Monthly Archives: Setembro 2011

Sobre a polémica venda de F-16 a Taiwan

A Administração Obama tem sido alvo de várias criticas internas por ter recusado a um dos seus mais fiéis aliados asiáticos a venda de 66 novos aviões F-16C/D: Taiwan. Como compensação, Obama preferiu aprovar uma atualização dos 145 aparelhos desse tipo já em inventário para o último padrão do aparelho. O negócio ficará em cerca de 5.8 mil milhões e arrisca-se a deixar descontente toda a gente: a China já protestou, Taiwan sente-se prejudicada e nos EUA a atitude é vista como uma expressão de fraqueza frente a uma China cada vez mais desafiante e bem armada.

Com esta atualização, os F-16 serão capazes de – teoricamente – detetar os aviões Stealth que a China está atualmente a desenvolver. Talvez por isso, a China chamou o embaixador dos EUA em Pequim e protestou contra esta atualização dos aviões taiwaneses.

A opção de vender uma atualização e não novos aparelhos terá serias consequências: em primeiro lugar, representará menos emprego qualificado e menos exportações, mas para Taiwan significará algo de ainda mais grave: que a ilha não poderá aumentar a sua capacidade defensiva para fazer frente ao recente aumento de capacidade aeronaval chinesa…

Fonte:
http://www.defencetalk.com/us-in-5-85-bln-taiwan-jet-upgrade-china-protests-37152/

Anúncios
Categories: China, DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , , | 2 comentários

O avião espacial Lynx da XCOR vai ser lançado a partir de 2014

A “XCOR Aerospace” e a “Space Expedition Curacao” formalizaram um acordo de mais de dez milhões de dólares com o objetivo de  comercializarem voos espaciais turísticos a partir de 2014 a partir de Curacao. Segundo este acordo, o avião espacial Lynx da XCOR será comercializado pela empresa de Curacao, mas a operação e manutenção do veículo serão da responsabilidade da XCOR.

Os primeiros testes em voo do Lynx deverão ser realizados em 2012 num protótipo concebido para alcançar uma altitude de até 62 km. A XCOR depois deste “Mark I” espera construir um ou dois “Mark II” capazes de voarem a uma altitude de 100 km, alcançando assim os limites do Espaço.

O Lynx é um avião espacial com propulsão foguete controlado por um piloto e um só passageiro sentado ao seu lado. O avião terá janelas panorâmicas. As duas empresas esperam estar preparadas para começarem a operar a todo o gás em Curacao a partir de 2014 com um preço por voo de 95 mil dólares, tendo vendido já 35 viagens.

Fonte:
http://cosmiclog.msnbc.msn.com/_news/2011/09/19/7844331-curacao-takes-another-step-toward-space-tourism

Categories: SpaceNewsPt | 2 comentários

Luciano Amaral: “O balanço da evolução da economia portuguesa desde o 25 de abril não é notável”

“O balanço da evolução da economia portuguesa desde o 25 de abril não é notável. Quando comparamos Portugal com o conjunto dos países mais ricos, verificamos que a distância se encurtou cerca de 10% ao longo do período. Ou seja, se em 1973 o nosso PIB per capita correspondia a 50% da média desses países, hoje corresponde a 60%.” (…) “Mas desde o ano 2000 que se deu uma queda de quase 6% – o que corresponde a uma perda de um terço do terreno ganho anteriormente. Se ignorássemos os anos entre 1986 e 1992, o PIB per capita português seria, em termos comparados, hoje quase idêntico ao de 1973. Dito de outra forma, teríamos atualmente o mesmo nível de riqueza relativa do início dos anos 70.” (…) “Na produtividade, a recuperação foi somente de 5%, com um afastamento cada vez maior desde 1992.”

Economia Portuguesa, As últimas décadas
Luciano Amaral

Estes números – mascarados durante décadas por um intenso endividamento externo – resultam da existência de um modelo económico fortemente disfuncional: o país deixou imolar no altar europeu os seus setores produtivos. Empobreceu e disfarçou esse empobrecimento com dívida e com um aparelho do Estado que cresceu desmesuradamente, sem controlo nem tino, duplicando de tamanho a cada dez anos.

Chegados a este ponto há que parar e refletir: nao podemos continuar estagnados. Especialmente se desejamos ter um Estado-Providência que seja minimamente comparável ao existente na maioria dos países europeus. Urge mudar os paradigmas económicos, afastando-nos decisivamente da economia de Turismo e Serviços que quiseram impor e recuperando setores produtivos estratégicos, como as Pescas, a Agricultura e toda uma indústria transformadora que se perdeu nos últimos anos. Em vez de Bancos e Seguradoras, devemos prioritizar o setor dos Bens Transaccionáveis. Em vez do Consumo, a Produção, da Importação, a Exportação… em suma, em vez da Europa, Portugal.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 26 comentários

A decisão do vencedor do F-X2 foi adiada para 2012

Rafale: Ele talvez ganhe o F-X2. Um dia...

Rafale: Ele talvez ganhe o F-X2. Um dia...

É oficial: o programa F-X2 de aquisição de novos aviões para a FAB (Força Aérea Brasileira) foi novamente adiado. Desta feita, até 2012 (se não mais…). O objetivo da Administração Dilma é o de conter as despesas do Estado e assim travar a inflação e prevenir consequências do abrandamento económico que se começa a instalar nos principais parceiros económicos do Brasil.

Recentemente, a seleção dos Rafale no F-X2 foi discutida em Nova Iorque num encontro de bastidores na ONU entre Dilma Rousseff e Nicolas Sarkozy, o que parece indicar que apesar deste adiamento para 2012 a Dassault continua com vantagem sobre a Boeing e a Saab.

Fontes do Governo brasileiro acrescentaram que a aquisição será decidida em 2012 ou mais tarde dependendo da retoma económica mundial… ou seja se os receios de uma nova recessão global para 2013 e 2014 se confirmarem, os F-X2 poderão até chegar à FAB Apenas daqui a quatro ou cinco anos!

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/978963-brasil-vai-reconsiderar-compra-de-cacas-em-2012-diz-ministro.shtml

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | 11 comentários

Vítor Bento: “O crescente distanciamento da realidade tangivel que acompanhou, e em que assentou, o explosivo crescimento do sistema financeiro”

Era para colocar aqui a foto do Vítor Bento, mas acho que a Rita Andrade fica melhor... (http://img819.imageshack.us)

Era para colocar aqui a foto do Vítor Bento, mas acho que a Rita Andrade fica melhor... (http://img819.imageshack.us)

“O crescente distanciamento da realidade tangível que acompanhou, e em que assentou, o explosivo crescimento do sistema financeiro”

> durante a virtualização da economia realizada de forma massiva desde 1990 o fosso entre a economia real e a virtual, constituída por produtos financeiros cada vez mais complexos e incompreensíveis (até aos especialistas e, sobretudo, aos reguladores) aprofundou-se. Num dado momento, antes de 2008, estimava-se que todos os Derivados em circulação no mundo excediam 14 vezes o PIB mundial. Dizia-se também que num único dia circulava virtualmente – em transações na Internet – um valor equivalente ao PIB anual alemão. Obviamente, tal bolha teria que estourar, como sempre aconteceu. Isso de facto veio a suceder, em 2008, com reflexos ainda hoje e criando as bases para a recessão “double dip” que hoje enfrentamos.

“O que aconteceu ao longo das últimas décadas foi, por um lado, um crescente desvio, para fins não produtivos, dos fundos disponibilizados pelo setor. E, por outro lado, um desmesurado crescimento do stock dos ativos financeiros, através de um processo de multiplicação de direitos de saque sem qualquer sustentação na realidade sobre a qual são sacáveis.”

