Daily Archives: 2011/08/29

Portugal tem que assumir o Mar como – a par da Lusofonia – um desígnio nacional central ao nosso desenvolvimento

Portugal tem que assumir o Mar como – a par da Lusofonia – um desígnio nacional central ao nosso desenvolvimento. E é impensável que possamos conceber alguma forma de “regresso” ao Mar sem reconstruirmos a frota mercante que em 1990 reunia 58 navios e que hoje (números de 2009) não terá mais do que 13 embarcações (provavelmente até menos, agora que escrevo estas linhas). Portugal enquanto Estado, enquanto comunidade deve tornar o setor da construção naval como estratégico, e usar este como alavanca para a reconstrução da marinha mercante que os “dumpings” chineses e as “normativas” europeias nos fizeram perder.

Os Estaleiros de Viana do Castelo e o Arsenal do Alfeite devem ser defendidos, recebendo mais contratos de Defesa (Patrulhas mais pequenos e rápidos que os NPO2000 e uma nova classe de corvetas desenvolvida em parceria com outros países da CPLP). Por outro lado, o maior estaleiro privado português, os Estaleiros Navais de Peniche, deve receber essa atribuição de reconstruir uma marinha mercante de construção nacional. A situação financeira da empresa não sendo brilhante, não é má, tendo tido em 2010, um lucro de 56 mil euros (sobretudo das exportações). Os Estaleiros de Peniche entregaram recentemente ao governo de Moçambique várias lanchas e ferries de passageiros para o Lago Niassa e Cahora Bassa e para Angola vão entregar uma doca flutuante, isto entre pequenas embarcações de pesca entregues a Angola e Moçambique. Trata-se portanto de uma empresa privada com um forte enfoque lusófono que tem os meios e a capacidade necessárias para servir de alavanca para a necessária reconstrução do setor naval português. Urge então estimular o ressurgimento dessa frota, mesmo se tal afrontar os interesses europeus, recorrendo sem hesitações à imposição de quotas de navegação com bandeira nacional para as importações que realizamos por via marítima, criando – sem pudores neoliberais – uma empresa pública de navegação com estes navios de construção nacional.

Fontes:
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2011/08/peniche-tem-os-maiores-estaleiros-privados-de-constru%C3%A7%C3%A3o-naval-do-pa%C3%ADs.html

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O Sukhoi T-50 vai entrar em operação na Rússia mais cedo que o F-35 nos EUA…

Sukhoi T-50 (static.desktopnexus.com)

Sukhoi T-50 (static.desktopnexus.com)

A Força Aérea Russa anunciou que o Sukhoi T-50 entraria em serviço em 2015. Com esta data, o aparelho entrará em operação um ano antes do F-35 norte-americano (variante naval e da USAF). Desde logo, isto significa que qualquer atraso neste programa vai impactar esta data de lançamento, aumento assim o atraso tecnológico da USAF em relação aos russos. E que pelo menos durante um ano, a USAF estará ultrapassada pela Rússia. Sendo que a desvantagem será ainda maior se o F-22A Raptor se mantiver sem voar, com os problemas que recentemente foram identificados com o sistema de fornecimento de oxigénio aos pilotos e que mantêm todos estes aparelhos no solo desde maio deste ano.

O desenvolvimento do PAK T-50 prossegue a bom ritmo, ainda que recentemente um dos protótipos tenha tudo alguns problemas num dos seus voos. Com essa excepção, tudo parece estar a correr dentro do planeado ou o T-50 não teria sido apresentado no MAKS2011.

A Rússia tenciona ter, até 2020, 60 T-50 ativos na sua força aérea, numa primeira encomenda de um pacote total que pode ultrapassar os 250 aparelhos. Este valor, que ultrapassa os 187 F-22A Raptor atualmente em inventário na USA, vai aumentar ainda mais a vantagem aérea teórica da Rússia sobre os EUA, já que há indícios de que o F-35 não será capaz de competir paritariamente com este caça russo de quinta geração.

