António Sérgio: “Aquilo que é talvez o mais necessário para carrilar a vida da nossa política, isto é, a influência efetiva dos não partidários, a fiscalização dos homens que nos governam, não só por parte dos seus adversários, filiados nos partidos que não estão nos Governos”

António Sérgio (http://paginas.fe.up.pt)

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“Aquilo que é talvez o mais necessário para carrilar a vida da nossa política, isto é, a influência efetiva dos não partidários, a fiscalização dos homens que nos governam, não só por parte dos seus adversários, filiados nos partidos que não estão nos Governos.”
(…)
“Não admita que erros tão graves se tenham dado, já que não está feita, por enquanto, a educação política do Português. Ainda se supõe, em Portugal, que o papel de cada partido é vir a aniquilar os seus rivais; que a existência dos outros grupos é um abuso e uma perversão: que é um escândalo, uma batota, uma calamidade, uma patifaria. Ora, estou convencido de que a República se não estabilizará no nosso país enquanto os partidários se não convencerem de que os outros partidos não só existem, mas que têm o direito de existir, e de que é bom para o País (e para os próprios políticos) que eles existam também.”
(…)
“O errar é próprio de todo homem, e todos erramos imensamente. Disse um dos clássicos da nossa língua que se faz a verdadeira educação nos bancos da escola da experiência. Por outras palavras: é pela crítica dos nossos erros que nos educamos a valer.”

António Sérgio

Já critiquei no Quintus (bastas vezes) o Parlamentarismo de tipo inglês. Mas existe neste uma qualidade que não há em Portugal: a capacidade para encarar a causa pública como transcendente à partidária. Mas nem aqui encontramos (sobretudo hoje) uma cidadania ativa e vigilante contra os abusos e desmandos dos governantes que possa corrigir erros de percurso e colocar os políticos no rumo certo.

Para recriarmos a nossa democracia há que a revificar. E essa difícil missão só pode ser cumprida atraves da educação cívica dos povos, tornando-os em cidadãos ativos e conscientes, agentes ativos que esqueçam o atual papel de recipientes passivos em que hoje, bovinamente, se deixaram arregimentar. Mas esta transformação não pode ser facilmente aplicada em adultos, já formados e condicionados para a obediência e passividade… é contudo mais fácil focar essa tarefa nas crianças, ensinando-lhes as virtudes e vantagens da liberdade criativa e a da cidadania vigilante e atuante. Ensinemos pois as nossas crianças a serem Cidadãs  Comecemos em nossas casas e busquemos expandir essa experiência para as escolas. Sejamos decididos e objetivos e quem sabe… talvez a próxima geração seja a primeira (desde Dom Dinis) de verdadeiros portugueses: cidadãos livres, ciosos da sua independência e capazes dos maiores feitos que um Povo pode jamais cumprir.

Categories: História, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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