Daily Archives: 2011/11/04

A Via Grega

Os políticos gregos estão extáticos com a sua vitoria que se traduziu num perdão da dívida grega. O primeiro ministro grego declarou que estamos perante uma “nova era” resultante do perdão de metade da Dívida Grega a partir dos atuais 350 mil milhões de euros.

Os contestatários gregos, que ocuparam as ruas e os seus políticos que passaram os últimos anos a “fingirem” que tomam medidas de contenção das suas descontroladas finanças públicas, mostraram assim que – ambos – estavam na via correta: o Protesto e Ouvidomouquismo como resposta perante os credores.

Portugal, obcecado como no tempo de Cavaco em se mostrar um “bom aluno”, está contudo na via oposta: a do Cumprimento a todo o custo, custe o que custar e na cega e mortal sanha de agradar e servir os interesses dos credores. Islândia (2008), Argentina (2000) e agora a Grécia provam que há outra via.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/papandreou-fala-de-uma-nova-era-para-a-grecia-1518463

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A contestação popular continua a aumentar na China

Protestos populares na China (www.algemeiner.com)

Protestos populares na China (www.algemeiner.com)

Embora a censura severa imposta pelo regime comunista de Pequim sobre a sua população bloqueie a maior parte das informações sobre os crescentes níveis de contestação social na China, algo consegue – por vezes – atravessar e chegar ao Ocidente. Recentemente, por exemplo, soube-se de confrontos violentos entre populares e polícia de choque nas províncias da China oriental.

Os confrontos ocorreram na cidade de Zhili e tiveram o seu apogeu quando um grupo de manifestantes protestando contra o aumento de impostos marcharam sobre edifícios governamentais, arremessando rochas, incendiando carros e lojas e virando veículos nas ruas.

A crise parece ter começado quando um empresário de uma fábrica de roupa para crianças recusou pagar os impostos. Perante a insistência do fiscal governamental, um grupo de trabalhadores e amigos do empresário reuniu-se e começou a atacar o cobrador. O numero exato de manifestantes é desconhecido mas estima-se que seja da ordem dos milhares, o que é raro num país onde a polícia tem autoridade quase absoluta e onde qualquer manifestação é sempre severamente reprimida.

Este relato soma-se a muitos outros que indicam que a sociedade civil começa a despertar na China e colocar abertamente em causa o regime autoritário e repressivo de Pequim. Embora os níveis de censura sobre a Internet chinesa não parem de aumentar, é de esperar que este ritmo se intensifique nos próximos anos, à medida que a recessão global se vai agravando e que isso impacte nas exportações chinesas e, consequentemente, no crescimento do PIB que tanto tem contribuído para manter baixos os níveis de contestação interna.

A questão está em saber se a China poderá manter-se governável num contexto económico recessivo. Se a repressão e a censura serão suficientes para manter passivo e dócil uma população com dois mil milhões de pessoas. Sobretudo, sem Democracia, poderá a China resistir ao descontentamento popular que terá apenas a Rua como única forma de expressar o seu descontentamento perante uma situação económica em acelerada erosão?

Fonte:
http://www.voanews.com/english/news/asia/east-pacific/Hundreds-of-Chinese-Riot-Over-Taxes-132701928.html

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Agostinho da Silva: “O menino é um monstro de perguntas, de curiosidade, de inteligência actuante”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“O menino é um monstro de perguntas, de curiosidade, de inteligência actuante. Então, o povo português achou que digno de imperar no Espírito Santo (quer dizer, de ser o Rei, a figura principal do império futuro, da futura idade do mundo), era a criança. Com a sua imaginação, a sua alegria, a sua capacidade de perguntar, todas essas coisas.”
Agostinho da Silva, O Império do Espírito Santo entre os Homens

Este é o modelo de cidadão do futuro antevisto por Agostinho: eternamente questionador, apuradamente informado pela forma como a “coisa pública” é regida, este “cidadão completo” agostiniano buscava na criança a inspiração para este novo tipo de cidadania ativa na sua imaginação, eterno questionamento da realidade e intervenção ativa na sociedade civil.

A única revolução que pode produzir efeitos duradouros e perenes será aquela que for cumprida no seio de cada um de nós, na forma como conduzimos a nossa vida, como recusamos uma vida passiva e bovinizada e nos deixamos conduzir pelos arreios puxados por “fazedores de opinião”, líderes ou maiorias mais ou menos acéfalas. Cada cidadão deve ser pleno, participar ativamente na vida social, associativa, cívica ou política da sua comunidade, tornando-se num condutor da sua própria vida e na prosperidade da comunidade em que está inserido. Só pela via da Cidadania Ativa pode ocorrer o despertar da Sociedade Civil, do torpor que agora a carateriza e que se contra no cerne da atual grave crise em que Portugal se encontra hoje mergulhado.

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