e mais riqueza para as economias emergentes enquanto no Ocidente se ilude esse empobrecimento, desindustrialização e deslocalização com crédito.

Chegámos a um ponto de não retorno: já não existe crédito barato e o tecido produtivo europeu também não. A saída a prazo é única: os setores primários (industrial e agrícola) têm que ser reconstruídos, a moeda tem que regressar a níveis cambiais compatíveis com a existência de um setor exportador forte e dinâmico. As barreiras e taxas alfandegárias têm que ser reintroduzidas, como forma de estimular o renascimento do tecido produtivo europeu e de reequilibrar os excedentes chineses. É um mundo novo que se avizinha, um mundo mais produtivo, com mais emprego, distribuição de rendimentos e dinamismo económico. Ou isso, ou o Caos.

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Como avalia o grupo MIL no facebook?

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Ligação do Grupo: http://www.facebook.com/groups/2391543356/

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (4)

Intervenção do Dr. Fernando Nobre
Presidente Honorário do MIL

Fórum organizado pelo MIL (entidade PASC)
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A Rússia vai construir seis submarinos e um porta-aviões por ano a partir de 2013

Submarino Yury Dolgoruky (http://paralay.net)

Submarino Yury Dolgoruky (http://paralay.net)

A Rússia vai construir seis submarinos e um porta-aviões por ano a partir de 2013, declararam altos responsáveis pelo Kremlin. De notar que estes números são teóricos, mas que são superiores ao melhor da era soviética, quando se fabricava uma média de seis submarinos por ano.

Os problemas de financiamento, pessoal qualificado e equipamento obsoleto estão hoje ultrapassados e é possível levar avante os planos para construir oito submarinos estratégicos Borey dotados de mísseis com capacidade nuclear Bulava e até dez submarinos de ataque Graney. Atualmente, o primeiro Borey, o Yury Dolgoruky, está já a fazer testes de mar e três outros navios estão já em construção.

A Rússia entre 2012 e 2020 vai gastar 155 mil milhões de dólares em equipamento militar, contando-se aqui estes submarinos Borey e Graney, fragatas e reparação de navios hoje em serviço. Daqui se conclui que após 2020 a marinha russa será essencialmente uma marinha submarina…

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Russia_to_build_six_submarines_annually_from_2013_999.html

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QuidsL1: A Emigração em Cabo Verde

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http://becomingamerica.edublogs.org

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (6) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau]
Luis Brântuas (4) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique, A Emigração em Cabo Verde]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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“Em 1957, António Quadros definiu assim a situação: “Quem pense portuguesmente, quem ouse ter ideias próprias e não imitadas dos pensadores estrangeiros, assina desde logo um atestado de condenação social”

António Quadros (http://b.vimeocdn.com)

António Quadros (http://b.vimeocdn.com)

“Em 1957, António Quadros definiu assim a situação: “Quem pense portuguesmente, quem ouse ter ideias próprias e não imitadas dos pensadores estrangeiros, assina desde logo um atestado de condenação social.”
Exilado do Mundo
António Carlos Carvalho
Revista Nova Águia, número 8

Por isso mesmo, não nos cansamos de defender conceitos tão diversos daquilo que é o pensar geral das gentes e a inclinação “natural” dos políticos: a União Lusófona e a re-ligação aos povos da lusofonia. Este movimento deve ser seguido de uma regeneração social, política e económica da própria portugalidade, pela via do regresso a si mesmo, aos seus valores (pela expulsão dos fatores exógenos europeus) e pela prioridade dada à autonomia e soberania contra a dependência e o esvaziamento produtivos.

Pensar fora-do-eixo em Portugal é pensar fora da Europa, além deste obsessivo centramento europeu das ultimas décadas que limitou a visão estratégica das ultimas gerações e que nos condicionou – coletivamente – a seguir obedientemente todos os ditames que os “senhores da europa”, lá do norte germânico ou pseudo-germânico (França) nos mandam. Há que pensar por nós, já que pensar pelos germanos do norte produziu apenas um pais deprimido, desmotivado, improdutivo e devedor. Há que recuperar as esquecidas formas genuinamente portuguesas de pensamento e de Estar no mundo, recuperar a soberania e independência perdidas para a Europa e reconstruir Portugal reencontrando a sua base produtiva e padrões de consumo compatíveis com a riqueza gerada no nosso país.

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (3)

Intervenção do Prof. Mendo Henriques
http://idp.somosportugueses.com

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Porque é que os alemães não estão incomodados com as agências de rating?

“Apesar de em 2011 as criticas às três agências de rating norte-americanas, que partilham mais de 90% do setor, se terem multiplicado, os alemães não se manifestaram incomodados com as intervenções da Moody’s, SP e Fitch. Bem pelo contrario, o ministro das Finanças alemão, saudou a ameaça da SP de baixar o rating de 15 países da Zona Euro e o do FEE, decisão que classificou como o “melhor encorajamento para chegar a uma solução”. Ao reprovarem o comportamento dos europeus desleixados, as empresas de notação financeira ajudam a estratégia alemã que condiciona o apoio de Berlim à adopção de medidas de ajustamento severas.”

Os alemães não se preocuparam com estes absurdos, injustos e profundamente perturbadores para as economias dos países afetados porque são – juntamente com a Holanda e a Suíça – os grandes beneficiário do Capital que, em pânico, foge dos países afetados pelas agências de raters. Se fossem eles o alvo (como serão) então não viriam defender publicamente estas agências e as politicas que estas, com uma imensa e escandalosa desfaçatez se atrevem a sugerir a países livres, independentes e soberanos.

