Daily Archives: 2011/12/18

A reforma do Conselho de Segurança da ONU e a sua decomposição com organizações regionais como a CPLP

Conselho de Segurança da ONU (http://assets0.exame.abril.com.br)

Conselho de Segurança da ONU (http://assets0.exame.abril.com.br)

O processo de reforma da ONU já se vem arrastando desde à algum tempo… Mas num mundo cada vez mais turbulento e a entrar a toda a força numa recessão global é preciso que a anacrónica composição do Conselho de Segurança seja revista e que países isolados sejam aqui substituídos por organizações regionais, como a União Europeia, a ASEAN, a NAFTA ou a CPLP. Com esta nova composição, o equilíbrio regional e entre potencias seria maior e a inclinação neoimperial por parte de algumas potencias e superpotências seria anulada.

Esta é a proposta para revisão do Conselho de Segurança da ONU do professor Adriano Moreira que o MIL homenageará como “Personalidade Lusófona” em 24 de fevereiro de 2012 e recebeu recentemente o doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Mindelo (Cabo Verde).

Segundo defende o académico: “As pessoas preocupam-se tanto com o globalismo, que no fundo é uma teoria de interdependência, e esquecem-se das especificidades, que são cada vez mais importantes. A CPLP tem uma especificidade em relação ao globalismo, que tem uma importância extraordinária para a reorganização da ordem mundial”.

Adriano Moreira, não defendo contudo uma reformulação radical, que exclua do CS completamente os grandes países: “Haverá grandes países que terão o seu lugar, mas as organizações internacionais especializadas terão de ter o seu lugar. A Inglaterra e a França não devem estar no Conselho de Segurança, mas sim a Europa. Em muitas organizações, como a CPLP, o regionalismo das especificidades vai ter o seu lugar”.

Ainda que a proposta de Adriano Moreira seja muito interessante enferma – na nossa modesta opinião – de uma grande dificuldade: como definir um “grande país”? Será um país com mais de cem milhões de habitantes? Uma das 20 maiores economias do mundo? Um país que tenha mais de 2 milhões de Km², que esteja num dado patamar de IDH, etc… Um cruzamento ponderado de todos estes valores?… Seria inviável e forçaria a recomposições constantes consoante os “grandes países” ascendiam ou caiam nesses indicadores e lançaria achas constantes de invejas cruzadas. Por essas razões defendemos a substituição total dos países (grandes ou pequenos) no Conselho de Segurança por organizações regionais. Mas seria preciso que estas nomeassem os seus representantes no CS por processos democráticos e que estas próprias organizações tivessem no seu seio a obrigação de que os seus Estados-membros cumprissem regras de respeito básico aos Direitos Humanos e à Democracia.

Este tipo de reorganização do Conselho de Segurança colocaria a CPLP num primeiro patamar de presença e influência no mundo e permitiria alavancar de uma forma profunda e sustentável a autoridade e eficácia desse órgão máximo da ONU que é o Conselho de Segurança, permitindo minorar e resolver aqui muitos conflitos que hoje e no futuro assolarão o mundo. Com a CPLP, os países da Lusofonia representados bem no seu seio.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/organizacoes-regionais-deveriam-passar-a-integrar-conselho-de-seguranca-diz-adriano-moreira-1524599

Categories: Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | Deixe um comentário

Os custos da Energia Solar estão a cair a pique

O grande problema da energia solar sempre foi o do custo de investimento por quilowatt. Contudo, isto está a mudar muito rapidamente. Os progressos tecnológicos dos últimos anos têm sido tremendos, sobretudo, os preços têm caído espetacularmente a um ritmo de 7% ao ano.

Esta queda de preços resulta da eficiência cada vez mais elevada dos painéis, mas sobretudo do nível muito elevado subsidiação da industria solar chinesa por parte do governo de Pequim. Esta política de subsídios reduziu os preços dos painéis solares de 2010 a 2011 em quase 40%. Obviamente, tal política levou à falência muitas empresas do ramo na Europa e nos Estados Unidos…

Além dos custos de fabricação estarem em queda, também os de instalação estão em queda: nos EUA, os custos de construção de grandes instalações solares caíram 17% apenas em 2010.

O facto de existirem cada vez mais economias de escala, na Energia Solar, contribuiu também de forma muito importante para a queda dos preços da energia solar: em 2010, só nos EUA foram instalados mais de 17 giga-watts em painéis solares, ou seja, o equivalente a 17 novas centrais nucleares!

A China é hoje o maior fabricante mundial de painéis solares. O facto desta industria ser altamente subsidiada (na China e no resto do mundo, como em Portugal) coloca a questão: quando pela via da atual crise financeira os governos deixarem de a poder subsidiar ela vai sobreviver e, sobretudo, vai manter a tendência de descida dos custos?… É impossível saber. A manterem-se as tendências atuais os custos por quilowatt da energia solar deverão entrar em paridade com os da energia fóssil por volta de 2018, segundo a consultora Ecofys, mas para isso os custos terão que descer ainda mais algumas dezenas de vezes a partir dos atuais um euro por watt.

Acreditamos que nesta equação os ditos “impostos de carbono” terão também um papel a cumprir… desde logo porque todas as externalidades económicas dos combustíveis fosseis não fazem atualmente parte da sua estrutura de formação de preços: as calamidades naturais provocadas pelo Aquecimento Global e suportadas pelos Impostos não estão refletidas nos preços… E essa reflexão só pode suceder pela via fiscal. Estes “impostos de carbono”, como aquele que acaba de ser inaugurado na Austrália, permitiram manter algum tipo de subsidiação na energia solar e compensar os seus custos, aumentando os dos combustíveis fosseis pela introdução de uma componente de custos que hoje é aqui escamoteada.

Fonte:
http://www.washingtonpost.com/blogs/ezra-klein/post/solar-is-getting-cheaper-but-how-far-can-it-go/2011/11/07/gIQAuXXuvM_blog.html?wprss=ezra-klein

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade