Daily Archives: 2011/09/17

O partido conservador finlandês “Verdadeiros Finlandeses” defende que os “países ricos” da Europa não devem continuar “pagar mais” aos países periféricos do Euro

Se isto é um "verdadeiro" finlandês eu quero uma "verdadeira" finlandesa (http://www.jornaldenegocios.pt)

Se isto é um "verdadeiro" finlandês eu quero uma "verdadeira" finlandesa (http://www.jornaldenegocios.pt)

O partido conservador finlandês “Verdadeiros Finlandeses” defende que os “países ricos” da Europa não devem continuar “pagar mais” aos países periféricos do Euro. O partido defende que estes países saiam do Euro ou que, alternativamente, os países ricos – como a Finlândia – saiam do Euro, como forma de evitarem a necessidade de realizarem novos financiamentos a estas economias.

O finlandês alegou que “É completamente errado que os contribuintes finlandeses tenham de suportar o fardo dos países que fizeram batota”, referindo-se à Grécia. Ecoando outras declarações semelhantes proferidas na Alemanha e que começam a ganhar momento noutros países do norte da Europa, o presidente do “Verdadeiros Finlandeses” listou a Finlândia, a Holanda e a Alemanha como os países que devem sair do Euro – fundando uma nova moeda, mais “branca” e sem os miasmas impuros dos Periféricos. Timo Soini disse que os países ricos “não podem pagar mais”.

Os problemas do raciocínio do nacionalista finlandês são vários:

1. Em primeiro lugar, a sua Finlândia aparece entre os “países ricos” porque os cidadãos dos países hoje menosprezados e ditos de “periféricos” se endividaram comprando bens e equipamentos às industrias finlandesas… deviam estar gratos e nós, os “periféricos” devíamos refletir nestas palavras pejorativas antes de comprar produtos fabricados na Finlândia (Nokia e Valmet, nomeadamente).

2. Outra falácia do seu discurso é o mito – espalhado por Merkel – de que os países ricos estariam a “ajudar” ou a “resgatar” os países periféricos. Na verdade, não se tratam de doações ou empréstimos a custo zero, mas de empréstimos com juros, e juros bem acima da inflação. Não se trata assim de “ajudar”, mas de “usura”, prática aliás bem conhecida nos países do norte da Europa desde há séculos…

3. A terceira falácia está na desresponsabilização dos países ricos na atual crise europeia: a Comissão Europeia validou e aceitou sucessivos orçamentos gregos que se sabia – nos bastidores – estarem cheios de inconsistências e desvios. Mas a Comissão (dominada pelos “países ricos”) nada fez. Olhou para o lado, esperando que o problema desaparecesse por si… O mesmo se deve dizer em relação à Banca dos países do norte que acumulou lucros astronómicos com os empréstimos (que se sabiam insustentáveis) para os Países Periféricos. Agora, que a cegueira consciente de uns e a avidez dos outros bateram no “muro da realidade” determinado pela incapacidade grega de honrar os seus compromissos, os periféricos são os únicos responsáveis pela situação a que chegámos? Tenham dó…

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/finlandia-batoteiros-grecia-euro-crise-agencia-financeira/1279045-1730.html

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Jürgen Stark: Falácias europeias

Jürgen Stark (http://s.glbimg.com)

Jürgen Stark (http://s.glbimg.com)

Recentemente, o alemão Jürgen Stark, apresentou a sua demissão por discordar de que o BCE estivesse a comprar nos mercados dívida soberana dos países periféricos declarou que a propósito da recente subida das taxas de juro pelo BCE a heterogeneidade da situação económica entre os países do norte e os do sul “é uma característica comum de uma união monetária. E não temos outra hipótese, como banco central encarregado de uma política monetária única, do que olhar para a zona euro como um todo”. Dizendo isto, o alemão admite que a decisão prejudicou a competitividade internacional dos países do sul, mas que isso não foi suficiente para impedir o BCE de pensar primeiro nos riscos inflacionários no norte da Europa. O BCE assume-se assim, limpidamente, como o “banco dos ricos”, não como o “banco europeu”, que devia ser…

O alemão continuou a ecoar algumas falácias muito do apreço de Merkel dizendo que Portugal tinha “falta de flexibilidade na economia” quando a precariedade laboral em Portugal é já das mais altas na União Europeia…

Fazendo também eco do “pensamento único” que alega que a bancarrota é o “pior dos mundos”, Stark alega que “A reestruturação da dívida é extremamente penalizadora para os próprios países. Se eles considerassem essa possibilidade, teriam de pagar, no futuro, um risco de prémio ainda maior.” esquecendo que se a Argentina declarou bancarrota em 2000, equilibrando depois as suas contas, os Mercados hoje já buscam ansiosos os seus créditos… O alemão afirma também que “haveria também um impacto no sector bancário do país, que é o detentor de uma parte significativa da dívida pública emitida. A reestruturação cria muitos problemas, com custos para o próprio país e, claro, para outros. Compreendo o argumento de que é mais fácil não pagar a dívida toda e deixar que outros tenham de assumir o custo.”. Mas, se a dado ponto, se constatar que um país é incapaz de pagar a totalidade da sua dívida ou dos seus juros (especialmente se estes forem especulativos) realizar um deslizamento controlado e racional da dívida não é preferível a uma declaração súbita e total de bancarrota?

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/se-fizerem-uma-reestruturacao-da-divida-passados-dois-anos-batem-outra-vez-contra-a-parede_1511194

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Vítor Bento: “Os chamados offshore – cuja existência sempre considerei um incompreensível contra-senso”

“Os chamados offshore – cuja existência sempre considerei um incompreensível contra-senso – e os movimentos de capitais de grande volatilidade – preocupação que, recorde-se esteve sempre no centro da organização monetária emergente de Bretton Woods – serão testes importantes a qualquer revisão desse sistema”
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Chegou a altura dos países do G20 decretarem o fim desses paraísos da fuga ao fisco, do crime organizado, do narcotráfico e dos grandes especuladores e das grandes fortunas: Os Offshores. Embora se fale muito das Bahamas, só os EUA reúnem 40% de todos os Offshores do mundo e na Europa países inteiros como a Holanda, a Suécia, o Reino Unido funcionam para residentes estrangeiros como Offshores efetivos, para não falar de todos os outros que são mais conhecidos e que estão em território europeu, como Gibraltar, Guernesey ou a Ilha de Man.

Se os países do G20 quiserem terminar com estes abortos à justiça fiscal e à legalidade, podem fazê-lo, apesar de todo o lobbying que o setor financeira lança a seu favor… Com a Europa e os EUA juntos nessa proibição, o resto do mundo teria que seguir. Mas com Obama, o Paralisado, não se pode contar com o país que reúne, sozinho, quase metade de todos os Offshores do mundo. E sem os EUA haverá mesmo alguma proibição global dos Offshores?…

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