“Ao longo de 2011 as comissões que avaliaram a acção das raters produziram conclusões devastadoras, acusando-as, entre muitas coisas, de atribuírem boas avaliações a ativos tóxicos a troco de dinheiro. O Financial Times noticiou que a Moody’s alterou o comportamento quando pediu a admissão à cotação, passando a emitir analises mais regulares e menos exigentes e a partir daí os seus lucros não pararam de subir. Em junho de 2009, horas antes de a SEC, o regulador dos mercados dos EUA, anunciar que tinha dado inicio a um processo de investigação à actuação da Moody’s, o seu maior acionista durante toda a década, Warren Buffett, vendeu 30 milhões de acções da empresa, o que gerou suspeitas.”

Ao contrário do que sonham lunáticamente alguns federalistas europeus, estes desmandos, abusos e ilegalidades das agências de rating americanas não irão desaparecer com a erupção de uma agência europeia publica de rating. Pelo contrario. No contexto em que esta vai surgir, não merecerá credibilidade alguma e não vai resolver nada a ninguém além daqueles empregos para boys que acabará por “criar”.

Chegou a altura da Comissão Europeia avançar com as mesmas garras com que multou a Microsoft e a Oracle em processos legais no passado recente e aplicar a estas três agências (que operam e têm escritórios na Europa) multas tao pesadas que as obriguem a abandonar a operação na Europa. Mas é claro que para isso os alemães teriam de beneficiar com as suas avaliações… E isso não vai acontecer nunca.

Fonte:
Publico, 30 dezembro de 2011

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QuidsLusófono T1: Conhece a Geografia de Moçambique?

Clique aqui para responder!

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (6) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau]
Luis Brântuas (3) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira, Geografia de Moçambique]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

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Álvaro Ribeiro: “A inveja, ou invídia, consiste em não poder ver o diferente no semelhante, e é portanto um vício inteletual, uma confissão de estupidez, um fator de maledicência”

Álvaro Ribeiro (http://www.ofilosofo.com)

Álvaro Ribeiro (http://www.ofilosofo.com)

“A inveja, ou invídia, consiste em não poder ver o diferente no semelhante, e é portanto um vício inteletual, uma confissão de estupidez, um fator de maledicência.” (…) “O invejoso não quer ver, e para dar força à vontade pede auxilio da razão que logo lhe propõe o ideal da igualdade ou a igualdade do ideal, acima de todos os desmentidos da experiência.”

Álvaro Ribeiro, citado em:
Exilado do Mundo
António Carlos Carvalho
Revista Nova Águia, número 8

Um dos grandes males da sociedade portuguesa foi, é e será (?) com efeito, a Inveja. De tal já se queixava Camões, aliás… Não é fácil tentar compreender onde radica este pernicioso fio de atitudes que atravessa todo o percurso histórico da sociedade portuguesa, mas entre a sociedade lusoromana, visigótica ou tardo-medieval é mais difícil encontrar este tipo de atitude generalizada. Algo parece ter-se “quebrado” na alma coletiva portuguesa que terá lançado, solto, o corrosivo demónio da “invídia” (termo preferido de Álvaro Ribeiro) na nossa sociedade, deixando bem alimentado e hiperativo até hoje.

Julgamos localizar esse “algo”, esse ponto de viragem (para pior) da nossa sociedade no momento em que Dom Joao III introduz a Inquisição em Portugal. A partir daí todos aqueles que sentiam inveja perante a prosperidade, sucesso ou fama de um dos seus vizinhos, conterrâneos ou familiares sentiram-se com rédea solta para exercerem a sua inveja, denunciando-os à Inquisição. Os efeitos na alma coletiva foram tremendos e ecoaram durante gerações: o “pecado” foi associado ao “sucesso”, o “enriquecimento” ao “judaísmo” e, daí, ao novamente, ao “pecado”. Todos passaram a desejar não sobressaírem a não se destacarem nem a terem uma intervenção social ou civicamente muito relevante, como forma de não se destacarem da mole anónima e bovina e assim, se furtarem ao interesse letal do longo braço inquisitorial. Assim se fez a massa passiva e silenciosa que hoje carateriza a sociedade portuguesa, profundamente imersa nessa funesta “igualdade” de idiotia que tanto chocava a Álvaro Ribeiro.

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Israel está prestes a atacar o Irão?

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Aviões israelitas F-15I (http://israeli-weapons.com)

Segundo o responsável máximo pela Inteligência militar israelita, o general Aviv Kochavi, afirmou numa conferencia de imprensa que o Irão já conseguiu fabricar urânio enriquecido numa quantidade suficiente para construir quatro bombas nucleares.

Segundo o general, o Irão terá cerca de 100 kg de urânio enriquecido a 20%, uma quantidade suficiente para as ditas 4 bombas e capacidade para as fabricar num ano, a partir do momento em que essa decisão seja tomada, não se sabendo se já o foi ou não… Oficialmente, República Islâmica continua a negar, mas com o novo bloqueio europeu às exportações de petróleo iraniano e com as ameaças do regime dos ayatollahs de fecho do Canal de Ormuz, as possibilidades de que essa ordem seja dada aumentam exponencialmente… E se esta for dada, Israel tem menos de um ano para fazer algo, porque sabe-se bem qual será o alvo prioritário desses engenhos, como de resto sucedeu também com os Scud iraquianos durante a Guerra do Golfo.

Israel poderá estar assim prestes a desencadear um ataque em larga escala às instalações nucleares iranianas. Se não o fizer, e for atacado, terá que preservar a capacidade de reacção para poder responder com uma das 300 ogivas que o estado judaico tem armazenadas.

Qualquer ataque aéreo israelita será contudo muito difícil… Em primeiro lugar, as defesas aéreas iranianas não estão “amolecidas” por décadas de bombardeamentos, como sucedida com o Iraque de Saddam, estão relativamente bem distribuídas, espalhadas pelo extenso território iraniano e bem equipadas… E Israel não tem as quantidades de mísseis terra-terra ou de aeronaves que os EUA dispõem para conduzir um ataque de saturação que torne inoperantes as defesas iranianas. E, sobretudo, Israel terá que combater no limite do raio de acção dos seus aparelhos e contra alvos muito bem protegidos e altamente reforçados contra os mais duros bombardeamentos. Assim sendo, a eficácia deste eventual ataque israelita é muito incerta… Ainda que a existência de uma dura retaliação não o seja.

