Monthly Archives: Novembro 2011

Até 2020, a Rússia vai receber entre 8 a 10 novos submarinos Kilo Project 636.3

Submarino Kilo (http://www.militarypictures.info)

Submarino Kilo

Até 2020, a Rússia vai receber entre 8 a 10 novos submarinos a diesel. Os submarinos serão entregues às frotas do Báltico e do Mar Negro e permitirão dobrar a quantidade deste tipo de meios navais ao dispor destas frotas.

Os submarinos são da classe Kilo, mas numa variante mais moderna, a Projeto 636.3. Os navios irão embarcar 52 marinheiros e terão uma velocidade enquanto submersos de 20 nós, um raio de ação de 400 milhas náuticas e a capacidade para se manterem no Mar em períodos de até 45 dias. Os Kilo estarão armados com 18 torpedos 8 mísseis mar-ar.

Esta variante 636.3 terá modificações que conferem aos navios caraterísticas furtivas, um raio de ação em combate mais alargado e a capacidade para embarcarem mísseis mar-ar e mar-terra.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/russian-navy-to-receive-10-diesel-submarines-by-2020-38486/#ixzz1ePxgEmwI

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Questionário sobre a União Lusófona

União Lusófona (http://blog.opovo.com.br)

União Lusófona (http://blog.opovo.com.br)

Portugal vive um momento de viragem. A Europa atravessa um momento de crise sem fim à vista que pode produzir a prazo (curto) a sua própria destruição, já que o iminente colapso do Euro virá inevitavelmente ecoar no próprio edifício da União Europeia já que a construção europeia sempre se baseou demasiado nos instrumentos financeiros e bem pouco nos laços imateriais e nas mentalidades… mas resilientes e duradouros.

A progressiva putrefação da União Europeia vai confrontar Portugal mais cedo ou mais tarde com a questão de saber qual será o seu rumo estratégico de longo prazo. Perante o patente esgotamento da energia vital do projeto europeu, há que preparar o país e os portugueses para um projeto polarizador capaz de substituir o moribundo sonho europeu. Um projeto compatível com o sentimento mais profundo da portugalidade e que dê cumprimento a toda a nossa História milenar, realizando o incumprido fado português que se perdeu nas de Alcácer Quibir para nunca mais tornar a ser reencontrado.

Esse é o projeto da União Lusófona.

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Agostinho da Silva: “Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio”

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt)

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt)

“Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio que, excelente em si próprio, porque nos aproxima exatamente daquele contemplar dos lírios e das aves que deve ser nosso ideal, vai criar, olhado à nossa escala, uma força de ataque e de triunfo; mais gente vai ter cada vez mais tempo para ouvir rádio e para ir ao cinema, para frequentar museus, para ler revistas ou para discutir política.”
Agostinho da Silva, As Aproximações, 1960

Visionário e acutilante como sempre, em 1960, Agostinho antevia já a contradição entre maquinismo, industrialização e Emprego. O que nos diziam os “economistas do sistema”, neoliberais e globalistas, era de que o crescimento do Emprego no setor dos serviços iria compensar a crescente automatização das industrias e as deslocalizações. Hoje, com níveis elevados e crónicos de Desemprego constata-se o quanto estavam enganados…

Obviamente, não é possível des-automatizar as fábricas, ainda que seja possível fazê-las regressar da China, assim o decidam os Governos (por exemplo, forçando as multinacionais que querem vender aos europeus a produzirem na Europa) e a tal os obriguem os cidadãos… Mas os níveis que quase pleno emprego da década de 60 acabaram. Mas não podemos ter sociedades estáveis e cidadãos plenos e participativos cronicamente desempregados. Importa assim reformar pela raiz os fundamentos da sociedade. Tudo deve ser repensado. Economias gratuitas, Moeda-hora, moedas locais, não-propriedade, todos estes conceitos devem ser ponderados, combinados e adaptados na construção de uma Nova Economia que inevitavelmente terá que surgir.

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Água líquida em… Plutão?

A sonda New Horizons continua a caminho de Plutão. Deverá lá chegar em 2015 (se tudo correr bem) altura em que poderá confirmar uma das teses mais intrigantes surgidas na planetologia nos últimos tempos e que advoga a existência de um oceano sob a superfície gelada do planeta (sim! Para mim Plutão será sempre um “planeta”!).

A New Horizons está equipada com instrumentos que poderão confirmar a pesquisa que aponta para a probabilidade da existência deste oceano e que revela o tipo de observações que a sonda tem que realizar por forma a confirmar a existência desse oceano.

Sabe-se a superfície de Plutão é composta por uma fina camada de gelo de nitrogénio que, por sua vez, cobre outra camada de gelo de água. Ora segundo os planetólogos Guillaume Robuchon e Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia, sob esta camada de gelo de agua pode haver um oceano e a ser assim seria possível identificá-lo através de certos sinais que podem ser observados na superfície gelada do planeta.

A New Horizons foi lançada em 2006 mas só chegará a Plutão em abril de 2015. Contudo, devido à dificuldade de entrar em orbita a uma distancia tão grande, a sonda não terá muito tempo para realizar as suas observações, realizando apenas uma passagem rápida pelo planeta e seguindo depois para o Espaço Exterior. Isto significa que apenas um hemisfério será mapeado a uma resolução de 62 metros por pixel.

A tese da existência de um oceano subterrâneo depende de um elemento: calor. Pode parecer estranho haver calor a uma tão grande distancia do Sol, mas isótopos radioativos no núcleo planetário podem cumprir esse papel. Os modelos teóricos estimam que poderá existir um oceano com 165 km de profundidade, sob uma camada de gelo de uma espessura semelhante.

O que é mais espantoso nesta tese é que a existência de agua líquida e calor, tornam Plutão no mais improvável (julgava-se) cena para a presença de vida… E ainda querem despromover Plutão da categoria de “planeta”…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Pluto_Hidden_Ocean_999.html

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Albrecht Ritschl: As Bancarrotas alemãs

Albrecht Ritschl (http://personal.lse.ac.uk)

Albrecht Ritschl (http://personal.lse.ac.uk)

A “senhora merkel” mais a sua pandilha de abjetos aduladores da Finlândia, Áustria e Holanda tem-se multiplicado em declarações onde critica o desequilibro das contas publicas dos Países do Sul.

O que merkel cala é que esta Alemanha que agora derrama arrogância e criticas implacáveis aos seus “parceiros” do sul é a mesma que entre 1924 e 1929 dependeu totalmente de empréstimos dos EUA para pagar as pesadas “reparações de guerra” impostas pelos Aliados depois da Primeira Grande Guerra. Quando em 1931 (depois do Crash de 1929) a Alemanha se revelou incapaz de pagar esses empréstimos, quem acabou por os perdoar foi o maior credor alemão: os EUA.

