Daily Archives: 2011/08/31

Os alemães estão mais ricos do que nunca

http://bpiw.net

Apesar da crise financeira europeia, os alemães estão mais ricos do que nunca: sem contar com os bens imobiliários, os alemães terão em ativos financeiros mais de 4824 mil milhões de euros… Desde 1991, este é valor mais alto e corresponde a um aumento de 4.4% em relação a 2010. O endividamento individual médio dos alemães também melhorou face a 2010, o que permite traçar para a Alemanha um quadro de grande prosperidade e riqueza, apesar do abrandamento do crescimento do PIB recentemente registado.

Obviamente esta prosperidade resulta muito de uma economia fortemente exportadora, especializada em bens de luxo (com elevadas mais-valias) e com um setor primário muito forte e dinâmico, fortalecido por décadas de deslocalização industrial (e dívida externa) e por uma Moeda Forte desenhada para servir estritamente os interesses económicos alemães. É esta economia muito próspera (muito à custa das exportações para os países do sul), de cidadãos ricos como nunca desde 1991 que se recusa a ajudar os países que empobreceu ao longo de vinte anos e cujos cidadãos exigem agora juros punitivos e “garantias” (as ilhas gregas e o ouro português) para continuarem a “ajudar” (emprestando, de facto, a bons juros…) estes países periféricos do Euro.

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/os-alemaes-nunca-foram-tao-ricos_1509349

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional | Etiquetas: | 5 comentários

Luciano Amaral: Balanço económico dos anos 1986 a 1992

Luciano Amaral (http://economico.sapo.pt)

Luciano Amaral

“(Entre 1986 e 1992) começaram a chegar as transferências do orçamento comunitário para investimento em infra-estruturas e requalificação de mão-de-obra, numa proporção que atingiu uma média ao longo do período de cerca de 1.5% do PIB, embora nalguns anos chegasse a cerca de 4%.”

Na verdade, Portugal recebeu durante este período um volume da capital superior ao que – estima-se – recebia anualmente na época áurea da Pimenta da Índia ou dos Diamantes do Brasil. Isto dá uma boa ideia do desperdício ocorrido neste período, sobretudo no campo da formação profissional onde os abusos foram absolutos e o desperdício total. Os investimentos foram feitos no setor não-transaccionável (Estado e infra-estruturas), os efeitos de um investimento na formação profissional usados em cursos inúteis e sem eficácia e realizados sem qualquer acompanhamento ou monitorização.

“os salários tiveram uma ascensão importante; por outro lado, o escudo revalorizou-se. Interessante é que nenhum destes fenómenos, ao contrário do que seria de esperar, tenha representado uma degradação da competitividade das exportações portuguesas. A explicação reside no aumento da produtividade a ritmo idêntico ao dos salários, não se agravando assim os custos unitários do trabalho. Este comportamento da produtividade poderá talvez explicar-se pela enorme de redução de custos resultantes da queda do preço do petróleo e pelo melhoramento dos métodos de produção trazidos pelo investimento estrangeiro.”

Fenómenos irrepetíveis… Sendo os custos da energia cruciais para baixar os custos de contexto da nossa produção na época, esta é a maior lição que devemos retirar dessa “mini idade do ouro”: enquanto país, devemos concentrar os nossos melhores esforços, os nossos recursos (sempre escassos) na supressão da dependência energética, que responde só ela, por mais de 60% de todas as nossas importações e que faz aumentar os custos de contexto da nossa indústria (que resta) tornando-a menos competitiva nos mercados internacionais. Este problema deve ser vencido pela via da concentração de esforços na Investigação e na criação de “ninhos de empresas” dependentes de Universidades e alimentados por “fundos de investimento estratégico” onde o Estado, as Câmaras Municipais e os Privados podem e devem participar, lançando depois estas pequenas empresas, para o Mercado, logo que estas recolham condições mínimas para funcionamento livre e independente.

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

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Sobre a importância económica da aproximação lusófona

Com a imposição das medidas recessivas da Troika BCE/CE/FMI Portugal vai atravessar durante pelo menos três anos uma profunda retração do consumo interno. Portugal tem assim apenas um espaço para crescer e esse espaço é o externo.

