Monthly Archives: Janeiro 2012

Hackers chineses roubaram os planos do H-II Transfer Vehicle japonês

H-II Transfer Vehicle (http://www.1999.co.jp)

H-II Transfer Vehicle (http://www.1999.co.jp)

A agência espacial japonesa (JAXA) reconheceu que um Cavalo de Tróia penetrou nas suas defesas e conseguiu aceder as vários documentos confidenciais, nomeadamente aos planos do H-II Transfer Vehicle (HTV ou Kounotori). O vírus foi introduzido por hackers, não sendo segundo se sabe uma invasão aleatória.

O HTV tem como objetivo transportar astronautas e equipamento até à Estação Espacial Internacional (ISS). O veiculo tem dez metros de comprimento e pode levar até 6 toneladas de carga.

O Cavalo de Tróia foi detetado e eliminado num computador da rede interna da JAXA e sabe-se que entre julho e agosto de 2011 enviou dados para fora da rede.

Este ataque insere-se num quadro de ataques múltiplos e sequentes contra grandes empresas e agências governamentais nipónicas executados durante o ano passado. Todos, e este ataque à JAXA não é excepção, tiveram origem na China, país que está empenhado numa campanha em grande escala de roubo de informação tecnológica como forma de recuperar rapidamente (e a baixo custo) o atraso que ainda tem em relação à ciência europa, japonesa e norte-americana. Não restam assim muitas dúvidas de que estes planos do HTV estão já em mãos dos cientistas aeroespaciais chineses e que serão incorporados no avião espacial que a China está a desenvolver já há alguns anos.

Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2088397/Japanese-scientists-fear-spacecraft-blueprint-stolen-networks-penetrated-virus.html#ixzz1k06C4XYq

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A Alemanha Imperial está de volta

A Alemanha está empenhada em nomear um comissário europeu para “controlar” o orçamento grego. A proposta aparece ao mais alto nível, num  porta-voz do ministério das finanças germânico, Martin Kotthaus que diz que se pretende “exercer um maior controlo e uma maior supervisão orçamental” dos programas de ajustamento da UE e do FMI.

Os gregos, obviamente, estão furiosos com as pretensões germânicas e o seu ministro das finanças já respondeu aos germanos: “Quem põe um povo perante um dilema entre a ajuda financeira e a dignidade nacional, ignora as lições históricas fundamentais”. A pressão germana vem obviamente em resposta à necessidade de Atenas de um novo pacote de resgate de 130 mil milhões de euros e que parece ter que ser aumentado para 145 mil milhões. Tudo isto ocorre em plena reestruturação da dívida grega, com duras negociações com os credores privados que a devem descer até ao patamar de 120% do PIB e parece inserir-se numa estratégia alemã para tornar Atenas numa sucursal do ministério das finanças alemão.

Recordemo-nos de que a soberania de um país se exerce num dado território sob duas formas: o monopólio da violência, pela polícia e pelo exército e pelo direito à cobrança de impostos. Se a Alemanha (mascarando-se atrás da Comissão Europeia) anexar a competência fiscal do Estado Grego, absorve metade da soberania grega. O precedente seria tremendo, dificilmente terminaria aqui, estendendo-se rapidamente à Itália, Irlanda, Espanha, Bélgica e… Portugal. A “união” europeia tornar-se-ia noutra coisa que não numa união, mas numa organização multinacional tutelada diretamente a partir de Berlim.

Se é isto que a Alemanha quer para a Europa, então Berlim não tem lugar na Europa e decididamente não aprendeu nada em duas guerras mundiais, provando que os povos que esquecem a Historia estão condenados a repetir os mesmos erros, vezes e vezes sem conta.

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/grecia-soberania-alemanha-soberania-orcamental-eurogrupo/1321313-1730.html

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Crises Financeiras Internacionais recentes, crises cambiais e ataques especulativos sobre a Economia Portuguesa

Antes de 2000, Portugal sofreu três grandes crises financeiras internacionais:
1. América Latina de 1982 e 1983
2. México de 1994 e 1995
3. Sudeste Asiático, de 1997

Todas estas três crises financeiras foram precedidas pelos mesmos fatores:
1. Liberalização financeira
2. Entrada de Capitais em grande escala
3. Grande acumulação de dívida externa
4. As crises financeiras instalaram-se muito depressa com os especuladores a movimentarem muito depressa grandes quantidades de capital
5. Os ativos domésticos sofreram quedas abruptas
6. As crise contaminam rapidamente outros mercados emergentes contíguos ou semelhantes.

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Do (bom) estado da Arquitetura em Portugal

Souto de Moura (http://porto24.pt)

Souto de Moura (http://porto24.pt)

“Muitos perguntaram como é que um pais pequeno consegue dois prémios Pritzker: Souto de Moura quase duas décadas depois de Álvaro Siza. A Espanha, uma potencia da arquitectura, só tem um. Só um prémio pode indicar que há um génio, dois indicam qualquer coisa mais. Indicam que há gerações que ensinam outras, que há uma continuidade. Talvez como o medico e neurologista Egas Moniz explique, em parte, a existência do neurocientista Antonio Damásio.
A segunda pergunta a fazer é o que é que a qualidade da arquitectura portuguesa, que permitiu dois prémios Pritzker, pode ensinar a Portugal? “Os dois prémios significam um padrão e que não se trata de coisa isolada.” (…) “Siza e Souto de Moura têm um grau de relação com o trabalho que é obsessivo. Esse grau de obsessão é um dado importantíssimo, porque, traduzido de outra maneira, é um grau de ambição que não é comum”. Essa forma de trabalhar, diz o critico, foi exportada para o resto do país. “É uma cultura que se tornou partilhada pela maioria das escolas e ateliers portugueses.” Depois, Siza e Souto de Moura têm uma auto-confiança cultural que pode ser um exemplo:”Ser português para eles não é uma calamidade A razão da nossa depressão é também um certo complexo de ser português. Temos uma hipersensibilidade à nossa dimensão periférica. Eles têm um sentimento de pertença e relacionam-se absolutamente à conta de com os nomes centrais da arquitectura mundial.” (Critico de arquitectura, Jorge Figueira)

Isabel Salema
Público 30 de dezembro de 2011

Apesar da oferta excessiva dos cursos de arquitetura existente em Portugal nas ultimas décadas existe em Portugal (sobretudo na chamada “Escola do Porto”) um registo consistente de excelência e de renome mundial. Portugal é hoje uma das potencias mundiais na área da arquitectura. Hoje, existe um profundo desequilíbrio no mercado laboral entre a oferta e a procura de arquitectos, mas ser um “arquiteto português” é – graças a Siza Vieira, Souto de Moura e outros – uma vantagem competitiva no mercado global. E com o desemprego a crescer em Portugal nos próximos dez anos, cada vez mais ou ateliers de arquitetura procuram clientes externos (sobretudo na África Lusófona), ou então os jovens arquitetos buscam a via da emigração…

De qualquer modo, Portugal faz bem, ou melhor, muito bem, na Arquitetura e num momento em que o pais mergulha numa depressão coletiva recordar que somos lideres em alguns dos campos mais competitivos e exigentes do mundo deve recordar-nos que somos um pais milenar, que já venceu inúmeras crises aparentemente fatais e que não será esta que vão acabar connosco.

