Daily Archives: 2011/09/20

A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5 e deverá ser lançado pela primeira vez em 2014.

A fabricação dos foguetões pesados Longa Marcha 5 e 6 vai ter lugar no novo complexo espacial de Tianjin, no norte da China, onde Pequim terá investido perto de mil milhões de dólares.

O foguetão Longa Marcha será capaz de colocar em órbitas baixas cargas de até 25 toneladas ou cargas úteis de 14 toneladas para órbitas altas. Com este foguetão a China irá tornar-se líder mundial (em paridade) na capacidade de lançamento espacial e consolida uma posição cada vez mais incontestável como segunda grande potencia espacial.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Production_on_major_part_of_China_jumbo_rocket_completed_maiden_voyage_by_2015_999.html

Categories: China, SpaceNewsPt | Deixe um comentário

Portugal tem que tornar a ter uma marinha mercante

Portugal tem hoje uma das marinhas mercantes mais insignificantes da Europa. Outrora uma das maiores potencias navais, (a quinta até ao século XIX), após a descolonização, Portugal perdeu o essencial da sua capacidade de transporte marítimo própria e hoje terá menos de 13 cargueiros de pequena e média dimensão.

É assim encorajador, ouvir a nova ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, declarar que “o Governo vai revitalizar a marinha mercante em Portugal e promover um registo aligeirado para estes navios.” E que essa revitalização era uma “uma preocupação central da política do Governo”, lamentando o “facto de Portugal ter abandonado e perdido o interesse por esta área da atividade económica”.

Portugal tem realizado um investimento significativo nas últimas décadas no porto europeu de águas mais profundas da Europa, Sines, e recentemente foram assinados vários contratos que tornam Sines num dos eixos da ligação marítima entre o Brasil e a Ásia e a Europa. Sines é, contudo, prejudicada pelo estatuto periférico de Portugal em relação aos mercados do centro e norte da Europa, algo que pode ser compensado quer através da construção de uma linha de TGV de mercadorias que ligasse este porto à rede de TGV espanhola (sem as loucuras de novas travessias do Tejo ou do transporte de passageiros) quer através do investimento na construção de uma marinha mercante de pequeno e médio porte de transporte das mercadorias descarregadas em Sines pelos demais países europeus e construída nos estaleiros nacionais, como os de Peniche ou de Viana do Castelo. O Governo tem assim que simplificar o registo de navios, mas não se pode deixar ficar por aqui, devendo incentivar (fiscalmente e com linhas de crédito) a construção naval mercante nacional e o desenvolvimento do porto de Sines e da sua ligação ferroviária ao norte da Europa.

A estratégia de aposta no Mar está correta. Falta agora mais ambição e meios. E esperar que os nossos “amigos” europeus não a boicotem…

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=25080

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Comentário a artigo do jornal “Avante” sobre a guerra civil na Líbia

http://www.gazetadeluanda.com

Recolhemos esta pérola no site do jornal do PCP, o Avante… Eis o nosso comentário a alguns segmento de um extraordinário artigo:

“Ao fim de seis meses de insurreição, cinco dos quais apoiados por persistentes bombardeamentos da NATO”

> Persistentes? Em seis meses, os aviões da NATO realizaram 55 missões de bombardeamento. Tendo em conta que – no papel – o exército de Kadafi tinha mais de 50 mil homens e quase dois mil blindados, não é difícil perceber que o principal fator nesta vitória dos rebeldes não foram os “bombardeamentos persistentes”, como alardeava a propaganda do regime, aqui veiculada pelo PCP, mas o próprio esforço dos rebeldes líbios.

“os contra-revolucionários tomaram a capital da Líbia.”

> Os “contra-revolucionários”?! Tive que ler esta frase umas três vezes até acreditar que o Avante tinha mesmo escrito esta palavra obsoleta, anacrónica e vinda de uma outra Era… Contra que “revolução”? A “verde”, do Coronel que acumulou em contas bancárias nos estrangeiro mais de 90 mil milhões de dólares, o equivalente ao PIB do seu país?… a mesma “revolução” que perseguiu e matou quase todos os opositores internos que se atreveram a sê-lo durante os 40 anos de “revolução verde”? É esta “revolução” que defende o PCP? Já sabia que defendia a tirania de Pequim sobre o povo chinês e a colonização do Tibete, mas isto é realmente demagogia a mais.

“No assalto a Tripoli, a Aliança Atlântica e os mercenários e fundamentalistas islâmicos afetos ao Conselho Nacional de Transição (CNT) mataram tantas pessoas como as vítimas civis estimadas pelo governo líbio durante todo o conflito.”

> “mercenários”?… então e os zimbabweanos, chadianos e angolanos que o regime recrutou e que eram o cerne da resistência do regime nestes últimos seis meses? E onde estão as provas, as imagens e o treino militar que provam a presença destes mercenários nas forças do CNT? Quando à presença de mercenários nas forças de Kadafi esta é conhecida desde há muito… por exemplo a força aérea líbia (uma das maiores de África) é praticamente totalmente dependente de mercenários.

