Daily Archives: 2012/01/07

O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos e adquirir a licença para construir mais 5 navios da mesma classe

 

Patrulha da Classe River (http://www.navyphotos.co.uk)

Patrulha da Classe River (http://www.navyphotos.co.uk)

O Brasil vai comprar 3 patrulhas britânicos construídos pela BAE e adquirir a licença para construir mais 5 patrulhas idênticos. Os navios estavam inativos e as negociações desde meados do ano passado.

Os navios serão usados para patrulhar a extensa costa brasileira e pertencem à classe River, estando uma variante da mesma atualmente em construção na Tailândia.

Os patrulhas têm 90.5 metros de comprimento, deslocam 2200 toneladas (na carga máxima). Têm 25 nós de velocidade máxima e um alcance (a 12 nós) de 5500 milhas navais. Podem levar até 60 tripulantes, mas podem operar com apenas 36 elementos. Podem acolher um helicóptero no convés e em termos de armamento, possuem um canhão de 30 mm de controlo remoto, para alem de 2 canhões de 25 mm.

O modelo foi originalmente desenhado para cumprir um pedido de Trinidad e Tobago, para entrega em 2009. Foram por isso equipados com os mais modernos equipamentos de comunicação e vigilância. Trinidad haveria de cancelar a encomenda e os estaleiros ficariam com os navios até ao momento em que o Brasil os adquiriu.

Os Patrulhas têm fisicamente a dimensão de uma corveta, mas estão mais mal armadas do que os navios deste tipo. Contudo, têm um notável raio de ação e têm boa capacidade para enfrentar condições de mar muito agrestes. É pena (e prova da dissonância Lusófona que ainda é regra) que os NPO2000 dos Estaleiros de Viana do Castelo não tenham estado aqui também em equação, já que também eles poderiam ter cumprido na perfeição os requisitos brasileiros…

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-Buying-Building-BAEs-90m-Patrol-Vessels-07254/

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Agostinho da Silva: “O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“O conflito é muito grave; o progresso material exige que se abandonem todos esses hábitos mentais de vago impressionismo e de palpite, sob pena de inevitável catástrofe económica e política; uma Humanidade que não resolva, imediatamente, o problema da distribuição está votada, pela miséria que cria, a todos os desesperos e a toda a baixa de dignidade, que trazem; como consequência, a tirania.”
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle

Num mundo de contrastes tão escandalosos quanto violentos, em que no mundo dito desenvolvido se desperdiça um terço dos alimentos comprados e se perde até um quarto entre a produção e a comercialização e no resto do globo se morre ainda de fome, há claramente um problema de distribuição.

Não há ainda na Terra (nem haverá nas próximas décadas) nenhum problema de produção de alimentos. O que existe é um grave problema de distribuição. Muitos alimentos perdem-se na armazenagem e na distribuição e em países como o Reino Unido um terço de todos os alimentos comprados são descartados sem chegarem a serem consumidos.

As soluções não são fáceis, mas os benefícios que delas resultam são tremendos. Perante o falhanço rotundo do sistema centralista experimentado nos vários regimes comunistas e confrontados com a ineficácia do atual sistema capitalista, urge conceber outras soluções, sem preconceitos nem ideias feitas. A este respeito não podemos deixar de nos recordar que a maior ameaça à produção de alimentos nos países do Terceiro Mundo é a agricultura industrial. Devemos também considerar opções radicalmente diversas de todas aquelas que ate agora foram ensaiadas. Considerados em primeiro o principio da autonomia e independência alimentar, em que cada região e país se deve bastar para a satisfação das suas necessidades básicas. Consideremos igualmente as “economias gratuitas” de Agostinho ou a livre propriedade ou propriedade comunal da Idade Media portuguesa. Ponderemos tudo isto com uma devida dose de imaginação e inteligência criativa e acabaremos por descobrir a solução para o problema mundial da distribuição de alimentos.

Categories: Agricultura, Economia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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