Daily Archives: 2011/11/10

Está iminente um ataque aéreo israelita ao Irão?

F-15I israelita (http://flights.com.br)

F-15I israelita (http://flights.com.br)

Não são de ontem as noticias sobre um ataque aéreo israelita às instalações nucleares do Irão. Mas nada se sabia já há alguns meses. Contudo, no começo de novembro, o jornal israelita Haaretz publicou uma noticia segundo a qual o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu teria pedido ao seu gabinete apoio para um ataque ao Irão.

A noticia surge após semanas de especulação mediática sobre a preparação de um tal ataque unilateral, isto é, realizado sem apoio explícito dos EUA.

A notícia do Haaretz refere que além do Primeiro Ministro, o Ministro da Defesa e o dos Negócios Estrangeiros são favoráveis a tal ataque, mas a maioria dos ministros continuam a opor-se a tal ação, como o ministro das finanças e o do Interior.

Segundo alguns peritos um ataque aéreo ao Irão no Inverno seria “quase impossível” devido à cobertura de nuvens. Logo, mesmo que o Primeiro Ministro consiga inverter a situação no seu próprio gabinete, é duvidoso que ataque seja realizado nos próximos meses, especialmente tendo em conta o elevado grau de dispersão das instalações nucleares iranianas e o seu relativamente elevado grau de proteção (bunkers e defesa anti-aéreas). De facto, qualquer operação israelita contra o Irão será sempre de alto risco. Desde logo a sua força aérea não tem os meios suficientes para a tão longa distancia conseguir atingir os alvos iranianos na secção leste deste país e depois resta sempre a questão de ter que sobrevoar o Iraque, a Jordânia e talvez a Síria no voo de ida (o que pode não ser muito problemático), mas sobretudo no de volta, com as defesas aéreas destes países preparadas para os receber… Apesar de toda a vontade do Primeiro Ministro, a operação é extremamente arriscada e certamente que iria enfurecer os iranianos, que iriam retaliar com os mísseis Scud que se sabe terem em armazém em grandes quantidades.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/In_Israel_speculation_over_strike_on_Iran_grows_999.html

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A sonda Phobos-Grunt está com um problema de software?

Phobos-Grunt (http://smsc.cnes.fr)

Phobos-Grunt (http://smsc.cnes.fr)

Neste momento, equipas de engenheiros especiais russas estão a trabalhar freneticamente para salvar a sonda marciana Phobos-Grunt. A sonda está neste momento encravada na orbita terrestre depois de ter falhado a ignição do motor que a devia levar ate Marte.

Segundo algumas fontes, os russos teriam 3 dias. Segundo outras, teriam duas semanas para descobrirem uma forma de calcular nova trajetória e ligar os motores. A sonda está numa orbita estável o que permite aos engenheiros conceberem e executarem um plano de salvamento.

A sonda ter-se-á separado do seu lançador Zenit sem problemas, mas o seu motor terá falhado quando o tentaram ligar para sair de orbita e começar a viagem até Marte. Até ao momento, a causa do problema parece estar no software e algumas fontes indicam que resolvê-lo pode ser tão fácil como… fazer um Reboot do sistema operativo da Phobos-Grunt. Alternativamente, os russos podem ter também que enviar novos comandos para a Sonda, que corrijam algum erro no software.

A sonda devia aterrar na lua marciana de Phobos, recolher amostras e trazê-las de volta para a Terra. Um objetivo inédito, de extrema ambição, já que todas as missões soviéticas a Marte deram invariavelmente em fracassos e que a Rússia não envia missões extra-planetárias ha mais de 25 anos.

Ainda há esperança, e parece que entre os 3 dias e as 2 semanas, ainda pode haver… Mas parece muito provável neste momento que a ambição russa tenha sido efetivamente excessiva… Especialmente num contexto em que a industria especial vegeta há décadas na falta de inovação, em tecnologia bem conhecida mas obsoleta (todos os seus foguetões têm décadas de uso) e onde a “massa critica” de cientistas se perdeu já, uma vez que era na sua maioria produto da Corrida Espacial e da Guerra Fria da década de 90.