Mais tarde, depois da segunda grande “aventura imperial” alemã, foram novamente os EUA que ajudaram a Alemanha impedindo que os restantes aliados exigissem à Alemanha indemnizações compensatórias de toda a destruição material e humana deixada pelas tropas de Hitler. Um dos países mais destruídos e saqueados fora então – ironicamente – a Grécia…

Mais tarde, em 1953, seriam novamente os EUA a perdoar parte da dívida alemã, realizando assim a “bancarrota controlada” ou parcial que agora se aplica sobre a Grécia. Em 1990, a Alemanha tornaria a deixar descalços os seus credores… Kohl cancelou o acordo firmado após a Segunda Grande Guerra e que determinava que “quando a Alemanha se reunificasse seriam feitos os pagamentos das indemnizações de guerra aos países destruídos pela Werhmacht”. Nada disso aconteceu e estas indemnizações nunca foram pagas…

Esta é a Alemanha caloteira que por três vezes na História recente deixou a arder os seus credores. Que moral, que decência, que falta de vergonha, tem assim Merkel para que se julgue no direito moral de ditar conselhos de moral aos mesmos países que deixou de “mais a abanar” pelo menos três vezes na sua história recente? História é Memória e esta Alemanha pífia e medíocre parece ter perdido a noção de ambos os conceitos.

Fonte:
Entrevista de Albrecht Ritschl, professor de História Económica da “London School of Economics”

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Uma parte do arsenal de mísseis anti-aéreos líbios terá chegado aos Guardas da Revolução iranianos

Segundo fontes dos serviços secretos ocidentais, uma parte do arsenal de mísseis anti-aéreos líbios – saqueados do paióis do exército de Kadafi – terá chegado aos Guardas da Revolução iranianos. Já se sabia que o Hezbollah libanês tinha recebido mísseis SAM-7, sabe-se agora que também misseis SA-24 terão sido removidos da Líbia e transportados ate ao Irão, via Sudão.

É também conhecido que varias centenas de misseis – de vários tipos – estão agora à venda no mercado negro egípcio, alguns por apenas 4 mil dólares e que alguns terão já chegado à Al Qaeda do norte de África (especialmente ativa na Mauritânia e no Níger) e sido transferidos para Gaza através do túneis subterrâneos com o Egito. Outros terão sido já adquiridos por grupos terroristas com ramos na Europa, o que está a preocupar os serviços secretos ocidentais que temem que possam ser usados em ataques a aviões comerciais nos momentos da descolagem ou aterragem.

Fonte:
Défense & Securité Internationale, novembro de 2011

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Foi quebrada a Cifra Copiale

A Cifra Copiale (news.com.au)

A Cifra Copiale (news.com.au)

Numa carta de 1947 o matemático norte-americano Norbet Weiner escreveu “naturalmente podemos pensar se o problema da tradução pode ser tratado como um problema em criptografia.” Esta foi a origem de programas de tradução baseados em analises estatísticas.

A partir deste conceito, um grupo de linguistas suecos e norte-americanos usaram um programa de criptografia de analise estatística sobre um dos textos cifrados mais intrigantes do mundo: a cifra Copiale, uma carta com 105 paginas escrita nos finais do século XVIII e que durante décadas desafiou o talento dos melhores criptologistas. A carta foi descoberta num arquivo na antiga Alemanha de Leste e foi escrita com letras a outro e com elaborada decoração. No total, soma mais de 75 mil carateres incluindo letras romanas e símbolos. A palavra que lhe dá a designação: “Copiale” é uma das duas que em todo o texto não aparece na forma cifrada.

O programa de cifra foi aplicado por Kevin Knight, da Universidade da Califórnia do Sul juntamente com Beata Megyesi e Christiane Schaefer da Universidade de Uppsala a este documento alemão. A analise das primeiras 16 paginas demonstrou que se tratava de uma detalhada descrição de um ritual de uma sociedade secreta com uma estranha fascinação pela oftalmologia.

Os investigadores não tinham à partida indícios de qual seria a língua da cifra. Começaram por partir do principio de que os carateres romanos é que continham toda a informação e que os abstratos eram uma falsa pista. Mas essa abordagem revelou-se infrutífera. Obrigados a mudar de estratégia, os criptógrafos perceberam que se tratava de uma cifra de substituição, mas sem uma correspondência direta entre a informação original e a cifrada. Foi então que se aperceberam também que a língua original era o alemão. Os carateres romanos revelaram-se exatamente o oposto do que pareciam ser, não passando de “nulos”, de signos sem significado, representando apenas espaços entre as verdadeiras palavras cifradas: os símbolos elaborados que se julgava inicialmente serem meras formas decorativas.

A principal técnica de tradução foi a frequência de palavras por forma a descobrir como um certo símbolo surgiria em alemão.

Este progresso contudo ainda não se estendeu ao mais enigmático de todos os manuscritos cifrados: o manuscrito Voynich de inícios do século XV. As suas 240 paginas resistiram sempre a todas as tentativas de leitura. Recentemente, a Universidade de Chicago publicou uma analise estatística do manuscrito que identificou provas de padrões que correspondem aos existentes na linguagem, descartando assim a teoria de que se trataria de um “hoax” com mais de 600 anos, uma tese lançada por alguns dos mais desesperados criptógrafos do mundo em plena frustração perante a resistência dessa enigmática obra.

Fonte:
http://www.nytimes.com/2011/10/25/science/25code.html

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Agostinho da Silva: “A primeira tarefa essencial que existe para todos os portugueses não é a da política é a de educar o povo”

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)

“A primeira tarefa essencial que existe para todos os portugueses não é a da política (…) é a de educar o povo, insistindo em que educar não é levar ninguém a ser isto ou aquilo, não é tentar influir de qualquer modo em sua orientação futura, mas dar meios de expressão à sua capacidade criadora e de comunicação, quer ela se exerça lendo e escrevendo quer manualmente num ofício, e sem que se separe uma atividade da outra.”
Agostinho da Silva, Educação de Portugal, 1970.

Em Agostinho o papel da Educação é um papel eminentemente prático e operativo. Devia focar-se em dois aspetos fundamentais: nas capacidades de comunicação e no ensino pratico de uma profissão.

Uma vez formados estes dois pilares, estaríamos com as condições necessárias para formar um verdadeiro cidadão, ativo e participativo, capaz de olhar de forma aguda para a condução da Res Publica e de nela interferir exercendo de forma informada e decidida os seus direitos cívicos e políticos que hoje são tão raramente aplicados. Este “Homem Novo” agostiniano, seria um efetivo agente da transformação económica do país e da sociedade, acompanhando sempre um interesse pelas coisas da cultura e da sapiência e uma atividade pratica e operativa de qualquer ordem.