Portugal tem assim que exportar, e exportar muito mais tendo nos países da lusofonia uma extraordinária potencialidade de crescimento. Com efeito, todos os países lusófonos (com excepção de Portugal…) estão a crescer, numa média superior a 5%, e esta oportunidade não pode ser perdida, tendo em conta a força dos laços emocionais, culturais e sociais com estas nações.

Atualmente, o peso das ligações comerciais com os países lusófonos é muito baixo, algo que é particularmente estranho para o Brasil, um dos maiores exportadores mundiais da atualidade e que além do mais acolhe uma das maiores comunidades de luso-descendentes do globo, mas que atualmente detém apenas 3% das nossas importações e uns ridículos 1% das exportações. Com Angola, a situação é um pouco melhor, já que detém 5% das exportações portuguesas.

Além das relações comerciais, importa também desenvolver o investimento de países lusófonos em Portugal. O valor atual é significativo mas na direção de Portugal para o Brasil e Portugal tem distribuído investimentos também em Angola. Mas o fluxo inverso tem sido escasso. A obrigação imposta pela Troika em privatizar empresas públicas e a abundância de capital em Angola e Brasil abre possibilidades para a inserção (tão precisada) de capital externo em Portugal. A aproximação lusófona faz-se não somente pela via cultural e política, mas também e sobretudo (nos dias de hoje) no campo económico e aqui ainda há muito trabalho a fazer…

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=489387

Categories: Economia, Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Luciano Amaral: “Enquanto os países europeus construíram os seus Estados Sociais num período de grande prosperidade, Portugal, ao contrário, fê-lo em pleno abrandamento do crescimento económico”

“Enquanto os países europeus construíram os seus Estados Sociais num período de grande prosperidade, Portugal, ao contrário, fê-lo em pleno abrandamento do crescimento económico, com consequentes e inevitáveis dificuldades para o seu financiamento. Os défices orçamentais, a dívida pública e mesmo a dívida externa, demonstram-no. Diga-se, no entanto, que também os outros países não têm escapado às mesmas dificuldades. O abrandamento é universal e todos eles demonstram o mesmo aperto em manter os programas sociais”.

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

O problema atual está em que a economia portuguesa não gera a riqueza para suportar o Estado Social que temos atualmente. Uma economia que cresceu desde 1974 a um ritmo anual de 1.5% não consegue suportar um funcionalismo público que duplica a cada dez anos e que atrai hoje a maior parte dos licenciados e mestrados do nosso, com a correspondente (e adequada) remuneração.

Portugal está hoje confrontado com um duro dilema: o Estado-Providência cresceu acima do ponto em que pode ser suportado pela economia: o dilema tem três saídas possíveis:
a. Ou a economia começa a crescer muito acima da média desde 1974 (1.5% ao ano) por forma a suportar este aumento da Despesa Pública
b. Ou ocorre uma redução muito significativa da Despesa Pública com o chamado “Estado Social”
c. Ou os níveis de eficiência dos serviços públicos aumentam de tal forma que é possível reduzir a Despesa sem sacrificar o cerne do Estado-Providência.

Na verdade, nenhuma destas três vias pode ser seguida de forma absoluta. É preciso abordar este problema, de cuja solução depende a maior conquista da Revolução de Abril e salvar, assim, o essencial do “Estado Social”. Há que criar estímulos ao aumento da produção nos setores primários (agricultura e pescas), e assim promover o crescimento do PIB; há que racionalizar a despesa do Estado em salários e pensões (as suas parcelas são essenciais da Despesa Pública) ligando diretamente o mérito e as avaliações , ao mesmo tempo em que se reforma o Estado, agilizando e descentralizando serviços e quadros de pessoal, usando aqui neste respeito as estruturas municipais já hoje existentes num processo de Descentralização Municipalista que é, já hoje, uma das propostas centrais do MIL: Movimento Internacional Lusófono, de que somos membros fundadores.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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