Daily Archives: 2011/11/02

O Rafale e o Typhoon são os finalistas do concurso indiano M-MRCA

Eurofighter Typhoon (http://www.defencetalk.com)

Eurofighter Typhoon (http://www.defencetalk.com)

O Ministro da Defesa indiano convidou os dois finalistas do concurso indiano: o Eurofighter e o Rafale para a 4 de novembro apresentarem formalmente as suas propostas comerciais por forma a que o seu governo tome a decisão final de compra.

O vencedor será quem oferecer um preço mais baixo e receberá a encomenda de 126 “Multi-role Combat Aircraft” (M-MRCA) .

Recentemente, em Abril, a Lockheed Martin, a Boeing, a MiG e a Saab tinham sido excluídas do concurso por serem incapazes de cumprirem os requisitos técnicos indianos. Os dois sobreviventes europeus, têm agora a hipótese de vencer aquele que é nos círculos de Defesa chamado de “A Mãe de Todos os Contratos”. Ou seja, um contrato que seria muito interessante para assegurar umas centenas de postos de trabalho nas fábricas da EADS no Reino Unido, Alemanha e Itália. E crucial para assegurar a sobrevivência a prazo do Rafale, avião que ainda não conseguir assegurar um único cliente internacional.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/combat-aircraft-deal-eurofighter-dassault-rafale-shortlisted-37883/#ixzz1brxeQYGB

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Turbulência na Grécia

http://graphics8.nytimes.com

A situação grega é hoje praticamente terminal. A recente substituição de todas as chefias militares e de alguns comandos intermédios na perfeita coincidência temporal com o anuncio do Referendo indica claramente que os dois factos estao diretamente relacionados: Apos a descoberta da conspiração militar, Papandreou anunciou o Referendo para demonstrar que os gregos estão com o Governo e não com o exército em contestação.

Explica também porque é que o Referendo foi anunciado sem prévia sanção europeia: Papandreou ao chegar a Atenas apercebeu-se da conspiração militar, demitiu os responsáveis e anunciou o Referendo. Esta é a minha tese, pelo menos.

A conspiração militar implica também que os previstos cortes no orçamento de Defesa grego se tornaram muito mais difíceis e, logo, o pacote de austeridade imposto pela troika está mais ameaçado do que nunca.

Quer com incumprimento, quer sem ele e com ou sem substituicao das chefias militares, a Grécia está ingovernável: o essencial das medidas de contenção da despesa ou foram mal aplicadas ou ainda não o foram, de todo. A ingovernabilidade do país é ainda a regra: muitas contribuições sociais são abusadas e desperdiçadas. A cobrança de impostos é inconstante e desleixada. O hábito de passar e pedir recibos ainda mais raro que em Portugal. Nos transportes públicos é frequente viajar sem bilhete. Em suma, o país não funciona e a desobediência civil, comum. Sem mudanças radicais e rápidas, nenhuma troika vai fazer algo para impedir a bancarrota, apenas a adiará até ao fim da sua duração. Nada mais.

As sondagens atuais dão uma confortável vantagem ao “Não” e nada indica que esta tendência se inverta antes de dezembro, data em que os gregos dizem que o organizarão. A ser assim, duas consequências são seguras: saída do Euro e Bancarrota e uma terceira altamente provável: saída da União Europeia.

Este anuncio do Referendo e a consequente  suspensão do pacote urgente de 8 mil milhões de euros vai impedir o pagamento de pensões e salarios já em dezembro, pouco depois da realização do Referendo. Este Referendo vai aumentar ainda mais o nervosismo dos já histéricos mercados financeiros e logo, aumentar os juros gregos, espanhóis, italianos e portugueses, independente do que quer que estes países venham a fazer. Os bancos em particular, serão altamente penalizados, antecipando-se perdas superiores a 200 mil milhoes de euros com a bancarrota grega. Com a Grécia fora do Euro, os especuladores irão focar-se nos elos seguintes: Bélgica, Espanha, Itália, Irlanda e… Portugal. As taxas de juro vão disparar e aproximar-se dos 100 que a Grécia paga atualmente a dois anos. Mais incumprimentos, serão então inevitáveis.