> Quando a partir da década de 1990, devido à intensa desregulamentação do setor financeiro, os lucros dos investimentos especulativos começaram a subir de forma exponencial, imensas correntes de Capital foram desviadas da economia real, do financiamento reprodutivo que gera Bens, Riqueza e Emprego para a economia de casino das Bolsas e dos Fundos. As consequências foram globais e explicam hoje o estado de desindustrialização a favor da China em que está hoje o Ocidente.

“Criando – por meio do que se tornou conhecido como “derivados financeiros” – direitos de saque sobre os direitos de saque diretamente criados sobre a produção, constitui-se uma pirâmide invertida de direitos de saque, indiretos e encadeados uns nos outros, tendo por base a mesma realidade sobre a qual, em última instância, todos são sacáveis, e cujo valor é apenas sustentado por um enorme ato de fé. Inflacionou-se, deste modo, a perceção da riqueza, baseando nessa perceção uma cadeia de decisões económicas.”

> O Capital virtualizou-se, tornou-se cada vez mais abstrato e impermeável à compreensão, até dos próprios investidores e daqueles que construíram os próprios “pacotes de derivados”. Esta economia incompreensível e críptica soube recrutar os melhores matemáticos do mundo para se blindar em constructos matemáticos muito densos e que serviram para justificar crescimentos artificiais e sempre crescentes. Esta “economia de casino” cresceu de forma imparável devido às sucessivas desregulações impostas ao mundo desde 1990 e sorveu cada vez menos Capital à Economia Real, que tendo cada vez menos Capital disponível, passou a gerar cada vez menos rendimentos e emprego. Em consequência, o setor financeiro tornou-se no principal negócio de muitos países ocidentais e as deslocalizações tornaram-se regra, com os resultados estão hoje à vista de todos: défices orçamentais, dívida externa e desemprego crónico.

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 19 comentários

Vítor Bento: “O valor nocional de todos os contratos de derivativos financeiros, incipiente há pouco mais de um quarto de século, equivalia, em junho último, a cerca de 14 vezes o PIB mundial”

Rita Pereira também é mais fotogénica de Vítor Bento (http://www.exposay.com)

Rita Pereira também é mais fotogénica que Vítor Bento (http://www.exposay.com)

“O valor nocional de todos os contratos de derivativos financeiros, incipiente há pouco mais de um quarto de século, equivalia, em junho último, a cerca de 14 vezes o PIB mundial.”

> 14 vezes o PIB mundial! Esta espantosa deriva da economia virtual dos “mercados” resulta em primeiro lugar da virtualização das moedas (depois do abandono do Padrão-Ouro) que levou a uma multiplicação do valor (artificial) dos bens e da facto do “valor” acumulado ao longo de várias bolhas especulativas, a começar pela das “.com” em 2000… Todo este “valor” não desapareceu, mas foi transportado de bolha em bolha até à atual: a Crise da Dívida Soberana.

“Ter-se deixado acumular uma tal situação, completamente desproporcionada, constitui, no mínimo, um desafio ao bom senso regulatório, não podendo por isso surpreender que a sua sustentabilidade acabasse por ser questionada de forma tão estrondosa.”

> Os Bancos centrais no geral e os políticos em particular assumiram aqui culpas de leão… Os governadores dos Bancos – cegos pelo dogma neoliberal da desregulamentação dos Mercados financeiros – ficaram paralisados antes o desnorte absoluto dos Bancos e Especuladores. Pela inação ou incompetência foram culpados e deviam estar hoje a ser julgados… pelo contrário, acabaram promovidos, como Vítor Constâncio, à vice-presidência do BCE!

“Ademais, uma boa parte da pirâmide invertida de ativos financeiros, originais e derivados, constitui-se através de uma encadeada teia de relações cruzadas de direitos de saque de umas instituições sobre as outras, pelo que a quebra de uma instituição ou de uma classe de ativos desta cadeia facilmente arrasta a queda de toda a teia, dando caráter sistémico a muitos problemas que, por natureza, deveriam ser individuais.”

Foi o que sucedeu por exemplo com a AIG que tinha seguros de derivados e créditos subprime que se revelariam sem valor e que quase levaram essa gigantesca seguradora global à falência. Em particular, deixou-se enredar a Banca de Investimentos, com a da Retalho (uma separação que datava da crise de 1924) e permitiu-se a erupção de produtos financeiros abstratos, incompreensíveis e completamente desligados da realidade: os Derivados e os Futuros. As ações deixaram de ser uma forma de as empresas reais, na economia real, se financiarem para passarem a ser constructos abstratos de valorização constante e completamente desligadas do mundo físico.

Urge impor aos mercados financeiros pelo menos as mesmas formas de regulação que existiam em 1990, quando nos EUA estas começaram a ser desmanteladas (por Clinton e Greenspan). Urge proibir Derivados e produtos opacos e de natureza obscura, proibir os Offshores, esses paraísos do Crime e da fuga ao fisco e tornar a dar aos Mercados aquele que é efetivamente o seu papel: o de financiador da Economia Real.

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quem é Artur Pereira? Diretor da Campanha Presidencial de Fernando Nobre (2011)

Algumas citações sobre Artur Pereira, diretor de campanha da Campanha Presidencial do Dr. Fernando Nobre, em 2011 que permitem conhecer um pouco melhor uma das personagens mais obscuras das eleições presidenciais de 2011:

1. “Notabilizou-se há uma dúzia de anos como intermediário nas relações entre o PCP e os barões da construção civil da Amadora.”
2. “Foi um dos agentes e o principal operacional da espúria aliança informal entre o PCP e o PSD, na Amadora, por ocasião da campanha eleitoral autárquica de 1997. O acordo – nunca assumido publicamente, está claro – tinha por objectivo colocar o PS em terceiro lugar no município” (…) “quem era então o candidato do PSD à Câmara da Amadora? Pedro Passos Coelho”
3. Passos “chegara a militar na Juventude Comunista, com os amigos de Vila Real, mas aos 14 anos inscreveu-se na JSD”
4. “Fomos camaradas do mesmo partido, o partido comunista português. Na década de 80 do século passado, ele organizado no sector da propaganda e, eu, integrado no sector sindical.”
5. “Em 1995 encontro-o em Montijo ligado à então Embaixadora de Cuba, a organizar uma Feira Internacional em La Habana. Então, era comentador encartado, em nome dos comunistas, no Grande Amadora, jornal local, mas com enorme influência no debate e na disputa politica amadorense.”
6. “em 2000 (?) afasta-se das andanças amadorenses e transforma-se num empresário de sucesso (não perguntem a área, que eu não sei dizer…)”
7. “esteve “empenhado” na primeira e segunda eleição de Pedro Passos Coelho para Presidente do PSD.”
8. “fez parte da estrutura de direcção da Campanha de Mário Soares, nas eleições de 2006.”
9. “É amigo de Domingos Abrantes, é intimo de Mário Soares, almoça com Passos Coelho, dizem que tem negócios com Ângelo Correia, mas não se percebe em que limbo ideológico navega, actualmente.”
10. “Há quem sustente que se mantém fiel ao ideário comunista, mas transformou-se num pragmático homem de negócios, associando politica ao comércio, com resultados deveras interessantes, ao que se diz.”
11. “colou-se a Fernando Nobre à espera de um cargo. Vai certamente tê-lo se o PSD tiver a maioria dos deputados: vai dar em assessor do Presidente da Assembleia da República, ou algo semelhante.”
12. “afastou sistematicamente da estrutura da campanha as pessoas que eram de direita. Resultado, minorou a possibilidade de FN “roubar” votos a Cavaco Silva.”

Todas estas citações podem ser encontradas na Internet, em qualquer motor de busca e nenhuma delas é da minha lavra pessoal, reservando para mim aquilo que penso sobre a credibilidade ou veracidade destas afirmações, assim como todas as outras informações que obtive do próprio através de um trato direto, nem sempre feliz. Aqueles que me conhecem pessoalmente, sabem o que penso deste Rasputine moderno… Mas como este abastado senhor se faz rodear de alguns dos advogados mais poderosos e influentes deste país prefiro manter o silêncio e guardar a verdade para mim.

