Sobre a importância económica da aproximação lusófona

Com a imposição das medidas recessivas da Troika BCE/CE/FMI Portugal vai atravessar durante pelo menos três anos uma profunda retração do consumo interno. Portugal tem assim apenas um espaço para crescer e esse espaço é o externo.

Portugal tem assim que exportar, e exportar muito mais tendo nos países da lusofonia uma extraordinária potencialidade de crescimento. Com efeito, todos os países lusófonos (com excepção de Portugal…) estão a crescer, numa média superior a 5%, e esta oportunidade não pode ser perdida, tendo em conta a força dos laços emocionais, culturais e sociais com estas nações.

Atualmente, o peso das ligações comerciais com os países lusófonos é muito baixo, algo que é particularmente estranho para o Brasil, um dos maiores exportadores mundiais da atualidade e que além do mais acolhe uma das maiores comunidades de luso-descendentes do globo, mas que atualmente detém apenas 3% das nossas importações e uns ridículos 1% das exportações. Com Angola, a situação é um pouco melhor, já que detém 5% das exportações portuguesas.

Além das relações comerciais, importa também desenvolver o investimento de países lusófonos em Portugal. O valor atual é significativo mas na direção de Portugal para o Brasil e Portugal tem distribuído investimentos também em Angola. Mas o fluxo inverso tem sido escasso. A obrigação imposta pela Troika em privatizar empresas públicas e a abundância de capital em Angola e Brasil abre possibilidades para a inserção (tão precisada) de capital externo em Portugal. A aproximação lusófona faz-se não somente pela via cultural e política, mas também e sobretudo (nos dias de hoje) no campo económico e aqui ainda há muito trabalho a fazer…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=489387

Categories: Economia, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

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4 thoughts on “Sobre a importância económica da aproximação lusófona

  1. Otus scops

    CP

    mais palavras para quê, disseste tudo!
    muito bem.

    uma questão: em Angola e em Moçambique (são os casos que conheço) existem enormes constrangimentos em termos de vistos, circulação de capitais, regime jurídico das empresas (o sócio local…), burocracia e o pior de tudo a logística (portos, entrada de mercadorias). é um quebra cabeças. claro que não mencionei a corrupção que está omnipresente…
    sobre o Brasil desconheço, mas parece ser um país normal.

    devia de ser o contrário, Portugal servir de entrada no espaço da UE aos milhões de produtos que a economia brasileira produz.

  2. Fred

    Aproveitando o assunto, sobre geração de emprego e mercado consumidor, o que uma compra militar pode fazer!

    Helicóptero com projeto nacional deve voar em 2020
    31 de agosto de 2011,

    Helibras expande sua unidade no sul de MG

    Em 2020 o Brasil poderá ter o primeiro helicóptero de projeto nacional. Esse é o objetivo da única fabricante desse tipo de aeronave na América Latina, a Helibras, segundo afirmou ontem o presidente, Eduardo Marson Ferreira.”Estamos em fase de auscultar o mercado”, disse Marson ontem em palestra no 6º Seminário Livro Branco de Defesa Nacional, em São Paulo, cujo tema foi a indústria de material de defesa.

    A ousadia do projeto se justifica pela atual expansão da empresa, graças a uma grande compra recente pelas Forças Armadas. O contrato assinado em 2008, de € 1,89 bilhão, prevê a montagem no país de 50 helicópteros de médio porte EC725 Super Cougar, de projeto da europeia Eurocopter e com peso máximo de decolagem de 11 toneladas.

    A produção desse helicóptero no país fará a Helibras passar dos 564 funcionários atuais para cerca de 1.000 em 2015. A fábrica da empresa em Itajubá (MG) está sendo ampliada, de 13 mil metros quadrados em mais 11 mil. “Cada emprego na Helibras gera cinco indiretos”, diz Marson. A expansão fez os aluguéis duplicarem de valor na cidade mineira.

    É a maior expansão da empresa em seus 33 anos de atividade e que permitirá, segundo Marson, dar o salto tecnológico e projetar e produzir um modelo próprio. “O objetivo é obter inovação e transferência de tecnologia.”

    Fonte folha de SP

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/967913-brasil-podera-ter-em-2020-helicoptero-de-projeto-nacional.shtml

    • E venderam a Vivo… Se a Telefonica nao tivesse comprado (em ma hora) a Vivo, a posicao da PT seria hoje ainda melhor. De facto, com a crise que corre em Portugal se nao fossem estes mercados externos (e sobretudo os lusofonos) a PT ainda estaria pior…

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