“Misrata em mãos pró-colonialistas interrompendo a ligação costeira entre as martirizadas Zliten e Sirte.”

– A verborreia anacrónica continua… “pró-colonialistas”?! Como assim? Isso quer dizer que os rebeldes líbios vão agora correr para Roma clamando pelo regresso do braço paternal do colonialismo italiano?! Não duvidamos que as formas de que o capitalismo global e as multinacionais petrolíferas (como a italiana Eni) se aproximam de certas formas de neocolonialismo, mas esse destino é muito diferente do “colonial” e depende em última instância do próprio povo líbio.

“Não deixa de surpreender que o regime líbio tenha resistido tanto tempo. Não raras vezes, empurrou as hordas contra-revolucionárias para o desespero da derrota.”

– “hordas”?… e então como classificar a legião de mercenários ao serviço do exército do regime?

“No último momento, foram sempre os imperialistas a evitar a aniquilação dos bandos do CNT. Na conquista de Tripoli não foi diferente.”

– “bandos”? Sim, no sentido em que são apenas civis armados, muito mal treinados e comandados e sem outro equipamento pesado além daquele que conseguiram roubar ao exército do regime.

“O banho de sangue em que Tripoli foi afogada começou na noite de 20 de Agosto, quando células de jihadistas acoitadas na cidade foram chamadas à ação pelos imãs das mesquitas.”

– este é o discurso quase literal do regime desde que a revolta começou: na tentativa de colar os revoltosos ao extremismo islâmico para anular a honorabilidade internacional que têm merecido. Na verdade, o islamismo radical nunca foi forte na Líbia, e a população segue uma variante do Islão muito moderada, não somente nos círculos urbanos, como no deserto. Não é impossível que a revolta resvale, mas tudo indica que até ao momento os radicais são muito pouco numerosos e influentes entre a liderança do CNT, quase toda oriunda da antiga elite que rodeava Kadafi.

“Para espanto geral, Saif surge horas depois junto ao hotel onde se alojam os jornalistas garantindo que o pai está em Tripoli e que a cidade será retomada pelo exército regular.”

– Saif, com os bolsos cheios dos petro-dólares que a família Kadafi desviou do Estado Líbio durante 40 anos pagou a sua libertação ao bando de rebeldes desenquadrados e mal militarizados que o capturou. Não se tratou de desinformação, mas de corrupção, uma arma que o regime sempre soube jogar.

“Saliente-se que no Iraque como na Líbia e na Síria, a transformação de dezenas ou centenas de pessoas em multidões avassaladoras através de planos aproximados ou imagens de telemóveis distorcidas e sem qualidade, cumprem o mesmo objetivo de retocar a realidade ao sabor dos interesses imperiais”

– e assim se revela que o PCP também se opõe à revolta do povo sírio contra a ditadura alauíta… Mas que Partido é este que durante décadas combateu a ditadura em Portugal e que agora defende duas das ditaduras mais tirânicas e repressivas do Mundo Árabe?!… Que falta mais? Defende a ocupação militar do Tibete? Ah, não. Espera. Isso já o PCP defende.

“A queda de Tripoli é uma derrota para todos os progressistas e amantes da paz, mas não a sua rendição ou deserção da luta contra a barbárie.”

> esta frase final é um autêntico hino à demagogia… Em primeiro lugar, estes comunistas do PCP parecem esquecer que o regime de Kadafi nunca se assumiu como “comunista” ou mesmo aliado do Pacto de Varsóvia, bem pelo contrário, foi sempre apenas um cliente de armamento soviético e nunca um verdadeiro “aliado”. Os líderes soviéticos eram então mais sábios que os portugueses atuais reconhecendo no Coronel aquilo que efetivamente é um ditador alucinado, embriago por petróleo bruto e poder absoluto. Não se trata de um “progressistas”, mas de um ditador que não hesitou em disparar artilharia pesada sobre o seu próprio povo (os rebeldes não tinham então qualquer peça de artilharia) e com todas as intervenções colonialistas (estas sim, de pleno direito a usar este termo) no Chade não merece certamente o título do Avante de “amante da Paz”. E para “barbárie”, que dizer do financiamento ao terrorismo internacional e das mortes de civis inocentes em Lockerbie?…

Este artigo do Avante é de bradar aos céus e autêntico escândalo se nos recordarmos dos dignos pergaminhos de resistência à Ditadura Salazarista do PCP e dos sofrimentos pagos pela sua convicção e coragem contra um regime que era pelo menos tão opressivo como o regime do Coronel Kadafi.

Fonte:
http://www.avante.pt/pt/1969/internacional/115988/

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 19 comentários

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