Daily Archives: 2011/09/03

Lula da Silva: “é importante que o consumo seja reativado nesses países (ocidentais), porque até agora eu só tenho visto discutirem como salvar os bancos. E do consumo, que é o que vai girar a economia, está se falando muito pouco”

Lula da Silva (http://www.e-clique.com)

Lula da Silva (http://www.e-clique.com)

O antigo presidente do Brasil, Lula da Silva, declarou recentemente, no Recife que “é importante que o consumo seja reativado nesses países (ocidentais), porque até agora eu só tenho visto discutirem como salvar os bancos. E do consumo, que é o que vai girar a economia, está se falando muito pouco“. Lula acrescentou dizendo que estava otimista quanto à capacidade do Brasil de resistir ao turbilhão financeiro que varre hoje o Ocidente porque acredita que “o Brasil vai continuar com seu mercado interno sendo uma das razões pelas quais a economia vai continuar crescendo” graças à intensificação das relações comerciais do gigante lusófono com os países em Desenvolvimento, e em particular, com a China.

Lula tem – obviamente – razão. Desde 2008 que os governos de todo o Ocidente têm injetado centenas de milhões nos Bancos que em virtude de erros de gestão sucessivos e de enorme proporção emprestaram sem critério a particulares, empresas e Estados, visando apenas bónus e políticas de muito curto prazo. Estes donativos (sem contrapartidas) fizeram aumentar o problema da dívida externa ocidental, que começara na década de 1990, com a abertura de fronteiras aos produtos fabricados na China sob diversos tipos de “dumping”.

Agora, o Ocidente tem que começar a pensar primeiro nas suas Economias e depois nos seus Bancos. Compreende-se que em 2008 houvesse necessidade de injetar liquidez no sistema. Mas compreende-se menos bem porque tal foi feito dando dinheiro à Banca, sem contrapartidas e sem estabelecer imediatamente sistemas de monitorização e de regulação mais severos. Não se compreende de todo porque não foram proibidos os Derivados, nem o Short-Selling, nem se agiu criminalmente contra os gestores bancários que levaram o globo à maior crise mundial desde 1924. Compreende-se ainda menos porque ainda existem Offshores, entidades que estiveram no epicentro destas vagas de especulação financeira e que servem hoje de imensos atratores de fugas aos impostos…

Na fase em que estamos, estimular o consumo (como sugere Lula) é algo de absolutamente crucial. Mas não um consumo qualquer. Um consumo local de produção local, reconstruída depois de décadas de perniciosa deslocalização que tornaram a China na “fábrica do mundo”. Um consumo que possa ser suportado pelo crédito, fazendo “reset” às dívidas monstruosas acumuladas nas últimas décadas.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/956451-lula-diz-que-paises-ricos-deveriam-pensar-menos-em-salvar-bancos.shtml

Categories: Economia, Política Internacional | 3 comentários

Tiago Pitta e Cunha: “Portugal gera um valor que é mais de 3 vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica”

Tiago Pitta e Cunha (http://www.ambienteonline.pt)

Tiago Pitta e Cunha (ambienteonline.pt)

“Portugal gera um valor que é mais de 3 vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica, um país com uma dimensão demográfica semelhante à portuguesa, mas que conta com menos de 100 km de costa, isto é, bastante menos de um décimo do que Portugal.”

Portugal e o Mar
Tiago Pitta e Cunha

O Mar tem que ser o eixo fundamental do desenvolvimento de Portugal nas próximas décadas. Deve servir de plataforma para reforçar os laços com os países lusófonos, recuperando assim uma aproximação que a adesão europeia quis esquecer. Há que elaborar uma política abrangente e extensa para o Mar, que inclua estímulos fiscais, políticas de investigação universitários com “ninhos de empresa” e investimentos públicos descomplexados.

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Sobre a intervenção do FMI em Portugal em 1978

(Na primeira intervenção do FMI em 1978) “as políticas adotadas (…) consistiram em subir as taxas de juro e restringir a concessão de crédito tanto à atividade económica quanto ao setor público, com o objetivo de travar a procura agregada; consistiram também na subida dos preços dos bens de consumo, que se achavam limitados administrativamente.”

> Note-se que Portugal foi dos raros casos em que uma intervenção do FMI produziu mais resultados positivos que negativos… Mas esta terceira intervenção arrisca-se a não ter o mesmo efeito. Desde logo, as taxas de juro não estão mais sobre o nosso controlo soberano tendo sido entregue o seu controlo ao BCE que as manipula a seu bel prazer tendo sempre como critério o serviço às grandes economias europeias, onde o país não se encontra.

“A desvalorização significava uma redução dos salários reais, embora por via indireta. Ou seja, apesar do êxito na resolução da questão da emergência que era o desequilíbrio externo, esta política acabou por ter um impacto social negativo, não resolvendo o grande problema do défice orçamental.”

> Mas aumentou a competitividade das exportações e comprimiu as importações. E teoricamente, o mecanismo da desvalorização cambial (indisponível a Portugal, agora que aderimos à malfadada Moeda Única) permitiria ainda reduzir o consumo de bens importados, favorecendo (por substituição) a aparição e o desenvolvimento de indústrias locais, já que os bens produzidos no estrangeiro ficariam mais caros enquanto que os preços dos fabricados localmente estariam estabilizados.

Fonte:
Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

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