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Como o Pingo Doce, também a Google fugiu com os seus impostos para a Holanda

Boicote ao Pingo Doce

Boicote ao Pingo Doce

A Holanda – pais que enriqueceu saqueando Portugal e o império português – continua sendo especializada em pirataria. Desta feita, em pirataria financeira e fiscal. Porque é de pirataria que se trata quando temos um pais europeu, membro da União Europeia e da Zona Euro que utiliza dumping fiscal para atrair capitais dos países mais pobres da União (como Portugal) para a sua economia e banca predatórias.

A Holanda não tem contudo saqueado apenas os impostos dos Estados Português e Grego a seu favor. Tem também atacado outros países do mundo, como os EUA, também eles a braços com grandes défices orçamentais e que viram multinacionais como a Google ou até bandas como os U2 para a Holanda.

A fuga para a Holanda permitiu à Google reduzir drasticamente os impostos que esta grande e muito lucrativa multinacional paga ao Estado. O golpe fiscal da Google foi feito usando um truque chamado “sanduíche holandesa”. Com este golpe, a Google usando as suas subsidiárias holandesa, irlandesa e nas Caimão, pagou entre 2007 e 2010 menos 2400 milhões de euros. É este o esquema usado agora pela Jerónimo Martins (Pingo Doce) contra o qual já nos manifestámos através do “Boicote ao Pingo Doce!”.

O golpe fiscal (legal) conhecido como “sanduíche holandesa” consiste na deslocação de capitais de uns países para outros, atrás daqueles que ofereçam regimes fiscais mais atraentes. O esquema da Google passou atribuir todos os lucros recolhidos fora dos EUA à sua filial irlandesa, esta, por sua vez (daí o termo “sanduíche”) transfere esses lucros na forma de dividendos para a… Filial na Holanda (que não emprega ninguém), este “paraíso fiscal” europeu. Na operação, não ocorre pagamento de impostos, uma vez que ambos os países pertencem à UE. Depois, o capital marcha alegremente para as Bermudas, outro paraíso fiscal… Recordemo-nos que o lema da Google é “don’t be evil”. E porque passa a Google entre dois países da UE? Porque na Holanda não se cobram impostos sobre transferências para as Bermudas, ao contrario do que se passa na Irlanda.

A Google não é a única multinacional norte-americana à usar a “sanduíche fiscal”, sendo imitada (em diferentes graus) pela Microsoft, Apple e até pelo Facebook.

O golpe fiscal da Google permite-lhe pagar 2.4% de impostos. Se pagasse os seus impostos nos EUA pagaria 35%… Esta é a escala do esbulho sobre os rendimentos do Estados que está aqui sobre a mesa e que está hoje em investigação nos EUA. Obviamente, ao fugir para a Holanda (deixando as lojas para trás) não foi portanto inovadora… Alias já tinha sido antecedida pela Sonae Continente, anos antes. Mas esta fuga, assim como a Google, demonstra aquilo que já se sabe: a desigualdade de rendimentos e no pagamento de impostos é crescente: cada vez os mais ricos pagam menos impostos e os mais pobres (e os que apenas têm rendimentos do trabalho) pagam menos. Com as receitas de impostos em queda, os Estados são forçados a aumentarem a extensão da fiscalidade, reduzirem custos e despesas sociais e… A aumentarem a carga fiscal sobre o Trabalho. É disto que falamos quando assistimos à “sanduíche fiscal” da Google ou a esta fuga do Pingo Doce para a Holanda.

O que podemos fazer – enquanto cidadãos – para travar estes golpes fiscais! Exigir legislação nacional que aumente a cobertura fiscal sobre os rendimentos dos mais ricos, legislação europeia e no âmbito do G20 que combata estes dumpings fiscais irlandeses e holandeses e, enquanto consumidores, punir as empresas que fogem aos impostos e nos levam a pagar mais dos nossos para compensarem estas fugas. Aderindo, por exemplo, ao

Boicote ao Pingo Doce.

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=38153

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Crowding Out

O Crowding Out é uma redução no investimento e de outras componentes da despesa agregada sensíveis às taxas de juro e ocorre sempre que o Estado aumenta a despesa pública. O efeito ocorre porque existe um mecanismo de transmissão entre o mercado monetário e o mercado de bens e serviços.

Quando o Estado aumenta a sua despesa ou reduz os impostos, rapidamente, regista-se um aumento da despesa agregada que é amplificado pelo efeito do multiplicador da despesa. Este aumento leva a um aumento da procura de moeda por motivo de transacções, que, depois, leva também a um aumento das taxas de juro. As taxas podem também aumentar pela emissão de nova divida publica para financiar o aumento da despesa pública, mas este aumento faz cair o investimento e de outras despesas agregadas mais sensíveis às taxas de juro.

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A Rússia vai encomendar entre 6 a 8 aviões Sukhoi SU-34 por ano

A Rússia vai encomendar entre 6 a 8 aviões Su-34 Fullback, mantendo o ritmo de encomendas anuais iniciado em 2008. As necessidades russas são claramente superiores, dada a estagnação do reequipamento russo nas ultimas décadas, mas financeiramente é impossível suportar a compra anual dos 48 que se estimam serem necessários para renovar completamente a frota nos últimos anos.