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A Força Aérea Indiana terá finalmente detalhado quantos Sukhoi T-50 vai adquirir

A Força Aérea Indiana terá finalmente detalhado quantos Sukhoi T-50 vai utilizar: 214, dos quais 166 monolugares e 48 bilugares. O facto de estarmos perante quase meia centena de aparelhos, indica que não serão meros aviões de treino, mas aviões de combate. Antes desde número de T-50, a Índia declarara estar interessada em adquirir 250 aviões. Os primeiros T-50 indianos deverão entrar ao serviço a partir do ano de 2017.

Fonte:
Défense & Securité Internationale, novembro de 2011

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Galiza e Lusofonia: a minha posição pessoal

Galiza (linguaeliberdade.com.br)

Galiza (linguaeliberdade.com.br)

Enquanto membro fundador do MIL: Movimento Internacional Lusófono e atual vice-presidente do MIL sempre considerei a chamada “questão da Galiza” uma das preocupações centrais do Movimento.

Mas o que é de facto a “questão da Galiza”? Porque acredito que ela deve ser central às acções, princípios e objetivos do MIL e porque se reveste ela de prioridade sobre outros problemas aparentemente mais cadentes e urgentes que envolvem os países da Lusofonia?

1. A Galiza é hoje uma região de Espanha que goza de relativa autonomia administrativa e política. Mas esta autonomia é pouco mais que formal, superficial e aparente se não for sustentada por uma identidade própria, por uma Pátria ou sentimento de comunhão e pertença a uma Res Publica. Sem Nação não pode haver a prazo, autonomia e a dissolução da Galiza numa “Grande Espanha”, máscara hipócrita do centralismo imperial de Castela-Madrid, torna-se certa. E não pode haver “Nação Galega” sem uma língua própria e diversa do todo espanhol. Para a Galiza e para os galegos a língua reveste-se assim de uma importância vital. E a língua galega é sob todos os aspetos (históricos, filológicos e paleolinguisticos), português. Português da Galiza, mas Português. Só isso bastaria para defender a causa galega e o projeto reintegracionista que pretende religar a “língua galega” com os ramos linguisticos comuns de além-Minho e aquém-Mar.

2. A CPLP é hoje a organização internacional que agrega todos os Estados de língua oficial portuguesa. O MIL elegeu também como seu desígnio o aprofundamento da CPLP, reforçando o seu âmbito e responsabilidades, transformando gradualmente a Comunidade num protótipo da União Lusófona que é o nosso maior objetivo. Mas a CPLP, estatutariamente, pode apenas agregar Estados, não Nações nem regiões, mesmo que de fala lusófona, desde que estejam integradas noutros Estados independentes. Não defendo, obviamente, nenhuma forma atualizada de imperialismo, nem mesmo linguístico, que pela via indireta da agregação de regiões como a Galiza, Goa ou Macau levasse à anexação destas a essa futura “União Lusófona”. Assim sendo, importa desde já reformar a CPLP por forma a permitir que dela façam parte além de Estados, também regiões de outros Estados de língua que não a portuguesa, permitindo aplacar eventuais receios de anexionismo ou separatismo por parte destes. Uma vez revistos os estatutos, a sua transposição para o momento em que a CPLP se transformasse numa União Lusófona seria uma forma de integrar de forma pacífica, mas sob um estatuto especial, essas nações não independentes.

3. Resta abordar o último aspeto desta questão, quiçá o mais importante: a independência da Galiza. Por aquilo que escrevi nos dois pontos anteriores resulta que considero que existem diversas formas de agregar a Galiza à CPLP e a uma futura “União Lusófona” sem obrigar a mesma a declarar previamente a sua independência. Obviamente, a reintegração da Galiza enquanto Estado plenamente livre e independente seria mais fácil do que na forma atual: uma região mais ou menos autónoma de Espanha. Mas essa é a vontade da maioria dos galegos? Os sucessivos sufrágios na Galiza nunca deram a vitória (quanto mais a maioria) aos partidos independentistas reunidos sob a bandeira do Bloco Nacionalista Galego, nem sequer somando a este os outros partidos galeguistas (contando-se aqui o novel Partido da Terra, abertamente reintegracionista). Não é fácil saber quantos galegos num referendo votariam a favor da independência num referendo sobre esta questão, mas sem dúvida que não chegariam sequer a metade de todos os eleitores. A causa da independência galega não é, de facto, popular nos dias de hoje… Décadas de repressão cultural e linguística cobraram o seu preço e o que a repressão não fez, conseguiram as vagas sucessivas de colonos castelhanos que arribaram à Galiza. Atualmente, por exemplo, entre os jovens urbanitas somente uma escassa maioria domina a língua galega, preferindo a língua castelhana. A situação atual é aparentemente irreversível. Mas não fatal. Alterações bruscas das condições atuais podem produzir alterações igualmente radicais nesta situação linguista e identitária. O colapso da Espanha centralista, seja pela via económica (bancarrota), seja pela via política (independência da Catalunha) pode introduzir nesta delicada equação as alterações necessárias a fazer sair a questão nacional galega para o primeiro plano da agenda política local e reforçar súbita e de forma decisiva o movimento independentista. Se tal suceder, Portugal e os demais povos lusófonos, têm a obrigação moral de acorrer aos galegos, oferecendo os seus melhores préstimos diplomáticos e de influência, sempre em consonância com a vontade expressa da maioria da população galega.

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A China toma controlo de vários satélites dos EUA

Enquanto alguns teóricos ocidentais discutem se a próxima guerra será ou não um conflito entre a China e o Ocidente, a China toma já as suas primeiras medidas ofensivas precisamente nos terrenos de batalha principais onde se travarão as grandes guerras do futuro: o Espaço e a Ciberesfera.

A NASA revelou ter identificado “interferências” em vários satélites seus em pelo menos quatro ocasiões diferentes em 2007 e em 2008. A origem destas “interferências” esteve algures na China continental, entre as suas forças militares, segundo um relatório elaborado para o Congresso dos EUA.

Segundo a investigação hackers militares chineses teriam conseguido enviar comandos para um dos satélites em pelo menos duas ocasiões distintas. Todos os satélites pirateados tinham em comum o seu objetivo de observação da terra e do clima. Os chineses invadiram os chineses a partir de computadores da Estação de Rastreio de Svalbard, uma estação comercial na Noruega, que está ligada à Internet para receber dados e ficheiros, o que explica como é que os chineses conseguiram entrar.

No primeiro ataque, verificado em outubro de 2007, o Landsat-7 esteve sob ataque durante 12 minutos. Mais tarde, em julho de 2008 outro ataque que também durou 12 minutos. Em junho de 2008, o satélite Terra EOS AM-1, sofreu ataques durante alguns minutos sabendo-se que pelo menos nestes ataques a estes satélites os atacantes de Pequim conseguiram “acesso total ao satélite mas não lhe deram nenhum comando”. O mesmo se repetiria em outubro.