Até um melhor momento.

Categories: Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

O Japão ambiciona ter até 2030 um satélite solar

O Japão está a iniciar um ambicioso projeto de produção de energia elétrica a partir do Espaço. O projeto começou em 2009 e tem um orçamento de 21 mil milhões de dólares e tem como objetivo captar energia solar em órbita transmitindo-a depois para o solo, onde será consumida.

O primeiro objetivo será o lançamento de um grande satélite com 4 km2 de painéis solares, de alto rendimento e otimizados pela presença acima da atmosfera terrestre. O satélite transformará a energia solar em micro-ondas, transmitindo-as para estações no solo, onde serão convertidas em energia elétrica.  O projeto estima que a energia elétrica fornecida pelo satélite solar (que me faz lembrar alguns episódios de “Conan, o Rapaz do Futuro”…) será capaz de suprir as necessidades de mais de 300 mil lares nipónicos. Um satélite solar permitiria resolver um dos grandes problemas da energia solar terrestre, já que é imune a nebulosidade ou à chuva, permitindo ao Japão reduzir a sua dependência das importações de combustíveis fósseis.

O primeiro satélite experimental, de pequena escala, será lançado em 2015 e terá como missão a recolha de elementos que possam permitir o prosseguimento do projeto até ao lançamento de um grande satélite solar até 2030.

Fonte:
http://www.tecnologiadoglobo.com/2011/07/electricidade-vinda-do-espaco/

Categories: Economia, Educação, SpaceNewsPt | Etiquetas: | 2 comentários

Sobre o “Imposto dos Ricos”

Tem-se falado muito do “imposto dos ricos” nos últimos tempos. Sob o pretexto de “fazer os ricos pagar a crise” e de “dar o exemplo”, prepara-se nos bastidores um novo imposto, não à propriedade ou às transações bolsistas, mas aos rendimentos, isto é, ao trabalho. De novo. Como sempre.

O pretexto é “fazer os milionários pagar mais impostos, mas o alvo, de facto, são os trabalhadores com salários acima da média (e que já são severamente taxados) e aqueles que fazem muitas horas extraordinárias.

Obviamente, a ávida e nunca reduzível (enquanto faltar coragem) máquina do Estado está a preparar-se para mais um assalto à classe média em nome dos “mais pobres”. A mira não são os lucros especulativos de Amorim ou Berardo, isentos, nem os bancos e empresas que aproveitam a perniciosa  desarmonização fiscal na Europa e os seus Offshores para realizaram fugas massivas aos impostos. Ninguém sabe ao certo quantos impostos não são pagos pelas grandes empresas portuguesas que usam holdings na Holanda, Luxemburgo, Irlanda ou Bélgica, nem quantos impostos se perdem pelos Offshores, Madeira inclusive.

Será assim fácil aumentar ainda mais a carga fiscal que recai sobre a classe média, decerto. Mas será muito mais justo taxar a propriedade, os golpes especulativos, e caçar os offshores. E ainda que tudo seja mais eficaz se for feito num quadro europeu (ou até mundial) se continuarmos à espera desse acordo universal unânime, arriscamo-nos a esperar muito tempo! Sentados! Há assim que procurar firmar uma rede de acordos bilaterais com esses países que praticam esses dumpings fiscais e alojam esses offshores e procurar a justiça fiscal que mais um imposto sobre a classe média nunca trará.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 23 comentários

Vítor Bento sobre a Bolha Especulativa de 2008

Economia, Moral e Política; Vítor Bento (portoeditora.pt)

Economia, Moral e Política; Vítor Bento (portoeditora.pt)

“A criação da bolha especulativa (de 2008) é um processo típico de “loucura coletiva”, desencadeado quando um período de prosperidade funda comportamentos baseados em expetativas adaptativas (…) acabando por gerar a falsa convicção de que a valorização dos ativos (financeiros e reais, como o imobiliário) é imparável. Tal convicção vai atraindo cada vez mais gente, alimentando um boom que muitos acreditam ser infindáveis e que vai gerando uma incomensurável riqueza artificial (i.e. sem sustentação económica), até que… não há mais ninguém para entrar no jogo e alimentar o boom! Quando isso acontece, gera-se o pânico, dando-se origem a um crash desordenado.”

> é o fenómeno das pirâmides especulativas que ainda não há muito tempo (década de 90) arruinaram a economia albanesa pós-comunismo e que esteve na base do famoso caso “Dona Branca” na década de 80, em Portugal. É absolutamente notável que sendo um fenómeno económico tão conhecido e estudado, os economistas do sistema não tenham sido capazes de antever a violência e escala da tempestade global que haveria de varrer o mundo em 2008, iludida até 2011 com injeções massivas de dinheiros públicos para regressar em força agora, em 2011 e 2012.

“De quem é a culpa? De muita gente, ainda que com quotas de responsabilidade diferentes. Dos reguladores, que não viram a tempo, e por isso não previram, as condições que alimentaram a insustentável inflação dos ativos; dos bancos centrais, que mantiveram taxas de juro excessivamente baixas por demasiado tempo, favorecendo o enchimento da bolha; de gestores e profissionais pouco escrupulosos, que criaram e venderam gato por lebre, acreditando, ou fazendo os outros acreditar, numa nova alquimia; de teóricos que acreditaram, e levaram outros a acreditar, na infinita capacidade auto-reguladora dos mercados”.

> reguladores, bancos centrais, empresários são, de facto os grandes responsáveis por esta crise que se abateu sobre todos nós desde 2008 e que continua a não dar mostras de abrandar, bem pelo contrário. Mas perante a escala do desastre, num mundo em que a Justiça e a Lei fossem mais que palavras vãs teríamos camadas e camadas de reguladores, responsáveis por bancos centrais e gestores nas prisões. Mas neste mundo, onde os políticos se deixaram comprar pelos interesses da alta finança encontramos Vítor Constâncio sendo premiado com a criminosa incompetência nos casos BPN, BCP e BPP com o cargo de vice-presidente do BCE…

“E, claro, dos especuladores – apostadores de risco. Só que os especuladores não são apenas aqueles sujeitos, ricos e gananciosos, que a imaginação popular representa como exploradores da ingenuidade e da boa-fé dos incautos cidadãos. São também todos aqueles que puseram de lado a prudência e assumiram riscos excessivos para as suas capacidades: endividando-se para além dos limites razoáveis; explorando promessas de ganhos fáceis e rápidos; apostando a segurança do futuro no conforto do presente.”

> sejamos claros. Esses especuladores são também muitos de nós. Na década de 90, os bancos pagavam aos depósitos a prazo juros miseráveis, frequentemente abaixo da inflação, como forma de aumentarem o interesse por múltiplos tipos de “fundos de investimento”. Muitos transferiram então todas as suas poupanças para estes veículos que lhes diziam ser absolutamente seguros e muito rentáveis… a sapiência da opção era confirmada pelos Media que repetiam até à exaustão o discurso do “pensamento único” sobre a “nova economia”, sobre as capacidades infinitas de crescimento e sobretudo, sobre as virtudes infinitas de todas as desregulações e a “mão invisível” do Mercado. Esses, também, foram reciclados e hoje contam-se na linha da frente dos críticos do sistema financeiro… e sem responsabilizações ou punições, como os seus cúmplices reguladores, governadores de bancos centrais e gestores bancários… todos soltos, todos impunes.

Quem pagou, paga e pagará esta crise são as crianças que perderam apoios sociais, os reformados que perderam poupanças, as famílias que desesperam com o desemprego dos pais e com a precariedade laboral dos filhos. Porque os outros, os responsáveis, esses, já foram reciclados pelo sistema.