Cada Su-34 custa cerca de 36 milhões de dólares. O aparelho está equipado com turbinas AL-31MD e foi desenhado como um avião de ataque capaz de realizar ataques de precisão contra posições muito defendidas sob todo o tipo de condições atmosféricas. Em termos de armamento, transporta um canhão 30 mm, até 12 mísseis Alamo ou Archer, ASMs e bombas inteligentes ou de queda livre. Cada Su-34 substitui na força aérea russa um Su-24 Fencer, avião que cumpre atualmente missões idênticas, mas que carrega já o peso de várias de uso operacional intenso.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russian-new-generation-fighter-plane-set-2012-deadline-13546/

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Debate Público MIL: Património Musical Português

Hoje! Para saber mais, clique AQUI

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Uma Política Orçamental Expansionista

Uma política orçamental expansionista quer através de uma descida de impostos, quer pela via de um aumento da despesa pública provoca um aumento da despesa agregada, que conduz a um aumento do produto. Assim se produz também um crescimento do rendimento e dos impostos cobrados sobre este. Com o conhecido efeito multiplicador da despesa agregada ocorrerá um impacto final no rendimento agregado que é proporcional ao choque inicial produzido pelo aumento da despesa publica ou da descida de impostos. A grande questão está assim em saber se tal compensa a deterioração inicial do saldo orçamental com o aumento da coleta de impostos que decorre do incremento da atividade económica.

O efeito multiplicador está confirmado empiricamente e segundo um estudo do “Grupo da Boavista” corresponde atualmente na economia portuguesa a 1.56. Isto significa que por cada Euro que o Estado investe na economia, o rendimento agregado aumenta 1.56 após esgotado este efeito multiplicador.

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As catrogições de Catroga

“A intenção pode ser a melhor. Acredita-se que sim. Que o é, e que o diz com convicção. Mas, ouvir Eduardo Catroga dizer que “as famílias e as empresas portuguesas não aguentam mais impostos”, ao mesmo tempo que se sabe que vai auferir 40 mil euros na EDP que acumulará com a pensão de nove mil euros, da qual não abdica! Provoca urticária. O povo classificaria isto como “falar de barriga cheia”. Reaproveitando uma expressão de Catroga, numa entrevista à RTP dir-se-ia que é uma questão de “consciência mental”. Ou será moral?”

Celso Filipe
Jornal de Negócios 13 de janeiro de 2012

A Grande crise portuguesa não é a crise económica e financeira. É a crise moral que impele muitos “fura vidas” a recorrerem à corrupção para fazer rapidamente fortuna, que leva outros a lamuriarem-se das suas reformas milionárias do Banco de Portugal, outros ainda a desinvestirem no seu próprio pais e a fugirem para a Holanda.

Em época de grave crise financeira deveria haver contenção por parte daqueles que merecem o foco mediático: devem estes (como Catroga) que aquilo que dizem um dia, em defesa da “austeridade”, como Cavaco ou o Governador do Banco de Portugal, pode e deve ser recordado mais tarde. E este abismo ético entre dizer e fazer demole a capacidade de qualquer Governo para fazer exercer a sua política sobre o país. Especialmente quando este abismo vem de pessoas tão ligadas ao governo como Catroga.

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A Embraer quer vender Super Tucanos aos países da NATO

Embraer Super Tucano (http://assets0.exame.abril.com.br)

Embraer Super Tucano (http://assets0.exame.abril.com.br)

A Embraer acredita estar em condições de vender mais aparelhos Super Tucano a outras nações da NATO, além dos EUA, como conseguiu recentemente.

A divisão de defesa da empresa aeronáutica brasileira tem vindo a subir de forma consistente nos últimos anos e em 2020 deverá representar 25% do total da faturação (atualmente são de 14% e em 2006 eram de apenas 5%).

A venda dos Super Tucano aos EUA não é contudo pacífica… Os 335 milhões da venda estão bloqueados por causa do concorrente local derrotado no concurso, a Hawker-Beechcraf. A derrota criou uma série de discursos nacionalistas, nos EUA (esquecendo que a Boeing americana concorre agora no F-X2 brasileiro) isto apesar da Embraer ir construir os aparelhos numa nova fábrica nos EUA a partir de 2013. Se as primeiras entregas correrem como planeado, há a opção para 55 aparelhos, por 950 milhões de USDs, pensando-se que estes aparelhos, mais cedo ou mais tarde, acabar ao sendo transferidos para a força aérea afegã.

Fonte:
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awx/2012/01/18/awx_01_18_2012_p0-415194.xml

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O BCE e a Estabilidade dos Preços

O Eurosistema (que compreende o BCE e os bancos centrais europeus) tem como principal objetivo a manutenção da estabilidade dos preços na eurozona. Por outras palavras, a missão do BCE é a de preservar o poder de compra.

Vários fatores económicos podem dar azo a movimentos nos níveis de preços no curto prazo. Por exemplo, aumentos do consumo e do investimento, agravamentos dos défices orçamentais e exportações liquidas mais altas. Os custos mais elevados dos fatores de produção (energia ou trabalho, acima dos ganhos de produtividade) pressionam também a inflação.

A política monetária não pode aspirar a um controlo total da inflação no curto prazo. Mas a longo prazo, a inflação é um fenómeno monetário e consequentemente a política monetária pode e deve controlar a inflação a médio e longo prazo.

As variações das taxas de juro do mercado influem diretamente sobre as decisões de despesa das famílias e das empresas e logo, sob a atividade económica e a inflação. Taxas de juro mais altas dissuadem o investimento (porque este se torna mais caro) e tornam mais atraente a poupança e diminuem os padrões de consumo. Assim um aumento das taxas de juro reduz as pressões inflacionistas.

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A decisão do vencedor do F-X2 vai ser tomada até julho de 2012

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

Dassault Rafale (http://www.aerospaceweb.org)

O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, declarou recentemente que a decisão sobre a escolha do vencedor do concurso F-X2 vai ser anunciada durante o primeiro semestre de 2012. A ser verdade, o processo de compra de 36 novos caças para a FAB será finalmente desbloqueado.

Sacrificado em 2011, a prol da redução da despesa pública, o programa parece agora retomar os eixos, pressionado pelo aumento exponencial dos custos de. manutenção dos Mirage 2000, atualmente usados na FAB, que serão especialmente elevados a partir de 2013: “Os nossos Mirage no final de 2013 não poderão continuar, ou a manutenção vai se tornar excessivamente cara. No fundo você deixa de gastar de um lado e gasta do outro”.

A noticia vem animar os concorrentes: Dassault (Rafale), Boeing (Super Hornet) e Saab (Gripen) já que a vitoria do seu aparelho numa época de grande turbulência financeira será muito importante para os seus balancetes financeiros. Especialmente carente de uma venda está o Rafale. Apontado na Presidência Lula como favorito, a sua linha de produção está hoje em risco, depois do governo francês ter dito em finais de 2011 que deixaria de financiar a sua produção caso não fosse encontrado nenhum cliente externo. Isto e o facto de ser a proposta que garante mais transferência de tecnologia mantém o aparelho francês como favorito…

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1036661-amorim-diz-esperar-decisao-sobre-cacas-no-1-semestre.shtml

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Portugal, ainda e sempre um “país de emigrantes”

“Embora a partir de 1993 se tenha dado a inversão do sinal do saldo migratório (passou a positivo), Portugal continua a ser um país de emigrantes. Entre 1993 e 2003, estima-se que tenham emigrado aproximadamente 300 mil pessoas (uma média de cerca de 27 mil pessoas por ano).”