Fonte:  
http://www.spacewar.com/reports/Iran_has_material_for_4_nuclear_bombs_Israeli_general_999.html

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Portugal como “Porta Lusófona”

“Desenvolveu-se em Portugal entre os governantes a “teoria da porta”. Seria por Lisboa que todos os membros da lusofonia falariam com o centro e seria por Macau que falariam com a China. Pobre teoria da porta. Deviam saber que o Brasil ou Angola ou Moçambique, teriam força suficiente para escolher diretamente os seus interlocutores e que a China se ocuparia de Macau quando isso lhe interessasse.”
António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

A tese da “porta” foi muito exagerada… Nenhum país Lusófono precisa de Portugal para “entrar” na Europa. Nem Angola, nem o Brasil têm que primeiro exportar para Portugal para depois poderem reexportar para outro país da União Europeia e acreditar que assim pode ser é regressar à tese da exclusividade dos portos que perdemos aquando das Invasões Francesas.

Mas Portugal pode ser efetivamente uma “porta”. Não por aquilo que é, mas por aquilo que pode ser. Portugal pode eleger como desígnio nacional o Mar e utilizar a sua incontornável posição geográfica estratégica como vantagem a ser favor, potenciar assim as suas ligações emocionais e linguísticas com Angola e Brasil e servir como eixo portuário para a Europa. Numa tal estratégia tornaremos a ser o país marítimo que nunca devíamos ter deixado de ser (e que o cavaquismo deixou destruir a troco de subsídios europeus).

A estratégia para Portugal pode ser a de transformar o país numa “ponte lusófona” entre dois dos países lusófonos economicamente mais dinâmicos da atualidade com quem temos laços emocionais, culturais e até económicos muito fortes. Mas não devemos esperar que estes fatores cheguem para sermos escolhidos como “ponte” por parte desses nossos parceiros na CPLP. Devemos investir e estrategicamente escolher esse desígnio:
1. Construir uma via de alta velocidade de mercadorias que ligue o porto de Sines ao norte da Europa.
2. Reconstruir uma marinha mercante, com navios costeiros de pequena dimensão e altamente competitivos.
3. Continuar a desenvolver o melhor porto de águas profundas da Europa: o porto de Sines.
4. Construir uma rede de portos oceânicos offshore capazes de receber ainda antes de chegar à nossa costa os grandes porta-contentores oceânicas e de realizar aqui o transbordo para a rede de pequenos e médios cargueiros que depois distribuirá essas mercadorias pelo continente europeu.

Com estas três soluções, Portugal poderá assumir essa função de “porta europeu” com argumentos sólidos e consistentes inaugurando uma nova era de desenvolvimento e prosperidade assente na Economia do Mar e nas ligações económicas e civilizacionais para com os restantes estados lusófonos.

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Sobre as consequências gravosas para Portugal que resultaram da adoção do Euro

“A partir de 1999, com a entrada na fase de transição para o euro (a adoção da nova moeda ocorre materialmente em 2002, depois de um período de controlo e adaptação), Portugal é obrigado a adoptar certas regras impostas pelo Tratado de Maastricht: inflação indexada à dos países aderentes com menores taxas; défice orçamental abaixo dos 3% do PIB; divida pública próxima dos 60%; e taxa de cambio estável.
Neste período, o PIB cresce a uma taxa média anual de 1.2% (1.0%, no caso do PIB per capita), enquanto a inflação se cifra numa média de 2.5%. Este é o momento, dos analisados, de menor crescimento da economia nacional, registrando-se quebras do PIB em 2003 (0.85%) e, pela primeira vez, em dois anos seguidos: 2008 (-0.04%) e 2009 (2.7%). A globalização da economia afeta drasticamente setores industriais tradicionais (como o têxtil, o calçado e o vidro), obrigando à reconversão da base industrial do País. Globalmente a diferença entre importações e exportações é claramente negativa, o que significa que o País importa bem mais do que exporta. Para este saldo negativo contribui a componente dos bens, pois a balança dos serviços, graças sobretudo ao efeito do turismo, é positiva.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Os números não podiam ser mais claros: a adoção da moeda única foi uma autêntica catástrofe económica para Portugal. Induziu diretamente a um aumento desregrado dos padrões de consumo privado e público, criando um gigantesco défice da Balança Comercial e viciou toda uma sociedade no crédito e na divida. O facto de se tratar de uma moeda com uma taxa de câmbio muito desfavorável, destruiu a competitividade externa das nossas exportações. O facto de existir um cambio fixo (nulo) com os dois maiores parceiros comerciais portugueses (Espanha e Alemanha) fez o resto ao restante tecido produtivo luso… Hoje, Portugal é um país intensamente tercializado, dependente como nunca de todo o tipo de importações (mas sobretudo de alimentos) e que empobreceu notoriamente depois de 2000.

Decerto, a moeda única não é a culpada de todos os males da economia portuguesa. Mas ao tornar o crédito demasiado barato, irresponsabilizou consumidores e credores, ao ser demasiado cara deu o golpe final (?) Nos setores primário e secundário. Ao ser única, com Espanha, escancarou o nosso país às poderosas empresas de distribuição espanholas.

Urge preparar um plano de saída do euro e de recuperação da nossa soberania monetária. Experimentámos o que era usar uma moeda forte e estável e a experiência falhou. Seria estúpido (e até antipatriótico) se não tirássemos agora as devidas consequências e salvassemos Portugal desta moeda que foi tao perniciosa para o nosso país e preparássemos de forma gradual, ponderada e exigente o regresso ao Escudo. Não será fácil, dado o alto grau de integração europeia, nem pelo facto de a maior parte da nossa gigantesca divida externa estar precisamente em euros, mas há que sair. Sair para uma moeda que possa ser estável, mas que seja cotada nos mercados internacionais em valores mais ajustados à robustez da nossa economia, que possa incentivar à aparição de indústrias de substituição e que dissuada as importações alimentares. Uma moeda estável, com a estabilidade que poderia advir do regresso ao padrão Ouro ou do seu assentamento com outras unidades monetárias da CPLP. Uma moeda portuguesa, para Portugal, que nos permita regressar aos níveis de crescimento e independência nacional de antes da adesão ao SME.