Estes ataques repetidos e bem sucedidos parecem ser apenas ensaios para uma ofensiva mais alargada e a ser lançada contra satélites mais sensíveis em momentos de conflito. O objetivo poderá ser virar as capacidades do satélite tomado contra o seu próprio proprietário ou dar-lhe comandos que o levem à sua destruição.

O relatório aponta também o dedo para a China no que respeita a vários ciber-ataques realizados contra empresas norte-americanas do setor da Defesa, grandes empresas e ONGs, todos oriundos da China.

A Terceira Grande Guerra mundial já começou e de um lado estão as democracias (limitadas ou não) do Ocidente. Do outro, está o regime ditatorial e colonial (Xinjiang e Tibete) de Pequim. A China tece atualmente uma rede mundial de guerra cibernética através da disseminação de vírus e malware em milhões de computadores, que depois torna em “escravos” dos seus hackers de uniforme nos ataques contra as estruturas do Ocidente. Ataques a centrais elétricas e nucleares, aeroportos e governos, fazem parte dos planos a lançar contra o Ocidente e urge tomar medidas protetivas adequadas e confrontar estes ataques sediciosos em tempo de paz com a visibilidade publica que merecem, apesar de todo o temor e dependência da “fábrica do mundo” que hoje se estabeleceu no Ocidente.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/china-suspect-in-us-satellite-interference-report-37974/

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Resposta a Pedro Álvaro sobre uma Confederação de Estados de Língua Oficial Portuguesa (C.E.L.P.)

“Em primeiro lugar é interessante verificar que desde o ano de 2008 até 2011 que se veem comentários acerca deste assunto, logo a primeira conclusão a chegar é que tem pernas para andar.”

– É verdade. A resiliência de alguns dos artigos do Quintus também me surpreende, por vezes. A este propósito, fica claro que esta noção, de união lusófona, confederação ou mesmo união política Brasil-Portugal não é tão absurda como alguns gostariam de crer. De facto, nada é impossível, assim o queiram os Homens. A União Europeia (por moribunda que esteja hoje) seria impensável, por exemplo, na década de 30, mas era uma realidade incontrolável apenas 20 anos depois. Se fizermos bem o nosso trabalho hoje, com persistência e empenho, quem sabe que a União Lusófona não será uma realidade daqui a vinte anos?

“Não é descabida aquela ideia do Financial Times para começar, mas claro foi dita por um americano e que está apartado das sensibilidades patrióticas nacionais.”

– o artigo do FT tem uma clara intenção de diminuir Portugal, um tema que é cada vez mais comum na imprensa britânica e nem sempre na tabloide… O sentimento anti-mediterrâneos é cada vez mais comum no norte da Europa e não visa exclusivamente os portugueses, mas atinge também espanhóis, italianos e gregos, com a multiplicação de ataques racistas na Alemanha, Irlanda do Norte, Escócia e Áustria, para falar apenas dos casos mais recentes… É a “Europa” que se desintegra sem que ninguém faca nada para o impedir.

“Penso que não se deveria abordar a questão por uma união lusófona, ou uma união Portugal-Brasil, dever-se-ia ser logo ambicioso e pensar em grande.”

– é tudo uma questão de probabilidade de sucesso… Conciliar os interesses conjuntos de sete países, dispersos por quatro continentes e três oceanos pode revelar-se uma tarefa hercúlea ou ate intransponível. Nos projetos de grande escala resulta sempre mais eficaz abordar o problema dividindo-o em pequenos segmentos, estabelecendo metas de curto prazo e muito objetivas, sempre com um grande e final objetivo em vista. Nesse sentido, há que começar pequeno, para acabar em grande. E no que respeita aos começos há varias alternativas: a união política entre países com graus de desenvolvimento económico e social mais semelhante, como Portugal e Cabo Verde, Cabo Verde e Brasil, Moçambique e Angola ou Timor com São Tome e Príncipe… Ou então começar a União, agregando por exemplo competências entre vários membros da CPLP, seja formando uma força militar multinacional, uma união alfandegaria, uma união monetária ou uma única diplomacia… Depois era uma questão de ir montando mais tijolos, acumulando sucesso após sucesso, de forma lenta, sistemática mas sempre segura.

“A questão deverá ser posta da seguinte forma e porque não fazê-la online, fazendo a seguinte questão:
“Querem os cidadãos de países de língua oficial portuguesa, estar unidos através de uma Confederação de Estados de Língua Oficial Portuguesa (C.E.L.P.)?””

– Lançar um questionário em todos os países de fala lusófona?… Isso pode ser feito, usando os meios e contactos do MIL (www.movimentolusofono.org) de que sou vice-presidente, claro. Vou lançar internamente essa proposta e veremos se colhe eco.

“Desta forma não estaríamos a polarizar a ideia e pelo contrário estaríamos a dar uma dimensão verdadeiramente universal.”

No Quintus, já lancei questionários semelhantes e o resultado foi sempre globalmente muito positivo, quer entre portugueses, quer entre brasileiros, o que me surpreendeu, tenho que admitir…

“A solução confederativa é a ideal porque os estados mantém a sua soberania.”

– foi também sempre esse o meu modelo favorito porque aquele que mais facilmente permitiria afastar os naturais receios de neoimperialismos de parte a parte. Mas acredito também que haveria que reconstruir a administração dos Estados, descentralizando-os e retirando poder aos Estados centrais, recuperando a noção de um país como uma “federação de municípios independentes” da Idade Media portuguesa e defendida por Agostinho da Silva, o grande mentor do MIL.

“A capital seria rotativa um pouco à semelhança do que acontece na CPLP.”

– esse o modelo europeu… Nem sempre de boa memória e mais custoso do ponto de vista de ter que implicar constantes deslocações de pessoal e equipamento… Preferia a construção de uma nova capital, num pais central e sem risco de aspirar a sede de nenhum novo “império”, por exemplo, Cabo Verde…

“Haveria livre circulação de pessoas e bens.”

– um dos mais antigos pontos de honra defendidos pelo MIL.

“Uma moeda única.”

– que poderia ser apenas virtual (como foi o “ecu” antes do Euro) e usável apenas nas transações comerciais entre países lusófonos.

“Um poder militar confederativo.”

– a alavancar a partir da frutuosa experiência dos “exercícios Felino” já realizados com grande sucesso no seio dos países membros da CPLP. E que seriam prefaciados pela “Força Lusófona de Manutenção de Paz” que é defendida na primeira petição online promovida pelo MIL.

“Uma política económica e externa confederativa.”

– um serviço diplomático comum, como o Europeu, mas substituindo as embaixadas e consulados atualmente existentes.