Fonte:
http://www.space.com/13556-russia-save-troubled-phobos-grunt-mars-probe.html

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Agostinho da Silva: uma proposta para uma reestruturação do Estado, da Democracia e da Administração

Agostinho da Silva (http://ocanto.esenviseu.net)

Agostinho da Silva (http://ocanto.esenviseu.net)

“Portugal um talvez se tenha que reorganizar, para que enfrente uma primeira parte do que lá para trás lhe ficou sem concreto; nem que seja, mas creio que o não será, para assistir aos feitos, já só deles, de seus filhos brasileiros ou africanos. Talvez principie pelo basilar e peça que as aldeias escolham os seus melhores, um para que fique de regedor, outro ou outros para que, juntamente com outras aldeias, organizem a freguesia, e que ela, por eleição entre os eleitos, mande seus delegados a constituírem o concelho, feito este segundo a conveniência dos vizinhos e não por fantasias de um soba de Lisboa que talvez nem corografia saiba.”

> Por forma a transformar Portugal numa democracia municipalista descentralizada (um dos pontos da Declaração de Princípios do MIL) o território deve ser radicalmente reorganizado começando pelas suas menores estruturas, as aldeias no Campo e os Bairros nas cidades. Serão estas estruturas básicas (a que Agostinho chama de “aldeias”) que servirão de pilar essencial a todo o edifício democrático. Será aqui que as comunidades elegerão aqueles que melhor conhecem, pelo percurso de vida, conhecimentos empíricos e sabedoria de vida. Cidadãos que conhecem pessoalmente e nao através de pesadas e manipuladoras máquinas de Marketing Político. Alguns destes cidadãos, eleitos pelos seus pares locais serão os regedores destas aldeias ou bairros, outros serão os seus delegados enviados para agregações de Bairros ou Aldeias conhecidos hoje como “Freguesias”, aqui, em Assembleia de Freguesia estes delegados escolham o executivo da freguesia e aqueles que nesta assembleia devem representar a Freguesia na Assembleia Municipal, órgão capaz de eleger, por sua vez, o Executivo Municipal.

Este modelo de descentralização municipalista prevê portanto apenas um tipo de sufrágio, ao nível do Bairro ou da Aldeia, sendo os restantes níveis (Freguesia e Concelho) de eleição indireta, a partir dos delegados escolhidos pelas comunidades locais no primeiro nível. Como é possível o conhecimento pessoal destes eleitos de proximidade, sem a turva intermediação dos Media ou das máquinas de marketing político, estamos num sistema que dispensa os Partidos (essenciais no sistema representativo atual), e desta forma se consegue resolver um dos grandes problemas da democracia portuguesa atual que é o distanciamento entre Eleitos e Eleitores com os consequentes elevados (e crónicos) níveis de abstenção e baixos níveis de participação e atividade cívica da maioria dos cidadãos.

“São os enviados destes concelhos que terão de se reunir em Cortes, de ouvir quem saiba, na primeira linha os da Geografia, como deverão ser as regiões e as propor. A quem as propor? Ao que logo de início tiverem escolhido como primeira figura do Estado, Presidente lhe chamam ou Rei, vitalício enquanto tiver vida que sirva, e que escolherá seu Conselho de modo a contemplar as organizações de trabalho, as de culturas, artes e igrejas e os partidos. Conselho que transformará em leis as propostas das Cortes, designará ministros que não sejam seus membros, será juiz da vitalidade do Chefe de Estado, indicará quem a seu parecer o poderia substituir – mas que o decidam as Cortes”

> As Cortes serão assim o nível administrativo e democrático superior. Formadas com delegados enviados pelos Concelhos, estes representantes escolherão em sufrágio indireto o Presidente-Rei (consoante prefiramos o termo republicano ou o monárquico). Este supremo regedor da Nação será eleito de forma vitalícia (enquanto estiver na posse das suas faculdades, ou seja, enquanto tal for o entendimento maioritário das Cortes) e o regime assim desenhado por Agostinho assume-se como Presidencialista, como o norte-americano ou francês, em que ao Chefe de Estado cabe a seleção do elenco governativo, o executivo que aplica e transforma em Leis os Projetos previamente aprovados em Cortes.

Fonte:
Agostinho da Silva, Textos Filosóficos II

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