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Breve nota biográfica sobre o mais recente homenageado do MIL: o Professor Adriano Moreira

Adriano Moreira (http://www.agencia.ecclesia.pt)

Adriano Moreira (www.agencia.ecclesia.pt)

Adriano Moreira será brevemente homenageado pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono pela sua brilhante carreira académica e produção inteletual na área da lusofonia e trabalho recente em prol da aproximação dos povos de língua portuguesa. Importa assim compreender um pouco mais quem é esta figura da inteletualidade portuguesa contemporânea… Missão que nos iremos atrever a seguir nas próximas linhas.

Adriano Moreira nasce na pequena localidade de Grijó de Vale Benfeito, a 6 de Setembro de 1922. Entre 1960 e 1961, Adriano Moreira, então já um reputado académico, com obra publicada no campo da concessão de uma maior autonomia aos territórios ultramarinos, assume as funções de Subsecretário de Estado da Administração Ultramarina. Entre 1961 e 1963 serviria como Ministro do Ultramar. De observar que cumpriu essas funções sem que se tenha filiado no partido de governo.

A entrada de Adriano Moreira na carreira política, em 1961 como Subsecretário de Estado resultou de uma chamada de Oliveira Salazar para que pusesse em prática as críticas que fizera sobre a política ultramarina do regime e sobretudo aquelas que formulara em 1959, numa sessão da Assembleia Geral da ONU enquanto representante do Ministério do Ultramar. Aqui, Moreira mencionara a inevitabilidade de um conflito armado em África e que urgia preparar a guerra “que se travará em África, com os meios de propaganda, de infiltração subversiva, de descrédito e (…) de sedição”. Salazar aceita o ambicioso e audaz (para o regime) programa de “autonomia progressiva e irreversível” e Adriano Moreira arranca com uma extensa e muito rápida ação legislativa: em pouco mais de dois anos é revisto o Estatuto do Indígena, é promulgada uma nova Lei das Terras e um novo Código do Trabalho Rural. Mas este ímpeto reformista e que tinha como eixo central a concessão de maior autonomia e auto-governo aos territórios ultramarinos incomoda os setores mais conservadores do regime que pressionam Salazar a afastar Adriano Moreira, que é chamado novamente ao gabinete do ditador onde este lhe informa que é preciso “mudar de política” no que concerne à forma como se conduz a política colonial. Moreira recusa alterar a sua condução do ministério e responde a Salazar: “Acaba de mudar de ministro.”

Ainda hoje, Adriano Moreira continua a crer que teria sido possível na década de 60 resolver a “questão colonial” de uma forma diferente daquela seguida pelas restantes potencias coloniais europeias. O Professor acredita que o caso português era diferente e que poderia ter tido soluções especificas e mais adequadas aos interesses locais e de Portugal que a pura e simples independência. Moreira admite hoje que Salazar era “um centralista, que temeu perder o controlo administrativo dos territórios ultramarinos”.

Adriano Moreira tem hoje uma péssima opinião sobre o processo da descolonização que classifica como “uma debandada sem precedentes na História”, mas isso não o impede de acreditar na viabilidade e no futuro dos países africanos lusófonos e de elogiar muito em particular o caso de Cabo Verde: “um país mais perfeito que o Brasil do ponto de vista da integração étnica. Um cabo-verdiano nunca vê a cor da pele do seu interlocutor.”

Antigo presidente do CDS, Adriano Moreira tem hoje nos “Estudos Gerais da Arrábida”, um projeto para a cooperação com os PALOP e as comunidades portuguesas no estrangeiro.

O Professor pensa que Salazar acreditava que era possível manter as colónias em África em função do contexto da Guerra Fria ou da eclosão (que dava como certa) de Terceira Guerra Mundial. Os aliados estariam assim dispostos a apoiar as pretensões portuguesas em África em troca das bases e pontos de apoio que Portugal assim lhes asseguraria.

O programa de reforma das possessões portuguesas em África de Adriano Moreira produziu entre 1 de Abril e 15 de Maio de 1965 49 diplomas. O objetivo era então o de fazer evoluir o sistema colonial português até uma forma de associação pseudo-federalista, na mesma linha de Sarmento Rodrigues, Lopes Alves e até Henrique Galvão, que, na ONU se declararia contra a independência dos territórios portugueses uma vez que Galvão não acreditava que estivesse prontos para a independência e defendia a formação de uma confederação ou uma federação. Moreira defendia uma “autonomia progressiva e irreversível de todos os territórios para manter o povoamento europeu que já existia e sem o qual não haveria sociedade civil viável.”. Adriano Moreira acreditava que nos começos da década de 60 era ainda possível evitar a guerra e que “era possível a transição pacífica daqueles territórios. Queria uma solução em paz e o conceito que os militares ouviram do Governo era o de resistirem para dar tempo a uma solução política.”

Nessa época, Adriano Moreira convocou aquele que viria a ser o último plenário do conselho ultramarino da História de Portugal, o mesmo em que surgiu o documento de Marcelo Caetano onde o (então) académico defendia o conceito de uma “federação lusíada”. Moreira nunca defendeu na época – abertamente – essa opção, mas admite hoje que o regime nunca toleraria tal abordagem e que muito provavelmente fora essa possibilidade que levara ao seu afastamento por medo do enfraquecimento do controlo do poder central. Adriano Moreira acredita também que o seu afastamento e o fim da opção federalista resultara da crença do regime de que (a partir de dado momento) era possível vencer militarmente a revolta, quando no inicio se pedira apenas aos militares para ganharem tempo até que se encontrasse uma solução política.

