Daily Archives: 2011/08/25

A proposta para uma Soyuz lunar comercial prossegue…

Soyuz Circumlunar (http://i.space.com)

Soyuz Circumlunar (http://i.space.com)

A empresa aeroespacial russa “Energia Corporation” está em negociações por forma a comercializar uma viagem circumlunar numa cápsula Soyuz. O processo ainda está numa fase inicial, com a seleção da tripulação, os parceiros e o orçamento a serem discutidos.

Um dos parceiros da Energia deverá ser a empresa norte-americana “Space Adventures” que em janeiro deste ano anunciou ter vendido um bilhete para a Lua numa nave Soyuz por 150 milhões de dólares e que nos últimos anos vendeu vários lugares em cápsulas Soyuz para a ISS. A empresa não revelou o nome do turista espacial, mas disse que se “tratava de uma figura muito conhecida”, havendo rumores que se trata do realizar de Titanic e Avatar, James Cameron. A empresa comercializa esta viagem circumlunar desde 2005 e a confirmar-se este seria o primeiro cliente do pacote lunar da Space Adventures.

Tecnicamente, há duas formas de fazer a viagem:
1. Dois lançamentos distintos: um do módulo de viagem lunar (com propulsão) e o outro da Soyuz, atracá-los em órbita LEO e depois usando os motores do módulo partir para a Lua. Uma vez em órbita lunar, o módulo seria ejetado, a Soyuz realizaria uma órbita e regressaria a Terra. Toda a viagem duraria entre 8 a 9 dias.
2. O outro método passaria por uma permanência na ISS antes de atracar a Soyuz com o módulo de propulsão e então realizar os mesmos passos. Neste método, a viagem duraria entre 9 a 21 dias. Como o preço anunciado em 2005 era de 100 milhões e agora se fala de 150 milhões, esta poderá ser a opção que está a ser negociada.

Antes do voo comercial a Energia Corporation vai realizar pelo menos um voo de testes, não tripulado, para testar o conceito e o comportamento do módulo de propulsão, que é um equipamento novo, concebido de propósito para este empreendimento.

Fonte:
http://www.kyivpost.com/news/guide/guidenews/detail/110833/#ixzz1VYpKhCVr

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Campanha Naval do Marquês de Nisa

Marquês de Nisa (http://www.embportmalta.com)

Marquês de Nisa (http://www.embportmalta.com)

Enquanto em Paris o embaixador Araújo – admirador do regime do Diretório da – negociava o Tratado de Paz de agosto de 1797, em Lisboa predominava outra tendência: o partido britânico. Foi o seu líder, o Secretário de Estado Dom Rodrigo Coutinho, organizava no porto de Lisboa o aparelhamento de uma esquadra composta por seis navios (3 naus de linha, 1 fragata e 2 bergantins) e entregava o seu comando ao 7º Marquês de Nisa, Domingos Xavier de Lima.
A pequena esquadra devia seguir para o Mar Mediterrâneo onde se iria reunir à esquadra britânica do vice-almirante Nelson que se preparava para atacar a esquadra francesa do vice-almirante François-Paul Brueys D’Aigalliers que, um ano depois, em 1798, ficaria para a história como o responsável pela grande derrota naval de Aboukir, no Nilo.

A esquadra do Marquês de Nisa não conseguiu chegar a Aboukir e tomar parte na derrota da esquadra francesa, mas depois de ter aportado em Nápoles soube que a armada de Nelson tinha já seguido para Aboukir e tornou a zarpar em direção de Alexandria. Após ter chegado a Alexandria, em agosto de 1798, o Marquês já não encontrou Nelson, que tinha partido com o grosso da esquadra, mas uma pequena armada sob o comando do almirante Sidney Smith.

Em Alexandria, a esquadra portuguesa recebeu de Sidney Smith reforços ingleses, sob a forma de uma nau, uma fragata e um brulote ingleses e a ordem de ir estabelecer um bloqueio à ilha de Malta, então ocupada
pelos franceses. A armada luso-britânica comandada pelo almirante português conseguiu com sucesso bloquear todas as comunicações da guarnição francesa com o exterior. Em setembro de 1798, a esquadra luso-britânica foi substituída por uma esquadra britânica e partiu para Nápoles onde se incorporou na grande esquadra inglesa de Nelson.

Até ao começo de 1799, os navios portugueses percorreram o Mediterrâneo central, navegando até Tripoli (Líbia) e Génova, sempre em perseguição das forças navais francesas. Em Nápoles em 1799, os navios do Marquês de Nisa desembarcariam 400 fuzileiros portugueses que sob o comando de Moreira Freire iriam ajudar os rebeldes napolitanos a expulsar a guarnição francesa, restaurando a monarquia napolitana e terminando assim os dias da república partenopea.