 

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Vítor Bento: “Os resultados imediatos, trimestre a trimestre, tornaram-se uma quase obsessão dos gestores, que a esse objetivo transitório, e frequentemente ilusório, tudo sacrificam”

“Os resultados imediatos, trimestre a trimestre, tornaram-se uma quase obsessão dos gestores, que a esse objetivo transitório, e frequentemente ilusório, tudo sacrificam. Obsessão desencadeada por uma espécie de competição ostentatória, permanentemente estimulada por analistas, media e investidores, e reforçada pelos incentivos remuneratórios e sancionatórios que estimulou. Não será por acaso, que, além dos avolumados bónus a premiar o desempenho mediato haja sido sacrificado, se encurtou a permanência média de um CEO, ao ponto de, num terço das empresas americanas, estão não exceder os três anos.”

Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Ao contrário do que advogam os arquitetos do neoliberalismo, importa (e muito) regular a forma como são pagos os bónus e pagos os vencimentos aos gestores de topo das empresas privadas. Foi este culto para-religioso (porque dogmático e surdo a críticas) pelo curto prazo e por valorizações bolsistas de curto prazo, que esteve na base de uma sucessão de erros de gestão que afundaram tantas empresas financeiras desde 2008.

Aos Estados cabe regular o que está desregulado, impondo limites máximos às remunerações dos gestores, calculados em função do vencimento mais baixo da sua organização e proibir o pagamento de bónus que recorram apenas a métricas financeiras de curto prazo. Se os Privados não se souberam auto-regular (e os “bail-outs” monumentais provam-no) então, devem ser os Estados a impor moral, decência e bom senso onde este tem faltado.

Regular os prémios de gestão, os bónus e os vencimentos dos gestores é também uma forma de o próprio Estado se defender e impondo formas de gestão de maior prazo, proibindo os funestos “contratos a dois anos”, de tantos gestores de topo impedir que tenha mais tarde que acorrer a fundos públicos para salvar bancos falidos, assumir as consequências económicas das falências e os subsídios de desemprego que esses gestores desbragados e obcecados pelo curto prazo deixam atrás de si.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Geoglifos no Médio Oriente re-descobertos com o… Google Earth

Geoglifos no Médio Oriente (http://i.livescience.com)

Geoglifos no Médio Oriente (http://i.livescience.com)

Foram descobertos em três países do Médio Oriente (Jordânia, Síria e Arábia Saudita) uma série de geoglifos que alguns (indevidamente) comparam aos conhecidos geoglifos de Nazca.

Este geoglifos – muito semelhantes entre si nos três países – foram descobertos em fotografias aéreas e confirmados por observações satélite. Visualmente, assemelham-se a “rodas dentadas”, ocorrem com relativa frequência nestes países num número que se estima ser de alguns milhares e terão mais de dois mil anos de antiguidade.

Ao longo do tempo, muitos terão sido aqueles que caminharam sobre estas estruturas sem se aperceberem do que se tratava, já que estas só podem ser percepcionadas a partir do ar.

As tribos beduínas que vivem nestas regiões dizem que se trata do produto do trabalho dos “homens antigos” e são encontrados em zonas onde abunda a rocha vulcânica. As formas parecem assemelhar-se com alguns animais, formas geográficas, linhas mais ou menos aleatórias ou “rodas dentadas” (a forma mais comum). Não há indícios de que estejam alinhados astronomicamente.

Estes geoglifos foram descobertos pela primeira vez em 1927 por um piloto da RAF, mas foi recentemente através do Google Earth que a sua existência foi confirmada e estudada pela ciência.

Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2037850/Thousands-strange-Nazca-Lines-discovered-Middle-East.html#ixzz1Y5w0pDg5

Categories: Uncategorized | 6 comentários

Vítor Bento: “Este saque sobre o futuro é, em boa parte, uma consequência do desequilíbrio que a evolução demográfica no mundo ocidental, não compensada comportalmente, tem imposto ao contrato intergeracional”

“Estabeleceu-se, em muitas sociedades, um modo de vida coletivo assente num nível de bem-estar superior aos recursos contemporâneos disponíveis e que foi temporariamente sustentado, através da alavancagem financeira, pela hipótese do bem-estar futuro. E foi precisamente o esgotamento dessa capacidade de alavancagem, do presente no futuro, que se desmoronou na crise.”

> O ermamento produtivo – sobretudo de raiz industrial – que se verificou na Europa e nos Estados Unidos esteve na base de um empobrecimento crescente do Ocidente que apenas a existência de largas quantidades de liquidez disponibilizadas a baixas taxas de juro. A evaporação do tecido produtivo desde 1990 foi mascarada por torrentes de crédito barato fornecida a uma horda crescente de escritórios e empregados do serviços para comprarem bens manufaturados em fábricas deslocalizadas na China.

“Este saque sobre o futuro é, em boa parte, uma consequência do desequilíbrio que a evolução demográfica no mundo ocidental, não compensada comportalmente, tem imposto ao contrato intergeracional. De facto, ao não ter em conta aquela evolução, as escolhas das atuais gerações, entre tempo de trabalho e de lazer, entre poupança necessária e poupança realizada, enfim, entre os seus contributos para o consumo e a produção ao longo da vida, tem representado um saque, injusto e insustentável, sobre as gerações futuras.”

> O endividamento do Ocidente – intensificado com a Globalização neoliberal – terá o seu maior impacto não na nossa geração, mas na dos nossos filhos, já que boa parte desses empréstimos vencem a mais de dez anos. De facto, estamos a pagar os consumos de hoje com o dinheiro que os nossos filhos ainda não sabem se irão ganhar. Isso não pode ser justo. Para obstar a essa flagrante injustiça, restam-nos duas opções: ou por algum milagre improvável conseguimos na próxima década um crescimento do PIB acima dos 5% por ano e assim conseguimos começar a amortizar a dívida externa ou… declaramos a Bancarrota, assumimos na nossa geração (a que se endividou) as consequências dessa decisão e limpamos o futuro dos nossos filhos.

Eticamente, a escolha parece-me simples.

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

Foguetão chinês Longa Marcha 5 (http://www.flightglobal.com)

A China terminou a construção da maior parte do lançador pesado Longa Marcha 5 e deverá ser lançado pela primeira vez em 2014.

A fabricação dos foguetões pesados Longa Marcha 5 e 6 vai ter lugar no novo complexo espacial de Tianjin, no norte da China, onde Pequim terá investido perto de mil milhões de dólares.

O foguetão Longa Marcha será capaz de colocar em órbitas baixas cargas de até 25 toneladas ou cargas úteis de 14 toneladas para órbitas altas. Com este foguetão a China irá tornar-se líder mundial (em paridade) na capacidade de lançamento espacial e consolida uma posição cada vez mais incontestável como segunda grande potencia espacial.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Production_on_major_part_of_China_jumbo_rocket_completed_maiden_voyage_by_2015_999.html

Categories: China, SpaceNewsPt | Deixe um comentário

Portugal tem que tornar a ter uma marinha mercante

Portugal tem hoje uma das marinhas mercantes mais insignificantes da Europa. Outrora uma das maiores potencias navais, (a quinta até ao século XIX), após a descolonização, Portugal perdeu o essencial da sua capacidade de transporte marítimo própria e hoje terá menos de 13 cargueiros de pequena e média dimensão.

É assim encorajador, ouvir a nova ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, declarar que “o Governo vai revitalizar a marinha mercante em Portugal e promover um registo aligeirado para estes navios.” E que essa revitalização era uma “uma preocupação central da política do Governo”, lamentando o “facto de Portugal ter abandonado e perdido o interesse por esta área da atividade económica”.