Adriano Moreira acreditava que havia uma distinção profunda entre a presença portuguesa em África era muito diferente daquela das restantes potencias europeias: desde logo havia uma obra missionária muito profunda, depois, havia uma aceitação (até legal) da existência de filhos com habitantes locais e, sobretudo, havia na presença lusa um traço que era raro nos restantes europeus: quando um português partia para África não partia por um tempo, partir para lá passar a viver e seguia geralmente com a sua família. Isto só acontecia muito, contudo, com os colonizadores franceses e ingleses em África que frequentemente encaravam a sua presença em África apenas como temporária e que regressavam à metrópole na primeira oportunidade… Como diz Adriano Moreira: “o português quando emigrava para o ultramar era para ficar”.

Fonte Principal:
Entrevista de Adelino Gomes
“PÚBLICO” de 22 de abril de 1995

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X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (2)

Intervenção do Dr. Gentil Martins
Cavitop.org

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Comentários ao Questionário sobre a União Lusófona

Não é a primeira vez que no Quintus lanço um inquérito sobre a União Lusófona, a sua natureza, aquilo que ela poderia ser e a forma que poderia assumir, se a vontade das gentes fosse conforme à sua materialização. Desta feita, como nas outras, os resultados foram convergentes: uma maioria dos respondentes concordam com o conceito e com a sua aplicabilidade.

A ideia de uma “União Lusófona” vai assim seguindo caminho. Muito por força do autêntico “trabalho de sapa”, lento, complicado, por vezes polémico, nem sempre escutado, quase sem meios, o conceito e o próprio objetivo e âmbito de acção do MIL: Movimento Internacional Lusófono, vai prosseguindo em frente, preparando as sociedades, os Estados, as economias, mas sobretudo os cidadãos e políticos para a emergência de uma
“União Lusófona”.

O questionário continuará aberto e a receber respostas, mas estando já ultrapassada a barreira das cem respostas é chegado o tempo fazer um breve balanço sobre os resultados colhidos até agora:

1. Concorda com a criação de uma União Lusófona?
Sim  83.74%  (103 votes)
Não  16.26%  (20 votes)
Other:  0%  (0 votes)
Total Votes: 123

Os resultados são claros: a esmagadora maioria dos visitantes do Quintus (sobretudo portugueses, logo seguidos de brasileiros e de portugueses da diáspora) são defensores da tese de uma União Lusófona. A percentagem é notável e reflete algo que nunca foi realmente aferido na sociedade portuguesa: até que ponto em os portugueses (além dos visitantes do Quintus) estão realmente recetivos a tal proposta? Suspeito que o valor não seria muito diferente do aqui recolhido…

2. Em que modelo?
federação  10.59%  (9 votes)
confederação  70.59%  (60 votes)
união política  18.82%  (16 votes)
Total Votes: 85

O modelo de agregação favorito por parte da maioria dos respondentes inclina-se a favor do modelo confederativo, em que os Estados entram numa união politica menos profunda e se mantém um maior grau de independência do que uma federação, sistema em que existe um grande grau de transferência de soberania para um “centro comum”. O modelo confederal funciona como um travão a pretensões neoimperialistas por parte dos membros mais ambiciosos e serve de argumento atrativo para aqueles Estados demográfica ou economicamente mais desfavorecidos que assim se podem integrar numa União politica sem terem que recear a desintegração ou absorção, razão pela qual também nos inclinamos a favorecer este modelo de união politica.

3. Em que regime?
Monarquia  11.11%  (9 votes)
República  79.01%  (64 votes)
Other:  9.88%  (8 votes)
Total Votes: 81

Nunca valorizámos muito a questão do tipo de regime, mas ela existe, apesar disso, para muitos lusófonos que se debruçam sobre a questão da União Lusófona. Há quem defenda que a União pode ser materializada reinstaurando o “Império” luso-brasileiro de Dom Pedro, nos ramos familiares que hoje subsistem no Brasil ou em Portugal. O regime monárquico não é destituído de vantagens num formato de União Politica entre Portugal e Brasil, sobretudo pela re-ligação histórica que oferece, mas seria contraproducente em relação aos PALOPs, que a veriam sempre como um “regresso do Império”. A existência de cerca de dez por cento de simpatizantes monárquico entre os visitantes do Quintus é curiosa, porque reflete as opiniões dos visitantes do Quintus e demonstra que os visitantes do Blogue são mais monárquicos que o comum da população… Apesar do seu autor (eu!) Ser um Republicano com uma simpatia pela noção da monarquia eletiva de Agostinho da Silva. Em suma, reconheço algum apelo numa união Brasil-Portugal sob um ceptro monárquico, mas se a esta se juntassem os países africanos ou Timor então essa união lusófona sob a égide um monarca comum deixaria de fazer sentido.

4. Com capital em que país da atual CPLP?
Angola  0%  (0 votes)
Brasil  34.88%  (30 votes)
Cabo Verde  6.98%  (6 votes)
Guiné-Bissau  0%  (0 votes)
Moçambique  1.16%  (1 votes)
Portugal  51.16%  (44 votes)
São Tomé e Príncipe  2.33%  (2 votes)
Timor  0%  (0 votes)
Other:  3.49%  (3 votes)
Total Votes: 86

A questão da capital não é de somenos. A localização da Capital determinava nos antigos impérios da antiguidade a sede do império e a potencia dominante. Numa futura União Lusófona a localização da Capital seria crucial para transmitir a ideia de que se tratava de uma união politica de um novo tipo e profundamente diversa de qualquer federação atual ou confederação passada. Não acreditamos assim que a capital devesse assentar ou na origem histórica da Lusofonia (Portugal), nem no pais mais populoso e economicamente mais forte (o Brasil). Para demonstrar que não se tratava de um neoimpério, mas de uma verdadeira união, haveria que estabelecer um modelo rotativo ou escolher um pequeno país, incapaz de ameaçar alguém ou criar receios de aspirações imperialistas. Por isso, acreditamos que Cabo Verde – exemplo africano de boa governança e estabilidade democracia – assumiria na perfeição esse papel. Acreditamos assim que seria em Cabo Verde que se deveria construir de raiz essa capital da União Lusófona.

