Daily Archives: 2011/12/02

Em 2012, a Força Aérea Russa vai receber 90 novos aviões e helicópteros

Su-35S Flanker-E (www.ausairpower.net)

Su-35S Flanker-E (www.ausairpower.net)

Segundo fontes do Ministério da Defesa russo, a força aérea deste país euro-asiático irá receber em 2012 um total de 90 novos aparelhos, entre aviões a reação e helicópteros.

Entre os aparelhos que a Força Aérea Russa vai receber contam-se 10 Su-34, 10 Su-25SM e aviões Su-35S Flanker-E num número não especificado naquela que será a mais importante adição de 2012, já que se tratam de aparelhos de 4.5ª geração.

Os russos vão também incorporar 20 novos helicópteros de ataque Mi-28N, Ka-52 uma variante modernizada do Mi-35. 30 Helicópteros de transporte Mi-8 e 5 Mi-26T serão também adicionados ao inventario.

No global, trata-se de uma importante e ambiciosa renovação de inventario de uma força aérea que durante décadas esteve ao abandono apesar das renovadas ambições globais da Federação Russa e dos conflitos latentes na Geórgia, no Cáucaso e nas fronteiras asiáticas.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russian-air-force-to-get-90-aircraft-in-2012-38492/#ixzz1eVnXghDp

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Dívida Externa e Bancarrota: As lições da Argentina e da Islândia

Portugal entrou – de facto – em Bancarrota em abril de 2011. O pedido de “ajuda” ao FMI/FEEF/BCE sucedeu em decurso desse processo, e vivemos hoje de facto, já nessa situação concecional. Portugal iludiu essa bancarrota transferindo essa dívida para uma dívida à Troika. Daqui a dois anos, quando a “ajuda” acabar, não é crível que Portugal esteja pronto para dispensar novo endividamento, nem que esteja pronto para começar a amortizar a divida anterior. Pelo contrario, em 2013 a opção de declarar bancarrota tornara a estar sobre a mesa.

Importa assim estudar o que se passou na Argentina em 2000 e 2001. O que aconteceu com a bancarrota argentina e qual é a situação atual de um país que em 2000 parecia completamente acabado?

A Grécia – depois de muita volta e revolta – acabou por conseguir um perdão de 50% da sua dívida. A Argentina em 2000 decidiu unilateralmente não pagar a sua. Os efeitos foram os mesmos, mas em escala diversa… O governo Passos Coelho mantém o discurso “politicamente correto” do “bom aluno” e recusar qualquer Incumprimento. Mas importa descartar os dogmas que nos são atirados para os olhos a partir do norte da Europa e que interessam aos banqueiros holandeses, austríacos e alemães, mas que colidem com o supremo (?) interesse nacional português.

Mas há alternativa. Há sempre o exemplo Argentino. Em 2000, o país sul-americano declarou a sua incapacidade de pagar a dívida externa de 95 mil milhões de dólares e recusou a proposta “ajuda” do FMI que a Europa impôs a Portugal. Foi o fim da economia argentina? Não. Desde então o país não tem parado de recuperar, ano após ano. Esta coragem (que faltou a Sócrates e a Passos) demonstrada pela presidente Cristina Kirschner, agora reeleita, e antes pelo seu marido, Néstor criaram as bases para uma economia saudável, prospera e resiliente. Desde 2000, o PIB cresceu 94%, muito acima de qualquer uma das economias regionais. A pobreza conheceu uma descida sem precedentes, caindo 4 pontos percentuais para 21.5%, quase o mesmo que a muito badalada economia brasileira com o seu índice de 21.4% (dados de 2009) e muito melhor que o México com os seus humilhantes 51.3%.

Cumprindo um percurso diametralmente oposto ao português, a Argentina triplicou as despesas sociais, a desigualdade de rendimentos (onde Portugal é um dos 3 piores exemplos europeus) caiu para metade. Hoje, na Argentina, os 5% mais ricos ganham 17 vezes que a media dos cidadãos. Em 2000, ganham
34 vezes.

O exemplo argentino desfaz desde logo um mito: que uma Recessão criada por uma crise financeira implica sempre uma recuperação lenta e plena de sacrifícios. Depois do incumprimento, a Argentina esteve apenas 3 meses em recessão. Portugal deverá estar pelo menos 3 anos. Com sorte. Em 2003, a economia estava já em regime de cruzeiro e assim permaneceu até aos dias de hoje.

Portugal deve assim contemplar a via argentina. E de seguida, olhar para a grega: Três anos depois da “ajuda” da Troika, a Grécia contraí a uma média de 5% por ano.

Não serei, contudo, demagogo. A via argentina deve ser ponderada, mas riscos. Desde logo, implica um afastamento automático dos Mercados financeiros por um prazo que nunca será inferior a dez anos. É também seguro que no dia em que o Incumprimento for declarado o valor real do dinheiro depositado ou investido em Fundos cairá entre 50% a 75%. Há indícios de que alguns números oficiais do governo de Buenos Aires podem estar “apimentados”, como os da inflação e é por isso mesmo que país está no top 25 do Clube da Bancarrota…

Não olhemos assim para a Argentina com uma visão excessivamente cor-de-rosa e otimista. Mas cruzêmo-lo com o algo semelhante exemplo islandês. Na Islândia, a tremenda dívida da Banca não foi absorvida pelos contribuintes. A economia também recuperou de forma robusta e estável e o desemprego está em queda depois da declaração de Incumprimento. O país investiu de novo no setor produtivo (o mesmo que Cavaco mandou desmantelar) e liberto de uma dívida impagável e do seu pesado serviço de divida pode refinanciar essa recuperação.

Daqui se conclui que alem da opção “mais dívida”, transferindo a divida externa para “dívida à troika”, sem mudar realmente o seu peso, nem a estrutura inquinada da economia, não vai resolver nada. Cedo ou tarde, chegara o momento de declarar bancarrota. E então, as lições (boas e mas) da Argentina e da Islândia têm que ser aprendidas.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/o-que-pode-a-grecia-aprender-com-o-default-argentino_129803.html

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 8 comentários

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