Portugal: Os Números
Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Estes números subiram de forma muito notável nos últimos anos. O facto de termos tornado a ter um numero de saídas superior ao de entradas nos últimos anos indica desde logo que houve um retrocesso das condições de vida e, sobretudo, da empregabilidade em Portugal. Sinal disso mesmo é, aliás também o discurso cada vez mais repetido e institucionalizado por parte do atual governo PS-PSD de apelo à emigração (como forma de reduzir os números do desemprego, presume-se).

A emigração tornou a ser comum, é novamente uma solução para muitos cidadãos portugueses e especialmente para os mais jovens e/ou melhor qualificados. O Estado, as famílias dispendem autenticas fortunas na formação destes jovens que, depois, o próprio Estado encoraja a emigrar, esvaziando o pais e tornando ainda mais deficitária a nossa demografia. Portugal é um país que desaparece e se desertifica… E em lugar de se procurar inverter o processo, apela-se à emigração. Este é o Portugal de hoje.

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Movimentos em preços específicos e no nível geral de preços

Variações frequentes em preços específicos são normais em economias de mercado, mesmo que no geral exista estabilidade de preços. Alterações de procura ou oferta podem produzir variações nos preços. Por exemplo, esse fenómeno verificou-se nos preços dos telemóveis e computadores desde a década de 90, que desceram em flecha, ou nos preços dos produtos petrolíferos que ascenderam de forma notável desde 1999.

No global, a inflação nos países mais industrializados permaneceu baixa e estável, ainda que com estas variações especificas, já que estas se compensaram entre si sem alterar o nível geral de preços.

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O que é a estabilidade de preços?

A Inflação e a Deflação

A inflação e a deflação são fenómenos económicos importantes com efeitos graves na economia. Essencialmente, por inflação entende-se o aumento geral dos preços dos bens e serviços num período relativamente longo que produz uma diminuição do valor da moeda e logo, do seu poder aquisitivo.

A deflação é o oposto de inflação, em que o nível geral de preços desce num período relativamente longo.

Quando não existe nem inflação, nem deflação diz que estamos em estabilidade de preços.

Como medir a inflação? Existem milhões de preços específicos numa economia e não é possível medi-los a todos. Assim, a maior parte dos países adotou uma abordagem simples usando o “Índice de Preços no Consumidor” (IPC) que determina padrões de consumo determinando quais são os bens e serviços habitualmente adquiridos pelos consumidores e que sejam representativos do consumidor médio de uma economia. Incluem o que os consumidores compram numa base diária (pai e leite) mas também bens duradouros como computadores e automóveis e transacções frequentes, como o pagamento de rendas. Assim se obtém um cabaz de compras que depois é monitorizado por um grupo de “auditores de preços” que visita regularmente vários estabelecimentos comerciais comparando os preços deste cabaz ao longo do tempo e determinando assim a série do índice de preços.

Contudo, é preciso ter em conta que a evolução do nível de preços reflete apenas a situação de um consumidor médio ou representativo e que alguns indivíduos poderão ter um cabaz de compras mais alto ou mais baixo que esta média.

Problemas na medição

Com o passar do tempo um cabaz de compras torna-se cada vez menos representativo porque os consumidores vai substituindo os bens mais caros por bens mais baratos. Por exemplo, os preços da gasolina mais altos levam alguns a conduzir menos. Se os pesos relativos no cabaz não forem adaptados o IPC ficara sobrevalorizado. Por outro lado, as variações na qualidade são difíceis de incluir num índice de preços já que se um produto ao longo do tempo aumentar de qualidade e o preço consequentemente, subir tal deve-se não à inflação mas à maior qualidade do produto consumido. Este fenómeno observou-se nas ultimas décadas, por exemplo, nos automóveis e nos computadores. Assim, aumentos de preços resultantes do aumento da qualidade não devem ser considerados geradores de inflação, uma vez que não reduzem o poder de compra da moeda. De resto, variações na qualidade são frequentes em períodos de tempo longos.

Outro aspecto importante é a inclusão de novos produtos no cabaz de compras. Por exemplo, quando apareceram no mercado os leitores de DVD demorou algum tempo antes que estes pudessem ser incluídos uma vez que era necessário algum tempo para captar informação sobre as quotas de mercado, canais de distribuição, marcas mais populares, etc.

Variáveis Nominais e Reais

Quando existe inflação, um certo montante de dinheiro permite comprar uma quantidade decrescente de bens. A moeda desce então de valor ocorre um decréscimo do poder de compra. Assim chegamos à diferença entre variáveis nominais e reais. As variáveis nominais são medidas a preços correntes. Por regra, as suas evoluções acompanham o nível dos preços e logo, a inflação. Ou seja, são lhes imunes. Já as variáveis reais, como o rendimento real e os salários reais são variáveis às quais são deduzidos ou retirados os efeitos da inflação. Por exemplo, com um determinado aumento do salário nominal, quanto maior for a taxa de inflação, menores serão os bens que o trabalhador poderá adquirir.

Benefícios da Estabilidade de Preços

As desvantagens e os custos associados à inflação e à deflação são consideráveis. A estabilidade de preços evita que estes custos se materializem e traz importantes benefícios para todos os cidadãos. Há varias formas para a estabilidade de preços contribuir para que sejam obtidos níveis elevados de bem-estar, nomeadamente sob a ocorrência de altos níveis de emprego.

A estabilidade de preços permite que os consumidores identifiquem mais facilmente as variações de preços em termos de outros bens Já que estas variações deixam de ser mascaradas por flutuações no nível geral de preços. Numa situação de deflação geral, os consumidores poderão não se dar conta do facto de que uma queda no nível de preços de um único produto reflete, simplesmente, a evolução geral dos preços e não uma descida do preço relativo desse bem ou serviço. Logo, os consumidores poderão pensar que compraram demasiado desse produto.

Consequentemente, se os preços permanecerem estáveis, as empresas e os consumidores não correm o risco de interpretarem mal as variações no nível geral de preços como variações nos preços relativos e podem tomar decisões de consumo e investimentos mais informadas. A incerteza quanto à taxa de inflação pode assim levar as empresas a tomarem decisões erradas no que respeita ao emprego.