Avizinham-se tempos turbulentos.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=516459

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional, Política Nacional | 6 comentários

Luciano Amaral: Três Saídas para Portugal

“Três possibilidades, uma positiva, outra negativa e uma terceira que pode ser vista como positiva ou negativa dependendo da posição de princípio que sobre ela se tenha. A positiva seria uma espécie de milagre à irlandesa, ou seja, o súbito interesse pelo país de investidores capazes de promover atividades altamente produtivas e de forte penetração nos mercados mundiais. Foi graças aos capitais americanos aplicados em setores de tecnologia sofisticada que a Irlanda passou do “caso de caixote do lixo que era nos anos 80 para chegar ao estatuto de segundo país mais rico da UE na atualidade (apenas atrás do Luxemburgo).”

> o grande problema da economia portuguesa de ontem e de hoje é a baixa intensidade do Capital. Portugal, nunca foi capaz de formar em quantidades suficientes e quando no século XVI o poderia ter feito, mercê do afluxo de quantidades astronómicas a Lisboa de especiarias, desperdiçou a oportunidade ao insistir num ineficiente e economicamente absurdo “Capitalismo de Estado”, que dependia de empréstimos internacionais (nomeadamente nos Fuger) e que malbaratava os rendimentos em juros, na manutenção de uma gigantesca estrutura defensiva e naval no Oriente e em Luxo e ostentação. O mesmo se viria a repetir mais tarde, com os diamantes e o açúcar do Brasil…

Perdemos essas grandes oportunidades históricas, de facto. Na década de 80 e 90, fizemos o mesmo ao não aproveitar devidamente os fundos europeus e agora que existe uma crise global de liquidez de Capital nao temos as ferramentas para alavancar esta recuperação económica. Urgem soluções rápidas, radicais e descomplexadas.

“A possibilidade negativa subdivide-se em duas: o abandono da UEM ou, em alternativa (ou em conjunto), a declaração de incapacidade de pagamento da dívida externa”

> Saída do Euro e regresso a uma moeda soberana, seja ela uma moeda dos países europeus periféricos (um humilhante “euro dos pobres”); um “novo escudo”; um “escudo CPLP” (indexado ao padrão ouro e comum aos países membros da comunidade lusófona). A saída do Euro teria contudo uma implicação inevitável: a declaração de bancarrota, já que um Portugal, com uma moeda mais fraca que o sobrevalorizado Euro, nunca seria capaz de honrar os 500 mil milhões de dívida externa se estes fossem duplicados com o abandono do Euro e a adopção de uma moeda que se estima ter que valer metade do Euro para estimular a competitividade internacional da nossa economia.

“Resta a terceira possibilidade, cuja avaliação positiva ou negativa dependerá das preferências de cada um. Tratar-se-ia da assunção pelo país da sua incapacidade para fazer face aos seus problemas económicos de forma isolada, aceitando transforma-se numa mera região de qualquer coisa semelhante a um Estado nacional europeu. O país poderia então ser alimentado por transferências de rendimento que compensassem a baixa produtividade, como acontece em estados federais como os EUA e a Alemanha. De soberano endividado, Portugal passaria então a ser a região subsidiada de uma grande unidade económica europeia.”

> Esta é a tese preferida pelos europeístas. Como se “mais europa” representasse necessariamente “melhor europa”. A fuga para a frente da expansão da União Europeia para Leste das últimas décadas só agravou a coesão da União (especialmente depois da adesao de dois países com tão grandes diferenciais de desenvolvimento como a Bulgária e a Roménia). A solução para o problema da dívida soberana não pode passar por uma integração económica mais intensa, apenas, por um “ministério das finanças europeu, por “impostos europeus” ou por “eurobonds” que mutualizem dívida. A saída nao pode passar pelo reforço do poder de instituições não-democráticas e onde os países economica e demograficamente mais fortes possam impor a sua vontade e a promoção dos seus interesses aos demais. neste sentido “melhor europa”, só pode significar “europa mais democrática e mais cidadã”, mas não se antevêm desejos de tal abertura numa eurocracia habituada a todo o tipo de luxos e privilégios e que floresce à décadas livre de todo o sufrágio e controlo democráticos.

Fonte:
Economia Portuguesa, As últimas décadas
Luciano Amaral

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 14 comentários

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