“Existe uma falsa ideia de que Portugal teria de sair da UE, nada mais errado pela simples razão de que quando a Alemanha e a França soubessem da ideia o melhor que lhes ocorreria seria o de não expulsar Portugal da UE pois, poderiam ter um problema maior com uma super-potência às portas de Badajoz.”

– o problema é que tal União Lusófona (ou CELP) colidiria com vários pontos de vários tratados europeus, que teriam que ser revistos por todos os signatário por forma a permitirem a conciliação com a pertença simultânea de Portugal a duas uniões políticas e económicas. Não é impossível, mas é muito difícil dado o conhecido imobilismo europeu…

“O que irá acontecer será o euro acabar, cada país regressar às suas moedas mas Portugal com este golpe de asa seria o único país europeu com uma moeda pan-europeia.”

– isso é hoje praticamente seguro: O Euro não vai resistir sequer à bancarrota de Espanha, quanto mais à de Itália, e nada hoje permite antever que os juros nestas duas grandes economias do Euro vai cair… E nenhum dos dois (ninguém, de resto) pode passar muitas semanas a pagar juros perto dos 7 por cento…

“A UE europeia prosseguirá mas noutros moldes e com novos centros de decisão e forças.”

– ou não… Ninguém sabe hoje para onde caminha a UE. A desintegração é tão possível, como a formação de uma nova UE dos ricos, a transformação da UE numa verdadeira federação ou… Outra hipótese que nem me atrevo a enunciar.

“O papel de Portugal na UE será de liderança óbvia porque só terá rival na Europa pela Federação Russa.
Lisboa retomará o seu papel como é natural.
A América Latina e África entrarão na Europa por vias de Portugal.”

– essa é também a minha Visão… Todos teríamos a ganhar com essa ligação. O Brasil abria as portas da maior economia mundial (a Europa) e a Europa, do maior produtor mundial de alimentos e de uma das nações mais dinâmicas do globo.

“Alguns estados hispânicos quererão entrar para essa Confederação, abandonando o idioma castelhano para adotar o português como primeira língua, vejo por exemplo o Uruguai.
O Brasil inserido nesta realidade retirará a liderança aos EUA.
Algumas regiões autónomas espanholas poderão equacionar entrar na confederação des ligando-se do estado espanhol, nomeadamente a Galiza e Extremadura.”

– esse era o sonho de Agostinho da Silva, que via a União Lusófona apenas como primeira fase de uma União Latina que englobasse depois todos os povos de fala castelhana e italiana… Seguindo todos o bom exemplo de uma união de tipo novo, paritária, unitária, exemplar, livre e ética demonstrada pela União Lusófona.

“A região de Macau mais tarde quando o processo já esteja em andamento poderá pressionar o governo chinês a ter uma autonomia mais eficaz.
As regiões indianas de Goa, Damão e Diu seguirão o exemplo de Macau.
Haverá grandes implicações de relações de forças no mundo e acredito que muitos países que tem como língua oficial o inglês se queiram mudar para a esfera lusófona.
Acredito que completaremos o que iniciámos no séc.XIV.
Talvez a ideia de Fernando Pessoa não esteja neste momento tão longe assim…”

– Portugal ainda não se cumpriu, dizia Pessoa… E tinha razão. Portugal sempre foi mais que um Estado ou uma Nação. Como dizia Agostinho foi sempre sobretudo uma “ideia a lançar no mundo”, uma Língua e não um Exercito ou uma Indústria (como a Alemanha ou a Inglaterra). Urge então reencontrar esse perdido desígnio nacional, de unir o que está separado, promovendo a ideia ainda desconhecida para muitos de uma União dos povos lusófonos, cumprindo Portugal, realizando o Mundo.

Esse é o principal objetivo do MIL, movimento ao qual o convido a aderir enviando uma mensagem de correio eletrónico para:
Adesao@movimentolusofono.org

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Chamem-me antiquado

…se quiserem, mas não gosto de ver o líder do maior partido da oposição (o PS) ir a Bruxelas falar sobre a Europa não em Português, mas em Castelhano!

Recordem-me da ultima vez em que um líder francês falou em alemão, um alemão em francês ou, sobretudo, um espanhol em alemão ou francês. Devo ter mesmo muito ma memória porque não me lembro de tal. Mas em compensação, já me lembro de ver vários lideres partidários portugueses em Espanha, tentando falar castelhano.

É claro que aquilo que vi este ultimo sábado é novo e pertence a um novo grau de humilhação nacional: o líder do maior partido da oposição vai à capital da União Europeia falar não em inglês ou francês (línguas internacionais, apesar de tudo), mas em Castelhano! Porque Castelhano?! Portugal não é Espanha, porque haveria um líder partidário português exprimir-se noutra que não fosse a sua própria língua?

Porque escolheria logo a de Espanha, sua eterna rival, devoradora de tantas empresas agrícolas e comerciais portugueses com as suas praticas comerciais agressivas, o seu descarado furto de agua dos nossos rios internacionais, ocupante ilegal e arrogante de dois concelhos portugueses desde o século XIX e país que não cessa de fazer sobrevoar o território nacional (Desertas) com os seus F-18? O que significou esta escolha consciente de José Seguro em exprimir-se numa conferencia publica em Castelhano?! Expressão de subserviência a Espanha? A mesma que levou Paulo Portas a alinhar com Madrid ao travar a entrada de galegos como observadores na CPLP? Uma inocente, mas muito ingénua vontade de demonstrar “à Europa” a sua capacidade poliglota?!

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Provas de um lago subterrâneo em Europa?

Sonda Galileo (http://www.jpl.nasa.gov)

Sonda Galileo (http://www.jpl.nasa.gov)

Nunca como agora, houve melhores indícios de que poderia existir vida no satélite joviano Europa. Uma equipa de planetólogos norte-americanos encontrou dados que apontam para a existência de um lago subterrâneo com tanta agua líquida como todos os Grandes Lagos da América do Norte. O lago encontra-se sob a camada de gelos de Europa e trata-se do melhor meio para suportar vida no Sistema Solar.

A mesma equipa acredita que existam muitos mais lagos como este, ainda que de menores dimensões. Sob alguns destes possíveis lagos, observam-se fraturas na superfície de gelo, permitindo assim a chegada à superfície de material biológico.

O grande obstáculo à existência de vida em Europa sempre foi a grande espessura da camada de gelo. Mas estes novos dados permitem acreditar que existem canais de comunicação entre estes lagos e a superfície.

Estes novos factos foram identificados em imagens da sonda Galileo e reforçam a necessidade de enviar uma sonda para Europa capaz de aterrar no satélite e procurar aqui provas de vida.