Crescem assim os motivos de preocupação para os EUA… e a necessidade de construi rapidamente grandes números de aviões F-35 e de desenvolver um aparelho de sexta geração (um UCAV?) são cada vez mais prementes, mesmo no atual clima financeiro muito restritivo.

Fontes:
http://www.defencetalk.com/russia-debuts-pak-fa-t-50-stealth-fighter-with-implications-for-the-us-36502/#ixzz1Vl7iyAeN
http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=defense&id=news/awx/2011/08/22/awx_08_22_2011_p0-362028.xml

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Como pode a indústria das pescas crescer em Portugal?

Tiago Pitta e Cunha (http://radix.cultalg.pt)

Tiago Pitta e Cunha (radix.cultalg.pt)

“A melhoria das condições de vida dos portugueses, que levou à rejeição do trabalho nos setores primários da economia, neles se incluindo as pescas, também contribuíram para o definhar desta atividade entre nós. Finalmente, a deterioração do estado dos recursos vivos marinhos, à escala mundial, em que mais de 30% dos stocks estão em vias de extinção, incluindo as espécies predadoras, bem como dos nossos recursos costeiros, é uma evidência que não permite pensar no crescimento desta indústria.”

Portugal e o Mar
Tiago Pitta e Cunha

Não é possível esperar que nas próximas décadas se consiga intensificar ainda mais o volume de capturas de pescado das águas territoriais e da ZEE portuguesas, dado o nível de degradação quase generalizado das espécies, fruto de pesca industrial e intensiva perpetrada pelos grandes arrastões e barcos-fábrica que Espanha envia desde 1990 para o Mar Português. Mas é possível expulsar a pesca estrangeira das nossas águas, rejeitando todos os tratados que nossos líderes pusilânimes e bouçais assinaram no passado e recuperando para Portugal e os portugueses o seu Mar e os recursos piscícolas que ele encerra. O afastamento da numerosa frota saqueadora espanhola das nossas águas, permitiria recuperar em apenas dez anos os stocks, período de tempo que Portugal poderia gastar reconstruindo a frota pesqueira de navios de pequena e média dimensão que a Europa pagou para destruirmos.

Recuperar o Mar Português passa assim pelo retorno da soberania nacional ao território marítimo, criando condições para uma independência económica e alimentar que num mundo onde a escassez de alimentos é um problema cada vez mais premente se torna de algo cada vez mais crucial à sobrevivência de um país.

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Luciano Amaral: “Os dois grandes problemas da economia portuguesa são a baixa intensidade de capital e a fraca produtividade desse mesmo capital”

“Os dois grandes problemas da economia portuguesa são, por um lado, a baixa intensidade de capital (i.e. a baixa relação entre os instrumentos de produção existentes, como máquinas, infra-estruturas ou veículos de transporte, e a mão-de-obra) e, por outro, a fraca produtividade desse mesmo capital. E propõe-se ainda que na raiz de ambos se encontra o desenvolvimento de um conjunto de incentivos favoráveis à expansão do sector não-transaccionável da economia e à substituição da poupança e do investimento pelo consumo.”

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Há assim que quebrar de forma decisiva e duradoura esse estrangulamento. A via é múltipla, e passa necessariamente pela criação de estímulos à poupança (com o Banco do Estado, a CGD liderando o Mercado e dando o exemplo), com benefícios e estímulos fiscais à poupança e restaurando as taxas às importações que existiam antes da década de 90. Todos temos que substituir o verbo “consumir”, pelo verbo “poupar” por forma a libertar a nossa Banca da dependência doentia da Banca estrangeira e a reduzir os insustentáveis défices comerciais das últimas décadas. Há que perder nível de vida, em suma, para viver de forma mais sustentável e esse sacrifício tem que ser realizados. Para nosso próprio bem e para o dos nossos filhos que herdarão a dívida que lhes legarmos e que eles, inevitavelmente, terão que pagar… A menos que declaremos Bancarrota, o que está muito longe de estar fora de equação, de resto.

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