Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

Agostinho da Silva

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Por forma a que se possa desenvolver sobretudo a inteligência do aluno, para que depois resolva as questões por si próprio, Agostinho sublinha que “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”.
Agostinho da Silva, Senhor de Montaigne

Se há coisa que me espanta no sistema de ensino atual – independente do grau – é o facto de o principal no Ensino e na Educação ser completamente desprezado: não há vestígios daquilo que devia ser central, a preocupação em ensinar não dados ou informações processadas, mas métodos de estudo e de investigação.

A Educação deve por todas as formas promover à aparição de pensamento próprio, livre e independente e não à memorização estéril e temporalmente caduca. Os professores devem ensinar aos alunos métodos de estudo, ferramentas de aprendizagem e orientá-los na busca do Saber, não entregá-lo já mastigado para rápida degustação e superficial apreensão. Tanto quanto possível todo o Ensino deve ser experimental e orientado por forma a que o Saber chegue ao aluno pela via do frutuoso cruzamento entre a sua genuína e acarinhada curiosidade e as ferramentas do método experimental, cuidadosamente monitorizadas, acompanhadas e orientadas pelo Professor que assim se torna menos um “senhor feudal” e mais um “tutor” e “guia”.

Categories: Agostinho da Silva, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

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One thought on “Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

  1. Concordo. Trata-se de ensinar a aprender e não de transmitir saberes já feitos. E de estimular o espírito crítico, mais do fornecer dogmas estabelecidos.

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