Portugal tem realizado um investimento significativo nas últimas décadas no porto europeu de águas mais profundas da Europa, Sines, e recentemente foram assinados vários contratos que tornam Sines num dos eixos da ligação marítima entre o Brasil e a Ásia e a Europa. Sines é, contudo, prejudicada pelo estatuto periférico de Portugal em relação aos mercados do centro e norte da Europa, algo que pode ser compensado quer através da construção de uma linha de TGV de mercadorias que ligasse este porto à rede de TGV espanhola (sem as loucuras de novas travessias do Tejo ou do transporte de passageiros) quer através do investimento na construção de uma marinha mercante de pequeno e médio porte de transporte das mercadorias descarregadas em Sines pelos demais países europeus e construída nos estaleiros nacionais, como os de Peniche ou de Viana do Castelo. O Governo tem assim que simplificar o registo de navios, mas não se pode deixar ficar por aqui, devendo incentivar (fiscalmente e com linhas de crédito) a construção naval mercante nacional e o desenvolvimento do porto de Sines e da sua ligação ferroviária ao norte da Europa.

A estratégia de aposta no Mar está correta. Falta agora mais ambição e meios. E esperar que os nossos “amigos” europeus não a boicotem…

Fonte:
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=25080

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Comentário a artigo do jornal “Avante” sobre a guerra civil na Líbia

http://www.gazetadeluanda.com

Recolhemos esta pérola no site do jornal do PCP, o Avante… Eis o nosso comentário a alguns segmento de um extraordinário artigo:

“Ao fim de seis meses de insurreição, cinco dos quais apoiados por persistentes bombardeamentos da NATO”

> Persistentes? Em seis meses, os aviões da NATO realizaram 55 missões de bombardeamento. Tendo em conta que – no papel – o exército de Kadafi tinha mais de 50 mil homens e quase dois mil blindados, não é difícil perceber que o principal fator nesta vitória dos rebeldes não foram os “bombardeamentos persistentes”, como alardeava a propaganda do regime, aqui veiculada pelo PCP, mas o próprio esforço dos rebeldes líbios.

“os contra-revolucionários tomaram a capital da Líbia.”

> Os “contra-revolucionários”?! Tive que ler esta frase umas três vezes até acreditar que o Avante tinha mesmo escrito esta palavra obsoleta, anacrónica e vinda de uma outra Era… Contra que “revolução”? A “verde”, do Coronel que acumulou em contas bancárias nos estrangeiro mais de 90 mil milhões de dólares, o equivalente ao PIB do seu país?… a mesma “revolução” que perseguiu e matou quase todos os opositores internos que se atreveram a sê-lo durante os 40 anos de “revolução verde”? É esta “revolução” que defende o PCP? Já sabia que defendia a tirania de Pequim sobre o povo chinês e a colonização do Tibete, mas isto é realmente demagogia a mais.

“No assalto a Tripoli, a Aliança Atlântica e os mercenários e fundamentalistas islâmicos afetos ao Conselho Nacional de Transição (CNT) mataram tantas pessoas como as vítimas civis estimadas pelo governo líbio durante todo o conflito.”

> “mercenários”?… então e os zimbabweanos, chadianos e angolanos que o regime recrutou e que eram o cerne da resistência do regime nestes últimos seis meses? E onde estão as provas, as imagens e o treino militar que provam a presença destes mercenários nas forças do CNT? Quando à presença de mercenários nas forças de Kadafi esta é conhecida desde há muito… por exemplo a força aérea líbia (uma das maiores de África) é praticamente totalmente dependente de mercenários.

“Misrata em mãos pró-colonialistas interrompendo a ligação costeira entre as martirizadas Zliten e Sirte.”

– A verborreia anacrónica continua… “pró-colonialistas”?! Como assim? Isso quer dizer que os rebeldes líbios vão agora correr para Roma clamando pelo regresso do braço paternal do colonialismo italiano?! Não duvidamos que as formas de que o capitalismo global e as multinacionais petrolíferas (como a italiana Eni) se aproximam de certas formas de neocolonialismo, mas esse destino é muito diferente do “colonial” e depende em última instância do próprio povo líbio.

“Não deixa de surpreender que o regime líbio tenha resistido tanto tempo. Não raras vezes, empurrou as hordas contra-revolucionárias para o desespero da derrota.”

– “hordas”?… e então como classificar a legião de mercenários ao serviço do exército do regime?

“No último momento, foram sempre os imperialistas a evitar a aniquilação dos bandos do CNT. Na conquista de Tripoli não foi diferente.”

– “bandos”? Sim, no sentido em que são apenas civis armados, muito mal treinados e comandados e sem outro equipamento pesado além daquele que conseguiram roubar ao exército do regime.

“O banho de sangue em que Tripoli foi afogada começou na noite de 20 de Agosto, quando células de jihadistas acoitadas na cidade foram chamadas à ação pelos imãs das mesquitas.”

– este é o discurso quase literal do regime desde que a revolta começou: na tentativa de colar os revoltosos ao extremismo islâmico para anular a honorabilidade internacional que têm merecido. Na verdade, o islamismo radical nunca foi forte na Líbia, e a população segue uma variante do Islão muito moderada, não somente nos círculos urbanos, como no deserto. Não é impossível que a revolta resvale, mas tudo indica que até ao momento os radicais são muito pouco numerosos e influentes entre a liderança do CNT, quase toda oriunda da antiga elite que rodeava Kadafi.

“Para espanto geral, Saif surge horas depois junto ao hotel onde se alojam os jornalistas garantindo que o pai está em Tripoli e que a cidade será retomada pelo exército regular.”

– Saif, com os bolsos cheios dos petro-dólares que a família Kadafi desviou do Estado Líbio durante 40 anos pagou a sua libertação ao bando de rebeldes desenquadrados e mal militarizados que o capturou. Não se tratou de desinformação, mas de corrupção, uma arma que o regime sempre soube jogar.

“Saliente-se que no Iraque como na Líbia e na Síria, a transformação de dezenas ou centenas de pessoas em multidões avassaladoras através de planos aproximados ou imagens de telemóveis distorcidas e sem qualidade, cumprem o mesmo objetivo de retocar a realidade ao sabor dos interesses imperiais”

– e assim se revela que o PCP também se opõe à revolta do povo sírio contra a ditadura alauíta… Mas que Partido é este que durante décadas combateu a ditadura em Portugal e que agora defende duas das ditaduras mais tirânicas e repressivas do Mundo Árabe?!… Que falta mais? Defende a ocupação militar do Tibete? Ah, não. Espera. Isso já o PCP defende.

“A queda de Tripoli é uma derrota para todos os progressistas e amantes da paz, mas não a sua rendição ou deserção da luta contra a barbárie.”

> esta frase final é um autêntico hino à demagogia… Em primeiro lugar, estes comunistas do PCP parecem esquecer que o regime de Kadafi nunca se assumiu como “comunista” ou mesmo aliado do Pacto de Varsóvia, bem pelo contrário, foi sempre apenas um cliente de armamento soviético e nunca um verdadeiro “aliado”. Os líderes soviéticos eram então mais sábios que os portugueses atuais reconhecendo no Coronel aquilo que efetivamente é um ditador alucinado, embriago por petróleo bruto e poder absoluto. Não se trata de um “progressistas”, mas de um ditador que não hesitou em disparar artilharia pesada sobre o seu próprio povo (os rebeldes não tinham então qualquer peça de artilharia) e com todas as intervenções colonialistas (estas sim, de pleno direito a usar este termo) no Chade não merece certamente o título do Avante de “amante da Paz”. E para “barbárie”, que dizer do financiamento ao terrorismo internacional e das mortes de civis inocentes em Lockerbie?…

Este artigo do Avante é de bradar aos céus e autêntico escândalo se nos recordarmos dos dignos pergaminhos de resistência à Ditadura Salazarista do PCP e dos sofrimentos pagos pela sua convicção e coragem contra um regime que era pelo menos tão opressivo como o regime do Coronel Kadafi.