Durante os meses seguintes os fuzileiros e navios portugueses estiveram sempre presentes nas principais batalhas de Lord Nelson distinguindo-se sempre, mas sobretudo nas conquistas de Capua e de Gaeta. Em setembro, o príncipe Dom João ordenou o regresso da esquadra do Marquês de Nisa a Portugal, mas Nelson desejando manter ao seu serviço a armada e os fuzileiros que tanto o tinham ajudado na campanha de Itália, recusou deixar partir os portugueses, pelo que estes se mantiveram em operações ao lado dos seus aliados ingleses até outubro regressando a Lisboa apenas em janeiro de 1800.

Foi depois da ação da esquadra do Marquês de Nisa que Napoleão disse: “Tempo virá em que a Nação Portuguesa pagará com lágrimas de sangue o ultraje que está fazendo à República Francesa”, começando a partir daí a gizar os planos que haveriam de levar às Invasões Francesas.

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Sobre a estagnação do crescimento do PIB português desde 1973

Luciano Amaral (http://www.novasbe.unl.pt)

Luciano Amaral

“Durante a Guerra Mundial, o PIB per capita português era apenas 30% do PIB per capita dos países mais ricos; em 1973, alcançou um nível de mais de 50%, uma recuperação de 20 pontos percentuais. (…) entre 1973 e a atualidade (recuperou) aproximadamente 10%, atingindo o PIB per capita português cerca de 60% da média das economias mais desenvolvidas.”

> Até 1973, os níveis de recuperação do atraso da economia nacional em relação à Europa do norte foram notáveis. Suportados numa baixa despesa pública que resultava da pequena dimensão do Estado Providência da época (então praticamente incipiente), dos elevados proventos que o país retirava do comércio colonial e do relativamente baixo preço do petróleo, o Portugal de antes de 1973 realizou durante décadas uma importante convergência com a Europa. Em termos de protecção social, de democracia o Estado Novo estava em profunda divergência com a realidade europeia. Mas no campo económico, realizou-se uma intensa e consistente aproximação que a Democracia de Abril não conseguiria imitar.

“Mas o encurtamento deveu-se quase em exclusivo ao crescimento ocorrido durante um brevíssimo período entre 1986 e 1992 (…) na última década, a diferença alargou-se seis pontos, algo inédito durante todo o século XX. A nossa participação na UEM, vista à época da adesão como um motivo de grande orgulho nacional, tem-se pautado por um desastre económico. Em conclusão, se excluirmos a segunda metade dos anos 80, a maior parte do período é de estagnação comparativa ou mesmo de colapso.”

> O que importa aqui destacar é o reconhecimento de uma evidência raras vezes escrita com tanta clareza: “a nossa participação na UEM (…) tem-se pautado por um desastre económico”. Perante tamanha evidência, importa agir. E esta reação só pode ser feita por duas vias: ou corrigimos as disfunções da Moeda Única que a tornam num “desastre económico” para Portugal, o que é impossível porque jamais a Alemanha aceitará conformar a “sua” moeda aos interesses dos países periféricos ou… abandonamos esse “desastre económico” e recuperamos a nossa soberania monetária. A escolha – ainda que com pesadas consequências – parece clara.

Fonte:
Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

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Eduardo Aroso: “A Pátria e a Língua no e Além Tempo e Espaço”

“Se Portugal morre em Alcácer-Quibir e, segundo José Marinho, entra numa outra dimensão de ser (ou não ser), saltando para fora do tempo, fica todavia a possibilidade de ressuscitar ou renascer, como aliás o mito sebástico, com mais ou menos nevoeiro, no-lo diz quando anuncia o Rei-Desejado regressando como alguém que vem para e trazendo nova vida, reatando o que foi perdido. Podemos admitir que a pátria perde o seu corpo, um dado espaço (um exército nas areias escaldantes do norte de África) ou a caoticidade de pensamento na compreensão de um ciclo histórico que não sabe tornar-se semente de um outro (descolonização mal parida, ou obediência a uma Europa de estatísticas plutocráticas, numa espécie de laica inquisição). Porém, a sua alma poderá permanecer, divagando ou não, sob qualquer forma” (…) “singular ente-substância pode guardar e ser veículo dessa mesma alma: a língua”

Eduardo Aroso
Nova Águia 7

O desastre de Alcácer-Quibir funciona assim como um ponto focal no curso linear da História portuguesa que o quebra e o faz salta fora-do-tempo. Desprovido da necessária linearidade temporal, do ciclo de causa-efeito, o português distancia-se da realidade e passar a vogar ao sabor do vento, das marés e dos ciclos económicos que lhe são impostos do exterior. Portugal morre nas areais de Marrocos e não tornou mais a renascer.

Decapitado, e logo alvo da mais seria tentativa de absorção de sempre por parte de Espanha, Portugal entra numa caminhada descendente da qual nunca mais tornaria a sair e que teria o seu ponto mais baixo na atualidade: sem moeda própria, tecnicamente falido, com a maior parte da sua soberania política e económica transferida para um “diretório europeu” não democrático e sujeito a um humilhante “pacote de austeridade” desenhado pelos europeus do norte dando cumprimento ao mandato exigido pelos seus povos para “castigarem com severidade” os portugueses, o país mergulha em mais uma das várias crises neste percurso descendente deste a morte de Portugal, com o seu rei, em Álcacer Quibir.

Categories: História, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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