Por exemplo, se num contexto de inflação elevada, uma empresa pensa que um aumento de 5 por cento nos preços de mercado dos seus artigos como uma descida dos preços relativos pode não se aperceber que uma queda recente da taxa de inflação influiu nessa variação e decidir assim investir menos e despedir trabalhadores para reduzir a sua capacidade produtiva. Mas essa decisão está errada se devido a uma inflação mais baixa o aumento dos salários nominais dos empregados pode ser menor que o pressuposto pela empresa. Estamos assim perante uma “afetação inadequada” de recursos, desperdiçando-os.

Um desperdício de recursos idêntico ocorreria se os trabalhadores tivessem incerteza quanto à inflação futura e exigissem um aumento dos salários reais.

A estabilidade dos preços reduz a incerteza quanto à inflação e logo ajuda a evitar a afetação inadequada de recursos. Assim, estes podem ser canalizados para onde são mais precisos e produtivos. Desta forma. A estabilidade dos preços duradoura aumenta a eficiência da economia e logo, o bem-estar das famílias.

Por outro lado, se os credores estiverem confiantes de que os preços permanecerão estáveis ao longo do tempo não exigir ao uma remuneração adicional (o dito”prémio de risco de inflação”) para compensar os riscos de inflação. Ao reduzir estes prémios de risco garantem-se assim taxas de juro nominais mais baixas e assim a estabilidade de preços contribui para incentivar o investimento. Assim se estimula a criação de emprego e logo, o bem-estar económico.

Os sistemas fiscais e de segurança social podem estimular a distorção do comportamento económico. Em alguns casos, essas distorções são amplificadas pela inflação ou deflação já que, normalmente, os sistemas fiscais não permitem a indexado das taxas dos impostos para a seguranca social à taxa de inflação. Assim, os aumentos salariais destinados a compensar os trabalhadores pela inflação podem levar a taxas de impostos mais altas (o que chama de “progressão a frio”). A estabilidade dos preços reduz estas distorções.

A inflação comporta-se como um imposto sobre a detenção de moeda. Quando o nível de preços sobe, as pessoas com numerário constatam uma redução nos seus saldos monetários reais e logo, perdem riqueza financeira real, como se fosse um imposto. Logo, quanto maior for a taxa de inflação esperada, mais baixa será a procura de liquidez por parte das famílias.

A manutenção da estabilidade dos preços evita que surjam problemas sociais e económicos decorrentes da redistribuição arbitrária da riqueza em períodos de inflação e deflação. Isto ocorre sobretudo se as variações no nível de preços forem difíceis de prever e em relação aos grupos da sociedade com maiores dificuldades para protegerem os seus ativos nominais contra a inflação. Por exemplo, salários, depósitos ou obrigações de divida publica. A riqueza transfere-se assim dos aforradores para os mutuários já que o dinheiro da amortização do empréstimo permite comprar menos bens que o esperado quando o empréstimo foi tomado.

Se ocorrer deflação quem detiver ativos nominais ganha por que estes (salários, depósitos e obrigações) aumentam. O problema é que em épocas de deflação, os devedores tendem a abrir falência o que prejudica toda a sociedade e leva à falência as empresas que detêm os créditos.

Geralmente, os grupos sociais mais desfavorecidos são os que mais sofrem com a inflação e deflação, uma vez que não tem as mesmas possibilidades de se defenderem. Os preços estáveis contribuírem para a estabilidade social como se viu na Europa do século XX sempre que se registaram períodos de inflação elevada.

Por fim, reavaliações súbitas de ativos, por variações inesperadas da inflação podem afetar a solidez dos bancos. Se um banco concede empréstimos a longo prazo a uma taxa fixa financiados por depósitos a curto prazo, se for confrontado com uma inflação elevada vai sofrer uma descida do valor real dos ativos. Pode assim ficar insolvente, com os consequentes efeitos em cadeia. Assim, a estabilidade dos preços preserva o valor real dos ativos nominais e a saúde do sistema bancário.

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A China prepara-se para enviar a primeira tripulação para a Estação Espacial Tiangong 1

A primeira tripulação da estação espacial chinesa, a Tiangong 1, vai chegar no primeiro trimestre deste ano. Os taikonautas vão permanecer na estação durante cerca de dez dias, levando a duração dessa missão tripulada até um novo recorde.

Em novembro de 2011, a Tiangong 1 já tinha recebido a visita da Shenzhou 8, que acoplou de forma robótica por duas vezes e que aqui se manteve durante duas semanas. O facto da Shenzhou 9 – tripulada – ter uma missão mais curta pode resultar da necessidade de transportar a bordo alimentos, água e oxigénio em quantidade suficiente.

Ainda não se sabe quantos taikonautas estarão a bordo da Tiangong 1. Na lógica de “pequenos passos” preferida por Pequim, dois seriam mais expectáveis, mas tendo em conta a curta duração da missão, podemos estar aqui perante a presença de 3 taikonautas, o que multiplicaria o efeito mediático da missão, um dos objetivos perseguidos insistentemente no programa espacial chinês…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Shenzhou_9_Behind_the_Curtain_999.html

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Hiperinflação

Quando a inflação é muito elevada e foge a qualquer controlo estamos perante aquilo que se designa por “Hiperinflação”. Socialmente falando, a Hiperinflação é altamente destrutiva com efeitos graves para os indivíduos e para a sociedade. A maioria dos economistas acredita que estamos perante Hiperinflação quando a taxa de inflação mensal ultrapassa o limite dos 50 por cento.

Exemplos:
Alemanha em 1922 5000 por cento
Bolívia em 1985 mais de 10000 por cento
Brasil em 1993 2100 por cento

Como exemplo, se a taxa de inflação for de 50 por cento por mês isso vai levar a um aumento de mais de cem vezes o nível de preços ao longo de um único ano e a um aumento de mais de 2 milhões de em 3 anos.

Na Alemanha, a Hiperinflação depois da Grande Guerra e que alcançou o seu pico em 1923 levou a perda de poupanças e quebras substanciais do nível de riqueza da maioria da população. O aumento constante dos preços criou um ciclo vicioso em que as pessoas exigiam salários mais altos antecipando os aumentos dos preços no futuro. Os salários mais altos geravam custos de produção mais altos que, por sua vez, criavam alta de preços. O dinheiro perdia valor e era gasto cada vez mais rapidamente.