5. O Presidente da UL seria eleito…
diretamente pelos cidadãos ou  44.58%  (37 votes)
indiretamente pelos parlamentos nacionais?  54.22%  (45 votes)
Other:  1.2%  (1 votes)
Total Votes: 83

Asa eleições diretas conferem aos eleitos uma legitimidade moral e efetiva que os eleitos em “colégios de peritos” ou indiretamente não possuem. Se tem que haver um supremo representante de uma eventual ou futura União ou Comunidade Lusófona este deve ser eleito diretamente pelos cidadãos da lusofonia, independentemente de onde eles se encontrem. Somente assim haverá uma ligação de maior proximidade e identificação para com a União e os princípios democráticos serão reforçados. Uma presidência rotativa é burocrática, formal e não mantém os cidadãos identificados com a mesma, como aliás demonstra bem o ritual formalista e esvaziado de eficácia das “presidências rotativas” da União Europeia, um mau exemplo que não queremos imitar…

6. Onde seria a sede do Poder Legislativo? (em que país da CPLP)
Angola  1.16%  (1 votes)
Brasil  25.58%  (22 votes)
Cabo Verde  4.65%  (4 votes)
Guiné-Bissau  0%  (0 votes)
Moçambique  1.16%  (1 votes)
Portugal  60.47%  (52 votes)
São Tomé e Príncipe  3.49%  (3 votes)
Timor  1.16%  (1 votes)
Other:  2.33%  (2 votes)
Total Votes: 86

Novamente, o mesmo fenómeno da capital… Portugal e Brasil recolhem a maioria dos votos, com nítida vantagem para o primeiro. Contudo, não é esta a nossa opção. Por uma questão de promoção do crescimento social e económico das nações mais pobres da Lusofonia e, sobretudo, como forma de combater qualquer receio ou aspiração neoimperialista por parte da potencia histórica (Portugal) ou da económica (Angola ou Brasil), a sede de qualquer instituição lusófona deve ser num dos países de menor dimensão. Pela posição geográfica, pela pequenez relativa e pela estabilidade social e económica, Cabo Verde, recolhe aqui a minha clara preferência como sede do Poder Legislativa.

7. Quantas câmaras teria o poder legislativo?
duas, como Câmara e Senado  74.7%  (62 votes)
uma (Parlamento)  22.89%  (19 votes)
Other:  2.41%  (2 votes)
Total Votes: 83

Se para Portugal defendo um sistema bi-cameral, com “senadores” eleitos diretamente e fora dos círculos e interesses partidários, entre personagens de valor e mérito publicamente reconhecido, então por consistência, não posso deixar de defender a mesma posição para a União ou Comunidade Lusófona, exatamente nos mesmos modelos e elegendo um numero proporcional (em relação à população de cada país) ou definindo um numero fixo de senadores por cada país e entregando a proporcionalidade representativa a um Parlamento com deputados eleitos em listas partidárias, mas em círculos uninominais.

8. Concorda que uma Câmara seria proporcional e outra paritária, ambas com poder de veto?
Sim  49.37%  (39 votes)
Não  32.91%  (26 votes)
Não concordo com um sistema bicameral  16.46%  (13 votes)
Other:  1.27%  (1 votes)
Total Votes: 79

A maioria inclina-se para o “sim”. Ou seja, admite que uma das duas câmaras do Parlamento teria um formato senatorial, com eleições diretas e não-partidárias, e a outra um formato mais semelhante à Câmara dos Representantes nos EUA ou ao Parlamento da Assembleia da República portuguesa.

9. Concorda com a existência de uma Câmara dos Representantes, com número de representantes proporcional ao número de habitantes por país e um senado?
Sim  44.16%  (34 votes)
Não  53.25%  (41 votes)
Other:  2.6%  (2 votes)
Total Votes: 77

Uma questão pacífica… Em qualquer formato de união política, teria sempre que haver alguma forma de representar proporcionalmente, mas de forma limitada, as populações mais numerosas, por forma a evitar a ocorrência de uma “coligação de minorias” que impusesse a sua vontade à maioria. Esta, de resto, é o conceito por detrás da regra da “dupla maioria” com 55% dos estados e 65% da população inscrita no Tratado de Lisboa da União Europeia.

10. Concorda com a presença de representantes eleitos diretamente (fora dos Partidos) nestas duas Câmaras?
Sim  92.31%  (72 votes)
Não  6.41%  (5 votes)
Other:  1.28%  (1 votes)
Total Votes: 78

Este é uma das posições defendida pelo MIL é da máxima consistência inscreve-la num dos seus desígnios principais: a União Lusófona. É preciso acabar com o monopólio politico dos partidos sobre a democracia e usar a eleição direta de deputados independentes como forma de incentivar a cidadania ativa que tem que estar no cerne de união lusófona que se quer diferente, dinâmica e democraticamente sólida.

Conclusão:

A sondagem (que continua aberta) demonstra que existe em todo o mundo Lusófono, mas sobretudo em Portugal e no Brasil, uma forte adesão ao conceito de uma união lusófona, independentemente do modelo a adotar. Esta sondagem tem ainda uma amostra limitada (mas irá crescer nas próximas semanas) mas já permite aferir que a proposta não é assim tão absurda como os políticos de “primeira linha”, os partidos e os “fabricadores de opinião” das televisões querem fazer crer.