Fonte:
http://www.avante.pt/pt/1969/internacional/115988/

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 19 comentários

tQuids S1: As Aventuras de Hergé, Bocquet Fromental Stanislas

As Aventuras de Hergé (http://images.portoeditora.pt)

As Aventuras de Hergé

1. Quem teria sido o atrevido que frequentava o castelo de Dudzeele e que seria o suposto pai de Hergé?
2.Quantas vezes foi preso por “colaboracionismo”, Hergé?
3. Em 1971, na Mayo Clinic disseram a Hergé que os seus problemas de fadiga e de eczema se curariam com…

Continuar a ler

Categories: tQuids S1 | 14 comentários

A Polónia vai modernizar aviões MiG-29A e mantê-los em uso até 2030

MiG-29A polaco (http://www.kiitotie.net)

MiG-29A polaco (http://www.kiitotie.net)

A Polónia decidiu não abandonar (seguindo o exemplo de outros Países de Leste) mas manter e modernizar uma parte da sua frota de aviões MiG-29. Metade destes aparelhos construídos na ex-URSS serão modernizados e alinharão assim com os 48 F-16C/D Block 52 como o coração da força aérea polaca.

A força aérea polaca opera também 3 esquadrilhas de aparelhos SU-22, mas estes devem ser retirados em 2014.

A Polónia reservou 48 milhões de dólares para o programa de modernização de 13 MiG-29A e de 3 treinadores MiG-29UB sendo estes trabalhos realizados na fábrica estatal da WZL 2. Os aviões receberão novos computadores, aviónica e um GPS resistente a interferências. Com esta atualização os MiG-29 polacos deverão manter-se ao serviço até pelo menos 2030 tornando o país naquele que será provavelmente o último operador deste grande caça da era soviética…

Fonte:
http://www.defenseindustrydaily.com/Poland-to-Modernize-16-MiG-29s-07084/

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , , | 20 comentários

Vítor Bento: Sobre a China

“A China se souber jogar a oportunidade que tem de se constituir num importante motor da retoma mundial, revalorizando a sua moeda e utilizando as vastas reservas acumuladas para dinamizar a procura – doméstica e mundial -, poderá obter como contrapartida uma importante posição nas instâncias, formais e informais, da governação mundial.”

> Mas terá o regime ditatorial alojado em Pequim essa sabedoria e discernimento?… Pequim tem insistido em manter sua moeda, o Yuan, a níveis artificialmente baixos por forma a estimular as suas exportações e não deu sinais de querer mudar essa atitude depois da eclosão da atual crise que começou em 2008… Pequim continua com acumula coes incríveis de Capital, que reinveste apenas parcialmente e quase sempre na compra de dívida americana, de que é hoje o segundo maior detentor externo. Pequim não investe em instalações fabris ou tecnológicas fora do seu próprio território… além de África, onde está a realizar compras massivas de terrenos agrícolas, Pequim tem uma visão do desenvolvimento muito unilateral e ainda não parece ter compreendido que é impossível continuar a empobrecer todo o globo enquanto se torna na “fábrica do mundo” e reserva para si uma parcela cada vez maior dos recursos naturais do globo.

“E os países das outras grandes economias emergentes também não deixarão de aproveitar a oportunidade para reinvidicar uma maior quota de participação nessas instâncias de governação, como já se viu com a Cimeira do G-20. Como alguém terá de ceder poder, o candidato mais natural será a União Europeia.”

Entre estes “países emergentes” encontra-se, claro está, o lusófono Brasil. O modelo de distribuição de poder no Conselho de Segurança da ONU é herdeiro do quadro de vencedores da Segunda Grande Guerra e carece de revisão urgente. Não se compreende como é que potencias médias como o Reino Unido e a França têm assento permanente e com direito de veto e potencias economicamente, demográfica e até militarmente mais importantes estão ausentes. Onde está a Índia, o segundo país mais populoso do mundo? A Alemanha e a Itália, duas das maiores potencias económicas europeias? O Brasil, uma das economias emergentes e a maior nação da América do Sul? A Indonésia, a maior nação islâmica do mundo? A estrutura global de poder tem que ser atualizada de forma a ficar conforme à nossa realidade contemporânea.  Países como França e Reino Unido têm que sair, reduzindo-se à sua atual insignificância e novos Estados devem adquirir esse estatuto de membro permanente, como o Brasil, a Índia, a Indonésia, o Egito, a África do Sul e o Japão. Alternativamente, pode ser realizada uma alteração mais radical, operativa e justa… a de substituir a representação permanente de países pela representação por blocos económicos, geográficos ou políticos. Em vez de China, EUA ou Índia, poderíamos ter representantes permanentes da União Europeia, da Nafta (EUA, Canadá México), da União Africana, da Liga Árabe ou da ASEAN. E, claro… da CPLP. Desta forma original e ousada se garantiria uma maior representatividade dos povos da Terra e uma melhor defesa dos interesses de Todos e não de umas quantas “grandes nações” por muito responsáveis que os seus representantes pudessem ser.

Fonte:
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Categories: China, Política Internacional | 6 comentários

A Guerra Civil na Líbia e consequências para o programa de modernização das forças armadas sírias

Guerra civil na Líbia (http://i.huffpost.com)

Guerra civil na Líbia (http://i.huffpost.com)

Agora que a guerra civil na Líbia está a caminho de uma resolução e que a importância dos ataques aéreos da França e do Reino Unido (não confundir com a NATO) mostraram a importância dos meios aéreos para reverter uma situação militar desfavorável, a Síria está a tentar reforçar a sua defesa aérea.

A Síria contactou o seu grande aliado e defensor no Conselho de Segurança da ONU, a Rússia, para que esta lhe vendesse mísseis anti-aéreos S-300 Favorit (considerados por muitos como o melhor sistema de defesa aérea da atualidade), para além de Terra-Ar Buk de médio alcance e sistemas Tor, de curto raio de ação.

Nos últimos anos, a Síria adquiriu caças MiG-29M e sistemas anti-aéreos Pantsir S1E e Buk-M2E. Tem também em curso negociações para a aquisição de aviões MiG-29SMT, treinadores Yak-130 e mísseis táticos Iskander, para além de dois submarinos Amur 1650. Brevemente irá também entregar mísseis anti-navio SS-N-36 à Síria.

Este cenário mostra bem o interesse russo em apoiar o regime de Assad e em calar a repressão violenta que este exerce contra o seu próprio povo… Um interesse que se torna agora particularmente gritante já que a Líbia deixou de ser um cliente russo e que o Irão ainda está sob embargo, o que torna a Síria ainda mais importante para as exportações russas.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/syria-may-buy-more-russian-air-defense-systems-36961/#ixzz1XpYuh400

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 6 comentários

Tiago Pitta e Cunha: “O setor do pescado e da alimentação não pode deixar de ser visto como um setor de futuro num país que é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, depois do Japão e da Islândia”

http://www.livrarialeitura.pt

livrarialeitura.pt

“O setor do pescado e da alimentação não pode deixar de ser visto como um setor de futuro num país que é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, depois do Japão e da Islândia. O grande défice da nossa balança comercial de pescado espelha a diferença entre o que consumimos e o que importamos (mais de dois terços do pescado consumido em Portugal é importado). Este facto indica que, se não for possível aumentar consistentemente as capturas, como parece ser o caso, então haverá espaço para se produzir pescado, através da aquicultura”.

Portugal e o Mar
Tiago Pitta e Cunha

Portugal importa cerca de 70% de todos os alimentos que consome. E no que respeita ao Pescado, a percentagem ainda é maior, o que é verdadeiramente escandaloso num país que tem a maior Zona Marítima da Europa (18 vezes maior que o território continental). Ora é precisamente no Pescado, ainda mais do que na agricultura, que o país deve investir.

O espaço hoje preenchido pelas frotas de arrastões franceses e espanhóis que saqueiam as nossas águas buscando as “quotas” que uma parcial Comissão Europeia lhes atribuiu nas nossas próprias águas, tem que ser ocupado pelas nossas próprias frotas. O setor das pescas, destruído no Cavaquismo e trocado por suspeitosíssimos “subsídios europeus para a renovação da frota” tem que ser reconstruido e assumir a missão patriótica de abastecer o nosso próprio país. Os arrastões espanhóis devem ser expulsos das nossas águas e se a CE se opuser, deve ser ignorada.

