A Fabrequipa (fabricante das Pandur) está em dificuldades e pode deixar de pagar salários

“A empresa do Barreiro a quem foi atribuída a construção das viaturas Pandur, no âmbito das contrapartidas para Portugal, apresentou uma queixa no tribunal arbitral para reclamar uma divida de 10 milhões de euros.”
(…)
“Em causa está o pagamento de custos adicionais no fabrico daquelas viaturas blindadas de oito rodas para o Exército (240) e a Marinha (20)”
(…)
“A banca não aceita os nossos pedidos de novos financiamentos, o ministro da Defesa não nos recebe… A situação da Fabrequipa é muito complicada”, lamentou Francisco Pita, frisando que já só tem dinheiro para pagar os salários e impostos de dezembro”.

Fonte:
Diário de Notícias, 12 dezembro 2011

As Pandur representam o mais importante programa de equipamento militar das ultimas décadas. Nem tudo foi decidido da melhor maneira, nem no processo de seleção (que poderia ter sido feito com a parceria de outros clientes dos países lusófonos), nem no domínio da transferência de tecnologia, nem (sobretudo) no campo das contrapartidas, onde existe uma nítida e global falta de cumprimento e de realização das garantias assumidas.

Pese embora tudo o que correu mal no processo das Pandur, o facto é que agora, elas estão aí. Existe uma montadora nacional (a Fabrequipa), a necessária substituição das M-113 e das Chaimite decorre e o Exercito e a Marinha têm hoje APCs modernos e atualizados, o que não acontecia já há algumas décadas. É assim importante manter a Fabrequipa, assegurar a continuidade do programa e o reequipamento das nossas forças armadas, enquanto simultaneamente se procuram clientes para possíveis exportações entre os países da CPLP e se utiliza a Fabrequipa e o conhecimento aqui adquirido para encetar novos programas de equipamento militar conjunto com outros países lusófonos.

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal | 21 comentários

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21 thoughts on “A Fabrequipa (fabricante das Pandur) está em dificuldades e pode deixar de pagar salários

  1. fada do bosque

    Não é só a PANDUR, o Estaleiro de Viana também está em apuros. Este País é para fechar ao público!

    • é verdade. E os ENVC sao estrategicamente muito mais vitais que a Fabrequipa, note-se! Sao o derradeiro grande estaleiro naval de um pais maritimo com a 4a maior ZEE do mundo!
      Obviamente que o seu fim interessa sobremaneira a Espanha, Franca e Alemanha (e aos seus estaleiros e pretensoes sobre a nossa ZEE), mas interessa aos portugueses?
      Nao!
      Por isso o projeto NavPol deve ser posto a andar, quanto antes e se devem buscar vias de sobrevivencia (até lusófonas) para os Estaleiros.

      • CP

        de acordo. essa das vias lusófonas com que intenção seria??? sacar “know-how”??? encomendar e ficar com os lucros??? ou fazer o mesmo como os países que citaste???
        pelos vistos, o “amigo” Brasil, o tal “país-irmão” estandarte da Lusofonia, a futura potência da Terra nem para produzir uns meros Navios Patrulha Oceânicos tem categoria, ou então esqueceram-se da “amizade” Luso-Brasileira e não encomendarem nem um NPO.

        os ENVC devem ficar no estado português, mas com esta ideologia que nos (des)governa só resta ficar para ver o que a Fada do Bosque escreveu curto e grosso: “Este País é para fechar ao público!”

        • Mas é isso mesmo que digo: de futuro todos os projetos de novos equipamentos militares deviam ser encomendados por mais que dois paises (para aumentar a escala e o poder negocial junto aos fornecedores) e todos os desenvolvimentos, conjuntos (assim como a construcao, segundo o bom exemplo da Embraer)

        • a Embraer é um projecto de uma empresa, é iniciativa a privada, não há cá Estados, nem (des)Acordos Ortográficos.

          no cometário anterior, queria ter acrescentado à frase “…nem para produzir uns meros Navios Patrulha Oceânicos tem categoria,…” – tendo assinado um contrato com os nossos velhos aliados – os ingleses.

          quanto à escala, estou totalmente de acordo.

          • Há Estados, sim… Ou achas que as fabricas estariam cá se a FAP nao fosse tambem adquirir o aparelho?…

          • se há coisa que de momento é um faCto, é que a FAB não assumiu nenhum compromisso para adquirir nenhum aparelho. mostra lá isso.

            o que aconteceu foi as facilidades concedidas pelos governos de Sócrates e o lendário “know-how” da OGMA e da nossa engenharia.
            e aí a Embraer viu bem a coisa. e podes acrescentar a facilidade de relacionamento entre portuguese e brasileiros.

            áááhh, já me esquecia, e porque estamos na UE!!!

            • Facto nao entra no Acordo! é uma das excepcoes, hem!?
              A FAB tem encomendas e a FAP um compromossio. Por outro lado, é seguro que a pertença de Portugal à UE contou tambem aqui, digo-o sem qualquer tipo de pudor…

  2. Gisela

    Obviamente há os interesses por detrás, que podemos ver quais são pelos resultados. Querem então que a Pandur pare de produzir equipamento militar, enfraqueça o exercíto português. Mas Considerando os aspetos metafísicos e os teológico que são os fundamentos da vida é bom mesmo acabar com essa indústria da morte.
    Sabemos que o V Império está rapidamente se definindo, é a ação do Espírito Santo, que vem independente do que se queira por aqui. Por isso o melhor a fazer é agir de acordo.
    Uma sugestão mais prática, e social é que no meio deste caos de todo o sistema político e financeiro os operários assumam as fábricas e transformem a produção em bens de utilidade, necessários para o desenvolvimento da vida e da melhora de condições e qualidade. Não precisamos parar nada mas mudar os objetivcs.
    Quem estiver do lado de Deus poderá contar com a Sua força.
    É um fato histórico !

    • Bem, mas tambem é um facto historico o que acontece aos Estados fracos ou desarmados: sao absorvidos ou anexados pelos seus vizinhos mais fortes e agressivos. é uma especie de “darwinismo historico” de que a Historia europeia tem bastos exemplos…

      • a História europeia e outras.
        tenho que concordar com o que escreveste.

        • Eis um momento raro, hem? 😉

        • CPzinho, sabes bem que não é verdade, seria masoquista.

          o que se passa é que na maioria das vezes não demonstro, para quê???
          aliás, até deves estar enjoado dos meus elogios, pode até parecer mal. sabes que és alguém que MUITO prezo e estimo e respeito como produtor de conteúdos. senão que estava eu aqui a fazer??? 😉

  3. Gioachino da Fiori, D. Dinis, António Quadros, Fernando Pessoa, e nosso querido Agostinho da Silva, e até Norberto Keppe sabem que o rumo da história vai mudar…radicalmente, e que a paz não se faz com guerra. Eles são os pilares da nossa história e futuro o qual nos transcende e aqui se aplica bem o ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”.
    O exercito serve para destruir as nações…a Europa não se levantou mais depois das duas guerras, para aquele esplendor cultural, científico e artístico da Belle Epoque, lamentávelmente. Os EUA e a Russia com todo o seu arsenal bélico, se afundam a cada dia que passa. Essa mentalidade de ameaças e chantagens militares está a atrasar as nações, consumindo os seus esforços e recursos. Não! os tempos são outros, só vai sobreviver a consciência dentro de cada um, e a ação perene que é a que for boa, bela e verdadeira. Nada terá mais força do que isto…é a lei da sobrevivencia da humanidade.

    • Todas essas figuras me inspiram, de facto. A Historia está a mudar, assim como a forma vivemos em sociedade. Mas acredito que tal mudanca nao sera nem gradual, nem pacifica, mas subita e violenta. E que durante essa fase de transicao (de que a atual recessao global é apenas a antecamara) a violencia será regra e, logo, nao podemos abdicar do direito de nos defendermos.

      • Eu te compreendo!
        Não fossem meus 20 anos de trilogia analítica também não conseguiria pensar de modo diferente.
        Penso eu que quem está a fazer esta revolução é muito mais as forças divinas do que as humanas, embora com a nossa colaboração, e desejo. O Espirito Santo não irá agir pela guerra…é outro tipo de violência. Ela vai acontecer no interior do ser humano. Os conflitos vão ser na nossa consciência entre escolher o bem ou ficar agarrado ao que este mundo (de consumismo, infantil) nos oferece. Se lembra do que Nossa Senhora falou na sua aparição em La Salete?
        Quem está a fazer a guerra é o ser humano, se portugueses e Brasileiros são tão pacíficos, é porque são herdeiros diretos e primeiros do V Império.
        E depois há soluções para esta transformação, como lhe dizia, temos que pegar em todas as instituições que já existem e mudar os seus objetivos.
        Até os bancos são necessários, mas sem a cobrança de juros, mas de taxas de serviço justas. A indústria é importante, mas não pode fabricar coisas desnecessárias e ainda menos mortiferas, apenas visando o lucro e o consumismo. Mas tudo deverá continuar.
        Temos sim que despertar no ser humano os seus aspetos essenciais, a sua sanidade, os seus talentos, a sua capacidade de trabalho, os sentimentos, a consciência.
        Enfim há muitas pessoas que estão trabalhando nesse sentido, e quando 1 décimo da humanidade mudar a sua mentalidade o restante mudará automáticamente (estudos de ressonância).

        • Tem razao: ha algo na matriz cultural de Brasil e Portugal que os faz (nos) ter uma atitude perante o mundo e o Outro. Mesmo o imperio e o colonialismo portugueses foram muito diferentes do holandes, ingles ou alemao. Prova disso é que apesar de sermos hoje apenas uma pequena potencia temos uma influencia global muito superior ao nosso real peso no mundo. Isso, seria impossivel sem a lingua ou a cultura…

        • CP

          essa do nosso peso internacional quanto é???
          e os outros???

          (é em kilos ou chega às toneladas???) 😈

          uma das coisas que eu vejo de matriz comum entre Portugal e o Brasil é mestria em explorarem sem piedade o seu semelhante. a desresponsabilização social e um egoísmo descomunal.

          • Timor… Achas que conseguiriamos ter feito alguma coisa por Timor se nao fosse um peso internacional que é muito superior ao nosso real peso economico e financeiro?

        • Timor??? o que é que se passou lá???

          abandono durante séculos???
          saída vergonhosa na invasão???
          desleixo durante a ocupação indonésia???
          reacção caríssima (deitar flores ao mar num cruzeiro) após o massacre de Santa cruz???

          deixa-te disso, quem resolveu o assunto foram as empresas de petróleo americanas representadas pelos agentes locais australianos… sabes onde fica o fundo monetário DE TODO o petróleo timorense???

          obviamente que não íam deixar ficar essas riquezas para os indonésios…

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