Fonte:
http://www.spaceref.com/news/viewpr.rss.html?pid=35254

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Portugal e os seus governos nunca souberam ou quiserem encarar o grande problema de longo prazo da nossa sociedade: a baixa demografia

Portugal e os seus governos nunca souberam ou quiserem encarar o grande problema de longo prazo da nossa sociedade: a baixa demografia. Atualmente, Portugal tem uma das mais baixas taxas de fertilidade do mundo, sendo hoje de apenas 1.4 filhos por casal, muito aquém dos 2.1 que seriam necessários para repor a população.

A médio prazo, esta demografia vai ser o problema económico número um, reduzindo a produtividade, aumentando o desequilibro e a sustentação do sistema de Segurança Social e o próprio crescimento económico pela via simples da redução bruta do numero de produtores e consumidores e pelo crescimento proporcional da população idosa inativa. Portugal não esta sozinho nesta marcha até à evaporação populacional, encontrando-se na mesma aflitiva situação outros 80 países do globo.

Nem tudo está perdido, contudo. Podem ser tomadas medidas e ainda não é tarde demais para as assumir, com ou sem o “santo beneplácito” da Troika que nada falou sobre este gravíssimo problema, talvez porque aos seus desígnios de defender os interesses da grande Banca internacional e das economias do norte da Europa convenham que os portugueses desapareçam enquanto povo e que o seu território seja entregue às cadeias turísticas multinacionais e a Espanha.

Urge agir. Em 2015, as Nações Unidas estimam que tenhamos a segunda pior taxa de fecundidade do planeta, com uns impressionantes 1.3 filhos por casal. Apenas a Bósnia-Herzegovina estará pior, com uns estimados 1.1 filhos. Perto dos nossos (maus) valores estão países como a Áustria e Malta. Vários países (como a Macedónia) pagam subsídios elevados a partir do terceiro filho, outros, como a Finlândia oferecem boas redes de proteção social. Em Portugal, quase nada se fez nas ultimas décadas e esse pouco ficou praticamente desfeito pela pressão imposta pela Troika. Até que acabemos com este país. Para grande gáudio de germanos e quejandos “parceiros” no norte da Europa.

Fonte:
http://www.ionline.pt/portugal/onu-baixa-fertilidade-penaliza-produtividade-economia-portugal

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Segundo uma pesquisa de um grupo de cientistas canadianos e britânicos, as condições de vida durante a infância teriam impactos significativos no ADN que persistiriam até bem dentro da idade adulta

Segundo uma pesquisa de um grupo de cientistas canadianos e britânicos, as condições de vida durante a infância teriam impactos significativos no ADN que persistiriam até bem dentro da idade adulta. Os investigadores procuram mutações associadas a fatores económicos e sociais registados nas fases iniciais de vida dos indivíduos que pertenciam a famílias de rendimentos extremos (ou muito abastadas ou muito pobres).

As conclusões apontaram para a existência de mutações ligadas a esses contextos sócio-económicos. E que este numero de mutações em idades menores era de pelo menos o dobro das mutações registadas em adultos provocadas por esses fatores económicos e sociais de contexto.

O estudo aponta na direção de que os efeitos das condições de vida das crianças podem ser geneticamente determinantes para os padrões de vida que irão experimentar mais tarde, enquanto adultos. Suporta também – pela genética – um fenómeno que socialmente já é bem conhecido e que se traduz na tendência para os filhos manterem enquanto adultos os mesmos padrões de vida dos progenitores. O estudo sublinha também a necessidade criar mecanismos de apoio ao desenvolvimento social e económico das famílias com crianças, favorecendo-as em detrimento das – cada vez mais comuns – núcleos familiares sem crianças, do pontos de vista fiscal (sobretudo) e da subsidiação (menos).

Fonte:
http://scienceblog.com/48584/your-dna-may-carry-a-%E2%80%98memory%E2%80%99-of-your-living-conditions-in-childhood/

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Multiplicam-se os ataques do Exército Livre da Síria contra as forças do regime de Assad

Nas últimas semanas têm chegado informações ao Ocidente de vários ataques a forças militares do regime sírio executados por grupos organizados de desertores do exercito. Mais recentemente, um grupo de rebeldes atacou uma base do Governo em Harasta, situada nos arredores de Damasco.

Este ataque é um entre dezenas executados por desertores do exercito sírio contra posições e comboios de forças do Governo, dando o conflito sírio um aspeto que se assemelha cada vez mais a uma guerra civil. O ataque em Harasta terá destruído partes do complexo da base local da força aérea e o edifício que era usado pelos serviços locais.Outros ataques ocorreram em varias cidades sírias estimando-se que no decorrer destes várias dezenas de soldados leais ao regime tenham perdido a sua vida.

Os desertores estão organizados em “brigadas” e intitulam-se “Exército Livre da Síria”. Terão armamento ligeiro, como metralhadoras e lança-rockets. Não há relatos de que tenham qualquer armamento pesado ou veículos de transporte, blindados ou não.

A existência de uma resistência armada e organizada é vital para manter o animo da revolta num contexto em que os países árabes se começam a afastara da Síria, em que a Turquia (antes de março um dos mais fiéis aliados de Assad) critica aberta a repressão na Síria e o rei da Jordânia clama por uma mudança de regime.

Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/base-militar-siria-atacada-por-desertores-do-exercito-fiel-a-assad-1521145

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O Aquecimento Global continua aí

Um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade Laval, no Canadá realizado sobre os sedimentos do Fiord de Disraeli, no norte do Canada, concluiu que existiu uma grande redução da camada de gelo à cerca de 1400 anos atrás. A equipa descobriu também que nos últimos cem anos a camada de gelo diminuiu quase 90%.

A equipa encontrou indícios de que a desintegração desta camada de gelo continua e a um ritmo cada vez mais rápido. Não existem dados suficientes para tomar conclusões definitivas, mas a equipa canadiana suspeita que poderemos estar perante um fenómeno de uma dimensão sem precedentes (tal é a velocidade de perda do gelo) e que indicia que estamos à beira de um desequilibro brutal e talvez irreversível do clima no nosso planeta. Porque apesar da “crise da dívida”, da recessão global e de todos os escolhos da economia mundial, o problema do Aquecimento Global continua aí, sem resolução ou outro fim à vista que não seja uma catástrofe como nunca antes vimos.

Fonte:
www.PhysOrg.com

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A Malásia vai comprar à Rússia mais 18 Sukhoi Su-30MKM

Comparação do Su-30 contra o F-22 e o F-18 (www.ausairpower.net)

Comparação do Su-30 contra o F-22 e o F-18 (www.ausairpower.net)

A Malásia vai comprar à Rússia 18 aparelhos Sukhoi Su-30MKM. Os aparelhos estarão preparados para voar com míssil russo-indiano BrahMos. A compra ficará em cerca de 50 milhões de dólares, incluindo-se nesta quantia a manutenção futura dos aviões.

A Rússia ofereceu-se também para adaptar os 18 Sukhoi Su-30MKM já no inventário da força aérea malaia, por forma a poderem também eles, a transportarem mísseis BrahMos.

