Daily Archives: 2011/09/07

Uma das maiores doenças de Portugal é – desde 1970 – a desertificação do seu interior

Uma das maiores doenças de Portugal é – desde 1970 – a desertificação do seu interior. O processo a que chamamos de “Ermamento” explica uma boa parte das dificuldades económicas que o país atravessa desde 1973. Esta é a crença da arquiteta Cristina Rodrigues que com a Universidade de Manchester está a desenvolver um estudo sobre a desertificação do interior português. Diz a investigadora que “a situação económica atualmente tem muito a ver com o abandono total do interior, porque temos um país em que dois terços não estão a produzir o que deviam”. A reativação económica desses dois terços improdutivos do país poderiam servir – só por si – para alavancar uma recuperação económica duradoura e sustentável…

Portugal tem assim que eleger como um verdadeiro desígnio nacional o “regresso aos campos” procurando assim combater o facto de que é hoje o terceiro país mais desertificado da Europa, atrás apenas da Itália e da Turquia.

Urge estabelecer uma política concertada e integrada de repovoamento do interior:
1. aplicando políticas fiscais mais favoráveis nos concelhos do Interior.
2. estabelecendo Moedas Locais que incentivem a economia local e o comércio e trocas intra-municipais.
3. construindo espaços de escritório a custo zero, mas ligações de Banda Larga, por forma a poder operar qualquer empresa a partir da localização mais remota.
4. incentivar fiscalmente e financiando projetos de turismo rural

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/investigadora-acredita-que-o-abandono-do-interior-esta-a-contribuir-para-crise-economica_1506568

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Vítor Bento sobre a desigualdade no seio da União Europeia

Economia, Moral e Política (http://portoeditora.pt)

Economia, Moral e Política (http://portoeditora.pt)

“A eficiência económica no seio da União Europeia poderá ser favorecida com a concentração de certas atividades, quando as economias de escala, nomeadamente, possam gerar poupanças significativas nos seus custos de produção. Dessa forma, os consumidores serão beneficiados, pois poderão ter acesso a produtos mais baratos. Mas se essa concentração favorecer as empresas situadas nos países de maior dimensão – cujo mercado original lhes proporciona à partida uma dimensão mais vantajosa – à custa do encerramento de empresas nos países periféricos, estaremos confrontados com o problema da “múltipla personalidade” dos agentes económicos contemplados nas teorias económicas”.

Economia, Moral e Política
Vítor Bento

O economista não se atreve a tirar a conclusão inevitável… aquela que implica que a existência de uma “união económica” com agentes de realidades económicas com realidades tão diversas como Alemanha e Portugal não é – a prazo – saudável ou sustentável. A “união” económica (sem barreiras alfandegárias) e monetária (moeda única) criou um clima de baixas taxas de juro que estimulou o hiperconsumo e o crescimento irracional das importações. Os países mais desenvolvidos, com industrias maiores e maior abundância de capital saíram assim como os grandes ganhadores desta “união” tão desigual. A prazo (vinte anos, desde 1990) tornou-se evidente que não havia condições para manter esta “união” forjada para favorecer os “grandes da europa” contra os mais pequenos, tornando-os economicamente cada vez mais periféricos e politicamente mais dependentes, num processo cruzado que a longo prazo pretende introduzir a inevitabilidade de uma “federação” dominada imperialmente pelos países do norte.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 13 comentários

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