Daily Archives: 2011/08/24

Super Hornet: o Vencedor do F-X2?…

Super Hornet, o vencedor do F-X2? (http://www.military-today.com)

Super Hornet, o vencedor do F-X2? (http://www.military-today.com)

A empresa norte-americana Boeing está a aumentar a sua pressão para ganhar o contrato brasileiro F-X2. A Boeing parece partir de um patamar inferior aos seus concorrentes Saab e Dassault devido à preferência que a anterior Presidência Lula tinha pelo caça francês e ao facto de Dilma Rousseff parecer inicialmente inclinada a seguir essa escolha.

A vantagem francesa tem vindo, contudo, a esbater-se… Dilma parece muito ciosa de deixar passar a imagem que é independente de Lula e nas últimas reestruturações do seu governo acabou afastando pessoas que estavam ligadas aos círculos do anterior presidente, nomeadamente o antigo ministro da Defesa, Nelson Jobim, talvez o maior defensor do Rafale no Brasil.

A decisão final foi adiada para 2012 e isto favorece a causa da Boeing que assim terá mais tempo para anular a vantagem da Dassault, no ponto onde a sua proposta é mais frágil: a transferência de tecnologia.

A proposta da Boeing é o F/A-18E/F Super Hornet, e brevemente a empresa vai instalar um simulador em Brasília no edifício do Congresso como forma de mostrar as capacidades do seu aparelho aos legisladores e decisores brasileiros. A empresa enviará também técnicos seus para uma audição pública no Senado em que o tema será precisamente “a capacidade do Super Hornet para responder aos requisitos da Força Aérea Brasileira”.

O Super Hornet está hoje em serviço na Marinha americana e na Austrália e na comparação com o Saab Gripen NG e o Dassault Rafale tem estado claramente numa segunda linha, mas desde a visita de Obama ao Brasil que essa distância se tem vindo a atenuar, sobretudo por fatores mais políticos do que técnicos, estando hoje a opção Super Hornet pelo menos com tantas probabilidades de vencer com o Gripen.

Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Boeing_ratchets_up_Brazil_jet_campaign_999.html

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 38 comentários

Luciano Amaral: “Hoje, em termos comparativos, somos 6% mais pobres do que éramos no ano 2000”

“Hoje, em termos comparativos, somos 6% mais pobres do que éramos no ano 2000. (…) a ideia de um grande ciclo uniforme de crescimento entre meados dos anos 80 e o final do século XX é uma ilusão estatística decorrente da contiguidade temporal entre dois ciclo diferentes, o primeiro entre 1986 e 1992 e o segundo entre 1995 e 2000.”
(…)
“O primeiro foi marcado pela inversão das condições da crise internacional dos anos 70 (embaratecimento do preço do petróleo e queda do dólar), pela abertura da economia europeia às exportações portuguesas e pelo enorme afluxo de capitais e outros meios de pagamento do exterior. Como, ao mesmo tempo, os governos da época seguirem uma política orçamental expansionista (embora, não o parecendo, graças à poupança no serviço da dívida) a economia foi impulsionada por excecionais circunstâncias externas e internas. Este crescimento mostrou os seus limites quando se deram sinais de sobreaquecimento, sob a forma de inflação.”

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Esta sagaz interpretação do quadro económico depois de 1974 reflete bem a gravidade estrutural da condição da economia portuguesa. Entre o final da II Grande Guerra e 1970 convergimos para os níveis de riqueza europeus mais de 30%. Desde 1973, apenas 10%, descontando já os 6% perdidos desde 2000. A “integração europeia” é assim – do ponto de vista económico – um rotundo fracasso, moderado apenas (nos escassos 6 anos de convergência) pelo embaratecimento do credito e por circunstâncias conjunturais irrepetíveis: crédito barato, baixo preço do petróleo, fundos estruturais. Não poderemos, portanto, reeditar o esses anos de crescimento depois de 1974. Importa assim sair da situação presente por uma de duas vias:
a. Ou acabamos enquanto país independente
b. Ou realizamos um rutura estrutural que nos retire desta espiral descendente autodestrutiva.