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | 16 comentários

X Fórum PASC: Encontro Público “A Importância da Lusofonia” (1)

Abertura da sessão pela coordenadora da PASC
Drª Maria Perpétua
www.pasc-plataformaactiva.org

Fórum organizado pelo MIL (entidade PASC)
www.movimentolusofono.org

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono | Etiquetas: | Deixe um comentário

Sobre as desistências do ensino em Portugal

“As desistências precoces do percurso escolar mantêm-se elevadas: um em cada três jovens (18-24 anos) já não está a estudar e não atingiu o nível de ensino secundário em 2009. Este é o valor mais alto da União Europeia. Fica assim claro o longo caminho que há a percorrer para se atingir os níveis dos outros países europeus – em média, nos 27 países, em 2008, só 15% dos jovens se encontravam nessa situação de “abandono precoce da escola”.

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

O Ensino foi em 1911 uma das grandes prioridades do novel regime Republicano e agora, volvidos já mais de cem anos, continua a ser o grande bloqueio do nosso sistema democrático. Uma população globalmente boçal, indevidamente instruída, desinteressada pela expressão e ação cidadã será sempre presa fácil de todos os populismos e manipulações que os “senhores dos Media” quiserem exercer sobre ela.

Para que haja uma democracia plena e não apenas informal ou superficial é absolutamente imperativo que brote um pensamento critico, uma ação cívica constante e vigilante e que ambos se vulgarizem entre as massas governadas. Em suma, só pode haver democracia plena num clima social que favoreça à aparição e desenvolvimento da cidadania.

No que respeita à expressão cidadã, o tradicional modelo representativo aparenta estar esgotado: usurpado por clãs familiares que se alternam no Poder, rotativamente e servindo sempre lógicas corporativas, internas ou os perigosos lobbies financiadores. A renovação da Democracia só pode assim ser realizada pela via do estabelecimento de formas de Democracia Direta, sem intermediações nem profissionalismos. Mas tal formato pode apenas sobreviver num contexto em que a esmagadora dos seus agentes toma decisões de forma informada, racional e consequente. Para tal, a Educação é fundamental… Regressando assim a grande prioridade governativa da Primeira República: a instrução pública, como primeira e última de qualquer governo democraticamente eleito e civicamente consciente.

Categories: Economia, Educação, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

A NASA prepara-se para sair do projeto europeu ExoMars

A NASA está a avaliar a saída do projeto conjunto com a ESA para enviou de um satélite e de um rover para Marte. Responsáveis da agência deram mesmo como certo essa saída. A confirmar-se, somente a Rússia poderá compensar a saída da NASA e manter o financiamento do projeto.

Esta notícia coloca assim em risco todo o programa ExoMars, que pretendia estudar as fontes do misterioso metano marciano, um gás que é produzido regularmente no Planeta Vermelho e que é atualmente a maior evidencia cientifica da existência de vida em Marte. O projeto consistiria num. Orbiter que chegaria a Marte em 2016 e num rover que chegaria à superfície dois anos depois, em 2018.

A participação norte-americana no projeto traduzir-se-ía em instrumentos para o Rover um kit de comunicações para o orbiter, o foguetão do mesmo e um sistema de aterragem para o rover, tecnologias onde os europeus têm pouca experiência. A saída da NASA pode ser compensada pela Roscosmos russo, em instrumentos, num sistema de descida e por dois foguetões Proton. Muito provavelmente, tal mudança levaria também a uma redução do peso do rover.

Fonte:
http://rss.slashdot.org/~r/Slashdot/slashdot/~3/OP_3NRJc1E8/nasa-pulling-out-of-esa-led-exomars-mission

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Sobre os números da imigração em Portugal

Em 2008, de acordo com as estatísticas oficiais, residiam em Portugal 400 mil estrangeiros, valor que poderá ser ainda mais elevado, nomeadamente se se admitirem como não negligenciáveis aqueles que chegam ao país e aqui permanecem em situação de clandestinidade.
(…)
Segundo os dados disponíveis, em 2008, entre os estrangeiros com o estatuto legal de residente, a comunidade de origem brasileira era a mais numerosa. Com um valor registado de mais de cem mil indivíduos, o numero oficial de residentes brasileiros quadruplicou em apenas cinco anos, graças aos processos de legalização especiais que os teve como destinatários. Em segundo lugar, estão os ucranianos, com mais de 52 mil indivíduos. Em terceiro lugar, encontram-se os caboverdianos (51 mil) que até 2007 mantiveram o titulo de comunidade estrangeira mais numerosa a residir em Portugal.”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

São precisamente estes imigrantes que têm contribuído de uma forma crescentemente cada vez mais importante para a sustentabilidade da Segurança Social nos últimos dez anos. Se as contribuições sociais dos imigrantes, provavelmente as contas dos cofres da Seguranca Social já estariam negativas e neste momento já seria necessário reduzir de forma radical as pensões de reforma ou transferir recursos do Orçamento de Estado para colmatar essa omissão.

Os imigrantes têm contribuído também para manter o equilíbrio demográfico da sociedade portuguesa, compensando aquela que é uma das sociedades com menores taxas de substituição do mundo Ocidental, com apenas 1.3 filhos por casal, algo que resulta em muito das mulheres terem filhos cada vez mais tarde e da (justa) aspiração feminina a carreiras profissionais. A falta de incentivos à demografia (como aqueles que existem nos países nórdicos desde a década de 80) mas os elevados custos associados à educação e sustento das crianças jogam aqui, também, o seu papel nefasto, note-se… A verdade, é que o afluxo de imigrantes tem permitido minorar os efeitos económicos, financeiros e sociais da sociedade lusa. Estes factos deviam ser pensados por parte dos extremistas de todas as inspirações que advogam a expulsão ou barramento de chegada de novos imigrantes.

Em termos estritamente económicos, a imigração é um fenómeno positivo: são indivíduos ativos e produtivos, onde o Estado não investiu durante anos na sua formação e crescimento até alcançarem a idade produtiva. É uma estupidez económica combater a imigração e repelir imigrantes, mas a estupidez é a marca distintiva de todos os racistas e extremistas de direita.