Estes novos Su-30MKM vão assim juntar-se aos MiG-29N, F/A-18D Hornet e F-5 Tiger já em inventário na força aérea malaia.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/malaysia-plans-to-buy-18-russian-fighter-jets-38297/#ixzz1dlT3VkDz

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Agostinho da Silva: “Do lado dos ingleses, o que havia de basilar era um pensamento ou uma atitude em que se casavam empirismo e ceticismo (…) dos portugueses não há empirismo de espécie alguma, como não há ceticismo”

Agostinho da Silva (http://www.mun-setubal.pt)

Agostinho da Silva (http://www.mun-setubal.pt)

“Do lado dos ingleses, o que havia de basilar era um pensamento ou uma atitude em que se casavam empirismo e ceticismo (…) dos portugueses não há empirismo de espécie alguma, como não há ceticismo; o português funciona por um feixe de convicções: é a fé que o move; e a experiência, que é naturalmente do empirismo.”
Agostinho da Silva, Reflexões

Este retrato agostiniano é – ainda hoje – de uma acuidade comovente. O fraco espírito empírico luso explica a nossa pouca apetência ao empreendedorismo e à inovação empresarial, assim como a pobreza do nosso tecido produtivo. Com efeito, se a União Europeia tudo fez para destruir os setores primários da economia portuguesa, também é certo que tal política castradora foi aplicada pelos seus sabujos cavaquianos e do bipartido. Portugal empobreceu e deixou-se empobrecer e tercializar.

Mas esta doença, este fraco impulso empírico, prático e efetivo terá cura? Seremos capaz de vencer este bloqueio no nosso temperamento? Sem dúvida que sim. A recessão atual pode ser e é grave. É até a mais grave dos últimos cem anos, mas é fatal? A Bancarrota de um país leva ao seu fim, como sucederia se este fosse uma Empresa? Não. Um país não é uma Empresa, um Estado tem virtualidades, caraterísticas e forças anímicas que são maiores que a pura soma aritmética da sua essência. E Portugal sempre soube em épocas de grave crise, encontrar saídas, energias e desígnios estratégicos para o levar ate à fase seguinte, até – pelo menos – a nova crise. Se não somos empíricos, então haveremos de o seu quando tal for crucial à nossa sobrevivência. Sê-lo-emos, decerto, no último minuto, mas saberemos improvisar uma saída que outros só são capazes de – germanicamente – planear.

E essa caraterística da “fé que move” o português será essencial no alevantamento de Portugal. Nessa reconstrução de Portugal que se avizinha cada vez mais, consoante se aproxima aquele que parece ser o nosso derradeiro momento. E aqui a Religião tem a energia que só o etéreo, o imaterial e o espiritual pode oferecer ao Homem. Os Descobrimentos e a Expansão foram um processo onde o espírito de Cruzada e o Proselitismo tiveram um papel bem mais importante que os positivistas (como António Sérgio). Sem os missionários, a cristianização e o espírito religioso Portugal não teria erguido o Império do Oriente nem aqui permanecido ate 1975 (contando com Moçambique, Macau e Timor).

Não menosprezemos o poder do Espírito, da Motivação e da Mente para produzir um efeito concreto e de larga escala no mundo concreto. As perceções, as motivações e a sensibilidade são cruciais para se alterar o mundo em que vivemos. E é dever profundo e absoluto de cada português lutar pelo Salto para fora desta crise potencialmente terminal que o país atravessa. Vamos vencer, porque já vencemos antes e venceremos amanha. Porque Acreditamos que Portugal mais que um “Estado” como a Dinamarca, a Holanda ou a suíça é mais uma “ideia de estar no mundo”, uma ideia em cuja crença e em cuja via operativa a Fé Profética joga um papel central. Não somente pela nossa herança genética judaica, mas porque – além dela – estamos fadados a grandes feitos. Os Feitos prometidos por Bandarra, Vieira e Pessoa.

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A Mossad terá realizado um atentado num paiol iraniano de mísseis Shahab-3?

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Raio de alcance do míssil iraniano Shahab-3 (www.ad-actu.fr)

Quando recentemente uma grande explosão foi registada num paiol iraniano, imediatamente foi acionado um alerta de ataque aéreo porque se pensava ser o começo da vaga de bombardeamentos por parte de Israel que conta estar iminente.

Soube-se pouco depois que não, que não era o começo de nenhuma campanha aérea israelita contra o Irão. Mas agora, um artigo do jornal Times vem levantar a suspeita de que afinal a responsabilidade desse ataque pode mesmo ser atribuída a Israel…Segundo esse artigo, tratar-se-ia da obra de uma sabotagem realizada por agentes da Mossad e mais ataques semelhantes estariam a ser preparados…

De facto, no passado recente a Mossad já realizou um ataque semelhante provocando a morte a 17 guardas revolucionários iranianos, entre os quais o seu objetivo, o responsável máximo pelo programa de misseis da Republica Islâmica, o general Hasan Moghaddam.

Este alegada sabotagem ocorre no momento em que é divulgado um relatório da IAEA em que se apresentam provas de que o Irão está a trabalhar numa ogiva nuclear suficientemente pequena para poder ser transportada por um míssil Shahab-3 ou Shahab-4.

Esta sabotagem terá visado um silo de mísseis Shahab-3, quando o general Moghaddam estava presente. Os iranianos não assumem tratar-se de uma sabotagem, e provavelmente nunca o farão já que tal significaria que um dos – supostamente – mais seguros lugares do Irão era, afinal, permeável e se o era, também as instalações nucleares o podem ser…

Fonte:
http://www.guardian.co.uk/world/julian-borger-global-security-blog/2011/nov/14/iran-nuclear-weapons

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tQuids S1: Ó Alexandria (Alix), Jacques Martin

Ó Alexandria (Alix), Jacques Martin (http://images.portoeditora.pt)

Ó Alexandria

1. Qual era a faraó que escondeu de Tutmósis o tesouro oferecido por Punt?
2. Como se chama o salvador de Enak e Alix, o mesmo que usa o leopardo Jor para os levar para as montanhas?
3. Como se chama o antigo vizir preso no antigo santuário de Tebas?

