Daily Archives: 2011/12/26

O investimento estrangeiro no Brasil em 2010

Segundo dados recentemente conhecidos, o montante total do investimento direto estrangeiro no Brasil – sob a forma de participação de capital – cresceu de 162 mil milhões de USDs em 2005 para 579 mil milhões, no ano passado, num notável crescimento de 256%. O valor do investimento estrangeiro direto no Brasil, em 2010, corresponderia assim a 30.8% do PIB deste país lusófono.

O Banco Central do Brasil reconhece que existe neste crescimento um certo empolamento resultante de uma alteração de critérios deste estudo que é realizado a cada cinco anos, e que foi imperativo aplicar por forma a que se passasse a usar no Brasil o padrão estatístico internacional.

Este estudo da autoridade monetária brasileira clarifica também mais do que o anterior a origem dos capitais que afluem ao país. Se antes muitos capitais apareciam como tendo vindo de regiões financeiramente opacas, como os Parai sos Fiscais ou de Estados que oferecem grande vantagens ao capital estrangeiro, como a Suécia ou a Holanda, agora é possível identificar a origem real dos investimentos, mesmo quando se recorrem a investidores intermédios.

Segundo este estudo, o maior investidor imediato é a Holanda, com 162 mil milhões de USDs, seguindo-se os EUA (70 mil milhões). Na lista de investidores finais, contudo, a Holanda cai para a 12a posição, o que mostra a carateristica indireta dos investimentos desta origem.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1021690-investimento-estrangeiro-direto-no-brasil-cresce-256-aponta-do-bc.shtml

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Categories: Brasil, Economia | Deixe um comentário

Daniel Oliveira: “As coisas estão neste estado porque fizeram (e continuam a fazer) escolhas politicas criminosas. Porque os governos são estúpidos? Não. Porque são políticamente corruptos”

Daniel Oliveira (http://aeiou.visao.pt)

Daniel Oliveira (http://aeiou.visao.pt)

“Em 2007, a Comissão Europeia, através da diretiva MIF (Mercado de Instrumentos Financeiros), desregulou a organização das praças bolsistas na Europa. Com a sua fé inabalável na concorrência, conseguiu o que queria: metade das transações bolsistas europeias são feitas fora das bolsas, através de sistemas opacos; que permitem que as transações sejam feitas sem se saber por quem, em que quantidades e a que preço. Do capitalismo de casino passámos ao capitalismo de candonga. Tudo se passa em computadores superpotentes; numa multiplicação vertiginosa de transações que os profissionais mais especializados neste jogo controlam.”

> Esta economia virtual, que movimento recursos incríveis, sempre fora da economia real e sem introduzir qualquer espécie de valor na cadeia de produção tem que ser estancada. Após a crise do Sub-prime de 2008 (que ecoa ainda hoje, sob a forma de “Crise das Dividas Soberanas”) muitas foram as vozes de políticos que clamavam pela regulação deste mundo desbragado e incrivelmente arrogante. Mas nada de concreto se produziu. E a Europa (onde essas vozes foram mais altas) não só não fez nada para impedir a continuação dos Offshores que funcionam no seu próprio seio, como manteve inalterada esta diretiva MIF.

“As coisas estão neste estado porque fizeram (e continuam a fazer) escolhas políticas criminosas. Porque os governos são estúpidos? Não. Porque são politicamente corruptos. Quando vemos António Borges a dirigir o Departamento Europeu do FMI e Mario Draghi à frente do BCE e sabemos que os dois foram vice-presidentes da Goldman Sachs – que foi quem mais ganhou com a crise do subprime e que ajudou a Grécia a mascarar a verdadeira dimensão do seu défice -, percebemos de quem estamos reféns. De gente com um currículo que deveria ser considerado cadastro.”

> a política há muito que se tornou no campo de expressão dos lobbies financeiros. Os ditos “partidos de governo” que se alternam ano após ano, nos países que compõem a União Europeia são hoje pouco mais que joguetes destes interesses que financiam as campanhas eleitorais e que empregam os políticos quando estes se “reformam” da política ativa. A moralização da política é assim uma das prioridades das nossas sociedades, por forma a obviar à ocorrência destas cumplicidades. Mas a agilidade e a devida dotação de meios das policias e dos tribunais é ainda mais importante, porque urgente e porque mais produtiva a curto prazo. Mas não chegam. É preciso também que sejam completamente proibidos todos os financiamentos partidários, de empresas ou particulares e que todos os partidos políticos dependam unicamente dos orçamentos de Estado. E que se estabeleçam regras muito restritivas quanto ao tipo de carreiras e ramos profissionais que os antigos políticos podem exercer após o abandono da sua carreira política ativa.

Fonte:
Expresso; 8 de outubro de 2011

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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