Daily Archives: 2011/09/06

Tiago Pitta e Cunha: “Em aquacultura, Portugal produz menos de 10% do total de pescado a nível nacional”

“Em aquacultura, Portugal produz menos de 10% do total de pescado a nível nacional, sendo que à escala mundial a aquacultura, que tem vindo a crescer desde 1970 a uma taxa anual de 8%, já responde por mais de 40% do volume total de pescado a nível global.”

Portugal e o Mar
Tiago Pitta e Cunha

Num país que viu o seu setor primário destruído por décadas de tercialização fanática e que importa hoje mais de 60% do pescado que consome e onde as capturas desceram quase metade entre 2004 e 2009, a aquacultura é uma inegável janela de oportunidades que urge explorar.

Portugal precisa de um plano governamental de estímulo à aquacultura inshore e outshore, com estímulos fiscais e orientando a investigação universitária para esta área, criando “ninhos de empresas” e zonas marítimas piloto de aquacultura offshore, ocupadas inicialmente com projetos universitários (financiados pelo Estado) que depois possam ser privatizados (com lucro) para investidores e empresários privados.

A aquacultura deve ser assim um desígnio nacional, capaz de libertar o país desta doentia dependência alimentar que hoje o  consome e que é um dos maiores responsáveis pelo nosso défice comercial e dívida externa. Pelo contrário, dada a extensão do nosso mar e da nossa costa marítima, Portugal tem condições para se tornar num exportador de pescado, sobretudo pela via da aquacultura, já que as reservas de pescado se encontram muito diminuídas pelas décadas de pesca industrial executadas pelas grandes frotas pesqueiras (nas nossas águas, pela espanhola, sobretudo). Portugal tem condições, mas terá capacidade de decisão independente e livre para tal fazer?

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Sobre a sobre-medicação de psicóticos

O volume do comércio mundial de medicamentos psicóticos é impressionante. Só nos EUA, o valor anual de vendas ascende a 14 mil milhões de dólares em vendas, só em 2008. Este valor torna-os na classe de medicamentos mais vendida nos Estados Unidos, e revela um país mentalmente doente e sobre-medicado.

O problema ocorre – ainda que numa escala inferior – também em Portugal e deriva aqui e além de uma inclinação excessiva por parte de alguns médicos para sobre-receitarem tendo em conta os benefícios “generosos” oferecidos pelas Farmacêuticas e a pressão por parte de muitos doentes para receberem estes medicamentos cuja utilidade prática tem, de resto, sido posta em questão por alguns estudos recentes.

Fonte:
http://science.slashdot.org/story/11/07/16/036230/Mass-Psychosis-In-the-USA?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Slashdot%2Fslashdot+%28Slashdot%29&utm_content=Google+Reader

Categories: Saúde | 3 comentários

Luciano Amaral: “Durante cerca de uma década o país foi forçado a adotar uma política cambial cujo principal objetivo era reduzir o impacto da explosão salarial dos aumentos salariais de 30% da década de 70, de forma a garantir competitividade às exportações”

“Durante cerca de uma década o país foi forçado a adotar uma política cambial cujo principal objetivo era reduzir o impacto da explosão salarial dos aumentos salariais de 30% da década de 70, de forma a garantir competitividade às exportações. Foi algo que marcou de forma profunda a prática das empresas do setor industrial, tanto em termos de métodos de produção como de negociações salariais. Se até 1990 foi possível continuar com essas práticas, a partir de então a nova política monetária e cambial restritiva impossibilitou-as. Só que o setor industrial não se havia preparado para o embate com os seus concorrentes europeus, com uma produtividade muito mais elevada que a nossa. O regime monetário tornou-se assim demasiado exigente. Em consequência, a indústria vem perdendo peso na economia nacional, sem aumentar suficientemente a produtividade.”

Economia Portuguesa, as últimas décadas
Luciano Amaral

Além da destruição do setor das pescas e da agricultura, os ministérios de Cavaco Silva carregam também consigo esta maldição histórica: deixaram que a Europa impusesse a Portugal uma política cambial e monetária tão restritiva que na prática criou condições para uma sangria do setor industrial que haveria de dar um golpe (quase) fatal também no setor industrial.

A estratégia europeia de então (seguida boçalmente pelo Cavaquismo) era a de transformar a economia portuguesa numa economia completamente tercializada, sem produção pesqueira (em que o mar português era explorado por Espanha), sem produção agrícola (em que as autoestradas colocavam cá os excedentes agrícolas do norte da Europa) e sem produção industrial (deslocalizada para a China e o Leste da Europa). A este Portugal tercializado restava consumir (contraindo divida externa) e investir em vias de comunicação (para levar os produtos europeus aos nossos mercados), Bancos, Seguros e Turismo (para os europeus ricos do norte).

Portugal, neste grande desígnio estratégico elaborado no norte da Europa e adotado servilmente pelo Cavaquismo, tornava-se numa dependência económica do norte da Europa, num protetorado de independência e soberania meramente formal. Este é o plano cujas consequências vemos hoje, com o impacto dramático, profundo e duradouro que hoje todos sentimos. Enquanto não o recusarmos (recusando a classe política que foi cúmplice na sua aceitação) e gisarmos um plano de desenvolvimento alternativo.

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