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Agostinho da Silva: “O liberalismo de tipo parlamentar era em Portugal pouco menos que absurdo”

“O liberalismo de tipo parlamentar era em Portugal pouco menos que absurdo. Em primeiro lugar, os portugueses eram demasiado individualistas para que se pudessem acomodar a um sistema que só funciona bem com a condição de haver dois grandes partidos de massa e talvez um terceiro, sem real influência política, mas que possa de certo modo propugnar reformas de progresso: uma espécie de partido de verdadeiros aristocratas ou de verdadeiros intelectuais”

> Mas este é precisamente o tipo de Parlamentarismo que hoje encontramos em Portugal. Disfuncional, tornado em porta-voz e agente de interesses mais ou menos obscuros e dominado por uma Partidocracia regida por interesses particulares e mais ciosa dos privilégios dos seus membros e da sua prole do que com o interesse nacional. A curto prazo, acreditamos que urge renovar os Partidos, invadindo-os com novos militantes, renovando-os a partir do interior e expulsando as cleptocracias que há muito se apropriaram delas. A médio prazo, contudo, numa sociedade mais esclarecida, informada e civicamente mais ativa, há que reformar pela base o sistema político. A constituição de uma segunda câmara parlamentar (um “Senado”) onde tivessem assento personalidades de reconhecido valor social e inteletual, eleitos diretamente pelas populações, teria que estar em equação como forma de renovar o sistema de representatividade política, preparando o momento em que os cidadãos (pela via da educação pública e cidadã) poderiam dispensar a representatividade imperfeita através da câmara eleita através de listas partidárias.

“em segundo lugar, não têm os portugueses aquela mentalidade de clube que permite a discussão calma das teses, que permite saber ganhar e que acima de tudo garante os direitos das minorias; em terceiro lugar, ao passo que o parlamentarismo inglês teve sempre o conteúdo real do interesse da expansão industrial do país, o conteúdo real do parlamentarismo português, quanto a questões de economia, sempre foi menos do que nulo.”

> Se Agostinho tem razão, o temperamento português não permitiria o debate saudável, criativo e produtivo no Parlamento. Os debates parlamentares no nosso Parlamento raramente produzem desfechos imprevisíveis e por regra as boas iniciativas legislativas não são aprovadas não porque não tenham mérito ou valor, mas apenas porque a cor partidária dos seus subscritores não é a mesma que a da maioria parlamentar. Este tipo de atitude tendenciosa, acrítica e sectária é potenciada pelo sistema de representação exclusivamente partidária mas seria difícil de observar num Parlamento que fosse exclusivamente povoado por deputados eleitos individualmente, em listas nominais a nível de cada município. Este é o modelo da Descentralização Municipalista advogada pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono e formalizada na Petição “Por uma democracia representativa” que reúne já o numero suficiente para ser levada à Assembleia da República.

Fonte:
Agostinho da Silva, Reflexão

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A Rússia vai modernizar 3 cruzadores nucleares da classe Kirov

Cruzador classe Kirov (www.military-today.com)

Cruzador classe Kirov (www.military-today.com)

A Rússia vai modernizar 3 cruzadores nucleares da classe Kirov. Os sistemas eletrónicos dos navios serão substituídos e a propulsão será integralmente revista, havendo a este respeito especial cuidado quanto aos reatores nucleares. Os navios serão também equipados com os novos mísseis SS-N-26, o que vai implicar a substituição dos atuais silos dos mísseis SS-N-19. Os mísseis anti-aéreos S-400 serão também instalados nos Kirov.

A modernização dos Kirov deverá garantir a operacionalidade dos navios até 2030. Atualmente, os trabalhos de modernização no cruzador Nakhimov decorrem já, devendo o navio regressar ao serviço ativo em 2015.

Fonte:
Défense & Sécurité Internationale, novembro de 2011

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tQuids S1: Claudio Magris, Ilações sobre um Sabre

Claudio Magris, Ilações sobre um Sabre (images.portoeditora.pt)

Claudio Magris, Ilações sobre um Sabre (images.portoeditora.pt)

1. As tropas causasianas estacionadas em Paluzza incluíam soldados pertencentes a quantos grupos linguísticos diferentes?
2. A que tenente-general cossaco ofereceu o atamã um relógio?
3. Os factos históricos a que se refere este romance tiveram lugar na Carnia entre que dois anos?

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Agostinho da Silva: “Não temos nada que abolir escravos se isso significa que ninguém ficará com tempo livre para coisa alguma que não signifique assegurar a subsistência”

Agostinho da Silva (http://img.rtp.pt)

Agostinho da Silva (http://img.rtp.pt)

“Não temos nada que abolir escravos se isso significa que ninguém ficará com tempo livre para coisa alguma que não signifique assegurar a subsistência. O que temos é de inventar escravos que nos não ponham, trabalhando para nós, problemas de consciência. E os inventamos pelo sacrifício, consentido ou não, de milhares de homens em milhares e milhares de gerações; as máquinas que hoje temos à nossa disposição não são mais do que escravos de aço que só esperam que tenhamos mais um lampejo de inteligência, libertando-nos de sistemas económicos quase inteiramente superados, para os podermos utilizar a pleno rendimento..”
Agostinho da Silva, Aproximações, 1960

O aumento recentemente declarado de mais meia hora diária de trabalho é mais uma medida na direção errada: não precisamos de mais horas de Trabalho. Precisamos de menos, precisamos de mais flexibilização nos horários, foco nos resultados e não no acéfalo picanço de ponto que logo, será subvertido e anulado pela redução do tempo de trabalho efetivo pelo aumento da tagarelice, das “pausas de café”, debates intermináveis sobre a saúde do filho ou das preferências clubísticas, etc, etc.

Passos Coelho e outros, ainda não perceberam que a produtividade-hora é o grande problema da economia portuguesa, não a produtividade global. Uma jornada diária de trabalho mais extensa vai aumentar os “tempos mortos”, as “pausas”, aumentar o cansaço e reduzir a produtividade ao mesmo tempo que multiplica os erros humanos. Mas este aumento terá um efeito no Emprego: graças a ele, os empresários serão dissuadidos a recrutarem em 2012 e a situação do desemprego ainda se ira agravar mais do que atualmente.

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Lançamento “Moçambicanidades disputadas”, de Eugénio Santana

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tQuids S1: Ir à Índia sem abandonar Portugal / Considerações / Outros Textos; Agostinho da Silva

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt)

Agostinho da Silva (http://www.cm-sintra.pt)

1. “Porque X é que me educou, não me deu instrução, aliás, nem a instrução educa ninguém, só prepara para uma profissão, às vezes um sujeito até escapa com educação, apesar da instrução, não é?”
Onde (local X) recebeu Agostinho a “educação básica”?

2. “tem de ser independente da Península e uma pedra no seu mosaico. Como tem de ser a Catalunha, como tem de ser o Algarve, como têm de ser os Açores ou as Canárias, exactamente isso.”
A que nação peninsular se refere Agostinho?

3. “Portugal como uma rede municípios republicanos e democráticos, cada um com sua constituição adequada às características locais, confiando-se a representação ou convivência de todos eles a delegados que se reuniam em Cortes, sem prazo fixo, e aí discutiam dos problemas particulares ou comuns do Reino”
Quem coordenava esta rede municípios republicanos e democráticos, nesta visão de Agostinho?

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