O governo alemão reagiu ao declínio da moeda adicionando mais zeros ao papel-moeda até um ponto em que a moeda deixou de funcionar como reserva de valor, unidade de conta e meio de troca. A troca direta tornou-se cada vez mais comum e moedas-mercadorias, como os cigarros, tornaram-se comuns já que não perdiam valor com a inflação.

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Sobre a aproximação fronteiriça Galiza-Portugal

“A festa era sobretudo galega, com uma Cavalta de Reis a unir Valença e Tui, mas foram os bombeiros da cidade portuguesa a sorrir de forma especial ao receberem um cheque de 500 euros da autarquia da Galiza. “É uma ajuda dada habitualmente pela autarquia de Tui, pelo apoio que nós prestamos todo o ano”, explicou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Valença. Isto porque o concelho de Tui não dispõe de corpo de bombeiros, pelo que em caso de emergencia o primeiro socorro é prestado pelos “voluntários” de Valença. “Obviamente que não chega para as despesas que temos em prestar o serviço, mas é um apoio importante”.

Diário de Noticias
6 de janeiro de 2012

Este singelo, mas ilustrativo, exemplo das boas relações entre as gentes da raia nortenha, espelha apenas as mútuas vantagens da aproximação luso-galega, as similitudes e proximidades linguísticas, culturais e civilizacionais entre Portugal e a Galiza e demonstram aquilo que uma aproximação entre os dois povos pode produzir: um maior rendimento dos equipamentos culturais e sociais existentes de ambos os lados da fronteira, até como forma de compensar o esvaziamento do interior que carateriza décadas de esvaziamento centralista de Lisboa e Madrid.

Portugueses e Galegos têm tudo a ganhar com esta aproximação. Lisboa e Madrid não perdem, nem ganham. Mas os cidadãos, ganham: em qualidade de vida e no pleno rendimento dos serviços públicos redundantes de ambos os lados da raia.

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A Procura de Moeda

Pela sua natural liquidez, a moeda simplifica as transações. Mas ao deterem moeda, os seus utilizadores estão sujeitos aos chamados “custos de oportunidade” uma vez que perdem a taxa de juro positiva que os ativos alternativos rendem. Desta forma, a expetativa de um nível mais elevado de inflação e de uma taxa de juro nominal mais elevada produz um efeito negativo na procura de moeda.

Por exemplo, se a taxa de juro de curto prazo paga sobre os depósitos bancários é de apenas 2 por cento, possuir mil euros leva a perder 20 euros por ano. A taxa de juro das oportunidades de investimento alternativas é o custo de oportunidade da detenção de notas.

Mas se numa inflação alta, as taxas de juro nominais aumentam e o juro bancário é de 10 por cento, os mesmos mil euros correspondem a dois euros por semana. Assim, quanto maior for a taxa de juro, maior a procura por notas e por isso é que a procura de moeda é elástica em relação à taxa de juro.

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Os fatores que determinam a evolução dos preços

A politica monetária influencia o nível de preços através do chamado “mecanismo de transmissão”: o banco central é o único emitente da “base monetária”, em monopólio, está assim em condições de influenciar as condições no mercado monetário e de orientar as taxas de juro de curto prazo.

No curto prazo, uma alteração das taxas de juro induzida pelo banco central tem um impacto nas decisões de despesa e de poupança das famílias e empresas. Assim, as taxas de juro mais altas tornam menos atrativo o recurso a empréstimos para o financiamento do seu consumo ou investimento. Pelo contrário, estimulam a poupança.

é geralmente aceite que no longo prazo, depois de ocorridos todos os ajustamentos reais na economia, uma alteração na quantidade de moeda em circulação só se reflete no nível geral dos preços e não cria alterações reais no produto ou no desemprego. Equivale assim à substituição de uma medida (km) por outra (milha) na medição das distancias. Chama-se a este principio “neutralidade da moeda” a longo prazo e presume que a longo prazo o rendimento real e o nível de emprego são determinados por fatores reais (do lado da oferta) e não por uma politica monetária expansionista.

A inflação é essencialmente um fenómeno monetário. A Historia mostra-nos que períodos prolongados de inflação elevada estão geralmente associados a um crescimento monetário intenso.

A oferta agregada refere-se à oferta de bens e serviços produzidos pelas empresas. Com os salários nominais constantes, um nível de preços mais elevado conduz a um decréscimo dos salários reais. Com salários reais mais baixos torna-se mais lucrativo para as empresas contratarem mais

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António Sérgio: “Aquilo que é talvez o mais necessário para carrilar a vida da nossa política, isto é, a influência efetiva dos não partidários, a fiscalização dos homens que nos governam, não só por parte dos seus adversários, filiados nos partidos que não estão nos Governos”

António Sérgio (http://paginas.fe.up.pt)

António Sérgio (http://paginas.fe.up.pt)

“Aquilo que é talvez o mais necessário para carrilar a vida da nossa política, isto é, a influência efetiva dos não partidários, a fiscalização dos homens que nos governam, não só por parte dos seus adversários, filiados nos partidos que não estão nos Governos.”
(…)
“Não admita que erros tão graves se tenham dado, já que não está feita, por enquanto, a educação política do Português. Ainda se supõe, em Portugal, que o papel de cada partido é vir a aniquilar os seus rivais; que a existência dos outros grupos é um abuso e uma perversão: que é um escândalo, uma batota, uma calamidade, uma patifaria. Ora, estou convencido de que a República se não estabilizará no nosso país enquanto os partidários se não convencerem de que os outros partidos não só existem, mas que têm o direito de existir, e de que é bom para o País (e para os próprios políticos) que eles existam também.”
(…)
“O errar é próprio de todo homem, e todos erramos imensamente. Disse um dos clássicos da nossa língua que se faz a verdadeira educação nos bancos da escola da experiência. Por outras palavras: é pela crítica dos nossos erros que nos educamos a valer.”

António Sérgio

Já critiquei no Quintus (bastas vezes) o Parlamentarismo de tipo inglês. Mas existe neste uma qualidade que não há em Portugal: a capacidade para encarar a causa pública como transcendente à partidária. Mas nem aqui encontramos (sobretudo hoje) uma cidadania ativa e vigilante contra os abusos e desmandos dos governantes que possa corrigir erros de percurso e colocar os políticos no rumo certo.

