Sobre a aproximação fronteiriça Galiza-Portugal

“A festa era sobretudo galega, com uma Cavalta de Reis a unir Valença e Tui, mas foram os bombeiros da cidade portuguesa a sorrir de forma especial ao receberem um cheque de 500 euros da autarquia da Galiza. “É uma ajuda dada habitualmente pela autarquia de Tui, pelo apoio que nós prestamos todo o ano”, explicou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Valença. Isto porque o concelho de Tui não dispõe de corpo de bombeiros, pelo que em caso de emergencia o primeiro socorro é prestado pelos “voluntários” de Valença. “Obviamente que não chega para as despesas que temos em prestar o serviço, mas é um apoio importante”.

Diário de Noticias
6 de janeiro de 2012

Este singelo, mas ilustrativo, exemplo das boas relações entre as gentes da raia nortenha, espelha apenas as mútuas vantagens da aproximação luso-galega, as similitudes e proximidades linguísticas, culturais e civilizacionais entre Portugal e a Galiza e demonstram aquilo que uma aproximação entre os dois povos pode produzir: um maior rendimento dos equipamentos culturais e sociais existentes de ambos os lados da fronteira, até como forma de compensar o esvaziamento do interior que carateriza décadas de esvaziamento centralista de Lisboa e Madrid.

Portugueses e Galegos têm tudo a ganhar com esta aproximação. Lisboa e Madrid não perdem, nem ganham. Mas os cidadãos, ganham: em qualidade de vida e no pleno rendimento dos serviços públicos redundantes de ambos os lados da raia.

Categories: Galiza, Lusofonia | 5 comentários

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5 thoughts on “Sobre a aproximação fronteiriça Galiza-Portugal

  1. Neste caso é salutar mas no caso entre a raia alentejana e o ayuntamiento de Badajoz acerca do acolhimento às grávidas alentejanas nomeadamente do concelho de Elvas devido ao fecho da maternidades no Alto Alentejo. é vergonhoso, ao que parece o estado português já deve cerca de 2 milhões de euros! O país antes de discutir junções de freguesias algumas com a propósito mas outras contra natura, deverá sim criar incentivos ao desenvolvimento numa faixa de 100km da fronteira desde o Minho ao Algarve.
    Esses incentivos poderiam ir desde o comércio, industria e cultura.
    Um intercambio fronteiriço só é benéfico para Portugal no caso de haver desenvolvimento real do lado de cá, caso contrário arriscamo-nos a que haja além da tendência de ir abastecer combustível e fazer compras, também começe o aspecto cultural e outros…a tender para o lado de lá.

    • No caso concreto, Portugal tem tudo a ganhar com o afastamento da Galiza de Madrid e com a sua aproximacao a Portugal. É a convergencia lusofona que está aqui em causa.
      Coloco noutro patamar a aproximacao noutras regioes fronteiricas, que classifico de perigosa, porque pode dar animo às inspiracoes anexadoras de Castela/Madrid.

      • Felizmente é justamente nas regiões das raias fronteiriças onde se encontram aqueles portugueses dos sete costados e prontos a defender a honra e a pátria.
        Tenho mais receios daqueles iberistas que estão em Lisboa.

  2. Otus scops

    CP

    isto não tem nada de lusofono ou de desígnio espiritual de V Império, é apenas boa vizinhança que a boa da UE veio proporcionar (na altura C.E.E.).

    lembro-me muito bem de passar a ponte antiga e demorava às vezes horas quer de um lado, quer de outro, com GNR e Guardia Civil em cada lado da fronteira revistar os carros e a verificar passaportes…

    “Portugueses e Galegos têm tudo a ganhar com esta aproximação.”
    sim, tal como os Portugueses com os Ingleses, os Galegos com os Alemães, os portuguese com os Suíços, os Galegos com os Suecos e por aí adiante.

    além demais os Portugueses são cidadãos de direito próprio, os galegos são de um estado chamdo Espanha e a sua maioria assim quer continuar.

    P.S. – já agora, e os cidadãos de Arcos de Valdevez ou Ponte da Barca que ganham “em qualidade de vida e no pleno rendimento dos serviços públicos redundantes de ambos os lados da raia.” por exemplo??? ou os Vigo???

    • O “Estado chamado Espanha” nao vai durar muito mais tempo. Vai colapsar e isso acontecera de permeio a esta crise que agora ainda está ainda a comecar. Quando chegar o momento, ha que dar aos galegos e portugueses essa opcao: a da Uniao.

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