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

O partido conservador finlandês “Verdadeiros Finlandeses” defende que os “países ricos” da Europa não devem continuar “pagar mais” aos países periféricos do Euro

Se isto é um "verdadeiro" finlandês eu quero uma "verdadeira" finlandesa (http://www.jornaldenegocios.pt)

Se isto é um "verdadeiro" finlandês eu quero uma "verdadeira" finlandesa (http://www.jornaldenegocios.pt)

O partido conservador finlandês “Verdadeiros Finlandeses” defende que os “países ricos” da Europa não devem continuar “pagar mais” aos países periféricos do Euro. O partido defende que estes países saiam do Euro ou que, alternativamente, os países ricos – como a Finlândia – saiam do Euro, como forma de evitarem a necessidade de realizarem novos financiamentos a estas economias.

O finlandês alegou que “É completamente errado que os contribuintes finlandeses tenham de suportar o fardo dos países que fizeram batota”, referindo-se à Grécia. Ecoando outras declarações semelhantes proferidas na Alemanha e que começam a ganhar momento noutros países do norte da Europa, o presidente do “Verdadeiros Finlandeses” listou a Finlândia, a Holanda e a Alemanha como os países que devem sair do Euro – fundando uma nova moeda, mais “branca” e sem os miasmas impuros dos Periféricos. Timo Soini disse que os países ricos “não podem pagar mais”.

Os problemas do raciocínio do nacionalista finlandês são vários:

1. Em primeiro lugar, a sua Finlândia aparece entre os “países ricos” porque os cidadãos dos países hoje menosprezados e ditos de “periféricos” se endividaram comprando bens e equipamentos às industrias finlandesas… deviam estar gratos e nós, os “periféricos” devíamos refletir nestas palavras pejorativas antes de comprar produtos fabricados na Finlândia (Nokia e Valmet, nomeadamente).

2. Outra falácia do seu discurso é o mito – espalhado por Merkel – de que os países ricos estariam a “ajudar” ou a “resgatar” os países periféricos. Na verdade, não se tratam de doações ou empréstimos a custo zero, mas de empréstimos com juros, e juros bem acima da inflação. Não se trata assim de “ajudar”, mas de “usura”, prática aliás bem conhecida nos países do norte da Europa desde há séculos…

3. A terceira falácia está na desresponsabilização dos países ricos na atual crise europeia: a Comissão Europeia validou e aceitou sucessivos orçamentos gregos que se sabia – nos bastidores – estarem cheios de inconsistências e desvios. Mas a Comissão (dominada pelos “países ricos”) nada fez. Olhou para o lado, esperando que o problema desaparecesse por si… O mesmo se deve dizer em relação à Banca dos países do norte que acumulou lucros astronómicos com os empréstimos (que se sabiam insustentáveis) para os Países Periféricos. Agora, que a cegueira consciente de uns e a avidez dos outros bateram no “muro da realidade” determinado pela incapacidade grega de honrar os seus compromissos, os periféricos são os únicos responsáveis pela situação a que chegámos? Tenham dó…

Fonte:
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/finlandia-batoteiros-grecia-euro-crise-agencia-financeira/1279045-1730.html

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 24 comentários

Jürgen Stark: Falácias europeias

Jürgen Stark (http://s.glbimg.com)

Jürgen Stark (http://s.glbimg.com)

Recentemente, o alemão Jürgen Stark, apresentou a sua demissão por discordar de que o BCE estivesse a comprar nos mercados dívida soberana dos países periféricos declarou que a propósito da recente subida das taxas de juro pelo BCE a heterogeneidade da situação económica entre os países do norte e os do sul “é uma característica comum de uma união monetária. E não temos outra hipótese, como banco central encarregado de uma política monetária única, do que olhar para a zona euro como um todo”. Dizendo isto, o alemão admite que a decisão prejudicou a competitividade internacional dos países do sul, mas que isso não foi suficiente para impedir o BCE de pensar primeiro nos riscos inflacionários no norte da Europa. O BCE assume-se assim, limpidamente, como o “banco dos ricos”, não como o “banco europeu”, que devia ser…

O alemão continuou a ecoar algumas falácias muito do apreço de Merkel dizendo que Portugal tinha “falta de flexibilidade na economia” quando a precariedade laboral em Portugal é já das mais altas na União Europeia…

Fazendo também eco do “pensamento único” que alega que a bancarrota é o “pior dos mundos”, Stark alega que “A reestruturação da dívida é extremamente penalizadora para os próprios países. Se eles considerassem essa possibilidade, teriam de pagar, no futuro, um risco de prémio ainda maior.” esquecendo que se a Argentina declarou bancarrota em 2000, equilibrando depois as suas contas, os Mercados hoje já buscam ansiosos os seus créditos… O alemão afirma também que “haveria também um impacto no sector bancário do país, que é o detentor de uma parte significativa da dívida pública emitida. A reestruturação cria muitos problemas, com custos para o próprio país e, claro, para outros. Compreendo o argumento de que é mais fácil não pagar a dívida toda e deixar que outros tenham de assumir o custo.”. Mas, se a dado ponto, se constatar que um país é incapaz de pagar a totalidade da sua dívida ou dos seus juros (especialmente se estes forem especulativos) realizar um deslizamento controlado e racional da dívida não é preferível a uma declaração súbita e total de bancarrota?

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/se-fizerem-uma-reestruturacao-da-divida-passados-dois-anos-batem-outra-vez-contra-a-parede_1511194

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia | 2 comentários

Vítor Bento: “Os chamados offshore – cuja existência sempre considerei um incompreensível contra-senso”

“Os chamados offshore – cuja existência sempre considerei um incompreensível contra-senso – e os movimentos de capitais de grande volatilidade – preocupação que, recorde-se esteve sempre no centro da organização monetária emergente de Bretton Woods – serão testes importantes a qualquer revisão desse sistema”
Economia, Moral e Política
Vítor Bento

Chegou a altura dos países do G20 decretarem o fim desses paraísos da fuga ao fisco, do crime organizado, do narcotráfico e dos grandes especuladores e das grandes fortunas: Os Offshores. Embora se fale muito das Bahamas, só os EUA reúnem 40% de todos os Offshores do mundo e na Europa países inteiros como a Holanda, a Suécia, o Reino Unido funcionam para residentes estrangeiros como Offshores efetivos, para não falar de todos os outros que são mais conhecidos e que estão em território europeu, como Gibraltar, Guernesey ou a Ilha de Man.

Se os países do G20 quiserem terminar com estes abortos à justiça fiscal e à legalidade, podem fazê-lo, apesar de todo o lobbying que o setor financeira lança a seu favor… Com a Europa e os EUA juntos nessa proibição, o resto do mundo teria que seguir. Mas com Obama, o Paralisado, não se pode contar com o país que reúne, sozinho, quase metade de todos os Offshores do mundo. E sem os EUA haverá mesmo alguma proibição global dos Offshores?…

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

A Reaction Engines britânica prossegue com o desenvolvimento do seu avião espacial, o Skylon

Avião Espacial Skylon (http://www.reactionengines.co.uk)

Avião Espacial Skylon (http://www.reactionengines.co.uk)

Um dos projetos aeroespaciais mais fascinantes da atualidade prossegue a bom ritmo. Trata-se do avião espacial Skylon cujo radical motor Sabre está agora a ser desenvolvido através de uma demonstração prática da sua tecnologia de “troca de calor” que terá um papel central no motor híbrido alimentado a ar e oxigénio líquido.

Estes testes estão a ser realizados pela empresa construtora do Skylon, a Reaction Engines, de Oxford e serão cruciais para provar a capacidade da empresa britânica para construir o motor “Sabre” do Skylon.