Para recriarmos a nossa democracia há que a revificar. E essa difícil missão só pode ser cumprida atraves da educação cívica dos povos, tornando-os em cidadãos ativos e conscientes, agentes ativos que esqueçam o atual papel de recipientes passivos em que hoje, bovinamente, se deixaram arregimentar. Mas esta transformação não pode ser facilmente aplicada em adultos, já formados e condicionados para a obediência e passividade… é contudo mais fácil focar essa tarefa nas crianças, ensinando-lhes as virtudes e vantagens da liberdade criativa e a da cidadania vigilante e atuante. Ensinemos pois as nossas crianças a serem Cidadãs  Comecemos em nossas casas e busquemos expandir essa experiência para as escolas. Sejamos decididos e objetivos e quem sabe… talvez a próxima geração seja a primeira (desde Dom Dinis) de verdadeiros portugueses: cidadãos livres, ciosos da sua independência e capazes dos maiores feitos que um Povo pode jamais cumprir.

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Dois links para conversão de formatos de vídeo e ajustamentos de SRT

Para conversão de formatos video (sim, tenho um disco Iomega com saída de video meio obsoleto…) recomendo o Format Factory – Free media file format converter
www.formatoz.com
“Format Factory is a multifunctional media converter. Provides functions below: All to MP4/3GP/MPG/AVI/WMV/FLV/SWF.All to MP3/WMA/AMR/OGG/AAC/WAV.All to JPG/BMP/PNG/TIF/ICO/GIF/TGA.Rip DVD to video file , Rip Music CD to audio file. MP4 files support iPod/iPhone, etc”

Problemas sincronizando .SRT com ficheiros de video?…
recomendo o “Easy Subtitles Synchronizer” (gratuito)
http://easysubs.blogspot.com/

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Despesa Agregada

Por “despesa agregada” entende-se o somatório de todas as despesas que são realizadas por todos os agentes económicos. Consequentemente, a “despesa agregada” inclui as despesas de produtos e serviços consumidor pelas famílias (consumo privado), Estado (consumo público) e Empresas (despesas de investimento). As exportações, ou despesas realizadas pelo exterior sobre a produção nacional fazem também parte da Despesa Agregada.

As despesas que fazem parte da Despesa Agregada incluem também a despesa realizada sobre bens importados os quais, consequentemente, devem ser deduzidos às exportações.

A formula algébrica da despesa agregada é:
AD = C + G + I + X – M

AD = Despesa Agregada
C = Consumo Privado
G = Gastos do Estado
I = Investimento
X = Exportações
M = Importações

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Tipos de política fiscal (Expansiva ou Restritiva)

A politica fiscal pode ser Expansiva ou Restritiva.

Política Fiscal Expansiva:
Quando tem como objetivo estimular a Procura Agregada, nomeadamente quando a economia vive um momento recessivo e é preciso estimular o crescimento da economia. Este tipo de politica fiscal tende a aumentar o defice a a provocar inflacao.

Os seus objetivos são de aumentar a producao e reduzir o desemprego. Frequentemente, os seus promotores realizam uma descida de impostos, por forma a aumentar o rendimento disponível e estimular o consumo e, logo, os lucros das empresas que assim, aumentarão a contratação (reduzindo o desemprego). Assim, consegue-se uma deslocação expansiva da procura agregada.

Politica Fiscal Restritiva:
Quando tem como objetivo travar o crescimento da Procura Agregada. Este tipo de politicas são usadas quando estamos perante uma expansão excessiva da economia e a inflação começa a escapar ao controlo. Estão geralmente associadas a superavites orçamentais. Ao diminuir a Procura Agregada, a Politica Fiscal Restritiva, reduz o Emprego e produz um excesso da oferta agregada de bens, criando assim um pressão deflacionária na moeda.

Os seus mecanismos são diametralmente opostos aos usados pela Politica Fiscal Expansiva:
1. Redução da Despesa Pública, pela contração da Procura Agregada e da Produção.
2. Subida dos impostos, por forma a baixa a procura agregada e a producao. Os cidadãos ficam com menos rendimentos disponíveis e consequentemente reduzem o seu padrão de consumo o que leva a uma queda da Procura Agregada.

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Sobre o desinvestimento da Jerónimo Martins (Pingo Doce) em Portugal e nos Portugueses

Boicote ao Pingo Doce !

Boicote ao Pingo Doce !

Tem-se falado muito (até por aqui) da expressão de supremo anti-patriotismo por parte dos empresários que levam os impostos que pagavam em Portugal para a Holanda, sendo destes, o caso mais recente o de Manuel dos Santos e do Pingo Doce (para apoiar o “Boicote ao Pingo Doce” clique AQUI). Mas falou-se muito menos que sendo a escassez de Capital o problema crónico de Portugal, um dos portugueses com mais Capital, precisamente Manuel dos Santos, do Pingo Doce foi um dos empresários que proporcionalmente, em 2012, mais vais investir no estrangeiro e menos em Portugal.

Com efeito, em novembro de 2011, a Jerónimo Martins (Pingo Doce) declarou que iria investir 800 milhões de euros: 400 na Colômbia, 300 na Polónia e apenas 100 milhões de euros em Portugal. Ou seja, o “nosso” (dele) Pingo Doce reserva para o “seu” (?) apenas um oitavo do investimento total.

Portugal neste momento difícil só pode sair da profunda crise em que se encontra através da racionalização das despesas do Estado (descontroladas desde os consulados Cavaco Silva), com austeridade q.b., claro, mas também com investimento. E este não pode ser público (dada a dimensão atual da divida pública), mas privado. Resulta assim chocante ver como um dos homens mais ricos de Portugal (e que enriqueceu em Portugal) levar agora esse dinheiro que ganhou connosco para a Colômbia e a Polónia sem o investir em atividades produtivas em Portugal.

Da próxima vez que pensar em comprar os seus produtos num Pingo Doce, pense que sete oitavos do dinheiro que Manuel dos Santos fizer com o lucro dessa venda vão direitos para a Colômbia e Polónia e que o dono da empresa que está a enriquecer já não paga impostos em Portugal, nem acredita no país, nem sequer em si, enquanto português e capaz de dar a volta a mais esta grave crise nacional.

Se o Pingo Doce não quer Portugal, os portugueses não querem o Pingo Doce.

Adira ao Boicote ao Pingo Doce clicando AQUI !

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Os Paradigmas da Politica Económica

Desde a crise asiática de 1997 e depois do colapso do Lehman Brothers em 2008 que se percebeu que os paradigmas económicos dos anos 90 estavam carecidos de mudança.

O primeiro paradigma a tombar foi a recomendação para que os países abrissem os seus mercados de capitais como pressuposto de boa governança económica. Hoje, essa noção subsiste, mas é consensual que a completa liberdade dos fluxos de capitais para fora e dentro de um país não pode ser conseguida sem que se implante uma arquitetura institucional adequada.

Acredita-se agora que os mercados financeiros domésticos bem regulados e desenvolvidos são uma condição essencial para que um país possa obter capitais a baixos custos e diversificar o risco dos investidores nacionais. Estas são duas das vantagens teoricamente garantidas pela abertura dos mercados financeiros.

Existem riscos na total liberdade de circulação de capitais. Desde logo, a alta volatilidade dos fluxos financeiros. Quando um país não está preparado para enfrentar esta instabilidade a abertura dos mercados de capitais cria hiperaquecimento, bolhas especulativas, sobrevalorização de ativos e reversões bruscas com fugas massivas de capital e ameaças de bancarrota.

Este reconhecimento advindo dos perigos da volatilidade inerente aos fluxos de capital e da transicao incompleta para os mercados financeiros abertos mudou outro paradigma: crê-se agora que o câmbio flutuante administrado é mais eficaz que o câmbio totalmente flutuante.

Na atualidade, a maioria dos países responderam às tendências recessivas com taxas de juro de zero (Japão) ou perto de zero. As baixas taxas de juro dos EUA contribuem para que exista uma grande liquidez global, o que impele muitas moedas mundiais para uma pressão altista. A China resiste sempre a valorizar a sua moeda dificultando assim a recuperação económica dos EUA e da Europa. Isto faz com que o ónus da valorização e do aumendo da Procura recaia sobre paises com o cambio flutuante, como o Brasil. O Brasil respondeu a esta desproporção suavizando a valorização cambial e acumulando reservas.

A flutuação administrada coloca em campo a acumulação de reservas e os controlos de capital, duas das ferramentas pos-Lehman a que se somam as politicas fiscais, monetária e politica macro-prudencial. Estas são as cinco ferramentas hoje disponíveis aos decisores económicos.

Estas são as ferramentas adotadas pelo FMI num novo paradigma económico onde os países devem ter as suas politicas fiscais contracíclicas (sempre que possivel) e uma politica monetária focada no controlo da inflação, vigiada por um Banco Central o qual deve tambem estar atento à formação de bolhas especulativas.

O paradigma atual aconselha a taxa básica de juros como a ferramenta mais adequada para se combater a inflação enquanto que a estrutura macroprudencial é a mais eficiente na gestão de bolhas especulativas. Concretamente, fala-se aqui de gestao de niveis de depósitos, regras contraciclicas de capitalização bancária e tributação sobre operações de crédito.

Contudo, mesmo quando um país criou as condições macro-económicas mais adequadas algo pode correr mal por causa da instabilidade importada sob a forma de fluxos voláteis de capital. Uma solução passa pela acumulação de reservas, via fluxos de entrada, por forma a suavizar a valorização cambial, quer na fase de fluxos de saída, evitando a escassez de divisas através da entrada em cena de controles de capital.

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Sobre a parceria “EDP Continente”

Já escrevi aqui sobre a parceria Continente-EDP que se traduz na existência de um desconto de 10% na fatura da eletricidade. Este desconto será creditado no cartão de fidelização da marca Sonae Continente e convertido em compras nessa cadeia de hipermercados.

Cuidado com esta aparente “boa oportunidade”. Para além de questões éticas, de concorrência e de dominação do Mercado por um Oligopolio, as coisas podem não ser tão vantajosas como aparentam. Segundo um artigo publicado no Esquerda.net, existem “duas tarifas para clientes da EDP: a regulada e a liberalizada. Com o fim de atrair clientes para o mercado liberalizado, a EDP oferece agora uma tarifa mais baixa. Concretamente, a EDP pratica uma tarifa de 0,1393€/kwh no mercado regulado e uma tarifa de 0,1299€/kwh no mercado liberalizado (plano “EDP Casa”, atualmente disponível para potências superiores a 6,9 kVA). Quem aderir ao mercado liberalizado com base no plano “EDP Continente”, contudo, terá de pagar a tarifa correspondente ao do mercado regulado, superior à tarifa mais baixa do mercado liberalizado em aproximadamente 7,24%.”

É certo que “quem aderir ao plano “EDP Continente” terá de pagar um pouco menos pela potência contratada (o “aluguer do contador”) que quem aderir ao plano “EDP Casa”, uma diferença que oscila entre os 1,7% e os 1,8%”, mas segundo as contas feitas pelo Esquerda.net, em vários cenários de consumo, registam-se poupanças para o cliente, em ambos os tarifários do mercado liberalizado, mas a do plano EDP-Continente traduz-se não numa poupança em dinheiro, mas na produção de um crédito de compras que apenas pode ser gasto no Continente. Isto em relação ao tarifário regulado, portanto. Comparando os dois tarifários liberalizados, contudo, as vantagem EDP-Continente torna-se menos clara… Mesmo que desconto em compras no Continente pudesse ser convertido em dinheiro (o que não pode), segundo o Esquerda.net perderíamos 1.95 euros por comparação ao plano liberalizado da EDP. Sem o dito desconto, então ainda seria pior, ficando mais claro que o dito “EDP Casa” por 3.25 euros!

Há também que ter em conta que o “EDP Casa” apenas está disponível para quem tenha no seu lar um consumo contratado superior a 6,9 kVA. Quem tiver menos ou adota o tarifário regulado ou a do… “Plano EDP Continente”. Atenção, contudo, que neste plano se perdem as  tarifas bi-horária e tri-horária, se deixa de poder pagar por Multibanco e até a “conta certa”! E como se não bastasse, esta vantagem marginal oferecida pelo “EDP Continente” é temporária – segundo o Esquerda.net – uma vez que os descontos no Continente acabam a partir do final de 2012.

O que ganha o Continente é evidente: mais clientes para os seus hipermercados. Mas o que ganha a EDP? Bem, desde logo, atrai mais clientes para o tarifário liberalizado, antecipando o termo do regulado em 2013. A partir de então – e como sucedeu com os resultados que todos conhecem – assistiremos a uma explosão dos preços liberalizados, mas entretanto, a EDP já cativou clientes contra a concorrência que a partir de 2013 há de chegar em força, mas com o mesmo tipo de “combinação de preços” que hoje se observa na gasolina. De permeio, o Continente ganha mais clientes e o comercio local e as pequenas ou médias redes nacionais de supermercados levam mais um rude golpe.

Fonte:
http://www.esquerda.net/artigo/ganha-edp-ganha-o-continente-perdemos-n%C3%B3s

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