Categories: Economia, Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 16 comentários

A força aérea russa vai receber 60 aviões MiG-31 Foxhound modernizados até 2020

A força aérea russa vai receber 60 aviões MiG-31 Foxhound modernizados até 2020. Os interceptores serão atualizados para o padrão MiG-31BM, o que permitirá manter este aparelho (que entrou ao serviço em 1982) com aviónica moderna, data links digitais, radar multimodal, entre outros aperfeiçoamentos.

A versão 31BM consegue detetar alvos a mais de 320 kms e seguir simultaneamente até dez alvos sendo capaz de transportar mísseis ar-ar como o AS-17 Krypton anti-radar.

Com esta actualização a Rússia mantém uma estrutura de defesa aérea capaz e relativamente moderna, capaz de atacar quer aeronaves, quer mísseis balísticos e de cruzeiro que ameacem o território da Federação.

Fonte
http://www.defencetalk.com/russia-to-modernize-60-mig-31-interceptors-by-2020-39241/#ixzz1iUjVtvFi

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: | 8 comentários

QuidsL1: O Cinema da Guiné-Bissau

Clique Aqui!

Pontos:
Clóvis Alberto Figueiredo (6) [Kristang, São Tomé e Príncipe, Guerra Civil em Angola, Timor-Leste, Alcácer Quibir, Cinema da Guiné-Bissau]
Luis Brântuas (2) [Agostinho da Silva, Literatura Brasileira]

Regulamento:
1. Todos os quids valem um ponto
2. Os Quids são lançados a qualquer momento do dia ou da noite, de qualquer dia da semana
3. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos
4. Sai vencedor do Quid o primeiro concorrente a acertar em todas as respostas
5. Cada participante só pode responder uma vez

Categories: Lusofonia, QuidsL1 | 7 comentários

João Franco: “Com a perda de interesse dos EUA no eixo atlântico, parece despertar com muito interesse para Portugal, o triângulo atlântico Portugal-Angola-Brasil”

“Com a perda de interesse dos EUA no eixo atlântico, parece despertar com muito interesse para Portugal, o triângulo atlântico Portugal-Angola-Brasil, sendo de desejar o aumento da cooperação militar entre estes três países, bem como a cooperação tecnológica militar entre Brasil e Portugal.”

Portugal, Uma Análise do Poder
João Franco
Finis Mundi, número 3

É sobre o triângulo estratégico lusófono Portugal-Angola-Brasil que a União Lusófona tem que se fundar. Com estes três pontos de apoio, em três continentes, em posições estratégicas privilegiadas, a União Lusófona terá assegurada a base territorial essencial para se afirmar enquanto potencia pluricontinental de escala mundial. Angola desenvolve-se a um ritmo muito intenso, e o mesmo sucede com o Brasil.  Ao ritmo atual, e tendo em conta a necessária “cura de emagrecimento” que Portugal terá que enfrentar nas próximas duas décadas, não faltará muito para que as economias dos três países alcancem níveis muito semelhantes. Esta aproximação de níveis económicos, vai facilitar a integração cruzada das três economias e criar condições para um aprofundamento relacional sem precedentes.

Mas para que tal aproximação se possa aprofundar, há que vencer alguns complexos africanos (justos) com a colonização e dispensar de vez a bloqueante “culpa do Homem Branco” que ainda mácula as relações de muitos portugueses com os povos lusófonos africanos… Com o Brasil, esses complexos não existem, mas existe um grande nível de desconhecimento mútuo, fruto de décadas de costas voltadas, que ainda vai exigir muito esforço antes de ser vencido.

Categories: Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

António Marques Bessa: “Virar as costas ao mar foi uma decisão desastrosa e cega”

António Marques Bessa (http://farm3.static.flickr.com)

António Marques Bessa

“Virar as costas ao mar foi uma decisão desastrosa e cega. Com um triângulo estratégico importante, com pólos nos Açores, Madeira e território Continental, com uma zona exclusiva invejável, a política orientou-se para minimizar essa vantagem natural, acabar praticamente com a sua frota de pesca, financiar minimamente a Marinha de Guerra, portanto, retirar capacidade de fiscalização de pescas ilegais e mesmo de protecção aos poucos navios ainda em operações. A obliteração desta dimensão marítima e da vida costeira, segundo o teórico almirante Mahan, enfraquece os países e retira-lhes maritimidade. Será pena se esta orientação continuar, porque não há espaços geopolíticos vagos no mundo: quem sai é substituído.”

António Marques Bessa
As Grandes Linhas da Política Externa Portuguesa nos Últimos Anos
Finis Mundi, número 3

Portugal está em crise. Não somente numa crise financeira, moral e económica, mas também numa crise de desígnios estratégicos. Perdido o Império, esquecido o Mar que ligava a metrópole às colónias dispersas pelo mundo fora, Portugal julgou ter encontrado novo rumo através de uma adesão entusiástica à União Europeia.

Mas a União Europeia é apenas uma pálida e deturpada amostra daquilo que o projeto europeu prometia em meados da década de oitenta. Destituída de vigor e dinamismo, a União Europeia deixou-se transformar numa rede clientelar e empregos para boys, com instituições sem poder real e sem competências concretas, como o Parlamento Europeu ou a Comissão Europeia. Sem autoridade nem meios (o orçamento da CE è de menos de 1% do PIB europeu), a União deixou-se tornar no palco onde os germânicos ensaiam os primeiros passos do seu regresso à imperial ribalta europeia.

Perdido que está o sonho europeu, Portugal deve eleger novo rumo estratégico de longo e fundo prazo. Esse rumo só pode passar pelo reavivar dos seus laços económicos e culturais com os povos de fala lusófona e pela reconstrução do seu tecido económico, recusando o papel terciário que para nós desenharam os “herrenvolk” do norte da Europa e fazendo assentar numa plena e ambiciosa economia do mar (pescas, transportes, portos, energia e recursos minerais) a recuperação de Portugal.

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