Daily Archives: 2012/01/20

Sobre a parceria “EDP Continente”

Já escrevi aqui sobre a parceria Continente-EDP que se traduz na existência de um desconto de 10% na fatura da eletricidade. Este desconto será creditado no cartão de fidelização da marca Sonae Continente e convertido em compras nessa cadeia de hipermercados.

Cuidado com esta aparente “boa oportunidade”. Para além de questões éticas, de concorrência e de dominação do Mercado por um Oligopolio, as coisas podem não ser tão vantajosas como aparentam. Segundo um artigo publicado no Esquerda.net, existem “duas tarifas para clientes da EDP: a regulada e a liberalizada. Com o fim de atrair clientes para o mercado liberalizado, a EDP oferece agora uma tarifa mais baixa. Concretamente, a EDP pratica uma tarifa de 0,1393€/kwh no mercado regulado e uma tarifa de 0,1299€/kwh no mercado liberalizado (plano “EDP Casa”, atualmente disponível para potências superiores a 6,9 kVA). Quem aderir ao mercado liberalizado com base no plano “EDP Continente”, contudo, terá de pagar a tarifa correspondente ao do mercado regulado, superior à tarifa mais baixa do mercado liberalizado em aproximadamente 7,24%.”

É certo que “quem aderir ao plano “EDP Continente” terá de pagar um pouco menos pela potência contratada (o “aluguer do contador”) que quem aderir ao plano “EDP Casa”, uma diferença que oscila entre os 1,7% e os 1,8%”, mas segundo as contas feitas pelo Esquerda.net, em vários cenários de consumo, registam-se poupanças para o cliente, em ambos os tarifários do mercado liberalizado, mas a do plano EDP-Continente traduz-se não numa poupança em dinheiro, mas na produção de um crédito de compras que apenas pode ser gasto no Continente. Isto em relação ao tarifário regulado, portanto. Comparando os dois tarifários liberalizados, contudo, as vantagem EDP-Continente torna-se menos clara… Mesmo que desconto em compras no Continente pudesse ser convertido em dinheiro (o que não pode), segundo o Esquerda.net perderíamos 1.95 euros por comparação ao plano liberalizado da EDP. Sem o dito desconto, então ainda seria pior, ficando mais claro que o dito “EDP Casa” por 3.25 euros!

Há também que ter em conta que o “EDP Casa” apenas está disponível para quem tenha no seu lar um consumo contratado superior a 6,9 kVA. Quem tiver menos ou adota o tarifário regulado ou a do… “Plano EDP Continente”. Atenção, contudo, que neste plano se perdem as  tarifas bi-horária e tri-horária, se deixa de poder pagar por Multibanco e até a “conta certa”! E como se não bastasse, esta vantagem marginal oferecida pelo “EDP Continente” é temporária – segundo o Esquerda.net – uma vez que os descontos no Continente acabam a partir do final de 2012.

O que ganha o Continente é evidente: mais clientes para os seus hipermercados. Mas o que ganha a EDP? Bem, desde logo, atrai mais clientes para o tarifário liberalizado, antecipando o termo do regulado em 2013. A partir de então – e como sucedeu com os resultados que todos conhecem – assistiremos a uma explosão dos preços liberalizados, mas entretanto, a EDP já cativou clientes contra a concorrência que a partir de 2013 há de chegar em força, mas com o mesmo tipo de “combinação de preços” que hoje se observa na gasolina. De permeio, o Continente ganha mais clientes e o comercio local e as pequenas ou médias redes nacionais de supermercados levam mais um rude golpe.

Fonte:
http://www.esquerda.net/artigo/ganha-edp-ganha-o-continente-perdemos-n%C3%B3s

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Compra os seus produtos no Pingo Doce ou no Continente? Pense Melhor!

A ASAE apreendeu recentemente várias toneladas de leite ao Pingo Doce depois de varias associações de produtores de leite terem acusado o Continente e o Pingo Doce de estarem a vender produtos abaixo do preço de custo, isto é, de estarem a fazer “dumping”.

O caso do Pingo Doce sucede num período em que se multiplicam as queixas contra a Jerónimo Martins, Manuel dos Santos e a Pingo Doce a propósito da cobarde e anti-patriótica fuga de capital (e impostos) para a Holanda.

Esta nova ação imoral e ilegal do Pingo Doce (que começa a construir uma imagem pública de “má empresa”) ainda que seja defendida como “não tendo qualquer prejuízo para os nossos produtores” sendo um perfeito exemplo de dumping, já que o leite está a ser vendido a 2/3 do preço de custo, é apenas mais uma manobra suja da Pingo Doce para destruir o que resta do comércio local que ainda não devorou e para que no futuro possa piorar ainda mais a pressão negocial junto dos produtores de leite, levando-os (na falta de concorrentes) a aceitarem condições cada vez mais draconianas.

Compra os seus produtos no Pingo Doce ou no Continente?
Pense melhor e adira ao Boicote ao Pingo Doce clicando AQUI.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=531521

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“É sempre fácil encontrar o equilíbrio das finanças desde que não pensemos noutra coisa e que para manter a predominância de uma classe”

“Em abril de 1928, a situação, extremamente grave, parecia sem saída. (…) Mas é então que aparece o Salvador; o excesso de males havia feito nascer um Messias. Tratava-se de M. Oliveira Salazar, um teórico, professor da Universidade de Coimbra. (…) Para ele o problema era fácil; é alias sempre fácil encontrar o equilíbrio das finanças desde que não pensemos noutra coisa e que para manter a predominância de uma classe, não hesitemos em sacrificar para além dos limites do razoável e do justo todas as outras classes de uma nação. O Salvador extirpará assim o deficit de uma maneira expedita, rápida e brutal. O milagre será feito à custa da instrução e da assistência, que já deixavam muito a desejar e das classes produtoras e populares, já tão sacrificadas e que vamos agora oprimir ainda mais com o peso de impostos pesados.”

Paris, 5 de outubro de 1928
Manifesto da Liga Republicana de Paris

Falta agora esse Salvador, dirão os saudosos do antigo regime. Um Salvador que a crua realidade da austeridade, bancarrota e protetorado já cozinha e surgirá das brumas – providencial – e pronto para nos levar para fora desta depressão coletiva. Ou para usando precisamente esse sentimento e o fastio popular perante um sistema democrático limitado e caduco impor, como com Salazar, mais 50 anos de ditadura e repressão. Tende cuidado, ò Portugueses! É precisamente neste tipo de contextos económicos e sociais que surgem estes “homens providenciais” que prometendo luzes e mundos – focando nos fins e desprezando nos meios – nos prometem o Paraíso. A sua aparição é até praticamente inevitável (a História prova-o) e só pode ser evitada se as instituições democráticas forem sólidas, os cidadãos ativos e vigilantes e a Justiça competente e consciente. Três condições que estão por cumprir, como é fácil constatar, o que indica que este novo “Salazar” está mesmo aí ao virar da esquina… com a mesma receita do outro: de impor austeridade na Educação, Segurança Social e Saúde por forma a equilibrar os orçamentos à custa do fim da democracia e da quebra súbita das despesas do Estado.

Esse “novo Salazar” está ainda por vir. Ou talvez não. Talvez já se tenha anunciado. Na forma das instituições europeias não democráticas, não-eleitas, sabujamente sujeitas aos sagrados interesses dos “mercados” e dos grandes grupos financeiros e que encaram a “austeridade” (a par de generosas “ajudas” à Banca) como o Mantra único que importa repetir até à exaustão contra tudo e contra todos, mas sobretudo desprezando os cidadãos cuja bovinismo crónico impede, sequer, que se manifestem.

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