O Governo vai mudar a estrutura de formação de preços dos medicamentos

Brevemente, o Governo vai apresentar uma importante alteração nos mecanismos de formação dos preços dos medicamentos que os colocarão mais próximos dos praticados em países com um PIB semelhante ao nosso (como a Hungria): a Lei que estabelece atualmente o preço do medicamento a partir da média de preços em Espanha, Itália, França e Grécia vai ser alterada por forma a substituir estes países por uma lista mais semelhante aos nossos padrões de riqueza e desenvolvimento: Hungria, Croácia, Eslovénia, Malta e Chipre.

Obviamente, o poderoso Lobby das farmacêuticos está a fazer todo o trabalho de bastidores que está ao seu alcance para bloquear esta alteração que irá poupar aos contribuintes e doentes largos milhões de euros. Veremos em breve quem tem mais força: se o Lobby se a troika que tinha sugerido a alteração desse mecanismo de cálculo. Como o peso da Troika é muito grande, o Lobby concentra-se na alteração da lista de países por uma que seja menos favorável que a anterior, mas não tanto como aquela que o Governo ambiciona selecionar.

Esperemos então pelo desenlace destas negociações e pressões mais ou menos subterrâneas e que o novo ministro da Saúde, Paulo Macedo consiga demonstrar na Saúde o mesmo desempenho que demonstrou no seu consulado à frente dos Impostos… a bem de todos nós, neste caso!

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=27737

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Saúde | 7 comentários

Navegação de artigos

7 thoughts on “O Governo vai mudar a estrutura de formação de preços dos medicamentos

  1. Provavelmente dependerá de quem for o dono dos laboratórios que produzirem os genéricos… parece ser apenas uma questão do lobby exterior face ao lobby interior, sendo que este último quer ganhar market share num mercado saturado e como não tem nem imaginação nem competitividade para o fazer por conta própria recorre aos contactos (a velha tradição portuguesa) para introduzir dificuldades legais à concorrência de forma a diminuir a atractividade do mercado em si.

    ps: não nego que se o efeito for uma baixa de preços prolongada e estável isso possa ser positivo para todos.

    pps: por um segundo pensei que ia terminar o post com “a bem da nação” 🙂 lol

    • A questao esta em que toda a area dos genericos esta contaminada pelas grandes multinacionais farmaceuticas… Que escolhem que genericos produzir, onde e quando.
      Falta empreendedorismo e um controlo muito maior dos precos e das prescricoes medicas.
      A este proposito, remeto para um comentario do Lusitan, que mete bem o “dedo na ferida” a este respeito…

  2. Lusitan

    Neste momento assiste-se em Portugal a uma política de dumping por parte de alguns laboratórios de genéricos estrangeiros. Percebe-se que os utentes queiram preços mais baratos, mas depois não venham com o queixume de que se deixou morrer a indústria farmacêutica portuguesa, de que não há produtividade, etc.
    As políticas do anterior governo para o medicamento aos apalpões levou a que o sector farmacêutico nacional esteja perto do colapso. Não foi fruto do acaso, foi uma política que já vem de há uns anos atrás que visa liberalizar o sector de forma a permitir à SONAE ganhar mais um monopólio em Portugal.

    • Mais uma vez o meu grau de preocupação com um cenário desses dependerá de quem são os donos da indústria de genéricos em Portugal e como obtiveram a sua cota de mercado. Se for um sector dinâmico (com sangue novo) que se proteja se são os mesmos do costume que seja abandonada à sua sorte e os estrangeiros façam uma boa refeição com o seu corpo.

    • Promover e proteger a industria local, de medicamentos, neste caso. Mas como o fazer sem taxas alfandegarias nem irar o “patrao” europeu?… Se ‘e dumping ‘e ilegal, e viola as normas da OMC mas para enfrentar “parceiros” europeus ‘e preciso coragem… E se nem a ha para enfrentar a sonae…

      • Isso é outra questão… temos um sistema político que incentiva a cobardia (a todos os níveis) e depois há admiração que não se consigam impor lá fora? A posição democrática da UE não é frágil? Então que seja explorada como razão para explicar a falta de validade das normas que dela emanam (até o podemos fazer a la carte).

        • A raiz do bloqueio e imobilismo da politica nacional vem exatamente dai: do premio ‘a cobardia e ‘a falta de ousadia! E a culpa ‘e dos eleitores, claro! Bovinizados pela televisao, pelo medo do diferente do salazarismo e da inquisicao e profundamente conservadores (mesmo quando votam pcp)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

PEDAÇOS DE SABER

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

%d bloggers like this: