Daily Archives: 2011/09/08

Vítor Bento: “O bem-estar nos países periféricos é sacrificado (na Europa) a favor dos ganhos de bem-estar nos países beneficiados com o processo (de concentração da produção nos grandes países)”

Economia, Moral e Política, Vítor Bento (almedina.net)

Economia, Moral e Política, Vítor Bento (almedina.net)

“O bem-estar nos países periféricos é sacrificado (na Europa) a favor dos ganhos de bem-estar nos países beneficiados com o processo (de concentração da produção nos grandes países).”

Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Em suma, a Europa empobrece… se um pequeno número de países do norte enriquece e beneficia com a moeda cara e com exportações crescentes, os países do sul ficam com dívida (impagável), sem tecido produtivo, com níveis socialmente insuportáveis de desemprego e com orçamentos públicos cronicamente deficitários.

Esta “união” não convêm aos países que estão mais afastados do centro económico e político de uma Europa que repele a periferia e que – pior – a prejudica intencionalmente com uma moeda excessivamente forte e políticas agrícolas criadas a favor das agriculturas industrializadas do norte da Europa. O crédito barato, a moeda forte e as deslocalizações empobreceram os países periféricos do Euro, ao mesmo tempo que enriqueciam os do norte. Agora, os “senhores da europa” querem fazer crer que as dificuldades dos países do sul devem à incapacidade e aos exageros dos seus cidadãos. Sem dúvida que houve desmandos e exageros. Mas foram tolerados enquanto tal convinha aos industriais exportadores e aos bancos credores do norte…

Agora que a situação é economicamente insustentável só resta a solução de cindir uma europa que quis iludir as suas diferenças acusando de irresponsabilidade os seus membros do sul.

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tQuids S1: Economia Portuguesa, as últimas décadas, Luciano Amaral

Luciano Amaral (http://www.jornaldenegocios.pt)

Luciano Amaral (www.jornaldenegocios.pt)

1. Portugal é hoje (2010) o terceiro país mais desigual da UE (apenas ultrapassado pelos casos extremos da Bulgária e da…)
2. Portugal tem a nível dos países europeus desenvolvidos, a ter a menor proporção de mão-de-obra com formação escolar secundária e superior, com percentagens respetivas de…
3. Em 1975, os salários em Portugal aumentaram próximo de X num só ano:

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A Orbital Technologies e a RSC Energia vão construir a primeira estação espacial comercial

"Commercial Space Station" (http://i.space.com)

"Commercial Space Station" (http://i.space.com)

A empresa norte-americana Orbital Technologies e a russa RSC Energia declararam a sua intenção de construirem e lançaram em conjunto a primeira Estação Espacial Comercial.

A Estação Espacial será utilizada por particulares, astronautas de agências espaciais e investigadores de grandes corporações que estejam empenhados em programas de investigação médica ou tecnológica.  A lotação máxima será de 7 pessoas e vai ser construída usando sempre que possível tecnologias já provadas no Espaço. O abastecimento será realizado por cargueiros Progress e os tripulantes serão transportados por naves Soyuz ou de outro tipo que sejam compatíveis com o “Unified docking system” desenvolvido para a ISS.

A Estação servirá também como refúgio de emergência para a tripulação da ISS, caso algo corra mal na Estação Espacial Internacional. Poderá também funcionar como plataforma de lançamento de uma futura missão circumlunar ou de abastecimento para uma missão tripulada até ao Espaço profundo: um asteroide, Marte ou um dos satélites marcianos.

Fonte:
www.orbitaltechnologies.ru

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Luciano Amaral: “Portugal conta-se entre os países desenvolvidos onde mais recursos públicos são lançados no sistema educativo”

Economia Portuguesa, as Últimas Décadas (goodreads.com)

Economia Portuguesa, as Últimas Décadas (goodreads.com)

“Portugal conta-se entre os países desenvolvidos onde mais recursos públicos são lançados no sistema educativo. Mas ao mesmo tempo é também dos que menores taxas de escolarização, menor nível de escolarização da mão-de-obra e piores resultados em termos comparativos internacionais apresenta (no que se refere às competências escolares).”

Economia Portuguesa, as Últimas Décadas
Luciano Amaral

A grande aposta nacional das últimas décadas (7% do PIB são investidos neste setor) tem sido assim, na prática, desperdiçada. É certo que os níveis de escolarização da população têm vindo a melhorar e entre a juventude, atualmente, já muitos jovens terminam licenciaturas ou até mesmo graus mais elevados. Estatisticamente, está provada a existência de uma relação entre prémio salarial e nível académico, mas esta relação foi estabelecida em muito devido ao facto de, desde 1990, a maior parte da contratação de licenciados ter ocorrido no Estado, e este fenómeno agora, tem que terminar, com as dificuldades orçamentais e a situação de pré-bancarrota.

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Algumas reflexões num estudo sobre a corrupção

“A investigação realizada por Dan Ariely, especialista do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em economia comportamental (concluiu numa) série de experiências comportamentais com estudantes norte-americanos, destinadas a avaliar a disposição para transgredir as regras de bom comportamento moral, enganando os outros ou a sociedade”:
1. “a primeira verificação que obteve foi a de que, em geral, não há apenas poucas pessoas que transgridem, e transgridem muito, mas há muitas pessoas que transgridem, mas que transgridem pouco. (…) Segundo a teoria económica, um problema desta natureza é uma questão de análise custo-benefício, comparando o ganho da transgressão e o peso da penalidade, ponderado pela probabilidade de esta ocorrer (isto é, de “ser apanhado”). Sendo assim, e segundo o próprio autor do estudo, seria de esperar que a transgressão aumentasse com o prémio “oferecido” e diminuísse com a penalidade prevista. Mas não foi isso que verificou. O que a sua experiência continuou a mostrar, fazendo variar aquelas duas variáveis relevantes para a análise económica do problema, foi que, em vez de as transgressões oscilarem significativamente, continuava a prevalecer a conclusão de que muita gente transgredia, mas transgredia pouco, não reagindo, portanto, aos incentivos económicos, como a teoria económica faria prever.”
2. “Perante estes resultados, a sua inferência foi, então, a de que a “seriedade” é condicionada por dois factores relevantes. Por um lado, gostam de se olhar no espelho e sentir-se bem consigo próprias, vendo-se como pessoas cumpridoras. Mas, por outro lado, sentem que essa perceção sobre si próprias não se altera só um pouco, isto é, se ficarem só na margem da retidão.”
3. “Seguidamente, Ariely procurou testar o que poderia influenciar, aumentando ou diminuindo, este limiar. E os resultados a que chegou são particularmente interessantes. Verificou, por um lado, que referenciar um código moral que as pessoas reconheçam reduz significativamente aquele limiar de transgressão aceitável. E verificou, por outro lado, que, se alguém da mesma sociedade ou grupo social a que se pertence transgride ostensivamente e sem consequências, faz aumentar o limiar de transgressão aceitável. No entanto, se a transgressão ostensiva é feita por alguém com quem não nos identificamos, tal não afeta o nosso limiar.”
4. “Um outro passo da experiência, com resultados também curiosos, permitiu verificar que, quando a remuneração da transgressão é dinheiro “direto”, a dimensão das transgressões é cerca de metade do que quando a remuneração é feita “em espécie”. A ilustração talvez mais fácil desta conclusão é que, a qualquer um, é mais fácil “desviar” uma esferográfica da empresa (ou de qualquer outro lugar) do que “desviar”, do mesmo sítio, o montante de dinheiro correspondente ao valor do objeto”.

Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Estes estudo pode ser extremamente interessante para o combate em corrupção em Portugal e no resto do mundo. Em primeiro lugar, a conclusão de que todos transgridem (mas pouco) indica que não é possível conceber uma sociedade sem corrupção e que impor penalizações muito elevadas para crimes ou para a criminalidade de pequena dimensão simplesmente não é eficiente. Isto é, o resultado não compensa o esforço, sobretudo a imposição de penas ou multas pesadas (e a investigação e esforço administrativo que implicam).

O estudo indica uma via simples e muito económica para reduzir a corrupção: a elaboração de um código de ética. De facto, basta saber que existe um qualquer “código de ética”, mesmo sem o conhecer para ter efeitos imediatos na redução da corrupção. Há razoes para crer que se este código fosse elaborado em conjunto, público e periodicamente renovado, a adesão ao mesmo ainda seria superior e mais convicta. O estudo de Dan Ariely tem ainda outra conclusão potencialmente muito útil: a corrupção em figuras públicas, é particularmente negativa no sentido em que se deixar um sentimento de impunidade aumenta os próprios níveis de corrupção na sociedade. A conclusão é simples: o Estado não pode (não deve) deixar que crimes de corrupção sobre figuras públicas fiquem por investigar, não pelo que eles representam em si, mas pelos efeitos que esse (mau) exemplo induzem em toda a comunidade… Neste respeito, os exemplos (infelizes) deixados pelas múltiplas investigações pendentes ao anterior Primeiro-Ministro deixaram uma mossa de alcance ainda hoje difícil de percepcionar…

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