Daily Archives: 2011/12/16

O ministro da Defesa da Guiné-Bissau apelou aos restantes países da CPLP que apoiassem a reforma do exército guineense

MIlitares guineenses (www.africanidade.com)

MIlitares guineenses (www.africanidade.com)

O ministro da Defesa da Guiné-Bissau apelou aos restantes países da CPLP que apoiassem financeiramente o importante processo de reforma do exército guineense. O apelo de Baciro Djá foi feito no contexto da passagem antecipada à reforma de um grupo de militares, um processo que está a ser travado pelo esgotamento do Fundo de Pensões, contendo hoje pouco mais de meio milhão de dólares dos 63 milhões que se estimam necessários para os próximos cinco anos.

Sem a reforma desses militares (a maioria diretamente envolvidos em golpes militares e no narcotráfico) não será possível recrutar novos militar e purgar as forças armadas guineenses dos maus elementos que hoje as desprestigiam aos olhos dos cidadãos da Guiné e da comunidade lusófona e internacional.

A estabilização militar e de segurança da Guiné-Bissau é crucial para o desenvolvimento deste conturbado país lusófono. A presença de meio milhar de militares angolanos em missão de observação e treino das forças locais foi muito bem percepcionada pelas populações locais, como pude constatar eu próprio quando estive em Bissau em março de 2011, mas agora é preciso dar o passo seguinte e excluir do exercito os elementos mais turbulentos, indisciplinados e corruptos das suas hostes. E para isso – dada a pobreza endémica do Estado guineense – a comunidade lusófona tem o dever moral e o imperativo de consciência de contribuir.

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=544925

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Entrevista ao galizalivre.org: “Sendo Português existe um dever moral e histórico de solidariedade para com a Galiza”

Ler AQUI.

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Sobre a adesão da Guiné Equatorial à CPLP

Theodore Obiang, o presidente "vitalício" da Guiné Equatorial (www.voafanti.com)

Theodore Obiang, o presidente "vitalício" da Guiné Equatorial (www.voafanti.com)

“Em 2010, a Guiné Equatorial esteve prestes a integrar a CPLP como nono Estado-membro. Contudo, em parte devido a protestos espontâneos da opinião publica em vários países lusófonos contra a entrada da ex-colónia espanhola; as delegações dos Estados-membros decidiram adiar a decisão sobre a adesão até à cimeira em Maputo, em 2012, condicionando-a ao “pleno cumprimento das disposições estatutárias da CPLP, particularmente no que respeita à adoção e utilização efetiva da Língua Portuguesa.”
Na tentativa de dar um mínimo de credibilidade à implementação e difusão do português na Guiné Equatorial o regime de Obiang aceitou introduzir o português no leitorado da universidade nacional.

A expansão do ensino português é louvável, seja onde for, contudo é completamente absurdo confundi-lo com uma implementação efetiva como língua oficial. Em África; Centros de Língua Portuguesa e leitorados já existem na África do Sul, Etiópia, Namíbia, Nigéria e no Senegal. A ninguém passaria pela cabeça que, por esta razão, estes países pudessem ser considerados de língua oficial portuguesa. A língua oficial de um país é utilizada na instrução escolar, nos tribunais; na administração, no parlamento e na comunicação social. Na Guiné Equatorial; a utilização efetiva não sucedeu com o francês em 1997 nem acontecerá com o português agora.

Mesmo assim, os defensores da adesão desta ex-colónia espanhola à CPLP querem fazer crer que a imposição do português como língua oficial (…) não foi o resultado da livre vontade da sua população, mas de uma imposição de um dos regimes mais corruptos, cleptocratas e repressivos de toda a África.

Não há dúvidas que a entrada da Guiné Equatorial como membro de pleno direito não pode credibilizar a CPLP como organização que respeita os seus próprios princípios orientadores ou compreendeu as lições da Primavera Árabe. E muito menos pode dignificar a língua portuguesa.”

Gerhard Seibert
Público, 31 outubro de 2011

A questão da eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP é muito polémica, praticamente desde o primeiro dia. Existe um certo aspecto lisonjeador no interesse da Guiné Equatorial em aderir à CPLP e de facto o regime de Obiang só teria interesse em proceder com tal adesão se esta fosse prestigiante para um regime que – pela sua natureza ditatorial – é hoje pouco mais que um pária universal.

A CPLP ganharia influencia e presença no mundo com esta adesão? Sim, mas a um preço demasiado alto. A CPLP só pode aspirar a ser o ponto de partida para aquilo que desejamos: uma União Lusófona, se mantiver o respeito aos seus próprios estatutos, que consagram o respeito pelos Direitos Humanos e pelo são exercício democrático. A Guine Equatorial pode aderir (e deve) desde que respeito ambos os conceitos. Se o regime tem assim tanto desejo em aderir então que faca como fez a União Europeia para com a Turquia: que exija o cumprimento destas regras básicas. Uma Guine Equatorial respeitadora dos Direitos Humanos e da Democracia é bem vinda. A atual, não. Nem que fale português.

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