O Skylon deverá ser capaz de descolar e aterrar em pistas convencionais, voar sem piloto e levar cargas úteis de até 12 toneladas até órbita baixa, ou 6 toneladas a órbitas geoestacionárias, tudo isto a um custo de um décimo de um foguetão convencional.

A empresa tenciona construir um motor Sabre de demonstração entre 2012 e 2014 por 325 milhões de dólares. A partir de 2014, a Reaction Engines vai investir dez mil milhões de dólares no desenvolvimento do avião espacial, preparando a sua entrada em serviço em 2020. A estrutura do avião com 87 metros de comprimento e uma envergadura de asas de 25 metros, será construída e desenvolvida por um parceiro.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/articles/2011/09/01/361501/spaceplane-engine-tests-under-way.html

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 1 Comentário

Luciano Amaral: “Uma economia dotada de uma estrutura empresarial sólida e capitalizada pode conviver bem com um sistema judicial ou administrativo menos eficiente. É o caso de Itália”

http://www.jornaldenegocios.pt

jornaldenegocios.pt

“Uma economia dotada de uma estrutura empresarial sólida e capitalizada pode conviver bem com um sistema judicial ou administrativo menos eficiente. É o caso de Itália. O que já não pode fazer é crescer sem dispor de uma elevada disponibilidade de capital pela mão-de-obra existente. Em termos económicos, a produtividade associa-se de forma muito clara a essa disponibilidade. Por capital, entenda-se aqui as máquinas e outros instrumentos de trabalho.”

Economia Portuguesa, As últimas décadas
Luciano Amaral

Embora se fale muito da falta de produtividade do trabalhador português, pelo menos intra-muros, para explicar o crónico atraso da economia nacional, a verdade é que o fator dominante tem sido a baixa intensidade de Capital. Portugal teve no passado, na Idade Moderna, capitalistas… os judeus que o ultracatolicismo expulsou e massacrou, espalhando pelo mundo e malbaratando assim estupidamente todo o seu Capital. As feridas destes êxodos ainda hoje perduram e explicam boa parte da abundância de Capital da City londrina e da Holanda protestante…

O 25 de abril fez também a sua mossa… O fim do regime de Salazar, que sobre-protegera uma certa aristocracia financeira que lhe era favorável, levou a uma série de excessos que fez sair muitos dos mais ricos do país, e com eles, saiu o seu Capital. Este Capital regressou parcialmente na década de 80 e 90, com a integração europeia, as privatizações e o Euro, mas quando os primeiros governos Sócrates começaram a “resolver” os défices orçamentais pela via fiscal abriu-se a porta para novas torrentes de fuga de Capital que hoje, com o imenso apetite fiscal do governo Passos-Portas, este fenómeno irá certamente acentuar-se ainda mais…

Na verdade, é difícil a um país da escala de Portugal resistir aos países do norte que fazem dumping fiscal de forma impune e perante o silêncio cúmplice da União Europeia. Mas não é impossível pressionar os outros membros, usar todos os fóruns públicos para divulgar essa mensagem e usar o “eixo lusófono” para divulgar em todos os continentes essa mensagem reformistas. É difícil, mas possível. Assim haja vontade. Mas não tem havido…

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

O Mistério Canadiano dos Sapatos de Ténis com pés humanos

Quatro dos últimos sapatos de ténis (http://www.thedailybeast.com)

Quatro dos últimos sapatos de ténis (http://www.thedailybeast.com)

Não é muito falado em Portugal mas, atualmente no Canadá, decorre um dos maiores mistérios da atualidade: por onze vezes nos últimos quatro anos, sapatos de ténis com pés humanos deram à costa na costa canadiana do Pacífico Norte.

O último foi encontrado na última semana de agosto perto de uma marina em False Creek (Columbia Britânica). O evento foi relatado pelo chefe da polícia de Vancouver Stephen Fonseca (de ascendência portuguesa). O ADN será comparado com as outras amostras já recolhidas nos últimos anos e cruzado com o ADN de pessoas desaparecidas no Canadá.

O primeiro sapato de ténis contendo um pé humano deu à costa canadiana em 2007, também na Columbia Britânica e depois de algum mistério foi identificado como pertencendo à um homem desaparecido que a família preferiu manter anónimo. Todos os outros achados, contudo, permanecem por esclarecer.

O mistério é, de facto, grande… porque é que estes eventos só ocorrem nos arredores de Vancouver? Porque é que os pés aparecem apenas em sapatilhas? E, sobretudo… onde está o resto dos corpos?!… A sua estranha omissão (após 4 anos) faz pensar em intencionalidade. Não faltam desaparecidos na costa canadiana, mas será que estes corpos vêm ainda de mais longe devido às caraterísticas de boa flutuabilidade dos polímeros usados nos ténis e o resto do corpo fica no fundo do Pacífico? Mas se é assim, porque não há mais casos no resto do planeta?!

A explicação acidental não é assim a mais razoável. Tudo indica mesmo que se trata do resultado da atividade criminosa de um assassino em série com uma tara muito específica e original, ativo desde 2007 na região de Vancouver.

Fonte:
http://news.blogs.cnn.com/2011/09/01/canadian-floating-feet-mystery-deepens/?hpt=wo_c2

Categories: Justiça, Mitos e Mistérios | 7 comentários

Luciano Amaral: “O mercado de trabalho português comporta-se, na verdade, de maneira complexa, combinando rigidez e flexibilidade. Mais do que rígido, é segmentado”

http://www.jornaldenegocios.pt

jornaldenegocios.pt

“Acusa-se muitas vezes o mercado de trabalho português de ser “rígido”. Dessa “rigidez” resultariam importantes consequências económicas, como a dificuldade em concretizar reestruturações empresariais, nucleares para a economia conseguir adotar novas tecnologias e métodos de produção. No entanto, a evolução da força de trabalho portuguesa nos últimos 36 anos parece desmentir aquela acusação. De facto, alguns dos seus comportamentos costumam ser associados a mercados laborais flexíveis: é o caso do desemprego, que tem sido relativamente baixo em comparação com o resto da Europa, e é também o caso das taxas de criação e destruição de emprego, que são relativamente altas, indicando uma elevada frequência de despedimentos e contratações. O mercado de trabalho português comporta-se, na verdade, de maneira complexa, combinando rigidez e flexibilidade. Mais do que rígido, é segmentado.”

Economia Portuguesa, As últimas décadas
Luciano Amaral

E lá se vai um dos mitos da desregulamentação laboral… Que liga umbilicalmente esta suposta rigidez do mercado laboral à baixa produtividade da economia portuguesa (esquecendo os nossos elevados custos de contexto e a responsabilidade da gestão). Na verdade, o Mercado Laboral português não é rígido e nao precisa certamente de novas leis que liberalizem os despedimentos individuais. Precisa é que se colmate o abismo entre os contratos de trabalho anteriores a 1990 e aquelas celebrados depois dessa data, aproximando ambos.

A maior parte do trabalho gerado pela economia depois de 1990 foi precário e isso explica porque é que hoje quase todos os jovens têm apenas emprego precário (quando têm sorte e não são forçados a emigrar). Depois de tantas reformas laborais, há uma que falta fazer: não se trata de tornar todo o emprego precário (como anseiam os neoliberais), trata-se de proibir as formas de precariedade atuais e de as substituir por novos contratos de trabalho mais flexíveis e que permitam o afastamento dos piores e o recrutamento dos melhores. Quem exerce funções de gestão conhece sempre empregados simplesmente sem vontade ou capacidade para exercerem as suas funções, mas que tem que manter no quadro porque simplesmente é muito complicado e oneroso despedi-los. Isso, do ponto de vista da saúde financeira das organizações e da defesa dos restantes postos de trabalho não pode ser moralmente aceitável. Entre estes dois extremos da segmentação do mercado laboral há de haver um meio termo. E é este que deve ser procurado. Com decisão, coragem e ambição regeneradora. Apesar e contra todos os Lobbies.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade