Para Agostinho da Silva, a escola do futuro deve ser “o lugar cívico da educação e de vida em que o criar vá muito além do saber em que o jogar se encontre com o trabalho”

Agostinho da Silva (http://www.revista.agulha.nom.br)

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Para Agostinho da Silva, a escola do futuro deve ser “o lugar cívico da educação e de vida em que o criar vá muito além do saber em que o jogar se encontre com o trabalho, em que a liberdade crie sua própria disciplina e em que o contemplar domine o agir, e o adorar se sobreponha ao poder”.

A Escola Pública deve ser o palco onde se forjam as novas gerações de cidadãos ativos e dinâmicos. A Escola deve ter como prioridade formar bons cidadãos e seres humanos realizados: críticos, capazes de julgarem por si próprios e livres de todas as prisões impostas pelas tiranias de vários tipos que hoje florescem nas sociedades.

Mais que “saber”, a Escola será o lugar do “criar”: o conhecimento enciclopédico e memorizado será menorizado a favor da apreensão independente e experimental de Conhecimento. Em vez de memorizadores compulsivos teremos jovens criadores, predispostos para o permanente questionamento do mundo e da sociedade.

A Escola Agostiniana, contemplativa (porque concebida para o pensamento e desenvolvimento da criatividade e inteligência), dialogante, porque favorece o ideal da “vida conversável” e limpa das formatações autoritárias da cátedra, será mais dinâmica e livre que as atuais.

Com este conceito de escola “lugar cívico da educação e da vida” teríamos uma sociedade mais ativa e participante – quase em regime de auto-governo – na Sociedade Civil e a escola em vez de palco de eternas guerrilhas corporativas poderia ser o espaço da regeneração social que os Republicanos da Primeira República quiseram fundar, mas que por via da grande instabilidade política e de dificuldades financeiras constantes, nunca conseguiram erguer.

Categories: Agostinho da Silva, Educação | 2 comentários

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2 thoughts on “Para Agostinho da Silva, a escola do futuro deve ser “o lugar cívico da educação e de vida em que o criar vá muito além do saber em que o jogar se encontre com o trabalho”

  1. Concordando ou não com a pessoa em questão qualquer modelo razoável exige mais individualidade no ensino. Não é com esta atitude que temos que vamos alcançar isso. Basta ler o que politicamente é dito: “educação é para ganhar mais” diz o ministro, o mesmo que reduz 3x mais do que é exigido o seu próprio orçamento. O ensino é para matar. Tirando para quem o possa pagar e dar provas da sua pertença social ao “grupo certo”.

    • A questao do “premio salarial”? Sim, estatisticamente ele existe.
      Aquilo em que acredito ‘e que Educacao deve rimar com Exigencia e Rigor. E aqui os professores (e a sua selecao) sao vitais.
      Repugna-me neste campo a cedencia ‘as pressoes dos colegios privados (catolicos) na continuacao dos subsidios para colegios privados, muito caros e a carecer de regulacao e tabelacao urgente, alias.

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