“A banca tem um problema com a divida de 1000 milhões de euros que Joe Berardo contraiu para entrar no BCP, cujas ações valem agora menos de 70 milhões de euros”

“A banca tem um problema com a divida de 1000 milhões de euros que Joe Berardo contraiu para entrar no BCP, cujas ações valem agora menos de 70 milhões de euros. E não é de hoje, é desde que em 2008 as ações do banco fundado por Jardim Gonçalves começaram a cair a pique.
Por isso, seja qual for o valor que resultar da reavaliação da Coleção Berardo, mesmo que seja substancialmente abaixo dos 316 milhões, o problema para a banca não se altera substancialmente. É que a dimensão da dívida é de tal ordem que será sempre uma dor de cabeça para a banca.”

A grande questão, aquela que ainda ninguém levantou é a de saber quem foi responsável por estes 3 grandes empréstimos bancários. Berardo, obviamente, tentou voar mais alto do que as suas asas de ígnaro permitiam, mas os 3 maiores bancos portugueses, plenos de sabedoria financeira, licenciados e doutorados em finanças e com a fama (imerecida?) de sábia gestão, imune aos descabelamentos bancários de islandeses e irlandeses, emprestaram MIL MILHÕES a Berardo. O empréstimo ainda é mais incompreensível que Berardo deu como garantias bens que valeriam apenas um terço do crédito total. Os responsáveis por estes empréstimos terão (?) sido punidos, internamente, mas montantes desta escala foram certamente aprovados também nos mais altos escalões. E aqui, onde estão as responsabilidades? Má gestão? Cumplicidades varias? Pura incompetência? O que esta por detrás deste estranho credito?

(A Coleção Berardo) “além de estar cedida em regime de comodato ao Estado até 2016, não é um ativo líquido. Vale sobretudo pelo seu conjunto e não é papel dos bancos andar a vender peças de arte em leilão. Além disso, o protocolo assinado entre o Estado e a Fundação Berardo aponta para que mesmo que a Coleção mude de proprietário o acordo tenha de ser cumprido ate 2016. Ou seja, que a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo – se mantenha e o Estado possa continuar a mostrar as obras no Centro Cultural de Belém.”

Ou seja, mesmo que os três bancos credores decidam exercer a sua garantia; a pura divisão por três da Coleção Berardo vai implicar a sua perda de valor. Suspeita-se que está subavaliada, é verdade, mas o valor a recuperar nunca será suficiente para compensar a falência do comendador…

Anabela Campos
Expresso; 8 de outubro de 2011

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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