Importa quebrar radical e corajosamente, um dos vários alicerces fundamentais do nosso país, sem o que se segue uma recessão profunda e duradoura que levará a um nível insuportável de conflitualidade social e a uma consequente intervenção europeia, tornando-nos num Protetorado ou uma bovinizada “região” europeia. Essa é a primeira a opção: a da morte de Portugal.

Como não creio que Portugal vá morrer e como, decorrentemente, tudo farei para que tal não suceda, importa assim buscar saídas alternativas a essa fatalidade: Temos que encontrar uma Estrutura matricial do Estado português contemporâneo que possa ser quebrada, rompendo com esta queda aparentemente mortal em que estamos imersos, como comunidade e espírito coletivo.

Existem três estruturas matriciais no Portugal atual: o sistema democrático, o Estado-Providência e a Integração Europeia.

A democracia é o único campo onde o nosso percurso enquanto comunidade desde 1973 é exemplar e caso de sucesso mundial. Temos hoje uma democracia robusta, consolidada e funcional; com ineficiências (como o Centralismo, a Partidocracia e os níveis de Abstenção), mas com um nível de qualidade que devia deixar muitos países ditos “civilizados” invejosos. Esta Estrutura não deve portanto, ser afetada.

O pilar do Estado-Providência ou Estado Social é outra das grandes conquistas de Abril e representou uma importante aproximação aos padrões de vida europeus. Reduzi-lo de forma dramática, não seria aceite pela população. Mas o Estado Social tem crescido sempre acima do anémico crescimento do PIB, mesmo em anos de Recessão. A Função Pública (e apesar dos Congelamentos e Reduções recentes) tem duplicado de tamanho a cada década, desde a década de 70. No Estado Social há que encontrar equilíbrios e sustentações, já que o crescimento da despesa pública não é suportável neste contexto recessivo atual. A Despesa tem que ser contida por forma a preservar o essencial da estrutura. Mas a sua própria existencia não pode ser ameaçada, sob pena de colocar em causa o próprio regime democrático.

Destas três estruturas matriciais que definem o Portugal de hoje, resta assim apenas uma uma: o projeto nacional da Integração Europeia. Em termos meramente económicos, a Europa nao nos trouxe prosperidade ou riqueza: desde 1986, os anos de crescimento deveram-se sempre a motivos conjunturais e a abertura de barreiras alfandegárias conjugada com a UEM desde 1990 e do Euro, desde 2000, arrasaram com a nossa competitividade e fizeram disparar a Dívida Externa. A europa – não sendo Culpada pelos nossos erros – esteve certamente no epicentro do furacão que nos arrastou até ao abismo da extinção. Fala-se agora que a Europa nos pode ainda “salvar” tornando-nos numa “região” doa países mais ricos ou transformando-se numa entidade federal, transnacional, começando por exemplo, por acabar com os ministérios das finanças nacionais e substituindo-os por um imperial “ministério das finanças” europeu… com os decorrentes fins dos orçamentos de Estado nacionais, cobrança de impostos. Sejamos claros, sem independência na pasta das Finanças, não há independência. Se a solução do pilar doente “europa” passa pela perda da independência nacional, então eu passo, como passará a maioria esmagadora dos portugueses e dos europeus, aliás… Se tal movimento for posto a referendo pela eurocracia, o que é duvidoso.

Se não podemos e não devemos sacrificar nem o pilar da Democracia, nem o do Estado Social e embora ambos carecem de correções urgentes resta assim apenas uma Estrutura que pode e deve ser mudada para salvar a nossa pátria: a Europa e nela o projeto de integração europeia. É aqui que deve ser realizada uma corajosa, dolorosa e radical rutura. Enquanto ainda temos energia e força para o fazer. Enquanto ainda há um Portugal passível de ser salvo.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 13 comentários

tQuids S1: Corto Maltese, A Casa Dourada de Samarcanda, Hugo Pratt

A Casa Dourada de Samarcanda (http://www.leiloes.net)

1. Quem diz esta frase: “O belo marinheiro continua atentamente desconfiado da razão, e com aversão à lógica. Está apaixonado pela ideia de estar apaixonado. Do género nostalgia e melancolia adocicada!

2. Neste álbum, o batalhão soviético que ataca o forte turco é de etnia…

3. Neste álbum, Corto começa na ilha de Rodes procurando um manuscrito de Byron que estaria escondido “sob a…”

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Categories: tQuids S1 | 8 comentários

D. Duarte Nuno de Bragança: “Não devemos entregar os nossos valores éticos ao dogma do livre comércio. Se sacrificarmos tudo a isso, a Europa caminha para o desastre. As regiões mais fracas da Europa, incluindo a nossa, serão arruinadas pelo Norte.”

D. Duarte Nuno de Bragança (http://www.upmagazine-tap.com)

D. Duarte Nuno de Bragança (http://www.upmagazine-tap.com)

“Não devemos entregar os nossos valores éticos ao dogma do livre comércio. Se sacrificarmos tudo a isso, a Europa caminha para o desastre. As regiões mais fracas da Europa, incluindo a nossa, serão arruinadas pelo Norte.”

> O Livre Comércio tem estado associado ao logo da História Económica à prosperidade e ao desenvolvimento. Esse é o Dogma neoliberal, pelo menos. Mas o Livre Comércio não é um valor absoluto. No caso europeu, por exemplo, cumpriu dois objetivos:
A. Pela supressão de todas as proteções alfandegárias dentro do espaço europeu permitiu que os países do norte conservassem o essencial do seu setor primário pela abertura total dos mercados dos países do sul às suas exportações
B. Pela defesa da supressão de barreiras alfandegárias no âmbito dos acordos GATT permitiu que as grandes multinacionais do norte deslocalizassem as suas unidades fabris para a Ásia, aumentando as margens de lucro e os dividendos dos seus acionistas.
C. Para compensar a deslocalização e a globalização, incentivou-se o crédito bancário para os particulares, empresas e Estados. Décadas de “dinheiro barato” e de baixas taxas de juro transmitiram uma ilusória sensação de riqueza que mascarava apenas uma redução brutal dos salários reais e que enriquecia os grandes Bancos do norte da Europa.

Este “Livre Comércio” só pode ser “livre” enquanto for justo e paritário. Quando um agente ou um grupo de agentes assume numa relação comercial um posição de predomínio de “livre” passa a “prisioneiro”. A prisioneiro de tráficos de influência, de pressão e novas formas de imperialismo e escravização das populações exploradas.

“Todo o desenvolvimento se deveria submeter a um critério, o da felicidade da população no presente e no futuro. Não podemos sacrificar o futuro em nome dos nossos dias, e é por isso que as questões ecológicas são tão importantes; o que hoje em dia continuamos a fazer na Europa e na América do Norte é puro suicídio.”

> O dito “índice de felicidade” não é novo e assume já hoje um papel central no planeamento económico de países como o Butão, nos Himalaias. O tão propalado “PIB” e o endeusamento do crescimento contínuo e crescente não é racional num mundo que se sabe de recursos finitos e onde ademais a pressão ecológica e ambiental apela a uma moderação dos consumos individuais e empresariais. Além de refletir muito pouco sobre o grau de saúde social ou desenvolvimento cultural de uma sociedade, o PIB é também incapaz de aferir do real grau de satisfação de uma comunidade. Por isso, defendemos o abandono do PIB – enquanto métrica de desenvolvimento económico – e a sua substituição pelo “índice de felicidade” fundado em torno de quatro pilares:
1. A promoção de um desenvolvimento sócio-económico sustentável e igualitário
2. A preservação e promoção dos valores sociais e culturais da comunidade
3. A conservação da natureza, do ambiente e do clima
4. Regras, políticas e práticas ativas de Boa Governança.

A combinação de várias métricas destes quatro pilares produzirá um índice FIB (“Felicidade Interna Bruta”) que será capaz de medir com muito mais exatidão o grau de desenvolvimento social e económico de um povo descartando de vez medidas obsoletas como a extração de um número crescente de milhões de toneladas de carvão (com custos ambientais severos), da exploração petrolífera em zonas protegidas (Alasca ou delta do Níger) ou da instalação de grandes agro-industrias no interior dos EUA com a catástrofe ambiental decorrente.

A felicidade individual não se mede pela quantidade de gasolina que se compra, pelo tamanho dos plasmas nem pela quantidade de telemóveis em cada habitação. Mede-se pelo grau de realização do potencial de cada um de nós, pela qualidade de vida das nossas famílias e pela preservação do nosso meio ambiente. E isso os países do norte ainda não aprenderam. E nós, no sul, estamos a esquecer…

Comentário a uma entrevista de Dom Duarte Nuno de Bragança

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 7 comentários

Luciano Amaral: “A política monetária de câmbio forte (ou seja explícita, como entre 1990 e 1999, seja implícita, como desde o ano 2000) e as baixas taxas de juro têm estrangulado o sector transaccionável”

http://www.jornaldenegocios.pt

Luciano Amaral: "Economia Portuguesa, As Últimas Décadas"

“A política monetária de câmbio forte (ou seja explícita, como entre 1990 e 1999, seja implícita, como desde o ano 2000) e as baixas taxas de juro têm estrangulado o sector transaccionável, o que não o torna atrativo para os capitais disponíveis. Ao mesmo tempo, tanto uma como as outras constituem um forte incentivo à expansão do sector não-transaccionável, por via do embaratecimento do crédito à habitação e ao consumo. Finalmente, a própria despesa pública funciona como um elemento adicional de atração de recursos para o setor não-transaccionável, com o seu constante crescimento de serviços públicos”.

Economia Portuguesa, As Últimas Décadas
Luciano Amaral

Quando ouvimos Cavaco Silva dizer que “gostaria que o euro fosse uma moeda mais fraca” para auxiliar as nossas exportações, estamos perante um caso de verdadeira amnésia histórica. Cavaco Silva foi um dos grandes responsáveis pela adesão incondicional à União Económica e Monetária (UEM) que antecedeu o Euro, entre 1990 e 1999 e que tinha como principal objetivo baixar a inflação e as taxas de juro. Na época, sabia-se que a política de câmbios altos iria prejudicar seriamente os setores produtivos, afetando a sua competitividade internacional e destruindo-os, a prazo.

Três décadas de Moeda Forte produziram os seus efeitos: o sonho de Cavaco na década de 90, cumpriu-se: hoje somos um país de excelentes infra-estruturas de transportes (temos mais m2 de auto-estradas por hab. que a Alemanha), de Bancos de nível mundial, muito Turismo mas… importamos 70% do peixe que consumimos e 60% dos alimentos. A nossa indústria foi deslocalizada para o Leste da Europa ou simplesmente faliu e o país está quase completamente tercializado.

O Capital (que em Portugal sempre foi de baixa intensidade) aproveitando as baixas taxas de juro e a assassina (para o país) aposta na Tercialização e os elevados lucros na especulação bolsista desviou-se para essas paragens, descapitalizando empresas e reduzindo o investimento. Em resultado, as empresas que tinham resistido aos câmbios altos, ficaram sem Capital, e faliram.

A Moeda Forte é hoje o problema mais imediato da Economia portuguesa. Os seus políticos (o PR em primeiro lugar, porque começou o processo, em 1990) devem bater-se com unhas e dentes em Bruxelas porque a Moeda tenha um valor mais ajustado à nossa economia, ameaçando (e cumprindo!) com a saída caso a UE não aceite este ajustamento. Sim, porque não o duvidemos… o preço relativo do Euro com o Dólar é definido pelos Mercados, mas as entidades europeias tudo têm feito para manter o Euro caro… Monetaristas fanáticas como são e dominadas (como são) pela Alemanha.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 58 comentários

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